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Em relação aos crimes contra o patrimônio descritos no Código Penal Militar, marque V ou F, conforme as afirmações a seguir sejam verdadeiras ou falsas.
( ) Se o agente é primário e de pequeno valor a coisa furtada, que não exceda a um décimo da quantia mensal do mais alto salário mínimo do país, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção.
( ) É crime de furto qualificado se a coisa furtada pertence à Fazenda Nacional.
( ) Se a coisa é subtraída para o fim de uso momentâneo, a pena deverá ser de multa.
( ) Se a ameaça é exercida com emprego de arma de fogo, o agente comete furto qualificado.
( ) Nos crimes de roubo e extorsão, a pena é agravada se a violência for contra superior ou militar de serviço.
A seqüência correta, de cima para baixo, é:
V - F - V - F - V
F - V - V - V - F
V - V - F - F - V
F - F - V - F - V
No CPM, há crimes em que se procede somente mediante representação.
Embora o CPM tenha se filiado à teoria da equivalência dos antecedentes causais (conditio sine qua non), consideram-se cabeça, nos crimes de autoria coletiva necessária, os oficiais ou inferiores que exercem função de oficial.
O CPM, assim como o CP, não tipifica o crime de dano culposo.
Entre os critérios utilizados para se classificar o crime militar, o critério processualista (ratione materiae, ratione personal, ratione loci, ratione temporis e ratione legis) se impôs, com preferência pelo critério ratione materiae, sendo crime militar aquele definido no CPM.
De acordo com o CPM, é vedada a concessão de suspensão condicional da pena no crime de violência contra inferior.
O crime de recusa de obediência (art. 163 do CPM) é espécie do gênero insubordinação.
O CPM, igualmente à legislação penal comum, tipifica os crimes contra a paz pública, especialmente o crime de quadrilha ou bando.
No peculato culposo, a reparação do dano, antes da sentença irrecorrível, acarreta a extinção da punibilidade do agente, tanto no CP como no CPM.
Sobre a deserção, um dos crimes contra o serviço militar, NÃO é correto afirmar que o(a):
prestador do serviço militar voluntário com 17 anos não responde por esse delito.
norma penal, no caso, prevê o agravamento da pena se o agente é oficial.
deserção se consuma no primeiro momento após as 24 horas do oitavo dia de ausência do militar da unidade em que serve.
deserção não se consuma se o militar se apresenta, sob coação, antes de esgotado o prazo de graça previsto no art. 187 do Código Penal Militar.
Quanto ao crime de desafio para duelo, capitulado no art. 224 do Código Penal Militar, há previsão nesse ordenamento jurídico no sentido de que:
consideram-se os padrinhos do duelo como cúmplices.
não se caracteriza o crime de desafio para duelo se este não chega a se realizar.
aceitar o desafio tem a mesma conseqüência penal que o desafio propriamente dito.
se o fato não constitui crime mais grave, a pena, no caso, é de detenção de até 2 anos.
o integrante das Forças Armadas que desafia o policial militar ou o bombeiro militar para duelo está sujeito às penas do art. 224 do Código Penal Militar.
O Código Penal Militar prevê, como conduta criminosa contra a Administração Militar, a atitude do militar que exige emolumento que sabe indevido, sendo classificada essa conduta como crime de:
Nesse tipo penal não se equipara a forma consumada à forma tentada.
Comete esse crime o agente que, empunhando uma arma, aproveita a oportunidade para fugir da prisão, em que se encontrava legalmente, quando aberta a porta, e dispara tiros para o alto, ao ser perseguido.
Para que o crime se caracterize, faz-se necessário que a evasão, com violência contra a pessoa, ocorra de lugar fechado, restando descaracterizado o crime, quando a fuga é procedida por preso escoltado, que se encontra em local aberto.
Sobre o crime de Amotinamento (Artigo 182 do CPM), é correto afirmar que:
Constitui ele um crime unissubjetivo, em que o concurso de agentes é eventual.
Constitui o crime a mera desavença entre presos, dentro da mesma cela, ainda que não haja o intuito de contrariar a autoridade ou o poder constituído.
Na mesma pena incorre quem, não estando preso ou internado, sendo oficial, e encontrando-se presente, não usa os meios ao seu alcance para debelar o amotinamento.
Não se inclui como recinto de prisão militar, o local fora das grades, onde os presos ou internados trabalham ou estudam.
Sobre o crime de Denunciação caluniosa, previsto no CPM, é incorreto afirmar que:
Se o agente individualiza o autor (suposto) do crime, sabendo-o inocente, responde, em tese, por Denunciação caluniosa e não pelo delito de Comunicação falsa de crime.
O crime de Denunciação caluniosa absorve o crime de Calúnia.
Consuma-se o crime no lugar e no momento em que o agente denunciar caluniosamente a prática de crime sujeito à jurisdição militar.
Assinale a alternativa incorreta:
Crime praticado em presença do inimigo é aquele ocorrido em zona de efetivas operações militares, ou na iminência ou em situação de hostilidade.
Aos crimes especialmente previstos para o tempo de guerra aplicam-se as penas cominadas para o tempo de paz, com o aumento de um terço.
É competência privativa do Presidente da República declarar Guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele.
Os tipos penais relativos à Traição referem-se ao agente como sendo o “nacional”. Com isso conclui-se poder ser ele um brasileiro, nato ou naturalizado, militar ou civil.