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A punção venosa periférica exige o conhecimento do código universal de cores que identifica o diâmetro dos dispositivos intravasculares. O cateter agulhado (tipo Jelco) de calibre 24G, indicado para veias frágeis, idosos e neonatologia, possui o canhão na cor:
Verde.
Cinza.
Rosa.
Amarela.
Azul.
Assinale a alternativa que descreve uma veia localizada no braço, utilizada para venóclise:
Cefálica.
Poplíteia.
Pedial.
Coronária.
Carótida.
Analise os materiais abaixo destacados, todos são empregados para a realização da punção venosa periférica. No entanto, há um erro em uma das alternativas, assinale-a:
Algodão embebido em álcool 70% ou álcool sachê.
Cateter rígido ou flexível, dependendo da finalidade do acesso periférico.
Seringa de 10 ml com SF 0,9% para salinização, previamente identificada.
Conector valvulado ou extensor polivias conforme a necessidade ou disponibilidade.
Luvas estéreis.
João, 40 anos, faz uso de medicação endovenosa em regime de infusão intermitente e encontra-se em uso de cateter venoso periférico confeccionado com poliuretano. O acesso venoso periférico de João é de fácil obtenção e não há sinais de complicações. Considerando que durante o atendimento, o profissional deve observar os prazos de segurança para a manutenção dos dispositivos, de acordo as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, qual o período recomendado para troca do cateter e do equipo utilizado por João?
Fonte: Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: Anvisa, 2017. Caderno 4.
Cateter: 72 horas / Equipo: a cada 72 horas.
Cateter: 96 horas / Equipo: a cada 24 horas.
Cateter: 72 horas / Equipo: a cada 24 horas.
Cateter: 7 dias / Equipo: a cada 96 horas.
Cateter: 7 dias / Equipo: a cada 24 horas.
A punção venosa periférica consiste na inserção de um acesso à corrente sanguínea do paciente por meio de uma agulha ou cateter especial que, geralmente, permanece por até 96 horas, mantido por infusão contínua de solução glicoeletrolítica (soro) ou por sistema fechado e salinizado.
Antes da administração de medicamentos pela via venosa periférica, é necessária a identificação de se o cateter está pérvio para prevenir complicações como:
flebite e tromboflebite devido à infusão ser interrompida temporariamente, observada pela ausência de gotejamento da solução glicoeletrolítica ou por presença de massa semissólida de sangue e linfa.
fratura e migração do cateter após ruptura e deslocamento do fragmento para o interior venoso, geralmente para a veia jugular interna, percebido como uma complicação tardia.
infiltração e extravasamento de soluções vesicantes podem não demonstrar sinais visíveis de edema e hiperemia local, mas profundamente provocam inflamação, bolhas, isquemia ou necrose extensa variável.
hematoma por extravasamento de hemossiderina da parede da veia puncionada após laceração do vaso, perfuração da parede contralateral ou por uso inadequado do torniquete pneumático.
obstrução por coágulo quando da mobilização excessiva do acesso, uso inadequado de cateteres muito calibrosos e medicamentos irritantes provocando enduração no trajeto venoso e até secreção local.
Os registros de enfermagem são parte integrante dos cuidados de enfermagem. Assim, todos os profissionais devem estar cientes das regulamentações legais que os fundamentam. Ao realizar acesso venoso periférico, é preciso anotar:
data e hora da avaliação; localização (se aplicável); anotar presença de edemas, distensão abdominal, entre outros; dados de aplicação de Escala de dor, de acordo com a faixa etária e rotina da instituição, incluindo valor do escore aferido; intercorrências e/ou providências adotadas para alívio da dor; nome completo e Coren do responsável pelo procedimento.
data e hora do procedimento; tipo de dreno – dreno de sucção, dreno tubular, penrose, etc.; aspecto do local da inserção; volume e aspecto de secreção drenada; material utilizado para higienização e cobertura da inserção; intercorrências e providências adotadas.
data e hora da punção; motivo da punção (inicial ou troca); local; condições do local da punção (pele e rede venosa local); número de punções; tipo e calibre do cateter; permeabilização/heparinização; intercorrências e providências adotadas; medida de segurança adotada (tala ou contenção); queixas; nome e Coren do responsável pelo procedimento.
queixas, intercorrências e providências adotadas; relacionadas a administração dos medicamentos; no caso de administração dos medicamentos por meio de um dispositivo venoso já existente (cateter venoso periférico ou central), registrar por onde foi administrado o medicamento.
