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São características de uma gestante que está em verdadeiro trabalho de parto:
O desconforto sentido pela mulher é passageiro e geralmente melhora após o uso de analgésicos.
As contrações sentidas pela gestante geralmente param com a administração de algum sedativo.
As contrações ocorrem com intervalos irregulares e a duração das contrações permanece igual.
Não ocorre dilatação e não há descida do bebê.
Contrações que ocorrem em intervalos regulares e a duração das contrações tende a aumentar gradativamente.
O período de pós-parto imediato requer bastante atenção por parte da equipe de saúde, considerando a possibilidade de ocorrência de atonia uterina. Na eventualidade de sangramento transvaginal anormal, a observação deverá ser redobrada através do controle da retração uterina, da perda sanguínea e do estado geral, estabelecendo como cuidado a verificação dos sinais vitais em intervalos de:
1 hora
4 horas
30 minutos
15 minutos
Levando em consideração as diretrizes nacionais de assistência ao parto normal, assinale a alternativa correta.
O enema não deve ser realizado durante o trabalho de parto.
A tricotomia pubiana e perineal deve ser realizada durante o trabalho de parto.
A amniotomia precoce deve ser realizada em mulheres em trabalho de parto.
As mulheres devem fazer repouso no trabalho de parto.
As mulheres em trabalho de parto devem fazer jejum.
O nascimento é, na maioria das vezes, um processo natural e fisiológico, mas sempre bastante complexo. Um entendimento do mecanismo do parto, da contratilidade uterina, da pelve materna e de suas relações com o feto são fundamentais para a adequada assistência obstétrica. Nas apresentações cefálicas occiptoanteriores, o mecanismo de desprendimento da cabeça fetal se dá por:
rotação interna.
rotação externa.
flexão.
lateralização(assinclitismo).
extensão (deflexão).
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC, lançou em 2016, um Relatório de Recomendações em denominado: Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal. No que diz respeito ao fornecimento de dieta à mulher em trabalho de parto, pode-se afirmar:
Mulheres em trabalho de parto não podem ingerir líquidos, exceção se faz apenas para a oferta de água.
As mulheres que receberem opioides ou apresentarem fatores de risco que aumentem a chance de uma anestesia geral não devem receber antagonistas H2 ou antiácidos.
Os antagonistas H2 e antiácidos devem ser utilizados de rotina para mulheres de baixo risco para anestesia geral durante o trabalho de parto.
Mulheres em trabalho de parto podem ingerir líquidos, de preferência soluções isotônicas.
Mulheres em trabalho de parto que não estiverem sob efeito de opioides ou não apresentarem fatores de risco iminente para anestesia geral não podem ingerir uma dieta leve.
A apresentação pélvica ocorre em torno de 4% do total de gestações únicas. A versão cefálica externa (VCE) apresenta-se como uma alternativa em mulheres com apresentação pélvica, visando a diminuir as complicações de um parto pélvico.
Nesse contexto, é correto afirmar que
em apresentação pélvica e na ausência de contraindicações, a VCE é recomendada a partir de 37 semanas de idade gestacional, mediante termo de consentimento informado.
as contraindicações para a versão cefálica externa incluem obesidade materna e inexperiência do profissional.
a operação cesariana programada também pode ser uma alternativa na assistência à mulher com feto de apresentação pélvica e é recomendada a partir de 37 semanas de idade gestacional.
na situação de a mulher decidir por um parto pélvico vaginal, é recomendado que seja informada sobre o maior risco de morbidade e mortalidade perinatal e neonatal, sendo desnecessário termo de consentimento informado.
No que se refere aos períodos clínicos do parto, assinale a alternativa que retrata o período considerado o mais crítico, ou seja, de maior vigilância clínica?
Primeiro período (início de trabalho de parto até a dilatação total).
Segundo período (saída do RN - período expulsivo).
Terceiro período (Dequitação da placenta).
Quarto período (Pós-parto imediato - “Período de Greenberg”).
Primeiro e segundo períodos.
No trabalho de parto e parto de evolução fisiológica, de feto único, vivo, em situação longitudinal e apresentação cefálica, os mecanismos do trabalho de parto são:
Rotação interna, insinuação, descida, rotação externa, desprendimento, expulsão e dequitação.
Insinuação, descida, flexão, rotação interna, extensão, rotação externa e expulsão.
Insinuação, descida, desprendimento, rotação externa, rotação interna, expulsão e dequitação.
Insinuação, dilatação, rotação interna, desprendimento, rotação externa, dequitação e expulsão.
Insinuação, descida, dilatação, desprendimento da cabeça, desprendimento dos ombros, dequitação e Greenberg.
