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Regulação, concessão e defesa da concorrência são estratégias inter-relacionadas e apresentam um enorme desafio para o legislador, o Poder Executivo, o setor jurídico, o setor privado e a sociedade civil. O Estado não pode estar ausente do ambiente regulatório. Além de ser poder concedente, cabe a ele definir os rumos da política regulatória, cujo objetivo é alcançar a legitimidade, o consenso da sociedade civil em relação às instituições e às práticas de regulação. Em relação a esse tema, é incorreto afirmar que:
a principal diferença relativa às novas agências reguladoras não se encontra na sua forma jurídica, mas na relação estabelecida entre as competências normativas da agência e a exploração do serviço pelo concessionário.
as agências reguladoras praticam atos administrativos, regulados pela Constituição, obedecendo aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade.
a agência reguladora não é um agente fiscal da moralidade constitucional e administrativa e é um órgão voltado muito mais para o interesse público capital do Estado do que para os usuários e a sociedade simplesmente.
os marcos regulatórios que conformam a atuação das agências reguladoras, enquanto autarquias especiais, são a Constituição, os atos do Poder Legislativo, regulamentos primários e secundários, assim como o contrato de concessão, considerando que a agência reguladora não representa o poder concedente.
a agência reguladora pode ser considerada uma instância arbitral da administração pública, no sentido de dirimir eventuais conflitos e divergências entre o poder concedente e as concessionárias ou na tutela dos direitos dos serviços públicos concedidos.
A legislação das agências reguladoras estabeleceu a possibilidade de se utilizar, para a aquisição de bens e contratação de serviços por essas entidades, uma modalidade especial de licitação, prevista tão-somente para essa categoria organizacional. Tal modalidade denomina- se:
pregão
consulta
convite
credenciamento
registro de preços
O presidente da ANVISA é escolhido pelo presidente da República, após aprovação pelo Congresso Nacional.
Indique a opção que melhor caracteriza a situação da ANEEL em termos de sua instituição como entidade.
Organização não governamental autônoma, representando os interesses do consumidor.
Entidade jurídica do Estado sem fins lucrativos, com atribuições de Estado, vinculada à Presidência da República.
Organização social, vinculada ao Ministério de Minas e Energia e Ministério de Meio Ambiente.
Fundação vinculada ao Ministério de Minas e Energia, com sede e foro no Distrito Federal e prazo de duração indeterminado.
Autarquia sob regime especial, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
As atribuições das agências reguladoras incluem a formulação de políticas para os setores regulados.
Certo
Errado
De acordo com a doutrina administrativista, as agências reguladoras têm natureza jurídica de empresa pública.
As agências reguladoras de serviços públicos brasileiras são autarquias especiais, dotadas de autonomia em relação à administração federal. Isso significa que:

são todos corretos
são todos incorretos
apenas um está correto
há dois corretos
há três corretos
Na contratação regulada, prevista na Lei nº 10.848/04, deverá haver licitação para compra de energia elétrica para as concessionárias de distribuição de energia elétrica, sendo observados os seguintes prazos e condições nos contratos bilaterais a serem formalizados no
mínimo de 3 e máximo de 20 anos para a energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes.
mínimo de 5 e máximo de 15 anos para a energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes.
mínimo de 15 e máximo de 35 anos para a energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração.
mínimo de 20 anos e máximo indeterminado para a energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração.
máximo de 15 anos e mínimo indeterminado para a energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes.
Sob a perspectiva da autonomia das agências reguladoras, assinale a única opção correta.
Para a efetivação da independência é indispensável a decisão colegiada por membros investidos de mandato, a ausência de controle hierárquico, a liberdade administrativa, a autonomia financeira e um regime de pessoal compatível com a importância das atribuições da agência.
A independência em relação aos agentes regulados envolve o risco do populismo regulatório, podendo a agência se transformar em um órgão promotor apenas do interesse dos grupos sociais mais numerosos.
A independência em relação aos consumidores ou usuários envolve o risco de captura, por isso é essencial a utilização de mecanismos como a quarentena para os ocupantes dos cargos mais elevados na agência.
