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No que tange à enfermagem perioperatória, assinale a alternativa correta.
A fase pré-operatória começa quando o paciente é transferido para a sala de cirurgia e termina quando ele é internado na unidade de recuperação pósanestésica (URPA).
A fase intra-operatória começa quando se toma a decisão de prosseguir com a intervenção cirúrgica e termina com a transferência do paciente para a mesa da sala de cirurgia.
Um procedimento cirúrgico pode ser diagnóstico (excisão de um tumor ou apêndice inflamado), curativa (biopsia, laparotomia exploradora) e reparativa (reparação de múltiplas feridas).
A cirurgia pode ser classificada de acordo com o grau de urgência envolvida: emergencial, urgente, leve, eletiva e grave.
A fase pós-operatória começa com a admissão do paciente na URPA e termina com uma avaliação de acompanhamento no ambiente clínico ou em casa.
Considere que uma paciente de 57 anos de idade tenha dado entrada na sala de recuperação anestésica de um hospital após ter se submetido a uma cirurgia de toracotomia, com retirada de nódulos pulmonares. Chegou com agitação psicomotora, tremores e pele fria. Seus sinais vitais indicavam pressão arterial de 110 mmHg/60 mmHg, frequência cardíaca de 102 batimentos por minuto, frequência respiratória de 12 irpm, saturação de 95%. Respirava superficialmente e queixava-se de dor intensa. Foi instalado oxigênio sob máscara a 3 L/min e infundidas soluções cristaloides em cateter central. Após 15 minutos, encontrava-se mais sonolenta, não respondia aos chamados, saturação de 82%, valores gasométricos com indicação de pH baixo, hipoxemia e hipercapnia.
Nessa situação, assinale a alternativa correta.
A hipercapnia e a hipoxemia podem ter sido resultantes da ação de drogas administradas durante o procedimento cirúrgico, como diuréticos e anestésicos, e são esperadas em pacientes que se encontram na sala de recuperação cirúrgica.
A paciente apresenta um quadro importante de hipoventilação que deve ser revertido adotando-se medidas de manutenção de via aérea permeável (garantia de oferta adequada de oxigênio e monitoração do padrão respiratório), controle da dor (administração de analgésicos prescritos), aquecimento (para a hipotermia) e manutenção da estabilidade cardiovascular.
Os tremores e a pele fria apresentados pela paciente podem ser considerados fatores relacionados ao diagnóstico de hipotermia da NANDA, que são decorrentes da exposição a um ambiente mais frio, medicamentos utilizados e cavidades abertas durante o procedimento cirúrgico.
O quadro da paciente indica que houve desestabilização cardiorrespiratória, devendo ser avaliados em primeiro lugar o sítio cirúrgico, a função do sistema nervoso central e, em seguida, deve ser realizado o tratamento não farmacológico da dor, a administração de antibióticos e a aplicação de curativo compressivo no tórax.
Os valores gasométricos de pH = 7,63, pO2 = 68 mmHg, pCO2 = 22 mmHg e o bicarbonato de 22,5 são compatíveis com o quadro descrito.
Faz parte do tratamento da hipertermia na fase tardia controlar temperatura, gasometria arterial, níveis de CPK, potássio e cálcio, coagulação e mioglobina sérica e urinária a cada 6 h.
Após ter sido submetido a punção lombar, o cliente deve ser orientado a:
realizar balanço hídrico;
levantar-se imediatamente;
restringir ingesta de líquidos;
manter-se no leito em decúbito dorsal;
manter-se no leito em semi fowler.
Em um paciente com uma amputação transfemoral, de terço superior da perna direita, atendido em seu domicílio, as medidas de prevenção, para evitar postura viciosa do coto de amputação, quando o paciente se encontrar em decúbito dorsal, deve-se manter
travesseiro de tamanho médio entre o membro normal e o coto de amputação, conservando o membro amputado em ligeira abdução.
o coto de amputação em rotação externa de quadril e ligeira flexão, com apoio de toalha enrolada sob o coto de amputação.
o coto de amputação em rotação externa de quadril, com apoio sob região posterior e interna da coxa amputada.
um travesseiro de tamanho médio sob o coto de amputação, enquanto outro travesseiro apóia o coto lateralmente, levando-o para adução além da linha média.
travesseiro de tamanho médio na face lateral do coto de amputação, retendo o coto em posição neutra para todos os movimentos de quadril.
Em uma intervenção cirúrgica, apenas os membros da equipe que terão contato direto com o paciente devem usar mascara cirúrgica. Nesse caso, a máscara deve cobrir o nariz e a boca, de modo confortável, para minimizar a possibilidade de as bactérias do trato respiratório superior penetrarem na ferida.
Na hipertermia maligna, observa-se elevação da temperatura corpórea de 1 "C a 5 "C a cada 10 minutos.
Importante ocorrência fisiopatológica da hipertermia maligna é a hipercalcemia intracelular, que ativa as vias metabólicas. Sem tratamento, esse processo resulta em depleção de adenosina trifosfato, acidose e destruição da membrana e morte celular.
A hipertermia maligna é complicação rara e potencialmente fatal, associada à exposição do paciente à agentes halogenados, à anestésicos inalatórios e à succinilcolina, mas também pode ser causada por traumatismo, exercícios intensos e estresse emocional.
Avaliar as condições físicas, o resultado de testes ergonômicos e o sistema respiratório e cardiovascular constitui medidas obrigatórias nesse período pré-operatório.
Ao chegar na sala de recuperação pós-anestésica, o auxiliar de enfermagem, constatou que o paciente estava na posição de trendelemburg. Provavelmente este paciente tinha:
oclusão das vias aéreas
choque hipovolêmico
embolia pulmonar
evisceração
íleo paralítico
Após um procedimento cirúrgico, o paciente pode apresentar intercorrências e deve permanecer sob monitorização e observação constante da equipe de enfermagem. No caso da realização de uma craniotomia, ele deve ir imediatamente para:
a sala de recuperação pós anestesia.
um quarto privativo com banheiro.
o centro de terapia intensiva.
a unidade coronariana.
A monitorização do ponto zero do cateter de derivação ventricular esquerda (DVE), em relação à cabeceira do leito, de 6 em 6 horas, pelo fato de os ossos serem duros e rígidos, constitui um cuidado de enfermagem a pacientes nesse tipo de pós-operatório.
Faz parte do tratamento da hipertermia maligna na fase aguda interromper imediatamente a instalação de anestésicos voláteis e(ou) da succinilcolina.
O regime preparatório para o TCTH alogênico é a administração da quimioterapia em dose alta e, por vezes, a radiação corporal total como terapia intensiva.
O enfermeiro deve atentar para valores de pressão intracraniana aumentada, maiores que 15 mmHg, situação em que devem ser administrado diuréticos, como manitol.
Fazem parte do tratamento da hipertermia maligna na fase aguda e na fase tardia, respectivamente, tratar as arritmias cardíacas utilizando bloqueadores de canal de cálcio e transferir o paciente para UTI, para observação durante pelo menos 72 h, devido ao risco de recidiva.
O volume urinário deve ser monitorado no cuidado pósoperatório de tumores sólidos, atentando a valores superiores ao cálculo da superfície corporal da criança, nas 24 horas subsequentes, devido ao risco de hipervolemia e de choque cardíaco.