No primeiro período clínico do parto, segundo as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto, a assistência de enfermagem a parturiente de risco habitual em trabalho de parto de evolução fisiológica envolve:
A avaliação da dinâmica uterina e dos sinais vitais maternos a cada 1 hora, exame vaginal a cada 4 horas, ausculta intermitente da frequência cardíaca fetal e preenchimento do partograma a partir da fase ativa.
Amniotomia precoce, infusão de ocitocina sintética, dinâmica uterina e exame vaginal a cada 1 hora, monitorização contínua da frequência cardíaca fetal e preenchimento do partograma a partir da fase ativa.
Jejum materno a partir da fase ativa, amniotomia precoce, infusão de ocitocina sintética, ausculta intermitente da frequência cardíaca fetal e preenchimento do partograma a partir da fase latente.
A avaliação da dinâmica uterina e dos sinais vitais maternos a cada 1 hora, exame vaginal a cada 4 horas, ausculta intermitente da frequência cardíaca fetal e preenchimento do partograma a partir da fase latente.
Avaliação da dinâmica uterina e exame vaginal a cada 1 hora, jejum materno a partir da fase ativa, ausculta intermitente da frequência cardíaca fetal e preenchimento do partograma a partir da fase ativa.
O período pós-parto é um período de ajustes e adaptações importantes para todos os membros da família. É nessa época que começa a parentalidade e se inicia o relacionamento com o recém-nascido (RICCI, 2015). Em relação à assistência de enfermagem no período pós-parto, é CORRETO afirmar:
A enfermeira deve estar atenta aos fatores de risco para hemorragia no pós-parto: trabalho de parto prolongado (mais de 24h); extração manual da placenta; ruptura prolongada de membranas (> 24 h); história de diabetes melito, incluindo diabetes de início na gestação.
A enfermeira necessita avaliar os fatores de risco para infecção no pós-parto: trabalho de parto abrupto (menos de 3 h); atonia uterina; placenta prévia ou descolamento prematuro da placenta; indução ou aceleração do parto; procedimentos cirúrgicos (extração a vácuo, parto com fórceps, cesariana).
A enfermeira deve orientar a mãe que está amamentando seu recém-nascido a usar um sutiã confortável e firme 24h por dia para apoiar as mamas aumentadas e promover o conforto. A mulher que não está amamentando não necessita do uso de sutiã firme e deve ser orientada a usar um modelo menos restritivo.
A avaliação pós-parto inclui mensuração dos sinais vitais, exame físico e avaliação psicossocial, incluindo o apego e o vínculo dos pais com o recém-nascido.
A avaliação psicossocial inclui o apego que ocorre logo após o nascimento. Processos de apego que demoram mais de 03 semanas devem ser considerados patológicos.
A auscultação dos batimentos cardíacos do feto (BCF) é um procedimento indispensável para apreciar a vitalidade fetal durante o trabalho de parto. Os ruídos do coração constituem a única manifestação clínica objetiva de funcionamento do aparelho circulatório do concepto (MONTENEGRO; REZENDE FILHO, 2017). Considerando a importância da ausculta dos batimentos cardíacos fetais (BCF), o National Collaborating Centre for Women’s and Children’s Health (NICE) recomenda que
a ausculta seja feita a cada 20 min na fase de dilatação e a cada 5 min na fase de expulsão.
a ausculta seja feita a cada 15 min na fase de dilatação e a cada 5 min na fase de expulsão.
a ausculta seja feita a cada 25 min na fase de dilatação e a cada 5 min na fase de expulsão.
a ausculta seja feita a cada 30 min na fase de dilatação e a cada 5 min na fase de expulsão.
Em relação aos riscos e benefícios de uma cesariana programada comparada ao trabalho de parto planejado em mulheres com cesariana prévia, é correto afirmar que
a cesariana é recomendada em mulheres com duas ou mais cesarianas prévias.
o trabalho de parto e o parto vaginal são recomendados para mulheres com cicatriz uterina longitudinal de cesariana anterior.
as instituições de saúde devem ter resguardada sua autonomia em relação à aceitação (ou não) da assistência ao parto vaginal após duas cesarianas.
há um aumento no risco de ruptura uterina com o parto vaginal após cesariana prévia. Este risco é, a princípio, alto.
Em relação à utilização de métodos farmacológicos para alívio da dor no trabalho de parto, assinale a alternativa incorreta.
O óxido nitroso a 50% em veículo específico pode ser oferecido para alívio da dor no trabalho de parto, quando possível e disponível, mas deve-se informar às mulheres que elas podem apresentar náusea, tonteiras, vômitos e alteração da memória.
