Questões de Concurso sobre Crimes Contra a Honra

 
 
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Interessada amorosamente em Hildefonso, Joana passou a enviar, de forma reiterada, mensagens de cunho insinuante para este, por meio do aplicativo de mensagens “Whatsapp”. Após tomar conhecimento dos fatos, Mayara, esposa de Hildefonso, dominada por violenta emoção, dirigiu-se até a residência de Joana e, em via pública, na presença de diversos vizinhos, passou a gritar, afirmando que “estava ali à procura de Joana, aquela meretriz, sem caráter e destruidora de lares que reside naquele local.”. Acionada, a Guarda Municipal compareceu ao local, interrompeu a conduta e conduziu Mayara à autoridade policial para as providências cabíveis. Considerando o caso hipotético narrado, é correto afirmar que a conduta de Mayara:


A

Configura calúnia, pois houve imputação indireta de comportamento desonroso equiparável à prática de crime contra a dignidade sexual, ainda que sem descrição típica expressa.


B

Configura injúria, pois consistiu na atribuição de qualidades negativas à vítima, atingindo sua dignidade e decoro, ainda que a ofensa tenha ocorrido em local público e na presença de terceiros.


C

É atípica, tendo em vista que foi praticada sob o domínio de violenta emoção decorrente de injusta provocação da vítima, circunstância que exclui a imputabilidade penal nos crimes contra a honra.


D

Configura difamação, pois houve atribuição de fatos determinados ofensivos à reputação da vítima, sendo irrelevante que tais afirmações tenham sido exteriorizadas por meio de palavras genéricas.

Um jornalista investigava um caso de corrupção envolvendo o CEO de uma grande empresa brasileira e foi condenado por violação do art. 139 do Código Penal Brasileiro após publicar reportagem.


Qual das situações a seguir caracteriza a prática que levou à condenação?


A

Publicação baseada em denúncia anônima recebida pela redação, sem verificação posterior dos fatos narrados, atribuindo condutas desonrosas ao CEO.


B

Matéria que reproduz fielmente o conteúdo de inquérito policial em andamento contra o CEO, citando as investigações oficiais como fonte.


C

Reportagem fundamentada em pesquisa de opinião pública, apresentando percepções da população sobre possíveis irregularidades na gestão da empresa.


D

Entrevista investigativa com fonte não identificada que alega ter presenciado condutas questionáveis do CEO, com corroboração documental.


E

Cobertura jornalística de ato público (manifestação) em que cidadãos expressam acusações contra o CEO e a empresa.

Com base no Código Penal, durante reunião realizada em ambiente profissional, uma pessoa atribuiu a outra um fato ofensivo à sua reputação perante os demais presentes. Posteriormente, verificou-se que o fato narrado não constituía crime. Nessa situação, assinale a alternativa CORRETA.


A

A conduta caracteriza calúnia.


B

A conduta caracteriza denunciação caluniosa.


C

A conduta caracteriza difamação.


D

A conduta caracteriza injúria.


E

A conduta caracteriza favorecimento pessoal.

Leopoldo, aluno do curso de Direito de universidade pública (fundação pública), com o propósito de macular a honra alheia, contou para Martha, colega de turma, que Norma, também aluna, somente fora aprovada na disciplina de Direito Penal porque subornara o professor, pagando-lhe a importância de R$ 5.000,00, fato mentiroso, inventado por Leopoldo. Não satisfeito, revelou que outro aluno, Otávio, está tendo um caso extraconjugal com a professora de Direito do Trabalho, fato verdadeiro.

Martha, mesmo ficando em dúvida sobre o que lhe foi dito por Leopoldo, por não gostar de Norma nem de Otávio, repassou as mesmas informações para Patrícia, sua amiga.


Diante do caso hipotético narrado, assinale a afirmativa correta.


A

Leopoldo cometeu os crimes de calúnia e injúria, assim como Martha.


B

Leopoldo cometeu dois crimes de difamação, assim como Martha.


C

Leopoldo cometeu os crimes de calúnia e difamação, assim como Martha.


D

Leopoldo cometeu dois crimes de calúnia, ao passo que Martha não cometeu crime.


E

Leopoldo cometeu os crimes de calúnia e difamação, ao passo que Martha somente cometeu o crime de difamação.

