Questões de Concurso sobre David Hume

 
 
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A teoria do conhecimento de David Hume afirma, em resumo, que todos os conteúdos da mente humana são percepções, que se dividem em duas grandes classes, que são:


A

Razão e sensibilidade.


B

Fé e ciência.


C

Impressões e ideias.


D

Orgulho e preconceito.

A noção de causalidade, ou seja, a crença na existência de um princípio causal que relaciona os fenômenos naturais, constituindo-se em uma lei universal, explicando a própria racionalidade do real em termos da relação causa-efeito, e estabelecendo assim um nexo, um elo causal entre tudo o que acontece, é um pressuposto filosófico que remonta aos filósofos pré-socráticos. Entretanto, Hume questiona a realidade objetiva desse princípio causal. De fato, se observarmos, no exemplo famoso, o movimento das bolas de bilhar em uma mesa, tudo o que vemos é o impacto do taco sobre a primeira bola e, por sua vez, o impacto da primeira sobre a segunda, mas a causalidade propriamente dita não pode ser observada. Tudo o que a experiência nos revela é uma conjunção constante entre fenômenos, e não uma conexão necessária que chamamos de causalidade.


(Danilo Marcondes. Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, 2010. Adaptado)


A implicação do entendimento de Hume, mencionado no excerto, consiste


A

na correspondência direta entre crença e realidade.


B

no questionamento da validade do raciocínio indutivo.


C

no estabelecimento de um objetivismo moral.


D

na defesa de estruturas universais e necessárias.


E

na possibilidade de conhecimento seguro.

“Confesso francamente: a lembrança de David Hume foi justamente o que há muitos anos interrompeu pela primeira vez meu sono dogmático e deu às minhas pesquisas no campo da filosofia especulativa uma direção completamente nova”.


KANT, I. Prolegômenos. In Crítica da Razão Pura e outros textos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1974.


Assinale a opção que identifica corretamente a nova direção filosófica tomada por Kant.


A

Uma filosofia transcendental, que buscou estabelecer os limites da possibilidade do conhecimento humano.


B

Um retorno ao empirismo, que implicou num ceticismo em relação à possibilidade do conhecimento universal.


C

Uma nova metafísica racionalista, que se baseava na especulação lógico-matemática e da linguagem.


D

Um novo racionalismo, que buscou reafirmar e sistematizar os avanços da filosofia desde Descartes.


E

Uma abordagem especulativa, que tentou fundamentar o conhecimento objetivo de Deus, da Alma e do Mundo.

[...] sempre que a repetição de algum ato ou operação particular produz uma propensão de renovar o mesmo ato ou

operação sem que sejamos impelidos por qualquer raciocínio ou processo do entendimento, dizemos que essa propensão é efeito de um hábito.

-

HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano.

São Paulo: Abril Cultural, 1984.

-

Assinale a alternativa correspondente ao que Hume entende por hábito.


A

Hábito é uma ideia complexa, ou seja, ela deriva da relação entre duas ideias simples: as ideias de causa e de efeito.


B

Hábito é um princípio da razão, segundo o qual a metafísica pode ser salvaguardada.


C

Hábito é um princípio da razão que leva ao conhecimento da relação entre ideias, tais como as ideias da geometria, da álgebra e da aritmética.


D

O hábito é o grande guia da experiência humana, pois faz com que a experiência nos seja útil e faz com que esperemos, no futuro, uma sequência de acontecimentos semelhantes aos verificados no passado.


E

Embora o hábito seja o guia da experiência humana, ele não é útil, uma vez que faz com que o ser humano tente compreender mais do que pode racionalmente.

Segundo David Hume, todos os conteúdos da mente humana outra coisa não são senão “percepções”, dividindo-se em duas grandes classes, que Hume chama de “impressões” e “ideias”. Ele coloca duas diferenças entre impressões e ideias. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essas diferenças.


A

A primeira classe diz respeito à força ou vivacidade com que as percepções se apresentam à nossa mente; a segunda diz respeito à ordem e à sucessão temporal com que elas se apresentam.


