Questões de Concurso sobre Trauma cranioencefálico

 
 
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Durante o atendimento pré-hospitalar a uma colisão entre automóvel e caminhão, a equipe do SAMU 192 encontra um homem de aproximadamente 35 anos, inconsciente, com respiração ruidosa, fraturas visíveis em membro inferior direito e ferimento contuso com sangramento ativo na região frontal. A vítima está presa em ferragens, sendo assistida pela equipe do Corpo de Bombeiros. Os sinais vitais iniciais são: FC: 132 bpm, FR: 28 irpm, PA: 80/40 mmHg, SpO2 : 88%.


Considerando os princípios da avaliação primária no atendimento ao politraumatizado, a conduta de enfermagem prioritária nesse cenário deve ser


A

imobilizar o membro inferior com fratura visível antes de qualquer outra intervenção para evitar sangramento interno adicional.


B

realizar lavagem do ferimento frontal com solução salina estéril e compressão local imediata para controle do sangramento.


C

assegurar a permeabilidade das vias aéreas com manobra de tração mandibular e administração de oxigênio suplementar com máscara de alta concentração.


D

administrar analgésico potente por via intramuscular, desde que não haja contraindicação na regulação médica, para estabilizar os sinais vitais.


E

solicitar à regulação médica autorização para transportar imediatamente a vítima à unidade hospitalar, sem aguardar a retirada completa das ferragens, diante da gravidade do quadro.

Em um atendimento de trauma em ambiente pré-hospitalar, o enfermeiro identifica uma vítima com suspeita de lesão de coluna cervical. A conduta acertada que o profissional deveria priorizariar nesse caso é:


A

realizar a elevação cuidadosa da vítima para avaliar manchas ou hematomas na região dorsal


B

solicitar à equipe improvisar uma maca com o que estiver disponível para agilizar o transporte


C

providenciar a estabilização cervical utilizando colar cervical e aplicar o protocolo de imobilização total


D

posicionar o paciente lateralmente para garantir proteção das vias aéreas superiores

Paciente de 45 anos, vítima de agressão, apresenta abertura ocular ao chamado verbal, resposta verbal confusa e localiza a dor ao estímulo doloroso. A pontuação desse paciente na escala de Glasgow é:


A

12


B

11


C

10


D

13


E

14

Sobre manobras de extração/retirada manual de vítimas, analise as afirmativas a seguir.


I- Rolamento em bloco 90º é indicado para paciente com suspeita de trauma e indicação de imobilização de coluna vertebromedular que se encontra em decúbito ventral ou semipronação e que necessita ser posicionado em prancha longa ou outro dispositivo de transporte.

II- Rolamento em bloco 180º é indicado para paciente com suspeita de trauma e indicação de imobilização de coluna vertebromedular que necessita ser posicionado em prancha longa ou outro dispositivo de transporte e/ou necessite de avaliação do dorso.

III- Pranchamento em pé é indicado para paciente com suspeita de trauma, indicação de imobilização de coluna vertebromedular e que deambula.


É CORRETO o que se afirma em:


A

II apenas.


B

I e III apenas.


C

II e III apenas.


D

I, II e III.


E

III apenas.

Um paciente foi admitido no turno noturno de uma unidade de emergência, após acidente automobilístico. Na avaliação inicial, apresentou Escala de Coma de Glasgow: 9 (abertura ocular: 2; resposta verbal: 2; resposta motora: 5); pupilas isocóricas, porém reativas lentamente à luz.


Os sinais vitais são PA: 160/90 mmHg; FC: 50 bpm; respiração irregular; SpO₂: 92% em ar ambiente. Observou-se secreção orofaríngea espessa e rebaixamento progressivo do nível de consciência.


Diante do quadro apresentado, segundo os protocolos de atendimento ao Traumatismo Cranioencefálico (TCE) e as atribuições da Enfermagem, assinale a opção que apresenta corretamente a ação tecnicamente indicada.


