Questões de Concurso sobre Compensação (Art. 368 ao 380)

 
 
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Gustavo vendeu duas mesas a Henrique. No contrato de compra e venda, restou estabelecido que Henrique pagaria o valor integral das mesas no prazo de 10 dias na cidade de Barretos. Um dia depois, Henrique decide vender três geladeiras para Gustavo. No contrato restou estabelecido que Gustavo pagaria o valor integral das geladeiras no prazo de 60 dias na cidade de São José do Rio Preto.


No que diz respeito à situação hipotética, assinale a alternativa correta, considerando que se passaram 90 dias da data da venda das mesas.


A

Não é possível fazer a compensação, uma vez que o prazo de vencimento das dívidas era diferente.


B

É possível fazer a compensação das dívidas, devendo ser definido o lugar de pagamento de comum acordo entre as partes, não havendo que se falar em dedução das despesas de deslocamento.


C

Ainda que Gustavo renuncie a compensação, Henrique poderá obrigá-lo a compensar.


D

Admite-se a compensação em prejuízo de direito de terceiro desde que este tenha ciência.


E

A diferença de causa nas dívidas, em regra, não impede a compensação.

Em relação ao Código Civil, assinale a alternativa incorreta:


A

Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer;


B

Em relação ao adimplemento e extinção das obrigações, os prazos de favor, embora consagrados pelo uso geral, obstam a compensação;


C

Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-la, e exigir a satisfação das perdas e danos;


D

Não haverá compensação quando as partes, por mútuo acordo, a excluírem, ou no caso de renúncia prévia de uma delas;


E

Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou.

A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação:


A

se provier de esbulho.


B

se uma se originar de comodato.


C

se uma for de coisa não suscetível de penhora.


D

se uma se originar de coisa fungível.

João Mário possui crédito em face de Carlos Augusto no valor líquido e certo de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais), derivado de um contrato de compra e venda de bem móvel realizada em 23/04/2015. O Credor, em 15/06/2015, transferiu esse crédito a Paulo Roberto, que o utilizaria para tentar compensar uma obrigação vinculada à coisa infungível, ainda não vencida, que detinha em relação a Carlos Augusto. Diante da situação hipotética e com base nos dispositivos do Código Civil, assinale a alternativa CORRETA.


A

A eventual compensação de dívidas entre Paulo Roberto e Carlos Augusto estaria plenamente autorizada, mesmo antes do vencimento da obrigação.


B

O cessionário somente poderá exercer atos conservatórios do direito transmitido após o conhecimento da cessão pelo devedor-cedido.


C

A existência e a validade da cessão do crédito dependem diretamente da notificação do devedor-cedido.


D

Como regra, João Mário (cedente) deverá responder perante o Cessionário pela solvência do devedor (Carlos Augusto).


E

A compensação pretendida por Paulo Roberto não seria possível ante a natureza infungível da obrigação e o não vencimento da dívida com Carlos Augusto.

De acordo com o que dispõe o Código Civil, a compensação legal opera-se de pleno direito quando há liquidez e exigibilidade do débito e fungibilidade das prestações, não havendo impedimento para a compensação devido a prazo de favor concedido por uma das partes.

C
Certo

E
Errado

Segundo o Código Civil, os prazos de favor, embora consagrados pelo uso geral, não obstam a:


A
Novação.

B
Dação em pagamento.

C
Remissão das dívidas.

D
Compensação.

No que se refere à compensação, pode-se afirmar que


A

apesar da regra geral de que o devedor somente pode compensar com o credor o que este lhe dever, ao fiador é permitido compensar sua dívida com a de seu credor ao afiançado.


B

tendo o art. 369 do Código Civil instituído a compensação legal, nula será a disposição contratual que não dê a uma das partes desse ajuste o direito de recorrer à compensação, mantendo-a, todavia, facultada à outra parte.


C

se duas partes são reciprocamente credoras de quantias líquidas, mas uma das dívidas não é exigível ainda, enquanto a outra já o é, o credor da dívida exigível não poderá cobrá-la enquanto a outra não se tornar exigível.


D

se Caio deve a Tício R$ 100,00 por conta de um mútuo que este fez àquele, e Caio ganhou aposta de Tício no mesmo valor, a compensação entre os débitos não poderá ser recusada nem por um e nem por outro.

O Código Civil prevê algumas hipóteses, nas quais a diferença de causa nas dívidas não impede a compensação. Assim, em regime excepcional, está autorizada a compensação de dívidas de causas diferentes, exceto:


A

Se provier de furto ou roubo


B

Se uma se originar de comodato ou depósito


C

Se uma se originar de alimentos


D

Se provier de esbulho ou turbação


E

Se uma for de coisa não suscetível de penhora

Tenha atenção nos enunciados a seguir. Todos estão relacionados com as regras existentes sobre a extinção das obrigações no Código Civil.


I. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, extingue a obrigação com prejuízo de terceiro interessado juridicamente.

II. Cessando a confusão, a obrigação anterior não se restabelece, mas torna-se nova dívida.

III. Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não pode compensar essa dívida com a que o credor dele lhe dever.

IV. Na novação, se o novo devedor for insolvente, tem o credor, que o aceitou, ação regressiva contra o primeiro.

V. No pagamento em consignação, as despesas com o depósito, quando julgado procedente, correrão à conta do devedor, e, no caso contrário, à conta do credor.


Quantos estão corretos?


A

Todos.


B

Três.


C

Um.


D

Dois.


E

Nenhum.

A compensação


A

pode ocorrer entre dívida proveniente de esbulho e dívida decorrente de comodato.


B

efetua-se entre dívidas líquidas e vencidas de coisas infungíveis.


C

não pode ser feita se o credor concedeu prazo de favor ao devedor.


D

da dívida do fiador pode ser feita com a de seu credor ao afiançado.


E

de dívida de pessoa que se obrigou por terceiro pode ser feita com a que o credor dele lhe dever.

Sendo a compensação uma das formas de extinção das obrigações e, portanto, norma cogente, não podem as partes acordar a sua exclusão nem podem a ela renunciar.


C
Certo

E
Errado
 
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