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Na área de saúde, o Planejamento Estratégico Situacional (PES) tem se consolidado nos últimos anos como uma matriz conceitual bastante utilizada nos diversos espaços do Sistema Único de Saúde (SUS). As quatro fases fundamentais do PES, denominadas “momentos” podem sofrer uma ou outra adaptação a depender da situação, mas , invariavelmente, estão sempre presentes os momentos “explicativo”, “normativo”, “estratégico” e “tático -operacional”. No momento "explicativo" podem ser empregadas diferentes técnicas para tentar descrever e explicar o problema. Levando-se em consideração essas técnicas, analise as afirmações abaixo.
I | Na técnica da “árvore de problemas”, o problema é colocado na parte central da árvore, as supostas causas nos galhos e as consequências ficam nas raízes, de modo que é possível fazer uma leitura do problema de baixo para cima. |
II | No “fluxograma situacional”, os fatores associados ao problema são postos em uma linha horizontal e, quanto mais à esquerda, mais profundas são as causas , e, quanto mais à direita, mais superficiais |
III | Na “tempestade de ideias”, as possíveis explicações do problema são dispostas em um diagrama composto de caixas e setas cheias e pontilhadas, em que as primeiras indicam as causas mais proximais e as segundas indicam as causas mais distais. |
IV | Na proposta do “jogo dos três porquês”, pode-se perguntar por que o problema ocorre, em seguida, perguntar por que ocorre o primeiro fator explicativo do problema e, finalmente, perguntar por que ocorre o segundo fator explicativo. |
Estão corretas as afirmações
I e IV.
II e III.
I e II.
II e IV.
Na busca de fortalecer a perspectiva interprofissional no processo de formação em saúde, uma universidade vem encorajando a realização de atividades de aprendizagem compartilhadas entre diferentes cursos da saúde. Com essa orientação, os Núcleos Docentes Estruturantes dos Cursos de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Medicina e Odontologia começaram a planejar atividades capazes de desenvolver competências de três tipos: específicas, que constroem as identidades das profissões; comuns, relacionadas à atuação como profissional da saúde; e colaborativas, que melhoram a capacidade para o efetivo trabalho em equipe.
A experiência tem demonstrado que a educação interprofissional em saúde é importante porque
fortalece os silos profissionais, na medida em que valoriza as competências específicas na construção da identidade de profissionais da área da saúde.
constrói um novo profissionalismo pautado no compartilhamento, na parceria, na interdependência e no equilíbrio dos poderes, que são fundamentos da colaboração.
constrói uma identidade de equipe através do reforço às identidades profissionais, legitimadas pelas competências específicas.
contribui para a redução dos erros, por valorizar as competências específicas, importantes para a divisão do trabalho e a otimização dos resultados.
Leia as afirmativas a seguir:
I. A Educação Popular em Saúde inibe o autocuidado e a prevenção de doenças.
II. Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde no município são ações de competência da direção municipal do Sistema Único de Saúde.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
No que diz respeito ao trabalho em saúde com profissionais distintos reunidos em equipes multiprofissionais, podemos afirmar que a dificuldade está na superação da fragmentação originária de nossos saberes/fazeres. Dadas as assertivas,
I. Diversos autores são unânimes em apontar que a integração entre os distintos saberes e os fazeres não significa as suas equalizações nem a submissão das diferenças a uma verdade única e inequívoca. Do ponto de vista cognitivo, a superação das diferenças nas equipes profissionais implica na compreensão do modo de estruturação dos outros tipos de pensamento diferentes dos nossos. Do ponto de vista afetivo, a superação está na aceitação e incorporação da alteridade.
II. O caminho da superação da fragmentação está no enfrentamento das barreiras de contato erigidas nos encontros com os diferentes. O caminho está na compreensão do contato e suas vicissitudes, só aí está a possibilidade de interpretação. Compreensão que exige de nós todos uma abertura para a escuta do desejo, dos medos, da insegurança que o diferente suscita em nós mesmos.
verifica-se que
I e II são verdadeiras e não há entre elas relação de justificativa.
I e II são verdadeiras, e II é uma justificativa correta de I.
I é verdadeira e II é falsa.
I é falsa e II é verdadeira.
I e II são falsas.
