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Os órgãos institucionais de controle da criminalidade são aqueles responsáveis pelo controle social formal. Corresponde( m) a um deles:
a igreja.
a família.
o sistema penitenciário.
os sindicatos.
a escola.
I – FRANZ VON LISZT, ao desenvolver o Programa de Marburgo (1882), criou um modelo integrado e relativamente harmônico entre dogmática e política criminal, postulando ser tarefa da ciência jurídica estabelecer instrumentos flexíveis e multifuncionais, com escopo de ressocializar e intimidar as mais diversas classes de delinqüentes.
II – KARL BINDING (1841-1920), em sua mais famosa obra “As normas e sua contravenção”, desenvolve a definição de normas como proibições ou mandatos de ação.
III – A Teoria da Anomia caracteriza-se por ser uma política ativa de prevenção que intenta tutelar a sociedade, protegendo também o delinqüente, pois visaria assegurar-lhe, através de condições e vias legais, um tratamento apropriado.
IV – EUGENIO RAÚL ZAFFARONI pauta o seu pensamento abolicionista no entendimento de que o sistema penal caracteriza-se por sua inutilidade e incapacidade de resolução dos problemas para os quais se propõe solucionar. Defende a tese de que o sistema penal poderia ser substituído por outras formas alternativas de controle social, como, por exemplo, a reparação e a conciliação.
V – O modelo penal de Defesa Social nega totalmente o livre-arbítrio (pressuposto da culpabilidade), pelo fato de o crime não ser mais o resultado de vontade livre do sujeito, mas sim de (pré)condições individuais, físicas ou sociais.
Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas.
Apenas as assertivas I, III, IV e V estão corretas.
Todas as assertivas estão corretas.
Um dos instrumentos do poder disciplinar, caracterizado por Michel Foucault em seu livro Vigiar e Punir, consiste em uma forma de punição que é, ao mesmo tempo, um exercício das condutas dos indivíduos. Este instrumento da disciplina é denominado, pelo autor,
pena capital.
sanção normalizadora.
execução normativa.
sanção repressora.
poder soberano.
Com base no livro As prisões da miséria de Loïc Wacquant, assinale a alternativa INCORRETA sobre a doutrina da “tolerância zero”.
Instrumento de legitimação da gestão policial e judiciária da pobreza que tem sua origem na cidade de Nova York.
Essa doutrina propaga a retórica militar da “guerra” ao crime e da “reconquista” do espaço público.
Ela foi extremamente criticada nos Estados Unidos e não houve sua propagação em outros países.
Política de segurança pública, voltada para perseguir a pequena delinquência e reprimir os mendigos e os sem teto nos bairros deserdados.
I - Pode-se dizer que a “Teoria das Janelas Quebradas”, formulada por Kelling e Wilson (estudo publicado em 1982), sublinha a necessidade de atenção e cuidados especiais com a segurança, no sentido de se evitar a ação dos criminosos.
II - Ainda sobre os fundamentos de tal teoria (Janelas Quebradas), não é errado afirmar que a vítima tem importante papel no fenômeno crime.
III - O programa “tolerância zero”, executado com sucesso na cidade de Nova Iorque sob a gestão do prefeito Rudolf Giuliani, estabelecia como estratégia de combate a delinqüência a repressão prioritária aos crimes mais graves.
IV - Na verdade, tal programa (tolerância zero) se fundamentou na repressão integral ao crime, sem retirar a importância de se punir também os delitos considerados mais leves, a exemplo do salto às catracas do metrô de Nova Iorque.
V - Não é errado afirmar-se que o mencionado programa “Tolerância Zero”, executado em Nova Iorque sob a chefia do policial Willian Bratton, teve como base teórica o estudo formulado por Kelling e Wilson (a referida Teoria das Janelas Quebradas).
( ) Apenas IV e V estão corretos.
( ) Apenas I e III estão corretos.
( ) Apenas II e V estão corretos.
( ) Apenas III e IV estão corretos.
( ) Apenas I, II e III estão corretos.
Um jovem pobre e negro caminhando pelas ruas de uma grande cidade brasileira é um ser socialmente invisível.
Com essa afirmação, Luiz Eduardo Soares exemplifica o conceito de ser socialmente invisível. Um jovem é socialmente invisível
por ser potencialmente perigoso e constituir uma ameaça para a sociedade.
porque as pessoas que passam por ele não o conhecem.
quando lhe é imputado um estigma que dissolve a sua identidade e a anula.
quando procura ocultar sua condição de pobreza.