B

A primeira classe diz respeito à ordem e à sucessão temporal com que as percepções se apresentam à nossa mente; a segunda diz respeito à força ou vivacidade temporal com que elas se apresentam.


C

A primeira classe é dependente e a segunda é originária, isto é, todas as impressões simples provêm, mediata ou imediatamente, de suas correspondentes ideias.


D

A primeira classe é formada por pensamentos simples ou complexos e a segunda por sensações, paixões e emoções quando aparecem na mente pela primeira vez.


E

A primeira classe diz respeito ao princípio de semelhança e contiguidade no tempo e no espaço; a segunda diz respeito ao princípio de causa e efeito.

David Hume questionou as relações de causalidade, mostrando que elas não podem ser conhecidas a priori; por isso, voltou-se para a razão pelo fato de o experimentalismo estar comprometido.


C

Certo


E

Errado

“É demasiado óbvia para deixar de ser notada por todos a extrema variedade de gostos que há no mundo, assim como de opiniões. Temos tendência para chamar bárbaro tudo o que se afasta muito de nosso gosto e de nossas concepções, mas depressa vemos que esse epíteto ou censura também pode sernos aplicado.

É natural que procuremos encontrar um padrão de gosto, uma regra capaz de conciliar as diversas opiniões dos homens, pelo menos uma decisão reconhecida, aprovando uma opinião e condenando outra”.


HUME, David. “Do padrão do gosto” in David Hume Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p. 319-320.


Com base nos trechos, assinale a opção que identifica corretamente a posição assumida por Hume diante do problema do gosto.


A

É impossível defender qualquer uniformização neste campo devido à total relatividade dos gostos.


B

Tão natural quanto a variedade de gostos é a propensão humana em buscar um padrão para ele.


C

Os clássicos devem ser tomados como padrão de gosto devido a seu valor estético e sua permanência.


D

O juízo de gosto depende dos estímulos prazerosos aos sentidos, a revelia do entendimento.


E

É possível chegar a um padrão de beleza da ordem do racional por meio das categorias do intelecto.

Considere o seguinte argumento:


“Não é necessário que uma ação generosa sumariamente mencionada em um velho livro de história ou em um jornal de um país remoto deva transmitir fortes sentimentos de aplauso e admiração. A virtude, quando situada a uma tal distância, é como uma estrela fixa que, embora apareça aos olhos da razão tão luminosa como o sol a prumo, está tão infinitamente afastada que não afeta os sentidos com sua luz ou calor. Traga-se essa virtude para mais perto, pela nossa familiaridade ou conexão com as pessoas envolvidas (...) e nossos corações serão imediatamente capturados, nossa simpatia avivada, e nossa apática aprovação convertida nos mais fervorosos sentimentos de amizade e consideração.” (HUME, 2003, p. 299).


Tendo em vista esse argumento de Hume é correto afirmar que o (a)


A

argumento diz respeito à teoria somática, segundo a qual sentimentos são alterações de padrões fisiológicos percebidas pelos próprios sujeitos nas circunstâncias pertinentes. Nesse caso, sentimentos são algo que humanos compartilham com seres não humanos.


B

argumento evidencia que emoções como a simpatia podem ampliar seu escopo desde que permeadas por princípios morais.


C

argumento mostra que a simpatia, desde que possa figurar em juízos avaliativos, determina sentimentos como os de amizade e consideração.


D

argumento exclui o sentimento de simpatia da faculdade de imaginação e o situa no domínio da percepção sensorial.


E

analogia entre sentidos e simpatia é um argumento que esclarece a intensidade desse sentimento, mas nada diz sobre a sua relação com a racionalidade prática.