Durante reunião administrativa em uma escola municipal, um servidor afirma publicamente que outro colega teria cometido crime de peculato, sabendo que tal fato jamais ocorreu. Dias depois, repete a mesma afirmação em um grupo de mensagens da comunidade escolar, ampliando significativamente o alcance da imputação. Considerando a legislação penal aplicável, assinale a alternativa CORRETA.


A

A conduta constitui apenas injúria, pois envolve ofensa à dignidade sem imputação de fato específico.


B

A conduta constitui difamação, pois envolve fato ofensivo à reputação, mas não fato definido como crime.


C

A conduta constitui calúnia, pois houve imputação falsa de fato definido como crime.


D

A conduta constitui mera infração administrativa, pois a divulgação em redes sociais não integra a tipicidade penal.


E

A conduta constitui apenas delito de difamação agravado, pois toda acusação falsa divulgada em redes sociais é tratada como difamação.

Um médico negro fazia seu atendimento no hospital quando percebeu que uma senhora havia ingressado na sala de emergência sem a devida autorização. O médico solicitou continuamente que a senhora se retirasse do local, pois não havia permissão para ali permanecer. Sem atender ao pedido, ela agrediu o médico dizendo: “E aí, seu médico preguiçoso, safado e incompetente! Não vai me atender?!”. A ação foi presenciada por dois técnicos de enfermagem e por outros pacientes que aguardavam atendimento. Acionados pelo médico, policiais militares compareceram ao local e, diante do relato, efetuaram a prisão em flagrante da senhora, conduzindo-a até a Delegacia de Polícia. Nesse caso, a prisão em flagrante foi corretamente executada, porque a senhora praticou o crime de:


A

injúria


B

calúnia


C

difamação


D

injúria racial

Após ser provocado, de forma reprovável, por Caio, o particular Matheus, extremamente irritado, acabou por ofendê-lo, por meio de palavras depreciativas e de baixo calão.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que a conduta de Matheus


A

não é considerada crime, já que o agente foi previamente provocado, de forma reprovável, por Caio.


B

caracteriza o crime de injúria, sendo certo que o juiz deverá aplicar as penas previstas no tipo penal.


C

caracteriza o crime de injúria, mas o juiz poderá deixar de aplicar a pena.


D

caracteriza o crime de difamação, mas o juiz poderá deixar de aplicar a pena.


E

é formal e materialmente atípica.

O policial penal Alfa, durante plantão em estabelecimento prisional, iniciou uma discussão acalorada com o policial penal Beta a respeito da distribuição de tarefas. Irritado, Alfa acusou Beta de ser preguiçoso e não realizar as vistorias rotineiras nas celas. A acusação foi ouvida por outros três colegas de trabalho no pátio, afetando gravemente a reputação de Beta. Sendo Beta funcionário público, sabendo que a imputação ofensiva se refere ao exercício de suas funções e tendo se sentido ofendido, ele manifestou a intenção de processar Alfa por difamação. Contudo, antes que Beta apresentasse formalmente a queixa em juízo, Alfa, arrependido, procurou o chefe de segurança da unidade e, por escrito, retratou-se cabalmente da acusação, afirmando que a história era falsa e que Beta era um profissional exemplar. Além disso, retratou-se em reunião conjunta, na presença de todos os policiais.


Considerando o disposto no Código Penal, assinale a alternativa que apresenta corretamente a consequência jurídica para a conduta de Alfa.


A

Alfa não será isento de pena, pois a exceção da verdade é admitida quando o ofendido é funcionário público, e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções, tornando necessária a comprovação da falsidade para a extinção da punibilidade.


B

Alfa estará isento de pena, pois a retratação completa da difamação, se realizada antes da sentença, garante essa isenção.


C

O procedimento somente poderia ser iniciado mediante requisição do Ministro da Justiça ou representação do ofendido. Em qualquer caso, a retratação no âmbito administrativo prisional não produz efeito no processo judicial, sendo necessário que a retratação ocorra por meio de comunicação, se o ofendido desejar.


D

Alfa responderá pelo crime de constrangimento ilegal, pois a imputação ofensiva, ao atingir a reputação de Beta no exercício de sua função, constituiu grave ameaça, o que leva Beta a não fazer o que a lei permite.