A escolha de um acesso venoso se faz necessária para a administração de medicamentos e fluidos diretamente no sistema circulatório, principalmente em pacientes que apresentam intolerância ao uso de medicamentos orais ou necessitam da rápida atuação da droga no organismo (Brasil, 2023). Para evitar a ocorrência de flebite, é CORRETO afirmar que deve-se:
Administrar os medicamentos em temperatura não ambiente.
Deixar um tempo longo de permanência do cateter.
Fazer infusões muito rápidas.
Aplicar medicamentos mais concentrados.
Realizar a troca dos cateteres periodicamente.
Ao verificar a prescrição médica, o enfermeiro constatou que havia sido determinada a suspensão de medicação por via endovenosa, portanto o acesso venoso periférico deveria ser retirado. Considerando que o paciente em questão fazia uso de anticoagulante, ao realizar a prescrição de enfermagem o enfermeiro deve, entre outras intervenções, estabelecer que, após a retirada do cateter periférico, deverá ser aplicada pressão no local de ___ minutos, utilizando-se ___.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da afirmação.
10 a 15 ... compressa de gaze seca
2 a 3 ... algodão embebido em solução de clorexedina 0,5%
5 a 10 ... compressa de gaze estéril seca
5 a 10 ... compressa de gaze estéril embebida em solução de clorexedina 5%
2 a 3 ... algodão embebido em álcool 70%
Em situações de emergência, e por curto período, as drogas vasoativas podem ser administradas por acesso venoso periférico.
Nessa condição, o enfermeiro deve
considerar que o cateter pode ser utilizado para a administração simultânea de até dois tipos de drogas vasopressoras, se necessário.
instalar o acesso em veia periférica calibrosa, preferencialmente na fossa cubital ou na mão.
evitar o procedimento de verificação do retorno venoso antes da administração do vasopressor, prevenindo assim a obstrução do cateter.
suspender a infusão, imediatamente, em caso de extravasamento, retirar o cateter, comprimir o local, aplicar e prescrever compressas de gelo por 20 minutos, a cada 6 horas, pelas próximas 24 horas.
monitorar o local de punção com frequência ou, pelo menos, a cada hora, em busca de sinais de extravasamento, tais como aparência esbranquiçada e empalidecida da área.
Analise os itens e assinale a alternativa que aponta àqueles que descrevem o procedimento que consiste em injetar soro fisiológico (SF 0,9%) no cateter para manter o acesso venoso livre e prevenir obstruções, infecções e outras complicações; essencial para garantir a eficácia e a segurança da terapia intravenosa.
I - Salinização.
II - Gavagem.
III - Cateterismo vesical.
IV - Enteroclisma.
V - Flushing.
VI - Peeling.
VII - Holter.
Apenas I.
I, II e V.
I e V.
II e VI.
III e VII.
Durante a administração de quimioterapia intravenosa com um antineoplásico pertencente ao grupo alcaloides da vinca, a paciente referiu ardência e dor intensa no local da punção, além de edema e eritema ao redor da veia.
Diante dessa situação, a conduta imediata mais adequada é
massagear vigorosamente o local do extravasamento, para dispersar o quimioterápico e acelerar absorção pelos tecidos.
reduzir a velocidade da infusão, aplicar compressa fria e continuar a administração do quimioterápico até o término
suspender o tratamento e encaminhar a paciente para observação, mantendo o acesso venoso com soro fisiológico.
interromper imediatamente a infusão, aspirar o extravasado, e aplicar compressa morna.
retirar imediatamente o acesso venoso sem aspirar o extravasado e manter o membro elevado.
