Questões de Concurso sobre Fatos Jurídicos (Art. 104 a 232)

 
 
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Considere as seguintes afirmativas:


I. É válido, com objetivo científico, o ato de disposição do próprio corpo, para depois da morte.

II. O nome da pessoa pode ser empregado por outrem em publicações que a exponham à indignação pública, desde que não haja qualquer intenção difamatória.

III. Segundo o Código Civil, a validade do negócio jurídico requer apenas dois requisitos: agente capaz e objeto lícito possível, determinado ou determinável.

IV. O erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o negócio, quando, por seu contexto e pelas circunstâncias, for possível identificar a coisa ou pessoa cogitada.

V. A confissão feita por representação é eficaz nos limites dos poderes outorgados pelo representado.


Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas CORRETAS.


A

I, III e V apenas.


B

II, IV e V apenas.


C

I, III e IV apenas.


D

I, IV e V apenas.

De acordo com a legislação civil, são requisitos de validade do negócio jurídico:


A

agente capaz, objeto lícito, possível e determinado (ou determinável) e forma prescrita ou não defesa em lei.


B

agente capaz ou relativamente capaz, objeto lícito e determinado e testemunhas presenciais.


C

duas ou mais pessoas, maiores e capazes, objeto determinado e inexistência de vícios que poderiam levar à anulação do negócio jurídico.


D

agente capaz, objeto lícito e possível e contrato escrito.


E

duas ou mais pessoas, maiores e capazes, objeto determinado (ou determinável) e instrumento contratual registrado em cartório.

Aos 15 anos de idade, Mateus adquiriu pacote turístico para Porto de Galinhas, declarando-se maior no ato da aquisição. Vendo-se impossibilitado de realizar o pagamento, ajuizou ação desconstitutiva, alegando incapacidade quando da celebração do negócio. Tal pretensão


A

tem cabimento, devendo ser deduzida no prazo decadencial de 4 anos, contados da cessação da incapacidade.


B

não tem cabimento, pois não se exime da obrigação aquele que, no ato de obrigar-se, declara-se maior.


C

tem cabimento, devendo ser deduzida no prazo decadencial de 4 anos, contado da celebração do negócio.


D

não tem cabimento, pois a execução voluntária do negócio põe fim às ações de que dispõe o devedor.


E

tem cabimento, não se sujeitando a prazo decadencial.

Se A beneficia B com uma doação, declarando que assim procede porque o donatário B lhe salvou a vida, mas, posteriormente, descobre que isso não corresponde à realidade, provando-se que o donatário B nem mesmo participou do salvamento do doador A, é correto afirmar que, neste caso, o negócio jurídico

A
é anulável por vício de erro quanto ao fim colimado.

B
é válido, porque o erro quanto ao motivo do negócio não é considerado essencial.

C
será considerado nulo de pleno direito.

D
é nulo, mas somente deixará de produzir efeitos se A arguir o vício.

E
é anulável, devendo B responder exclusivamente por danos morais.
Ao constatar ter caído em insolvência, Mateus vende todos seus bens antes que credores quirografários ajuízem ações. O ato de Mateus configura fraude

A
contra credores, vício social que tem como possível consequência a anulação das alienações.

B
à execução, vício do consentimento que tem como possível consequência a ineficácia das alienações.

C
contra credores, vício do consentimento que tem como possível consequência a nulidade das alienações.

D
à execução, vício social que tem como possível consequência a nulidade das alienações.

E
contra credores, vício social que tem como possível consequência a nulidade das alienações.
   
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