Durante a discussão de determinada causa na audiência de instrução e julgamento, as partes e seus respectivos procuradores se exaltaram, sendo necessária a intervenção do Juiz de Direito responsável pela condução dos trabalhos.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que não constitui


A

injúria ou difamação punível a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. Igualmente, não responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade.


B

calúnia ou difamação punível a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. Igualmente, não responde pela calúnia ou pela difamação quem lhe dá publicidade.


C

injúria ou difamação punível a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. Contudo, responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade.


D

calúnia punível a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. Igualmente, não responde pela calúnia quem lhe dá publicidade.


E

calúnia punível a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador. Contudo, responde pela calúnia quem lhe dá publicidade.

Os crimes contra a honra, de acordo com o Código Penal, envolvem atos que:


A

melhoram a reputação do indivíduo perante a sociedade.


B

atentam contra a dignidade ou reputação de alguém.


C

são irrelevantes para questões civis e penais.


D

consistem exclusivamente em agressões físicas.


E

ocorrem somente entre servidores públicos no exercício da função.

Durante licitação, um particular espalha afirmações sabidamente falsas e ofensivas à reputação de um servidor. Tal conduta tem enquadramento penal específico. Assinale a única alternativa CORRETA.


A

Trata-se de crime de difamação, que consiste em imputar fato ofensivo à reputação de alguém.


B

Trata-se de mera crítica irrestrita, constitucionalmente protegida.


C

Trata-se de ilícito civil, sem repercussão penal.


D

Trata-se de conduta atípica, pois envolve pessoa pública.


E

Trata-se de crime que exige violência física como elemento essencial.

Um cidadão publica nas redes sociais que um servidor da Guarda Civil Municipal "aceita propinas". A informação é falsa, mas gera dano à reputação do servidor. De acordo com o Código Penal, trata-se de:


A

Denunciação caluniosa, conduta que envolve comunicar falsamente à autoridade a prática de crime, o que não ocorre quando a imputação é feita apenas em ambiente público ou virtual.


B

Calúnia, por imputar crime determinado, hipótese que exige acusação falsa de prática criminosa com narrativa concreta, situação distinta da simples divulgação de rumor desabonador.


C

Difamação, por imputar fato ofensivo à reputação de outrem, atribuindo conduta desonrosa que pode comprometer seu conceito social perante a comunidade.


D

Injúria, por ofensa à dignidade pessoal, aplicável quando a crítica se dirige à honra subjetiva, sem atribuição de fato específico que repercuta na imagem do indivíduo.

Com base no Código Penal, é CORRETO afirmar que quem pratica a conduta de atribuir falsamente a outro a prática de fato definido como crime, sabendo que a imputação era inverídica, caracteriza:


A

injúria, por atingir a dignidade da vítima mediante ofensa à sua honra subjetiva.


B

difamação, por atribuir fato ofensivo à reputação da vítima, ainda que verdadeiro.


C

calúnia, por imputar falsamente fato definido como crime a alguém.


D

constrangimento ilegal, por expor a vítima ao ridículo perante terceiros.


E

desacato, por desrespeitar a honra de pessoa determinada.

Maria compareceu à sede do Ministério Público Federal, na cidade de Campos dos Goytacazes, no Estado do Rio de Janeiro, buscando informações sobre um inquérito policial que havia sido concluído pela Polícia Federal, com o indiciamento do investigado. Após ser informada de que, João, procurador da República, manifestou-se, em juízo, pelo arquivamento do procedimento investigatório, por ausência de justa causa, Maria se dirigiu a um servidor da repartição pública e disse que João, na semana anterior, teria aceitado R$ 20.000,00 a título de suborno do investigado para deixar de denunciá-lo, embora consciente de que tal afirmação era falsa.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, Maria praticou o crime de:


A

difamação simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena, já que a conduta foi praticada contra agente público, em razão das funções;


B

injúria simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena, já que a conduta foi praticada contra agente público, em razão das funções;


C

calúnia simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena, já que a conduta foi praticada contra agente público, em razão das funções;


D

difamação qualificada, já que a conduta foi praticada na sede de uma repartição pública;


E

calúnia qualificada, já que a conduta foi praticada na sede de uma repartição pública.

Fábio, na presença de várias pessoas, afirmou que Mário, maior e capaz, teria, no dia anterior, praticado o crime de importunação sexual em detrimento da sua vizinha, quando ela passeava com seu cachorro. Registre-se que Fábio sabia que os fatos não eram verdadeiros, mas agiu com o objetivo de prejudicar Mário, seu desafeto.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Fábio responderá pelo crime de


A

difamação simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena, já que a conduta foi praticada na presença de várias pessoas.