Durante a punção para acesso venoso periférico, o técnico de enfermagem deve seguir uma série de cuidados para minimizar complicações. Assinale a opção que apresenta a sequência correta das etapas para garantir a assepsia e segurança do procedimento.
higienizar as mãos → calçar luvas estéreis → aplicar antisséptico → inserir cateter → fixar e cobrir o local
calçar luvas não estéreis → higienizar as mãos → aplicar antisséptico → inserir cateter → fixar e cobrir o local
higienizar as mãos → aplicar antisséptico → esperar secar → calçar luvas não estéreis → inserir cateter → fixar e cobrir o local
higienizar as mãos → aplicar antisséptico → inserir cateter imediatamente → fixar e cobrir o local
aplicar antisséptico → higienizar as mãos → calçar luvas não estéreis → inserir cateter → fixar e cobrir o local
Durante o plantão, o enfermeiro observa que um paciente com acesso venoso periférico no dorso da mão para infusão de soro fisiológico começa a se queixar de dor no local da punção. Ao inspecionar o local, o profissional nota a ausência de retorno venoso, edema progressivo ao redor do cateter, pele fria ao toque e uma diminuição significativa na velocidade do gotejamento da infusão, apesar da pinça rolete estar aberta. Esses sinais e sintomas indicam que a solução intravenosa não está mais correndo dentro da veia, mas sim se acumulando no espaço extravascular. Esse evento adverso, comum na terapia intravenosa, é tecnicamente denominado:
fl ebite
hematoma
embolia gasosa
Infiltração
Durante o plantão noturno em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a enfermeira observou que um paciente em uso contínuo de norepinefrina apresentava palidez e frialdade no membro superior direito, onde a droga está sendo infundida por acesso venoso periférico.
A infusão foi iniciada em contexto emergencial, antes da punção de um acesso venoso central, e agora nota-se infiltração, edema e endurecimento ao redor do sítio. Considerando os riscos associados e as boas práticas de administração de fármacos vasoativos, assinale a opção que apresenta a conduta segura e tecnicamente correta.
Aumentar o fluxo da infusão para evitar refluxo venoso e suspender após estabilização hemodinâmica.
Retirar imediatamente o acesso periférico e aplicar compressa morna no local para reduzir lesão tecidual.
Comunicar à equipe médica, interromper a infusão, iniciar manobras de contenção do extravasamento e providenciar novo acesso venoso profundo.
Suspender a norepinefrina, irrigar o local com solução salina e administrar a droga por via oral, enquanto se punciona novo acesso.
Realizar rodízio do acesso venoso para o membro inferior e massagear o local da infiltração com pomada anti-inflamatória.
Na admissão hospitalar de um paciente adulto jovem para antibioticoterapia intravenosa contínua por 14 dias, a equipe de Enfermagem identificou múltiplas tentativas prévias de punção venosa realizadas em unidade de emergência.
O paciente apresenta equimoses extensas nos membros superiores, veias colabadas e queixa de dor nos locais anteriormente puncionados. Relata histórico de difícil acesso venoso. A prescrição médica indica antibiótico compatível com veia periférica. A instituição dispõe de ultrassom portátil para avaliação venosa e adota protocolo institucional de gestão do capital venoso, com enfoque em acesso seguro, duradouro e minimamente invasivo.
Nesse cenário, considerando as boas práticas em terapia intravenosa, os dados clínicos apresentados e os recursos disponíveis, assinale a opção que apresenta a conduta apropriada da Enfermagem.
Utilizar transiluminação para localizar veia e instalar cateter de grande calibre (CH 20 ou superior), mesmo em veias finas ou frágeis.
Inserir cateter periférico curto em veia visível da mão, com rodízio programado a cada 72 horas, para preservar o capital venoso.
