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Ao orientar as nutrizes, o enfermeiro deve reforçar a importância de o bebê esvaziar bem a mama durante a mamada porque
a concentração de proteínas no leite aumenta no decorrer da mamada, tornando sua digestão mais fácil.
a mamada prolongada inibe a ação da prolactina, hormônio envolvido na produção do leite, o que reduz o risco para a ocorrência de fissuras nas mamas.
o teor de gordura no leite aumenta no decorrer de uma mamada e, devido a isso, o leite posterior é mais rico em calorias e sacia melhor a criança.
a concentração de anticorpos IgA, IgM e IgG presentes no leite do final da mamada é maior, conferindo melhor proteção ao bebê.
grande parte do leite de uma mamada é produzida enquanto a criança mama, sob o estímulo da ocitocina.
O Caderno de Atenção Básica nº 23/2015 do Ministério da Saúde, que versa sobre o Aleitamento Materno, nos traz que amamentar é muito mais que nutrir a criança. Apesar de todas as evidências científicas provando a superioridade da amamentação sobre outras formas de alimentar a criança pequena, e apesar dos esforços de diversos organismos nacionais e internacionais, as prevalências de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão bastante aquém das recomendadas. Sendo assim, assinale a alternativa correta.
Aleitamento materno complementado ocorre quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite.
A introdução precoce de outros alimentos está associada a maior absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco.
A amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida não é capaz de diminuir o risco de alergia à proteína do leite de vaca.
Crianças nascidas com baixo peso e amamentadas apresentam melhor desempenho cognitivo do que crianças não amamentadas.
O ato do aleitamento materno não possui correlação com a diminuição da prevalência de câncer de mama em mães.
Assinale a alternativa que apresenta uma patologia em cuja ocorrência nos filhos o aleitamento materno não influi.
Hipertensão arterial.
Diabetes mellitus.
Doença inflamatória intestinal.
Hipercolesterolemia.
Ao observar uma mãe amamentar seu bebê recém-nascido, a pega deve ser considerada adequada quando
a aréola está mais visível acima da boca do bebê do que embaixo.
o lábio inferior do bebê está virado para dentro.
os ruídos de estalar a língua são ouvidos durante a mamada.
a aréola está mais visível embaixo da boca do bebê do que acima.
as bochechas da criança se encovam durante a sucção.
São benefícios para a mãe no aleitamento materno, exceto:
Perda mais rápida do peso acumulado na gestação.
Diminuição do risco de câncer de mama e ovário.
Involução uterina mais lenta no pós-parto.
Maior interação mãe-bebê.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), endossada pelo Ministério da Saúde do Brasil, recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança, pois a introdução precoce de outros alimentos está associada a, EXCETO:
maior número de episódios de diarreia.
maior número de hospitalizações por doença respiratória.
risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao leite materno.
maior absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco.
Amamentar vai muito além de apenas nutrir a criança, constituindo-se num processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de implicações na saúde física e psíquica da mãe. Apesar dos esforços nacionais e internacionais, as prevalências de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão bastante aquém das recomendadas, e o profissional de saúde tem papel fundamental na reversão desse quadro, cabendo-lhe o papel de identificar e compreender o aleitamento materno no contexto sociocultural e familiar e, a partir dessa compreensão, auxiliar mãe, bebê e família. Para tal é importante conhecer e utilizar as definições de aleitamento materno adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecidas mundialmente, que costumeiramente classificam o aleitamento materno exclusivo quando
a criança recebe, além do leite materno, água ou outras bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), sucos de frutas coados e fluidos rituais.
a criança recebe, além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semissólido com a finalidade de complementá-lo, podendo substituí-lo.
a criança recebe somente leite materno, sugado ou ordenhado, ou humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, à exceção de gotas/xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos.
a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independentemente de receber ou não outros alimentos ou outros tipos de leite e alimentos semissólidos.
Uma atenção pré-natal e puerperal qualificada e humanizada se dá por meio da incorporação de condutas acolhedoras e sem intervenções desnecessárias; do fácil acesso a serviços de saúde de qualidade, com ações que integrem todos os níveis da atenção: promoção, prevenção e assistência à saúde da gestante e do recém-nascido, desde o atendimento ambulatorial básico ao atendimento hospitalar para alto risco (MS, 2006).
Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_pre_
natal_puerperio_3ed.pdf>. Acessoem: 2 jun. 2018.
Quanto às orientações dadas pelos profissionais de saúde no manejo da amamentação, assinale a alternativa correta.
A posição adequada para amamentação é com a mãe deitada e a criança sobre o abdômen da mãe.
A mãe deve realizar ordenhas durante a gestação, com o objetivo de estimular a formação láctea.
São indicados banhos de luz nas mamas, que podem ser feitos com lâmpadas de 75 Watts a 5 cm de distância.
O uso de hidratantes nas mamas é indicado para prevenir as fissuras durante a amamentação.
A pega correta acontece quando o posicionamento é adequado e permite que a criança abra a boca de forma a conseguir abocanhar quase toda, ou toda, a região mamiloareolar.
Para que o aleitamento materno exerça bom efeito anticonceptivo, ele deve ser exclusivo, com intervalos de até 3 horas durante o dia ou de 4 horas à noite. Assim, podemos dizer que o aleitamento materno oferecido de modo exclusivo:
Mantém 37% das mulheres em amenorreia até o 6o mês após o parto e apenas 70% até o primeiro ano pós-parto.
Mantém os níveis séricos elevados de prolactina e lactogênio placentário.
É responsável ao retorno paulatino dos níveis séricos de FSH e LH aos valores pré-gravídicos independente da eficiência da amamentação.
Até 6 meses pós-parto em mulheres em amenorreia tem eficácia contraceptiva de 98%.
Tem o mesmo efeito contraceptivo do que a retirada manual, por ordenha, ou retirada mecânica do leite.
Assinale a alternativa CORRETA. No manejo da amamentação em situações especiais, como nos casos de prematuros limítrofes, com coordenação entre sucção, deglutição e respiração, mas com uma sucção lenta, podemos orientar a mãe à:
Ordenhar as mamas com frequência e oferecer o leite ordenhado acrescido de fórmula láctea infantil para que a criança não perca peso.
Oferecer fórmula láctea infantil em mamadeira e em tempos regulares.
Manter a ordenha das mamas, oferecer a mama ao recém-nascido e complementar com o leite materno cru no copinho.
Ordenhar as mamas com frequência e oferecer o leite ordenhado em mamadeira para estimular a sucção e evitar engasgos
Oferecer leite de vaca concentrado para aumentar a quantidades de nutrientes em pouco volume
O profissional de saúde deve conhecer e adotar as definições de aleitamento materno adotadas pela Organização Mundial de Saúde.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao assunto.
( ) Aleitamento materno exclusivo é quando a criança recebe somente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos.
( ) Aleitamento materno predominante é quando a criança recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), sucos de frutas e fluidos.
( ) Aleitamento materno complementado é quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite.
( ) Aleitamento materno é quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independentemente de receber ou não outros alimentos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • V • F
V • V • F • V
V • F • F • V
F • V • V • F
F • F • V • V
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) tem o Brasil como referência em Aleitamento Materno. É sabido que a amamentação é essencial para as crianças até dois anos, pois reforça a proteção contra infecções, diarreias e alergias, reduzindo a mortalidade infantil.
No entanto, nem todas as mães podem amamentar e nem todos os Recém Nascidos (RN) podem receber o leite materno.
Assinale abaixo a alternativa que apresenta uma contraindicação temporária ao Aleitamento Materno:
RN com galactosemia.
Mãe com HIV.
Mãe com HTLV.
Mãe com varicela.
Já está devidamente comprovada, por estudos científicos, a superioridade do leite materno sobre os leites de outras espécies. Sobre as vantagens do aleitamento materno, assinale a alternativa incorreta.
O exercício que a criança faz para retirar o leite da mama é muito importante para o desenvolvimento adequado de sua cavidade oral, propiciando uma melhor conformação do palato duro, o que é fundamental para o alinhamento correto dos dentes e uma boa oclusão dentária.
A proteção do leite materno contra infecções respiratórias é maior quando a amamentação é exclusiva nos primeiros seis meses. Além disso, a amamentação diminui a gravidade dos episódios da infecção.