B

calúnia simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena, já que a conduta foi praticada na presença de várias pessoas.


C

difamação qualificada, já que a conduta foi praticada na presença de várias pessoas.


D

calúnia qualificada, já que a conduta foi praticada na presença de várias pessoas.


E

calúnia simples, sem a incidência de causa de aumento de pena.

À luz do Art. 139 do Código Penal Brasileiro, analise a seguinte situação:


Um indivíduo imputa a outrem um fato desonroso, ofensivo à sua reputação, ainda que o fato não configure crime, com a clara intenção de manchar sua imagem perante a sociedade.


Considerando apenas a conduta descrita e o dispositivo legal citado, essa ação caracteriza o crime de:


A

Coação.


B

Calúnia.


C

Extorsão.


D

Difamação.

Raíssa, mulher lésbica, foi injuriada por Ângela, colega de trabalho com quem Raíssa convive e mantém relação íntima de afeto, a despeito de não coabitarem. Considerando a situação hipotética, assinale a alternativa correta.


A

Por serem lésbicas e não coabitarem, são inaplicáveis as disposições da Lei Maria da Penha.


B

A injúria realizada por Ângela só poderá ser considerada como forma de violência psicológica.


C

Caso Raíssa requeira medida protetiva de urgência, eventual arma de fogo de Ângela não poderá ser imediatamente apreendida.


D

O ato cometido por Ângela poderá ser considerado forma de violência doméstica e familiar contra a mulher na modalidade violência moral.


E

Caso seja necessário que Raíssa se afaste do local de trabalho, não será assegurada a manutenção do vínculo trabalhista.

Sobre os crimes contra a honra, é correto afirmar que:


A

Não se pune a calúnia contra os mortos.


B

Aquele que sabe falsa a imputação, propala ou divulga a calúnia também incorre na pena.


C

A injúria e a difamação admitem a exceção da verdade.


D

A exceção da verdade na difamação somente se admite se o ofendido for funcionário público, mesmo que a ofensa não seja relativa ao exercício de suas funções.


E

A difamação consiste em imputar falsamente fato definido como crime.

Madalena, por estar insatisfeita com o trabalho realizado por Natanael, pedreiro, na reforma de seu banheiro, mandou mensagem de áudio privada a ele, por aplicativo de mensagens, na qual apontou falhas na obra (que de fato existiam) e o chamou de “porco”.

A mensagem foi enviada no dia 9 de julho, da residência de Madalena, situada em Itaperuna, e foi ouvida por Natanael no dia seguinte, no interior de um ônibus, trafegando por via pública, situada em Natividade.


Diante do caso narrado, Madalena praticou o crime de


A

injúria, no dia 9 de julho, consumando-se o delito em Natividade.


B

difamação, no dia 9 de julho, consumando-se o delito em Natividade.


C

injúria, no dia 10 de julho, consumando-se o delito em Natividade.


D

difamação, no dia 9 de julho, consumando-se o delito em Itaperuna.


E

injúria, no dia 10 de julho, consumando-se o delito em Itaperuna.

Saulo, em razão de seu posicionamento político, foi chamado de “burro” e “idiota” por João, Paulo e Sérgio, seus adversários políticos, que tinham a intenção de ofender sua dignidade e decoro. Inconformado, Saulo decidiu processar seus três ofensores.


Após a propositura da queixa, Saulo reconciliou-se com Sérgio, sendo o perdão dado pela vítima aceito pelo ofensor, e comunicou o fato ao Juizado Especial em que tramitava a ação penal.


Em relação ao caso narrado, assinale a opção que indica, corretamente, o crime cometido pelos três amigos e as implicações da reconciliação entre Saulo e Sérgio.


A

Injúria; o perdão concedido a Sérgio é de natureza personalíssima.


B

Calúnia; o perdão concedido a Sérgio torna perempta a ação em relação a João e a Paulo.


C

Difamação; o perdão concedido a Sérgio se aplica, obrigatoriamente, a João e a Paulo.


D

Injúria; o perdão concedido a Sérgio se aplica, obrigatoriamente, a João e a Paulo.

 
 
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