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A respeito do fato típico e de seus elementos, assinale a alternativa correta.
É correto afirmar que não há crime sem conduta.
A embriaguez completa, voluntária ou culposa, exclui a conduta.
São compatíveis com a figura da tentativa os crimes omissivos próprios ou puros.
É indispensável a ocorrência do resultado naturalístico nos crimes formais.
A coação moral irresistível, ou vis compulsiva, exclui a conduta e, portanto, o fato típico.
A relação sistemática entre a tipicidade e a antijuridicidade constitui um ponto de divergência entre as teorias do Direito Penal, culminando em diferentes modelos para a estrutura do delito. A esse respeito, assinale a alternativa correta:
A Teoria da Independência Absoluta concebe o tipo legal como a ratio cognoscendi da antijuridicidade, sustentando que a adequação formal da conduta ao modelo legal incriminador gera uma presunção relativa de ilicitude, passível de ser afastada pela presença de uma causa de justificação.
A doutrina que entende o tipo como meramente descritivo, desprovido de qualquer conteúdo valorativo, é aquela que afirma que a tipicidade é a ratio essendi, ou seja, a razão de ser e o fundamento da ilicitude, unificando os dois institutos no conceito de injusto (tipo total do injusto).
A Teoria dos Elementos Negativos do Tipo é incompatível com o conceito de tipo total do injusto, dado que exige a autonomia conceitual entre tipicidade e antijuridicidade para o correto escalonamento analítico do crime.
Para a Teoria dos Elementos Negativos do Tipo, que se filia à ratio essendi da antijuridicidade, uma conduta que formalmente se ajusta ao tipo legal de homicídio, mas é praticada em legítima defesa, resulta em um fato atípico.
A concepção dominante na doutrina brasileira, que adota a tipicidade como ratio essendi da antijuridicidade, postula que as causas de justificação, por representarem exceções à regra proibitiva, atuam no plano da culpabilidade para afastar o juízo de reprovação do agente.
Em instrução interna, a chefia da Guarda Municipal revisou conceitos fundamentais sobre o fato típico, destacando que a correta identificação dos elementos facilita a descrição objetiva das ocorrências. Considere os conceitos abaixo:
Coluna I − Elementos do Fato Típico
1. Conduta.
2. Resultado naturalístico.
3. Nexo causal.
4. Tipicidade.
Coluna II − Descrições
A. Relação entre a ação e o resultado.
B. Adequação da conduta ao tipo penal.
C. Ação ou omissão voluntária do agente.
D. Alteração no mundo exterior decorrente da conduta.
Assinale a alternativa que correlaciona CORRETAMENTE as colunas.
1-D, 2-C, 3-A, 4-B.
1-A, 2-B, 3-C, 4-D.
1-C, 2-B, 3-D, 4-A.
1-C, 2-D, 3-A, 4-B.
O fato típico descreve uma ação ou omissão que, de acordo com a lei, é proibida e sancionada como tal.
Certo
Errado
Um cidadão sem antecedentes criminais foi flagrado furtando cinco laranjas em um mercado. As laranjas custavam R$ 7,50. A conduta do cidadão não causou nenhum alarme ou comoção social no mercado, e ele não demonstrou comportamento agressivo ou ameaçador. Além disso, a proprietária do mercado declarou que não houve prejuizo significativo para o seu negócio e não noticiou o fato às autoridades. A respeito desse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
A prática do furto é considerada crime, independentemente do valor do objeto furtado, não importando a mínima ofensividade da conduta. Dessa forma, o cidadão deve ser condenado.
O indivíduo deve ser condenado, mas com uma pena reduzida, já que sua conduta não apresentou periculosidade social significativa.
A conduta preenche os requisitos do princípio da insignificância: mínima ofensividade, nenhuma periculosidade social, reduzidísssmo grau de reprovabilidade e inexpressividade da lesão jurídica provocada. Assim, aquele que furtou as laranjas deve ser absolvido.
Nesse caso, deve ser aplicada uma pena alternativa, como a prestação de serviços comunitários, considerando o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento do cidadão.
Em razão da inexpressividade da lesão jurídica provocada, o réu deve ser advertido, mas sem nenhuma anotação criminal.