Por ser da mesma espécie, o leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento ótimos da criança pequena, além de ser mais bem digerido, quando comparado com leites de outras espécies.
A amamentação é um excelente método anticoncepcional nos primeiros seis meses após o parto (98% de eficácia), desde que a mãe esteja amamentando exclusiva ou predominantemente e ainda não tenha menstruado. O Ministério da Saúde tem adotado esta medida, inclusive para prevenir gravidez na adolescência.
Durante o atendimento da puericultura, trabalhar a alimentação é uma das recomendações necessárias para a vigilância do crescimento e desenvolvimento saudáveis. O alimento ideal para as crianças até completarem o sexto mês de vida está no aleitamento materno exclusivo, pelo qual elas recebem tudo de que precisam para um crescimento saudável. As boas práticas em aleitamento dependem de apoio e esclarecimentos fornecidos à mãe, pela equipe de saúde, o mais precocemente possível e durante todo o período necessário.
O que garante o sucesso desse apoio é esclarecer às mães que
o tempo para esvaziamento da mama depende de cada bebê. Há aqueles que conseguem fazê-lo em poucos minutos e outros que o fazem em trinta minutos ou mais. A pega errada prejudica o esvaziamento total da mama, impedindo que o bebê mame o leite do final da mamada, rico em gordura, interferindo na saciedade e encurtando os intervalos entre as mamadas. Por isso, a mãe pode pensar que seu leite é insuficiente ou fraco.
o colostro, leite dos primeiros dias pós-parto, é produzido em quantidade suficiente para os primeiros dias de vida, mas muitos bebês prematuros não conseguem ganhar peso, pelo alto teor de proteínas desse alimento. Por isso, a puérpera necessita beber bastante água, diversas vezes ao dia.
a oferta de chás, sucos e água é desnecessária, principalmente quando oferecidos em chuquinhas ou mamadeiras, pois pode fazer com que o bebê engula mais ar (aerofagia), ocasionando desconforto abdominal. Porém, cabe esclarecer que a criança não faz confusão de bicos, nem podem aumentar os riscos de problemas ortodônticos e fonoaudiológicos, caso venham a ser utilizados esses utensílios de apoio à amamentação.
a produção do leite materno tem em média o volume de um litro por dia. Para que isso se mantenha, a mãe necessita repor em seu organismo o líquido utilizado no processo de lactação. É importante que ela faça a ingestão de maior quantidade de líquido, incluindo água (filtrada e fervida) e, principalmente, líquidos com calorias, como sucos, chás, refrigerantes e refrescos.
Na rede de Atenção Básica, deve-se objetivar a implementação de estratégias, como a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. Sobre ela, assinale a alternativa correta.
A partir dos 2 anos de idade, a criança tem o apetite aumentado, pois há uma aceleração na velocidade do seu crescimento.
Sucos de frutas naturais não são considerados bebidas adoçadas, tendo seu consumo liberado sem restrições e indicado para crianças e adolescentes.
A omissão do café da manhã para crianças com IMC entre os percentis 85 e 95 pode contribuir para perda de peso sem interferência no crescimento.
Por volta dos 6 meses de idade, o leite materno sozinho já não é suficiente para satisfazer às necessidades da criança; portanto, as crianças devem começar a receber outros alimentos e o leite materno deve continuar a ser oferecido, de forma complementar, até o segundo ano de vida.
Perda de peso não intencional na criança, de no mínimo 5 Kg ou 10% do seu peso corporal, no último ano, são fatores que não exigem medidas de intervenção imediatas.
Em relação ao ingurgitamento mamário deve orientar a puérpera, entre outros cuidados, a
aplicar compressas frias nas mamas por, pelo menos, trinta minutos, entre as mamadas.
realizar a ordenha manual da aréola, de forma delicada, se estiver tensa antes da mamada, para que fique macia, facilitando a pega adequada do bebê.
estabelecer o intervalo máximo de três horas entre as mamadas, propiciando o esvaziamento regular e adequado das mamas.
utilizar protetores/intermediários de mamilo para facilitar a pega e facilitar o esvaziamento mamário por meio da sucção efetiva do bebê.
retirar o sutiã no momento da mamada favorecendo a liberação do leite bloqueado nos ductos lactíferos e o posicionamento correto do bebê.