Os opioides oferecem alívio limitado da dor e apresentam efeitos colaterais significativos para a mulher e para a criança, mas não têm interferência negativa no aleitamento materno.
A analgesia com opioides é acompanhada de aumento na complexidade da assistência ao parto, como, por exemplo, maior necessidade de monitorização e acesso venoso.
A analgesia peridural e a analgesia combinada raqui-peridural constituem técnicas igualmente eficazes para alívio da dor de parto.
As enfermeiras das unidades básicas de saúde podem vivenciar situações de parto iminente, ou seja, aquelas situações em que não é mais possível transportar a parturiente para uma maternidade devido à iminência do nascimento do bebê. Nesse caso, a posição adequada para colocar a paciente com insuficiência cardíaca, que se encontra no período expulsivo ou segundo período do trabalho de parto é
decúbito lateral (posição de Sims).
Laborie-Duncan.
Cócoras.
decúbito dorsal (Ritgen).
A distorcia é definida como qualquer perturbação no bom andamento do parto em que estejam implicadas alterações em um dos três fatores fundamentais que participam do evento. Em se tratando da distorcia de ombro, algumas manobras podem ser aplicadas. Assim, com base no Manual de Parto, Aborto e Puerpério do Ministério da Saúde (2001), as manobras a serem tomadas, nesse caso, são
rotação manual do ombro posterior do feto para anterior e, se necessário, pressão supra púbica, praticada por um auxiliar, diretamente sobre a sínfise púbica materna.
adução ampla das pernas e flexão completa sobre a coxa e o abdome materno e, se necessário, pressão sub-púbica, praticada por um auxiliar, diretamente sobre a sínfise púbica materna.
adução ampla das pernas e flexão completa sobre a coxa e o abdome materno e, se necessário, rotação manual do ombro anterior do feto para posterior.
rotação manual do ombro posterior do feto para anterior e, se necessário, tração controlada do cordão e colocação do recém-nascido no nível da vulva ou abaixo desta, por três minutos.
O uso de ocitocina após o parto, em todas as mulheres independentemente da via de parto, é conduta importante para a prevenção de hemorragia pós-parto.
Considerando a assistência ao parto iminente, marque a alternativa INCORRETA:
Deve-se avaliar a região do pescoço do recém nascido para detectar a presença de circular de cordão umbilical.
Garantir contato pele a pele imediato e contínuo em situações de boas condições clínicas do recém nascido.
Não recomendar amamentação do recém nascido até a chegada ao hospital.
Em caso de sofrimento fetal, isoimunização ou comorbidades como HIV positivo, realizar ligadura precoce do cordão umbilical em até 60 segundos.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal.
( ) Todas as gestantes devem ser informadas que a assistência ao parto no domicílio faz parte das políticas atuais de saúde no país.
( ) No primeiro período do trabalho de parto recomenda-se monitorar a frequência das contrações uterinas de 1 em 1 hora, pulso de 1 em 1 hora; temperatura e pressão arterial de 4 em 4 horas.
( ) A solicitação materna por analgesia de parto não é indicação suficiente para sua realização, independentemente da fase do parto e do grau de dilatação em que ela se encontra.
( ) Em Mulheres com gestação a termo, com ruptura precoce de membranas, a indução do trabalho de parto é apropriada dentro das 24 horas após a ruptura.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
F • V • F • V
V • V • F • V
F • V • F • F
V • V • F • F
F • F • V • V
A indução do parto objetiva melhorar o prognóstico materno ou quando se avalia que a criança estará mais segura fora do útero materno (Brasil, 2012), mas deve ser cuidadosamente avaliada, pelos riscos à parturiente e ao bebê.
Corresponde a uma contraindicação para indução do parto:
morte fetal.
corioamnionite.
gestação acima de 41 semanas.
herpes genital ativo.
isoimunização Rh.
A grande maioria dos partos se resolve espontaneamente, apenas sendo assistidos pelo médico ou obstetra. Há, porém, situações em que o parto acontece antes de a parturiente chegar ao hospital, ou mesmo a caminho dele.
Assinale alternativa correta quanto à identificação de um parto iminente.
Contrações regulares, visualização de cabeça, saída de líquido por ocasião de ruptura de bolsa e gestante multípara.
Contrações irregulares, queda abrupta da gestante, desmaio e vertigem e aumento da frequência respiratória.
Náuseas e vômitos, dor local e intensa, convulsões, torpor e inconsciência.
Hálito com odor estranho, dor, sensação de queimação nas vias aéreas, sonolência, confusão mental e ou alteração da consciência.
Depressão de função respiratória, dor localizada, respiração superficial e dor quando realiza movimentos.