A

Administrar solução salina em bolus para reverter a bradicardia e prevenir hipoperfusão cerebral.


B

Posicionar o paciente em decúbito lateral esquerdo e instalar oxigênio sob máscara com reservatório a 15 L/min.


C

Estimular a tosse, aspirar secreções orais e manter o paciente em decúbito horizontal para preservar a perfusão cerebral.


D

Avaliar os sinais de deterioração neurológica, elevar a cabeceira a 30°, aspirar as vias aéreas superiores e comunicar imediatamente a equipe médica.


E

Encaminhar o paciente para tomografia antes de qualquer intervenção, a fim de evitar interferências clínicas nos achados neurológicos.

Um paciente de 40 anos sofreu acidente automobilístico e chegou à unidade de saúde apresentando equimoses periorbitais em “olhos de guaxinim”, hemotímpano, rinorreia e otorreia com líquido claro, além de diplopia leve e confusão mental.


Os sinais e sintomas apresentados são característicos de


A

hematoma epidural.


B

hematoma subdural.


C

fratura de base de crânio.


D

ratura linear de calvária.


E

contusão cerebral difusa.

Na escala de Glasgow, a incisura supraorbitária é um dos locais escolhidos para a estimulação física.


C

Certo


E

Errado

O trauma cranioencefálico (TCE) é uma agressão que ocorre em curto espaço de tempo, às vezes segundos, mas que provoca consequências que podem estender-se por longos períodos ou mesmo por toda a vida da pessoa acometida. Seus efeitos reverberam também nos familiares e na sociedade. Sobre a região anatômica acometida em situações de trauma, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.


( ) Lesões extracranianas são associadas a ferimentos do couro cabeludo.

( ) Lesões cranianas acometem a caixa craniana, podendo ser do tipo linear ou cominutiva, com ou sem afundamento.

( ) Lesões intracranianas ocorrem no interior da caixa craniana, atingindo meninges, vasos e encéfalo.


A

C - C - E.


B

E - E - C.


C

C - E - E.


D

C - C - C.


E

E - C - C.

Homem de 28 anos foi vítima de acidente automobilístico e chega ao serviço de emergência inconsciente, com suspeita de TCE e fratura de fêmur.


Diante desse quadro, o enfermeiro deve


A

realizar contenção física imediata para evitar movimentos, que poderiam prejudicar lesões traumáticas no usuário.


B

imobilizar a fratura como primeira etapa do cuidado, garantindo a segurança do sistema esquelético, e, após, avaliação das vias aéreas.


C

retirar imediatamente o colar cervical para avaliar mobilidade do pescoço e descartar lesão medular.


D

administrar analgésico potente antes da estabilização.


E

assegurar a permeabilidade das vias aéreas, estabilizar a coluna cervical e monitorar sinais vitais continuamente.

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é qualquer lesão decorrente de um trauma externo, que tenha como consequência alterações anatômicas do crânio, como fratura ou laceração do couro cabeludo, bem como o comprometimento funcional das meninges, encéfalo ou seus vasos, resultando em alterações cerebrais, momentâneas ou permanentes, de natureza cognitiva ou funcional (Brasil, 2015). Em relação ao TCE, marque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmativas abaixo:


(__)O tratamento do paciente com suspeição de TCE segue os princípios gerais da abordagem do paciente vítima de trauma, com a identificação e tratamento prioritário daquelas lesões que põem em risco a vida.

(__)O transporte do paciente para a realização de exames de imagem somente deverá ser feito após a estabilização clínica. Lesões abertas com sangramento ativo deverão, preferencialmente, ser suturadas antes da realização dos exames de imagem.

(__)O TCE grave deverá sempre ser tratado como lesão sistêmica, fazendo-se necessária avaliação laboratorial de emergência. Anormalidades da glicemia, sódio ou gasometria arterial deverão ser rapidamente corrigidas visando reduzir a incidência de injúria secundária.