Um conceito muito importante adotado no método do Planejamento Estratégico é o de “nó crítico”. Ele surge como uma forma de auxiliar na decisão sobre a definição das ações a serem executadas. São características fundamentais para um componente explicativo ser considerado um nó crítico:
ser um fator causador situado mais distalmente; estar no espaço de governabilidade da equipe que está planejando e apresentar forte evidência científica de sua relação com o problema.
ser uma causa do problema que, ao ser modificada, irá proporcionar um impacto relevante sobre o problema; estar no espaço de governabilidade da equipe que está planejando e se apresentar como fator comum em mais de um problema.
ser uma causa com forte evidência científica de sua relação com o problema; ter a capacidade de sofrer mudanças no curto prazo e incluir possibilidades de intervenção nos diferentes níveis de gestão.
ser uma causa comum para diversos problemas; estar no escopo de responsabilidades da equipe de execução do plano e ser passível de intervenção por tecnologias leves.
Segundo o que prevê o planejamento assistencial do SUS, o mapa da saúde é um instrumento:
obrigatório para a iniciativa privada conveniada ao SUS e facultativo para unidades próprias.
utilizado na identificação das necessidades de saúde e orienta o planejamento.
essencial ao planejamento integrado dos entes federativos a nível municipal e regional sob supervisão da União.
que redefine as metas planejadas quando estas não têm possibilidade de execução no nível local.
disponibiliza recursos financeiros quando estes são insuficientes para arcar com os custos previstos para financiar a rede de serviços.
Em conformidade com a Resolução nº 1, de 27 de dezembro de 2017, que dispõe sobre o número de Programas de Residência em Área Profissional da Saúde, nas modalidades multiprofissional e uniprofissional, cursados por egressos de programas, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) aos itens e marque a alternativa correta.
V – V – F – F.
V – F – V – V.
F – V – V – V.
V – V – V – F.
V – V – V – V.
De acordo com a legislação, que dispõe sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, é correto afirmar que
compete à Secretaria de Estado da Saúde pactuar as etapas do processo e os prazos do planejamento municipal em consonância com os planejamentos estadual e nacional.
o processo de planejamento da saúde será descendente e integrado, do nível federal até o local, ouvidos os respectivos Conselhos de Saúde, compatibilizando- se as necessidades das políticas de saúde com a disponibilidade de recursos financeiros.
as únicas portas de entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde devem ser os serviços de atenção primária, de atenção de urgência e emergência e de atenção psicossocial.
a cada dois anos a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA consolidará e publicará as atualizações da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – RENAME.
o acesso universal e igualitário aos medicamentos da RENAME pressupõe, dentre outros quesitos, ter o medicamento sido prescrito por profissional de saúde, no exercício regular de suas funções no SUS.
Os instrumentos para o planejamento e a gestão no SUS são o Plano de Saúde e as respectivas Programações Anuais de Saúde e o Relatório de Gestão. Esses instrumentos interligam-se sequencialmente, compondo um processo cíclico de planejamento e gestão para operacionalização do SUS. Quanto ao assunto, é correto afirmar que
o Plano de Saúde é o instrumento central de planejamento para definir e implementar todas as iniciativas no âmbito da saúde de cada esfera da gestão do SUS para o período de dois anos.
o Relatório de Gestão deve ser enviado ao Ministério da Saúde até o dia 30 de março do ano seguinte ao da execução financeira, cabendo a esse Ministério emitir parecer conclusivo, por meio do Sargsus.
a Programação Anual de Saúde/PAS é o instrumento que operacionaliza as intenções expressas no Relatório de Gestão e tem por objetivo anualizar as metas do Plano de Saúde e prever a alocação dos recursos orçamentários a serem executados.
o Relatório de Gestão é o instrumento de gestão com elaboração anual que permite ao gestor apresentar os resultados alcançados com a execução da PAS e orienta eventuais redirecionamentos que se fizerem necessários no Plano de Saúde.
os Planos Estaduais de Saúde deverão mencionar a metodologia de alocação dos recursos federais e estaduais e a previsão semestral de recursos aos municípios, pactuada pelos gestores estaduais e municipais na CIB e aprovadas pelo Conselho Estadual de Saúde.
Apresentam-se como palavras chave, no que se refere ao método de planejamento, segundo a concepção de Carlos Matus,
plano – organização – propósito.
situação – problema – ator social.
método – poder – viabilidade.
normatização – meta – perspectiva.
matriz – avaliação – planificação.