Suponhamos uma bola de bilhar sobre uma mesa, e uma outra bola movendo-se rapidamente em sua direção. Elas se chocam; e a bola que antes estava em repouso ganha movimento. Este exemplo da relação de causa e efeito é tão perfeito quanto qualquer outro de que tomemos conhecimento pela sensação e pela reflexão. Vamos, pois, examiná-lo. É evidente que as duas bolas se tocaram antes que o movimento fosse comunicado, e que não houve intervalo entre o choque e o movimento. A contiguidade no tempo e no espaço é, portanto, um requisito da operação de qualquer causa. É também evidente que o movimento que constituiu a causa é anterior ao movimento que resultou como efeito. A prioridade temporal é, portanto, um outro requisito de causa. Mas isso não é tudo. Tomemos outras bolas do mesmo tipo em uma situação semelhante; veremos que o impacto de uma sempre produz efeito na outra. Eis, portanto, um terceiro requisito, ou seja, uma conjunção constante entre causa e o efeito.


HUME, D. Tratado da natureza humana. São Paulo, UNESP, 2000, p. 687 (adaptado).


Considerando o texto apresentado, avalie as afirmações a seguir.


I. Hume busca o fundamento das nossas inferências causais e conclui que o que nos faz inferir o efeito da causa é a razão; portanto, há demonstração dedutiva da relação entre causa e efeito.

II. Hume crê que as expectativas em torno da ocorrência de certos efeitos a partir da ação de causas na natureza devem-se a três fatores: contiguidade no tempo e no espaço, anterioridade no tempo e conjunção constante.

III. Hume contrariou a tese corrente à época que afirmava haver uma conexão necessária entre causa e efeito e que caberia aos filósofos, a partir do método correto, desvelar esta verdade metafísica.


É correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

III, apenas.


C

I e II, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Entre os filósofos da Época Moderna, Hume e Kant ofereceram explicações diversas sobre como funciona o intelecto humano, posteriormente reunidas nas correntes de pensamento denominadas empirismo e criticismo.


Nesse sentido, essas correntes consideram que


A

o saber sobre o mundo deriva da experiência.


B

as ideias manifestadas pelos homens são inatas.


C

o conhecimento independe da impressão sensível.


D

a realidade é uma manifestação da essência divina.


E

o intelecto é capaz de investigar como é possível conhecer.

Explorando ainda um pouco mais a metáfora do espelho, podemos especular sobre a razão para que o reflexo ou a cópia ser, no pensamento, “embaçada”, com “cores mais fracas” do que os materiais originais. Além disso, já na seção III do Ensaio sobre o entendimento humano, Hume passa a tratar das associações entre as ideias e falará de princípios de associação como princípios de funcionamento do próprio entendimento. Sobre as implicações destes desenvolvimentos para a Epistemologia e para a própria ideia de Ciência, assinale a alternativa evidentemente incorreta.


A

O ideal clássico de Ciência como conhecimento universal e necessário se fundava sobre a Metafísica e se estendia sobre toda a realidade. A ideia de necessidade precisa ser revista na medida em que o foco da atividade científica se desloca dos objetos externos para o interior do próprio pensamento e para os padrões de funcionamento do entendimento


B

A investigação científica que segue o caminho do empírico implica também no modo de conceber a própria atividade da mente nos produtos por ela produzidos como conhecimentos. Se a mente é passiva na captação do “não sei o que” que nos afeta nas experiências, já não podemos ser ingênuos quanto à sua interferência nos seus produtos


C

O ceticismo da Ciência que vemos em Hume, que desloca o problema da causalidade e da necessidade (e da liberdade) do campo da metafísica para o interior do próprio campo da atividade racional, estabelece um novo fundamento para a ciência moderna, a saber, as ciências morais, pois na medida em que os sentimentos são postos como o maior grau de certeza que as ciências podem alcançar, os princípios de funcionamento da mente assumem o carácter de universalidade que faltava ao sujeito racional


D

Os três princípios de funcionamento do entendimento para Hume são os princípios da lógica, a saber: o princípio de contradição (ou não-contradição), o da identidade e o do terceiro excluído. Sendo assim, não há mudança no caráter de universalidade ou de necessidade da Ciência, ainda que o ponto de partida seja a experiência

