Questões de Concurso sobre David Hume

 
 
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O pensador argumenta: “Que de A suceda B; limitado a este evento, só posso constatar que A sucede B. Mas que outras vezes A suceda B, reiteradamente. Não é possível inferir da experiência nada além de que A suceda B, em todos os casos observados, apenas. Mas, que sempre será assim, que A implique B, uma conexão necessária, como A é causa de B, isso não posso inferir. Se junto A e B, não é por força da razão – ela não me autoriza a tanto; antes, o faço pela imaginação e por força do hábito de reiteradas vezes eu perceber o mesmo, que A sucede B”.

Assinale a alternativa o pensador a quem se pode associar tal argumentação.


A

Locke


B

Kant


C

Leibniz


D

Descartes


E

Hume

Assinale a alternativa que apresenta os três princípios de conexão entre diferentes ideias do espírito humano, conforme defende David Hume na sua obra “Ensaio acerca do entendimento humano”.


A

Semelhança, progressividade e causalidade.


B

Necessidade, universalidade e contingência.


C

Semelhança, contiguidade, causalidade.


D

Imaginação, memória, reflexão.


E

Tautologia, contradição e contingência.

David Hume estruturou um conceito de ideia na filosofia. Segundo sua teoria, esse era compreendido a partir de uma concepção dualista interdependente. Para ele, a ideia era uma


A

proposta.


B

liberdade.


C

lembrança.


D

transubstanciação.

Deus é uma ideia complexa composta por ideias simples e antropomórficas, baseadas em impressões sensíveis. Essa concepção de Deus se refere à filosofia de:


A

Rousseau.


B

John Locke.


C

David Hume.


D

Immanuel Kant.

As obras “Novum Organum”, “Ensaio acerca do entendimento humano” e “Investigação sobre o entendimento humano”, foram escritas por:


A

George Berkeley, John Locke e David Hume.


B

Roger Bacon, John Locke e David Hume.


C

Francis Bacon, David Hume e John Locke.


D

Francis Bacon, John Locke e David Hume.


E

Roger Bacon, David Hume e John Locke.

Na reflexão epistemológica, o pensamento de David Hume foi de fundamental importância. Analise as afirmativas sobre a filosofia do conhecimento construída por ele.


I. Como racionalista que era, procurou eliminar todos os conceitos obscuros e os raciocínios intrincados até então.

II. As ideias poderiam ser simples ou complexas na perspectiva de análise do pensamento/raciocínio.

III. Cada noção e cada ideia devem ser verificadas em sua composição correlata à realidade.


Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)


A

I.


B

III.


C

I e II.


D

II e III.

HUME, em uma passagem famosa, afirma que os filósofos cometem um erro lógico, pois pretendem inferir uma conclusão valorativa de premissas fatuais, ou seja, pretendem deduzir como as coisas “__________” a partir de como as coisas “________”.


Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.


A

Devem ser – são.


B

Deveriam ser – foram.


C

Eram – foram.


D

Seriam – são.

Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.


HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.


Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que


A

os conteúdos das ideias no intelecto têm origem na sensação.


B

o espírito é capaz de classificar os dados da percepção sensível.


C

as ideias fracas resultam de experiências sensoriais determinadas pelo acaso.


D

os sentimentos ordenam como os pensamentos devem ser processados na memória.


E

as ideias têm como fonte específica o sentimento cujos dados são colhidos na empiria.

“Em todo sistema de moral que até hoje encontrei, sempre notei que o autor segue durante algum tempo o modo comum de raciocinar, estabelecendo a existência de Deus, ou fazendo observações a respeito dos assuntos humanos,...”


A frase acima pode ser atribuída a:


A

Platão;


B

Aristóteles;


C

Heródoto;


D

Hume.

“Todos os objetos da razão ou investigação humana podem ser divididos naturalmente em duas espécies, a saber: relações de ideias e questões de fato”.


(HUME, David. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p. 143 (Col. Os Pensadores).)


A Filosofia humeana é conhecida pelo princípio segundo o qual todo conhecimento da natureza assenta na descoberta de algum tipo de relação causal. Para Hume, relações causais são


A

questões de fato, na medida em que podem ser provadas demonstrativamente através das capacidades intuitivas da razão.


B

relações de ideias, pois cabe ao entendimento o papel de deduzir as regras de associação entre eventos.


C

questões de fato, já que sua evidência é fornecida pela experiência, embora sua necessidade e universalidade só sejam conferidas pelo entendimento.


D

relações de ideias, uma vez que se explicam por princípios de conexão entre os diversos pensamentos ou ideias, que lhes imprimem certa regularidade.


E

questões de fato, pois fundam-se em relações de causa e efeito inteiramente originadas na experiência.

Texto I

Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez.

DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

Texto II

Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado).

Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume


A

defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.


B

entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.


C

são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.


D

concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos.


E

atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.

Hume afirma, no Ensaio sobre o entendimento humano, que a idéia de causalidade é ilegítima, porque não corresponde a sensação alguma. Para o filósofo, a referida idéia deve-se a (à)

A
uma ficção caprichosa do espírito metafísico.

B
existência de um determinismo oculto a reger a verdadeira realidade.

C
crença no mundo criado por Deus, cujas causas reais são por nós ignoradas.

D
uma regularidade dos fenômenos, produto da associação de idéias por semelhança e por contigüidade.

A respeito dos assuntos filosóficos abaixo abordados, assinale a opção correta.


A

A epistemologia é o estudo dos textos sagrados da filosofia contidos nas cartas do novo testamento.


B

A estética, a ética e a criteriologia ou gnoseologia fazem parte da filosofia prática.


C

Baumgarten foi o filósofo que criou a teoria da mônada, substância simples que agregada a outras constitui as coisas de que a natureza se compõe.


D

David Hume, filósofo empírico escocês, entre outras noções filosóficas, estudou e redefiniu a noção de causalidade.

   
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