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André, sabendo que não conseguiria honrar o pagamento das parcelas contratuais de empréstimo contraído, transferiu um terreno, único bem que possuía em seu nome, para o seu irmão, Rafael, antes que a instituição financeira buscasse judicialmente o cumprimento da obrigação. Rafael, por sua vez, visando não correr o risco de perder o imóvel, alienou o bem a Rogério, que, não sabendo da situação narrada, adquiriu-o de boa-fé. Após a conclusão do negócio, Rafael repassou toda a quantia percebida a André.
Em face dessa situação hipotética, assinale a opção correta em relação ao negócio jurídico.
Conforme orientação do STJ, caso ajuizada a ação pauliana pela instituição financeira, Rogério se manteria no bem e Rafael seria condenado a pagar, solidariamente com André, a indenização à instituição financeira no valor do bem transferido fraudulentamente.
Segundo entendimento consolidado do STJ, a fraude contra credores acarreta a anulação do negócio jurídico, independentemente da boa-fé do adquirente, que poderá, entretanto, ajuizar ação regressiva contra aquele que se beneficiou do negócio jurídico, no caso André.
De acordo com o entendimento do STJ, para a validade do negócio jurídico efetuado, além da boa-fé do adquirente, é necessária a inscrição do ato negocial no Registro de Títulos e Documentos.
É cabível o ajuizamento de ação pauliana contra André, Rafael e Rogério, por terem celebrado negócio jurídico fraudulento.
Consoante entendimento do STJ, o negócio jurídico deve ser anulado, independentemente da boa-fé de Rogério, devendo este ser ressarcido por André e Rafael, que responderão de forma solidária pela dívida.
Caso uma pessoa faça declaração enganosa de vontade com o objetivo de produzir efeito diverso daquele claramente indicado, configurar-se-á um(a)
reserva mental.
dolo.
simulação.
fraude.
erro essencial.
A respeito da validade dos negócios jurídicos, analise as afirmativas a seguir.
I. A nulidade pode ser alegada por qualquer interessado, ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir e pode ser pronunciada de ofício pelo Juiz.
II. A anulabilidade somente pode ser alegada pelos interessados e aproveita, sem exceções, apenas aos que a alegarem.
III. É nulo o negócio jurídico quando não revestir a forma prescrita em lei e a validade da declaração da vontade é, em regra, livre de forma especial.
Assinale:
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
se somente a afirmativa II estiver correta.
se somente a afirmativa III estiver correta.
se somente a afirmativa I estiver correta.
A venda de imóvel no valor de cem mil sem escritura pública é nula e insuscetível de conversão em outro negócio por afrontar formalidade prevista em lei.
Assinale alternativa correta em relação ao fato jurídico.
O negócio jurídico deverá ser interpretado de forma restritiva.
Para que o negócio jurídico seja válido é obrigatória a lavratura de escritura pública.
Sendo as partes maiores e capazes, o negócio jurídico será válido.
A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei expressamente exigir.
O silêncio sempre importa na anuência daquele que, devendo se manifestar, assim não o fez.
É correto afirmar:
Como regra, as causas interruptivas da prescrição aplicam-se igualmente aos prazos decadenciais.
A interrupção da prescrição poderá ocorrer quantas vezes ocorram e se provem as causas interruptivas.
A prescrição iniciada contra uma pessoa interrompese com sua morte e deixa de correr contra o seu sucessor.
Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva.
Não correm os prazos prescricionais contra os relativamente incapazes e contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas.
João, premido pela necessidade de conseguir dinheiro para purgar a mora referente a alugueis e encargos da casa em que reside e evitar o despejo, vendeu uma joia de família a Ricardo, por R$5.000,00, embora o seu preço de mercado seja de aproximadamente R$50.000,00.
Lesão.
Dolo.
Coação.
Estado de perigo.
Erro.
Assinale a opção correta acerca do negócio jurídico.
As condições de fazer coisas impossíveis, quando resolutivas, são inexistentes.
O termo inicial suspende a aquisição do direito.
Os negócios jurídicos benéficos devem ser interpretados de modo extensivo.
Em regra, o representante pode contratar consigo mesmo.
A condição integra o plano de validade do negócio jurídico.