(__)Se o paciente apresentar ECG menor do que 15 a qualquer momento, deverá ser procedida intubação orotraqueal e os princípios do TCE grave deverão ser seguidos.


Assinale a sequência CORRETA de cima para baixo.


A

V, V, F, F.


B

V, F, V, F.


C

F, F, V, V.


D

F, V, V, F.


E

V, V, V, F.

Jovem do sexo feminino, com 17 anos de idade, vítima de queda da varanda do 2º andar de um prédio, foi admitida na sala de emergência inconsciente, com fratura fechada de perna direita. Durante a avaliação neurológica, ao ser aplicada a escala de coma de Glasgow – pupilas (ECGI-P), foi obtida a seguinte pontuação: O3, V3, M3, P1.


O escore total obtido (ETO) e sua interpretação (I) são, respectivamente,


A

ETO: 10; I: lesão moderada.


B

ETO: 9; I: lesão grave.


C

ETO: 8; I: lesão grave.


D

ETO: 10; I: lesão mínima.


E

ETO = 8; I: lesão moderada.

O traumatismo craniano é uma lesão no crânio causada pelo impacto. Além da contusão, a depender da gravidade, pode atingir o cérebro e causar sangramentos, formação de coágulos e edemas. Nestes casos, é classificado como traumatismo cranioencefálico grave, visto que representa risco à vida do paciente. Dada a gravidade da lesão, é comum que os pacientes apresentem alterações mesmo após a recuperação. Sendo assim, quanto maior a gravidade do trauma, maior o risco de sequelas. Diante do contexto uma das sequelas que podem ser causada pelo traumatismo craniano e:


A

convulsões


B

diminuição hídrica


C

sangramento nasal


D

febre

Tocotrauma refere-se às lesões físicas que o recém-nascido pode sofrer como resultado de eventos traumáticos ocorridos durante o trabalho de parto ou nascimento. Sobre esse assunto e suas implicações na assistência ao recém-nascido, assinale a alternativa correta.


A

Cefalo-hematoma é uma lesão que ultrapassa as linhas de sutura cranianas e está frequentemente associada ao uso de fórceps.


B

Caput succedaneum é uma lesão intracraniana grave, associada à hemorragia subaracnoidea, que requer intervenção neurocirúrgica imediata.


C

A fratura de clavícula no recém-nascido decorrente de tocotrauma é considerada uma urgência cirúrgica e deve ser reparada imediatamente para evitar sequelas.


D

A paralisia do plexo braquial superior (Duchenne-Erb) é uma das complicações mais comuns do tocotrauma, especialmente em partos com distócia de ombro.


E

A hemorragia subgaleal, apesar de rara, não representa risco significativo para a vida do recém-nascido, desde que diagnosticada precocemente.

Uma vítima de queda de moto não utilizava capacete no momento do acidente. No atendimento pré-hospitalar móvel, encontra-se irresponsivo, com equimose periorbital bilateral, pressão arterial de 180/150 mm/Hg, frequência cardíaca de 42 bpm, pupilas sem fotorreação e respiração de Cheyne-Stokes.


Conforme o PreHospital Trauma Life Support (PHTLS), 10. ed., a conduta correta a ser adotada, nesse caso, inclui


A

transportar a vítima em posição supina, com elevação do decúbito a 45 graus, para ajudar a diminuir a pressão intracraniana.


B

administrar medicamentos anti-hipertensivos para reduzir a pressão arterial sistólica a valores entre 100 e 120 mm/Hg.


C

transportar a vítima em posição supina, com elevação do decúbito a no máximo 30 graus, para não comprometer a pressão de perfusão cerebral.


D

administrar manitol intravenoso, diante da sua recomendação de uso rotineiro nos casos de traumatismo cranioencefálico.


E

transportar a vítima em posição de Trendelenburg para otimizar a perfusão cerebral e favorecer o retorno venoso.