Realizar nova punção em membro inferior utilizando garrote prolongado, devido ao esgotamento dos acessos nos membros superiores.
Realizar avaliação ultrassonográfica do capital venoso, aplicar escore de dificuldade (ex: A-DIVA) e indicar punção guiada ou cateter midline por equipe habilitada.
Slicitar, obrigatoriamente, um acesso venoso central à equipe médica, uma vez que a ausência de veias visíveis impede qualquer conduta por parte da Enfermagem.
Sobre cateteres periféricos, é INCORRETO afirmar que:
Cateteres com maior calibre causam menos flebite mecânica (irritação da parede da veia pela cânula) e menor obstrução do fluxo sanguíneo dentro do vaso.
Agulha de aço só deve ser utilizada para coleta de amostra sanguínea e administração de medicamento em dose única, sem manter o dispositivo no sítio.
Em adultos, as veias de escolha para canulação periférica são as das superfícies dorsal e ventral dos antebraços. As veias de membros inferiores não devem ser utilizadas a menos que seja absolutamente necessário, em virtude do risco de embolias e tromboflebites.
Deve-se considerar a preferência do paciente para a seleção do membro para inserção do cateter, incluindo a recomendação de utilizar sítios no membro não dominante.
A anotação de enfermagem é fundamental para o desenvolvimento da sistematização da assistência de enfermagem, pois é fonte de informações essenciais para assegurar a continuidade da assistência. Entre as informações abaixo, relacionadas ao acesso venoso periférico, qual NÃO necessita compor as anotações?
Data, hora e motivo da punção (inicial ou troca).
Local e condições do local da punção (pele e rede venosa local).
Número de punções, tipo e calibre do cateter, e intercorrências.
Nome da marca comercial e lote do cateter utilizado.
Nome e Coren do responsável pelo procedimento.
Ao realizar a inserção de um dispositivo intravenoso periférico de curta permanência, o enfermeiro deve considerar que
em caso de insucesso na primeira tentativa, o cateter só poderá ser utilizado mais uma vez.
um único profissional não deve fazer mais que 2 tentativas malsucedidas para abertura do acesso venoso, devendo, então, solicitar outro profissional para tentar realizar o acesso venoso.
o retorno de sangue na câmara de flashback do cateter indica que a veia puncionada foi transfixada, sendo necessária a remoção do dispositivo seguida de compressão do local por 3 a 5 minutos para a hemostasia.
para seleção da veia a ser puncionada, deve-se dar preferência ao segmento do membro com menor possibilidade de movimentação, como a fossa antecubital ou extremidade afetada por acidente vascular encefálico.
Em relação ao uso de cateteres periféricos para o acesso venoso em pediatria, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que
a higiene das mãos após o uso de luvas é opcional ao final dos procedimentos de remoção do cateter intravascular.
a punção deve ser realizada, preferencialmente, na área antecubital em crianças com menos de 3 anos.
o sítio de inserção do cateter intravascular, ao realizar a punção, não deve ser tocado após a aplicação do antisséptico, mas, se for necessária a palpação do local, o profissional deverá calçar luvas estéreis.
o número de tentativas de punção periférica deve ser limitado a, no máximo, três por profissional e a cinco tentativas no total, quando solicitada a ajuda de outros profissionais para fazê-la.
a cobertura do sítio de inserção do cateter periférico deve ser trocada, de rotina, a cada três dias.
Qual é a modalidade de canulação venovenosa considerada a mais eficiente para garantir oxigenação e remoção de CO2 adequada em adultos na ECMO?
Veia subclávia direita para drenagem e veia jugular externa esquerda para retorno.
Veia jugular interna esquerda para drenagem e veia subclávia esquerda para retorno.
Veia femoral esquerda para drenagem e retorno no átrio direito por punção transeptal.
Veia femoral direita para drenagem e veia jugular interna direita para retorno.
Veia cava superior para drenagem e veia cava inferior para retorno.