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O tipo penal
no crime omissivo próprio exige o comportamento ativo do agente de acordo com sua relação com o bem jurídico.
representa um indício da culpabilidade segundo a teoria materialista objetiva do delito.
tem sua primeira construção dogmática no finalismo de Hans Welzel.
demanda o desvalor do resultado para sua existência como elemento do delito.
é a estrutura legal que descreve o comportamento proibido, possuindo função de garantia.
O juízo de valor no tipo penal é elemento
descritivo.
modal.
normativo.
científico.
subjetivo.
Constituem elementos do tipo objetivo:
elementos descritivo e normativo;
objeto material e objeto jurídico;
conduta verbal e sujeito;
ação ou omissão e elementares;
núcleo do tipo e verbo do tipo.
A doutrina majoritária conceitua crime como o fato típico, ilícito e culpável. Por sua vez, o fato típico envolve o elemento subjetivo do tipo, que pode ser o dolo ou a culpa.
Sobre o tema, é correto afirmar que:
o agente que pretende causar determinado resultado e tem conhecimento de que, com sua conduta, causará, necessariamente, um segundo resultado e, ainda assim, atua, responderá por dolo eventual em relação ao segundo resultado;
os tipos culposos estão sujeitos ao princípio da tipicidade, somente podendo ser punidos quando devidamente prevista em lei a punição a título de culpa;
o agente que não quer diretamente o resulto, mas o prevê e aceita sua ocorrência a partir de sua conduta, poderá ser responsabilizado pelo tipo culposo;
o tipo culposo exige a previsibilidade objetiva, mas se houver efetiva previsão, haverá dolo, ainda que eventual;
o tipo culposo próprio, se presentes todos os demais elementos, admite a punição na modalidade tentada.


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Em relação ao crime, marque a alternativa CORRETA.
O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. E considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
A superveniência de causa relativamente independente não exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado.
A omissão é penalmente irrelevante, quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.
O dever de agir não incumbe a quem tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância.
O crime é consumado, quando nele se reúnem dois dos elementos de sua definição legal
Por teoria da ratio essendi entende-se o(a):
estruturação do direito penal sob o princípio da intervenção mínima, que orientará iniciativas político-criminais pelo prisma da ultima ratio.
ingresso pelo agente nos atos executórios de uma crime, quando este se posta, de acordo com sua idealização, em atividade imediata e diretamente coligada à realização do tipo.
possibilidade de punição da participação em sentido estrito quando o agente da conduta principal é um adolescente-infrator, bastando que este aja de forma típica e antijurídica.
concepção da culpabilidade como uma relação psicológica entre o autor e o fato por ele praticado, de sorte que dolo e culpa, para a teoria, são espécies de culpabilidade.
fusão entre dois substratos do conceito analítico de crime, a saber, a tipicidade e a antijuridicidade, sendo aquela reconhecida como a razão de ser desta; assim, o crime é composto pelo fato antijurídico (injusto) e pela culpabilidade.
Hugo estava dentro de seu automóvel esperando a namorada, quando foi abordado por dois policiais militares. Os policiais exigiram a saída de Hugo do automóvel e sua identificação, que atendeu à determinação. Após revista pessoal e no carro, e nada de ilegal ter sido encontrado, os agentes da lei afirmaram que Hugo deveria acompanhá-los à Delegacia para que fosse feita uma averiguação, inclusive para ver se havia mandado de prisão contra ele. Após recusa de Hugo, os policiais tentaram algemá-lo, mas ele não aceitou.
Considerando apenas as informações expostas, é correto afirmar que a conduta de Hugo
configura situação atípica.
configura o crime de resistência.
configura o crime de desobediência.
configura o crime de desacato.
A subtração de coisa alheia móvel, como a energia elétrica, nos termos do Código Penal, é considerada conduta
atípica e, portanto, lícita.
típica, punível com reclusão, de um a quatro anos, e multa.
típica, punível com reclusão de três a oito anos, e multa.
típica, punível com detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.
típica, punível com reclusão, de quatro a dez anos, e multa.
São elementos do fato típico:
conduta, resultado, relação de causalidade e tipicidade.
conduta, resultado, relação de causalidade e culpabilidade.
conduta, resultado, antijuridicidade e culpabilidade.
conduta, resultado, nexo de causalidade e antijuridicidade.
conduta, relação de causalidade, antijuridicidade e tipicidade.


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O dolo e a culpa não constituem elementos do fato típico.
Certo
Errado
É correto afirmar que a coação física irresistível exclui:
a culpabilidade.
o potencial de consciência da ilicitude.
a imputabilidade.
o fato típico.
a ilicitude.
O tipo penal objetivo é composto, além do núcleo, por elementos secundários ou circunstanciais explícitos ou implícitos. Nesse contexto, qual das expressões típicas abaixo constitui um elemento normativo do tipo?
O "alguém", no crime de homicídio.
O "assenhoreamento definitivo", no crime de furto.
O "documento", no crime de falsidade documental.
A "coisa móvel", no crime de roubo ou furto.
São elementos do fato típico: conduta, resultado, nexo de causalidade, tipicidade e culpabilidade, de forma que, ausente qualquer dos elementos, a conduta será atípica para o direito penal, mas poderá ser valorada pelos outros ramos do direito, podendo configurar, por exemplo, ilícito administrativo.