Em uma sala de emergência, um paciente de 27 anos chega após colisão motociclística. Encontra-se sonolento, responde com lentidão, apresenta Glasgow 12, hematoma periorbitário, náuseas e refere dor intensa na cabeça; a respiração está regular e não há sangramentos ativos. O técnico de enfermagem posiciona o paciente na maca e inicia monitorização básica. Considerando os cuidados de enfermagem ao paciente com trauma cranioencefálico (TCE), é(são) conduta(s) adequada(s) e prioritária(s)


A

elevar a cabeceira para 90° para melhorar a ventilação e reduzir a pressão intracraniana.


B

oferecer analgésico comum para aliviar dor, caso o paciente esteja consciente.


C

estimular o paciente a permanecer acordado, conversando continuamente para evitar rebaixamento do nível de consciência.


D

manter cabeceira elevada a cerca de 30°, evitar movimentação do pescoço, monitorar sinais neurológicos seriados e comunicar imediatamente qualquer piora.


E

colocar compressas geladas sobre o hematoma periorbitário para reduzir edema e desconforto.

Durante o atendimento a um paciente vítima de trauma cranioencefálico, a professora de estágio pergunta aos seus alunos (futuros enfermeiros) quais sinais são necessários para identificar e/ou descartar a presença da Tríade de Cushing. Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:


I. A Tríade de Cushing, caracterizada por hipertensão arterial, bradicardia e bradipneia, indica a presença de hipertensão intracraniana.

PORQUE

II. À medida que a pressão intracraniana aumenta, o organismo eleva a pressão arterial para manter o fluxo sanguíneo cerebral, enquanto a compressão do tronco encefálico provoca a diminuição da frequência cardíaca e a desregulação do centro respiratório.


A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:


A

As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.


B

A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.


C

A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.


D

As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.


E

As asserções I e II são proposições falsas.

O traumatismo cranioencefálico pode provocar condições que variam desde uma concussão leve até o coma e a morte. Sua forma mais grave é conhecida como lesão cerebral traumática (LCT). As causas mais comuns de LCT são as quedas, os acidentes com veículos motorizados, a colisão de objetos e os assaltos.


Sobre a assistência do enfermeiro ao paciente com traumatismo cranioencefálico, é correto afirmar que


A

uma leitura da Escala de Coma de Glasgow entre 3 e 8 é considerada como indicativa de traumatismo cranioencefálico grave, sendo recomendada a intubação orotraqueal.


B

a Escala de Coma de RASS serve de guia para avaliar o nível de consciência do paciente com base em três critérios: abertura dos olhos, respostas verbais e respostas motoras.


C

a Escala de Coma de Ramsay serve de guia para avaliar o nível de consciência do paciente com base em três critérios: abertura dos olhos, respostas verbais e respostas motoras.


D

na Escala de Coma de Glasgow, para avaliar o nível de consciência do paciente, um escore de 15 é menos responsivo, enquanto um escore de 3 é mais responsivo.


E

na Escala de Coma de RASS, para avaliar o nível de consciência do paciente, um escore de 15 é menos responsivo, enquanto um escore de 3 é mais responsivo.

As incapacidades resultantes do Traumatismo Crânio Encefálico - TCE são divididas em três categorias: físicas, cognitivas e emocionais/comportamentais, sendo as físicas diversificadas, podendo ser:


A

problemas de atenção.


B

motoras, visuais, táteis, entre outras.


C

perda de autoconfiança.


D

dificuldade de autocontrole.

Ao analisar as alterações das pupilas, observa-se que a pupila unilateral está dilatada (4mm), fixa e não-reativa. A seguir, foram listadas possíveis causas, exceto:


A

Compressão do tronco encefálico.


B

Aumento da pressão intracraniana.


C

Traumatismo craniano com hematoma subdural ou peridural.


D

Intoxicação por simpaticomimético.


E

Pode ser normal em algumas pessoas se houver lesão grave do olho.

 
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