A independência em relação ao poder político resulta principalmente da legitimidade baseada no reconhecimento da competência técnica da agência e de um arcabouço legal consistente o suficiente para evitar as vicissitudes do ambiente político.
A independência frente aos poderes dominantes na sociedade pode ser fortalecida pela obrigatoriedade de assessoramento especializado e de consulta ou audiência pública antes de tomada de decisões relevantes pelas agências.
As agências reguladoras federais voltadas às áreas de infra-estrutura
foram criadas antes dos processos de privatização/liberalização para garantir o equilíbrio entre investidores e consumidores.
são autarquias especiais vinculadas aos respectivos Ministérios setoriais.
são agências executivas com contratos de gestão negociados com o Poder Executivo.
são autarquias subordinadas hierarquicamente aos respectivos Ministérios setoriais.
integram a Administração Federal indireta e são vinculadas à Presidência da República.
Agências executivas são uma modalidade de agência reguladora com funções mais de fomento que de regulação.
A operação interligada do sistema elétrico brasileiro é coordenada por
Grupo Gestor da Operação Interligada-GGOI, vinculado ao Ministério de Minas e Energia.
Comitê Central da Operação Interligada-CCOI, vinculado à ANEEL.
Operador Nacional do Sistema Elétrico-ONS.
Centros Regionais de Coordenação da Operação, sob supervisão da Eletrobrás.
Comitê Nacional da Operação Centralizada- CNOC.
As Agências Reguladoras, surgidas no Brasil após as privatizações, têm como missão fiscalizar:
a política governamental na área da economia
as MPs (Medidas Provisórias)
as prestadoras de serviços públicos
as contas ministeriais
As agências reguladoras criadas nos últimos anos na esfera federal assumiram a forma jurídica de:
fundações públicas
órgãos da administração direta
empresas públicas
sociedades de economia mista
autarquias
A criação das chamadas "agências reguladoras" durante o governo Fernando Henrique Cardoso provoca controvérsia quanto ao conceito de independência das entidades de regulação tradicionais (CMN, BACEN e CVM, por exemplo). Segundo as leis que regulam as novas "agências reguladoras", estas seriam independentes, diferentemente das entidades tradicionais, porque possuem atribuição de competências
regulatórias; o Poder Executivo não pode exonerar seus dirigentes ad nutum, sua organização é colegiada, há formação técnica de seus quadros, não se pode interpor recursos hierárquicos.
regulatórias e ordenadoras; o Poder Executivo não pode exonerar seus dirigentes ad nutum, sua organização é colegiada e representativa dos diversos ministérios afins, há formação técnica de seus quadros, não se pode interpor recursos hierárquicos.
regulatórias; os Poderes Executivo e Legislativo não podem exonerar seus dirigentes ad nutum, sua organização é colegiada e representativa dos diversos ministérios afins, há formação técnica de seus quadros, não se pode interpor recursos hierárquicos.
regulatórias e hierárquicas; apenas o Conselho de Defesa do Estado pode exonerar seus dirigentes ad nutum, sua organização é colegiada, há formação técnica de seus quadros, não se pode interpor recursos extrajudiciais.
regulatórias, ordenadoras e hierárquicas; apenas o Conselho de Defesa do Estado pode exonerar seus dirigentes ad nutum, sua organização é colegiada e representativa dos diversos ministérios afins, há formação técnica e prática de seus quadros, não se pode interpor recursos extra-judiciais.
As agências reguladoras, recentemente criadas na Administração Pública Indireta Federal, não se caracterizam por
personalidade jurídica de direito público, sob a forma de autarquia.
autonomia para editar normas administrativas referentes ao objeto de sua regulação, observados os limites legais.
independência de seu corpo diretivo.
exercício do poder de polícia respectivo à área de atuação.
desvinculação a órgão ministerial supervisor.
As agências reguladoras constituem espécie distinta de ente da administração pública indireta: não são autarquias nem empresas públicas; possuem personalidade jurídica de direito privado, amplos poderes normativos e seus dirigentes não são demissíveis ad nutum.
As comissões parlamentares têm papel marcante no estabelecimento e na implementação das políticas regulatórias, segundo o modelo regulatório vigente no Brasil.
Entre os objetivos da regulação, figuram a promoção de simetria de informações e a minimização de falhas de mercado.