TEXTO I


A tragédia não é a imitação dos homens, mas das ações e da vida [tanto a felicidade como a infelicidade estão na ação, e a sua finalidade é uma ação e não uma qualidade: os homens são classificados pelo seu caráter, mas é pelas suas ações que são infelizes ou o contrário]. Aliás, eles não atuam para imitar os caracteres, mas os caracteres é que são abrangidos pelas ações. Assim, os acontecimentos e o enredo são o objetivo da tragédia e o objetivo é o mais importante de tudo. O temor e a compaixão podem, realmente, ser despertados pelo espetáculo e também pela própria estruturação dos acontecimentos, o que é preferível e próprio de um poeta superior. É necessário que o enredo seja estruturado de tal maneira que quem ouvir a sequência dos acontecimentos, mesmo sem os ver, se arrepie de temor e sinta compaixão pelo que aconteceu.


ARISTÓTELES. Poética. Trad. Eudoro de Sousa. 2. ed. Imprensa Nacional (Casa da Moeda). 1990. Série Universitária. Clássicos de Filosofia (adaptado).


TEXTO II


É aparentemente impossível dar conta do prazer que os espectadores de uma tragédia bem escrita recebem da tristeza, do terror, da ansiedade e de outras paixões que em si mesmas são incômodas e desagradáveis. Quanto mais são comovidos e afetados, mais se deliciam com o espetáculo e, assim que as paixões desagradáveis cessam sua influência, a peça chega ao fim. O máximo que uma composição deste tipo pode admitir é uma única cena de completa alegria, contentamento e segurança, e é quase certo tratar-se sempre da cena final. Se na textura da peça forem introduzidas quaisquer cenas de satisfação, estas produzem apenas pálidas luzes de prazer, incluídas unicamente a título de variedade, e a fim de mergulhar os atores numa aflição mais profunda, por meio desse contraste e da decepção daí resultante. Toda a arte do poeta é usada para despertar e manter compaixão e indignação, a ansiedade e o ressentimento de seu público. Sentem prazer na mesma proporção em que se afligem, e nunca são tão felizes como quando soltam soluços, lágrimas e gritos para dar vazão a seus desgostos e aliviar seu coração dilatado pela mais terna simpatia e compaixão.


HUME, D. “ Sobre a Tragédia. Trad. de Marcio Suzuki e Pedro Pimenta. In: PIMENTA, P. (Org.) A arte de escrever ensaio e outros ensaios. São Paulo: Iluminuras, 2011, p. 163-171.


Considerando os textos apresentados, avalie as asserções a seguir e a relação assinalada entre elas.


I. Tanto para Aristóteles como para Hume, a tragédia afeta profundamente os espectadores, pois procura suscitar um “pathos”, isto é, uma violenta emoção ou paixão.


PORQUE


II. O enredo trágico apresenta um acontecimento terrível enfrentado e sofrido por um personagem, com o qual se identifica o espectador.


A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.


A

As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.


B

As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.


C

A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.


D

A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.


E

As asserções I e II são proposições falsas.

O termo "percepções" é utilizado por Hume para designar a totalidade dos fatos mentais e das operações volitivas. Sobre este aspecto, assinale a alternativa correta.


A

As ideias não são percepções, mas conteúdos impressos na mente anteriores a toda experiência


B

As ideias diferem das impressões sensíveis, sejam externas ou internas, em sua natureza e em sua origem


C

As ideias e percepções sensíveis, por terem a mesma origem na impressão, não diferem em função de sua natureza, mas em função do grau de proximidade que têm de sua origem


D

Os critérios de força e vivacidade em Hume são equivalentes aos critérios de clareza e distinção em Descartes

Quando se lê no trecho citado que “nosso pensamento é um reflexo fiel” e que “copia seus objetos com veracidade”, é evidente que Hume faz uso de uma analogia especular. Sendo assim, deve-se ter em mente que se o pensamento é o “reflexo”, logo há um objeto “refletido”, e mantendo a analogia, se o pensamento copia, então há um algo que é copiado. Quanto a este refletido ou copiado, assinale a alternativa que apresenta a correspondência correta.