A saúde pública brasileira convive ao longo do tempo com um conflito de interesses e tendências. Podemos afirmar que esta disputa está pautada em dois projetos distintos, sendo eles:
Reforma Sanitária e SUS.
Projeto Privatista/Mercantil da Saúde e Reforma Sanitária.
Reforma Sanitária e Projeto de ampliação no atendimento na Política de Saúde.
SUS e SUAS.
Diante das limitações orçamentárias da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Aparecida identificou que poderia fomentar e ampliar as ações de saúde do município por meio de parcerias com a iniciativa privada. Nesse intuito, a Secretária Municipal de Saúde reconheceu as possibilidades de atuação complementar do setor privado através de contratos e convênios de prestação de serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de três condições de participação previstas em lei, que são:
a celebração do contrato deve ocorrer conforme as normas de direito público; a integração dos serviços privados deverá se dar na mesma lógica do SUS, em termos de posição definida na rede regionalizada e hierarquizada dos serviços e a complementariedade do setor privado só pode ser estabelecida quando constatada a ausência de tecnologias e insumos ainda não disponíveis no SUS.
a instituição privada contratada deverá estar de acordo com os princípios básicos e normas técnicas do SUS; em situações de epidemia e de calamidade pública, pode ocorrer a compra de insumos e serviços sem a necessidade de licitação prévia pelo ente privado e os planos de saúde e as indústrias farmacêuticas nacionais têm prioridade na celebração de contratos e prestação de serviços.
a integração dos serviços privados deverá se dar na mesma lógica do SUS, em termos de posição definida na rede regionalizada e hierarquizada dos serviços; a participação privada no SUS dar-se-á por meio de Fundações, Associações e Organizações e a instituição privada contratada deverá estar de acordo com os princípios básicos e normas técnicas do SUS.
a celebração do contrato deve ocorrer conforme as normas de direito público; a instituição privada contratada deverá estar de acordo com os princípios básicos e normas técnicas do SUS e a integração dos serviços privados deverá se dar na mesma lógica do SUS, em termos de posição definida na rede regionalizada e hierarquizada dos serviços.
O funcionamento do Sistema de Planejamento do Sistema Único de Saúde fundamenta-se nos seguintes instrumentos, a saber:
Plano de Saúde; Programações Anuais de Saúde; Relatórios Anuais de Gestão.
Plano de Saúde; Relatório de Efetividade das Políticas de Saúde Pública; Relatórios Anuais de Gestão.
Relatórios Sintéticos Anuais de Saúde; Relatórios Anuais de Gestão; Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Sistema de Informações em Saúde; Lei de Diretrizes Orçamentárias; Sistema Nacional de Auditoria nas Assistências Ambulatorial e Hospitalar.
Considerando os Modelos Explicativos do processo saúde-doença, analise as afirmativas abaixo:
I. O Modelo Biomédico considera a doença como resultante da agressão de um agente etiológico a umorganismo.
II. O Modelo Processual trabalha com o conceito de processo saúde-doença ou história natural da doença.
III. OModelo Sistêmico acredita que a determinação dos fenômenos da saúde se restringe à casualidade das patologias.
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s):
As responsabilidades de
I. ordenar a formação de recursos humanos;
II. coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território;
III. avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão são, respectivamente, das esferas gestoras em Atenção Básica
federal, estadual e municipal.
federal, municipal e estadual.
estadual, federal e municipal.
estadual, municipal e federal.
municipal, estadual e federal.
Implementados como leis ou regulamentos, os princípios da excelência em gestão pública devem permear todos os atos e fatos da administração pública, que deve ser legal, pública, impessoal, moral, eficiente e dirigida.
Entre as diversas dimensões do conceito de acesso aos serviços de saúde, podem ser citadas a geográfica, a econômica, a cultural e a funcional.
A demanda é a necessidade transformada em ação, incluindo desde a intenção de obter cuidado até a busca e o uso efetivo dos serviços de saúde.
Afecções no trato respiratório superior com tosse e coriza, diarréia leve, desnutrição e AIDS são intercorrências que permitem a vacinação sem restrições.
Constituem benefícios práticos que podem aumentar a qualidade de serviços de saúde a segurança, a eficácia, a satisfação do cliente, que, assim, continua a procurar os serviços, o uso da anticoncepção, a satisfação com o trabalho por parte dos profissionais da área de saúde, a reputação e a competitividade dos programas e o acesso ampliado aos serviços.