A

Trata-se de um objeto real fora da mente


B

Trata-se das impressões na mente advindas pelas sensações exteriores ou interiores


C

São as qualidades primárias captadas das coisas através das experiências


D

São as próprias ideias

Sobre a concepção de justiça para alguns dos filósofos ocidentais, faça a associação correta entre a primeira e a segunda coluna:


Primeira coluna: nome do filósofo

1- John Rawls (1921-2002)

2- Immanuel Kant (1724-1804)

3- Platão (427-347 a.C.)

4- Aristóteles (384-322 a.C.)

5- David Hume (1711-1776)


Segunda coluna: concepção de justiça

( ) A utilidade e o fim da justiça é propiciar a felicidade e a segurança, mantendo a ordem na sociedade.

( ) Corrobora a definição romana de justiça que corresponde ao respeito a uma norma já estabelecida.

( ) Utilizá-la não só em relação a si mesmo, mas também em relação aos outros.

( ) Ela não passa de condição para possibilitar a convivência e a ação conjunta dos homens: condição que vale para qualquer comunidade humana, mesmo para um grupo de malfeitores.

( ) Pretende com a justiça como equidade falar de uma noção razoável de justiça, que permita mediar a convivência política através do contrato - fazendo acordos mútuos entre as pessoas em iguais condições. Na justiça como equidade, o conceito do certo vem antes do conceito de bom.


Assinale a alternativa apresenta a correta associação entre as colunas:


A

5 – 2 – 4 – 3 – 1.


B

1 – 3 – 4 – 2 – 5.


C

5 – 4 – 2 – 1 – 3.


D

2 – 5 – 3 – 4 – 1.


E

3 – 4 – 5 – 1 – 2.

A ideia de causa e efeito foi, e ainda é, muito usada pelas ciências em geral. Quando se observa uma regularidade entre os fenômenos, precisamente a regularidade de sua contiguidade e sucessão, logo inferimos a necessidade da conexão entre os dois fenômenos, considerando-os um como causa e o outro como efeito.


Que filósofo faz a crítica da ideia de causa e efeito no século XVIII, defendendo que causa e efeito são duas ideias bem distintas entre si, pois nenhuma análise, por mais precisa que seja, pode fazer saber, antecipadamente, o efeito que deriva de determinada causa?


A

Montesquieu.


B

David Hume.


C

George Berkeley.


D

Adam Smith.

A Teoria do Conhecimento foi desenvolvida através de um método experimental de raciocínio e concluindo que o conhecimento é desenvolvido através da experiência sensível do ser humano, a qual está dividida em duas partes: impressões e ideias. O filósofo que desenvolveu a teoria do conhecimento foi:


A

David Hume


B

René Descartes


C

Immanuel Kant


D

Friedrich Nietzsche

O filósofo escocês David Hume (1711-1776) era um empirista convicto, considerado um dos grandes pensadores modernos, Hume acreditava que todo o conhecimento provinha da experiência, não podendo ser atribuído nenhuma afirmação a priori. Considerando o pensamento de Hume assinale a opção correta.


A

Hume defendia a necessidade de conhecermos os fatos, os dados e os elementos que estão além de nosso entendimento.


B

Os conhecimentos científicos provêm de dados encontrados nos nossos hábitos, não sendo possível uma determinação racional anterior a eles.


C

Por meio da racionalidade inata somos capazes de criarmos juízos causais, em que há uma determinação causal dos acontecimentos.


D

O entendimento humano não tem limites, nossas capacidades cognitivas são infinitas dentro das nossas condições históricas.


E

As ideias são as percepções originárias que se apresentam a consciência dos sujeitos cognoscentes, enquanto as impressões são cópias pálidas.

Assinale a alternativa que apresenta o princípio que permite tirar inferências da experiência, conforme defende David Hume na sua obra “Ensaio acerca do entendimento humano”.


A

A razão suficiente.


B

A demonstração.


C

A intuição.


D

O hábito.


E

A razoabilidade.

   
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