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Analise o texto abaixo:
A filosofia patrística resultou dos esforços dos apóstolos Paulo e João e dos Padres da Igreja para conciliar o cristianismo e o pensamento filosófico dos gregos e romanos como forma de propiciar a conversão dos ___________ à nova religião que representavam. Logo, a filosofia patrística visava a evangelização e a defesa do cristianismo nos conflitos morais e teóricos com os seus adversários. Entre os representantes da patrística destacaram-se, entre outros ,___________ , Orígenes e Santo Agostinho.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
hereges • Alberto Magno
infiéis • Francis Bacon
muçulmanos • Pedro Abelardo
pagãos • Tertuliano
gentios • Bernardo de Claraval
Analise as afirmativas abaixo sobre a Filosofia Escolástica.
1. Inicialmente, chamavam-se escolásticos os mestres das escolas monacais da Idade Média.
2. Na história da filosofia, é o pensamento desenvolvido no Ocidente, entre os séculos IV e o século IX.
3. Uma das principais preocupações dos pensadores dessa corrente era a elaboração de uma filosofia cristã.
4. Santo Ambrósio é reconhecido como o principal filósofo escolástico do período medieval, pelos seus estudos sobre a demonologia.
5. Santo Tomás de Aquino considera que o conhecimento sensível é o ponto de partida para a reflexão filosófica.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Os ideais filosóficos da religião cristã tiveram forte influência de vários aspectos das doutrinas filosóficas platônicas e aristotélicas. A doutrina original do Cristianismo sofreu várias transformações; o controle absoluto da ética e da moral passou a ser visto sob o prisma da salvação da alma e da conservação dos dogmas da igreja. [...] No filme “O nome da rosa”, baseado no livro de Umberto Eco, por exemplo, existe a presença marcante desses princípios, como é o caso do “riso”, em que era atribuída a quem praticasse tal ato a presença do demônio em si.
(Disponível em: https://jus.com.br/artigos/45876/filosofia-crista.)
As doutrinas cristãs de moral e ética foram profundamente influenciadas por dois grandes expoentes da filosofia cristã: Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino. Estes doutrinadores cristãos foram responsáveis pelo alto grau de aprofundamento e desenvolvimento da filosofia moral e ética cristã, sob a influência da filosofia platônica e aristotélica. Santo Agostinho, especificamente, preconizava, dentre outras ideias, que:
Os conceitos relativos às forças do bem em confronto com o mal e o diabo, são conceitos propagados pela própria igreja no sentido de intimidar e tentar controlar os hereges.
O pensamento gravita em torno de Deus e da alma, embora reconheça que o intelecto, uma das faculdades da alma, seja uma potência não inerente a qualquer ser humano.
Os cristãos não podem se aproximar de forma alguma da filosofia grega pagã, considerada, pelo bispo de Hipona, a maior causa do afastamento dos fiéis de suas virtudes cristãs.
Existe a condição do reconhecimento por parte do homem de parcela da verdade por meio da razão, embora, para se compreender a essência da verdade, só seja possível por meio da fé.
Sobre o sensus divinitatis proposto por Alvin Plantinga é correto afirmar que
consiste em um mecanismo perceptivo responsável tanto pela experiência sensorial comum e crenças empíricas, quanto pelas crenças teístas a ela relacionadas.
tendo em vista o caráter confiável desse mecanismo sensorial, ele fornece uma prova ontológica da existência de Deus.
é uma capacidade perceptiva que depende, necessariamente, da inserção em determinadas doutrinas ou tradições religiosas.
produz experiências doxásticas e crenças não-inferenciais acerca de Deus.
produz experiência de caráter não conceitual relacionada a conteúdos saturados ou vastos.
No âmbito da filosofia política, o conceito de intolerância religiosa denota a ideia de que:
uma única religião deve ter direito à liberdade de culto
um Estado democrático deve possibilitar a pluralidade religiosa
diferentes religiões devem ter direito à liberdade de culto
o Estado deve ser laico e republicano
Leia um trecho da Carta de São Francisco, de 26 de junho de 1945, que deu origem à Organização das Nações Unidas.
Desenvolver relações entre as nações, baseadas no respeito ao princípio da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal; conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário, e para promover e estimular o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião…
(José Damião de Lima Trindade. História social dos direitos humanos, 2002.)
A Carta de São Francisco almejava
protestar contra a forma como os governos totalitários europeus lidavam com as questões humanas.
cunhar um sentido abstrato de direitos difundidos globalmente a despeito das condições de desigualdade extrema dos povos.
barrar a participação de regimes políticos antidemocráticos nas reuniões periódicas de assembleias para a promoção da paz.
encerrar a bipolarização mundial do período gerada pelas potências capitalistas e soviéticas.
garantir o cumprimento de preceitos comuns aos indivíduos e nações com a finalidade de evitar novos conflitos bélicos.
Em sua obra A Cidade de Deus, Santo Agostinho procura definir e relacionar os conceitos de Cidade de Deus e Cidade terrena, considerando origem, natureza, desenvolvimento e fins das duas cidades:
Aconteceu que, apesar de todos os povos que vivem na terra possuírem diversas religiões, diversos costumes e se distinguirem pela diversidade das línguas, armas e trajes, só existem, todavia, dois tipos de sociedade humana, que oportunamente poderemos denominar segundo nossas Escrituras, de duas cidades. Evidentemente, uma é formada de homens que querem viver segundo a carne, a outra dos que querem viver segundo o espírito, cada um na própria paz, que eles alcançam quando conseguem o que buscam.
Adaptado de De civitate Dei, XIV, 1
Com base no trecho, as duas cidades tematizadas na obra de Agostinho correspondem:
à Igreja, considerada piedosa, e ao Império, reputado ímpio e pagão.
ao conjunto da cristandade e ao conjunto dos dissidentes da fé, os hereges.
a dois modos de ser do homem, que realizam dois tipos de sociedades.
a Roma, convertida a centro de expansão da nova fé, e a Constantinopla.
a duas sociedades humanas, cada qual obedecendo a própria igreja, a católica e a ortodoxa.
TEXTO I
Fica manifesto, também, como todo o conhecimento está subordinado à teologia, e por isso ela assume os exemplos e utiliza a linguagem pertencentes a qualquer outro gênero de conhecimento.
DE BONI, L. A. Filosofia Medieval: textos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000, p. 219-220 (adaptado).
TEXTO II
Mesmo que a metafísica se estenda ao ser supremo e às mais elevadas substâncias, para Boaventura a filosofia continua sendo o caminho para todo o saber verdadeiramente sábio; “quem trata de permanecer ali (isto é, na filosofia), acaba por incidir nas trevas”. Com isso, só há um lugar incontestável para a filosofia: cabe-lhe propor a pergunta sobre o fundamento da certeza de nosso conhecimento e ao mesmo tempo revelar seu alcance – à maneira de um sapiente, até que o intelecto depare com os desígnios que orientam o ato de conhecer, e à maneira de um sábio, até que esses desígnios remetam o conhecimento a um princípio último e confiram-lhe tranquilidade.
SPEER, A. Boaventura: A certeza do conhecimento. In: KOBUSCH, T. (org.). Filosofia na Idade Média. São Leopoldo: Unisinos, 2005, p. 246 (adaptado).
A partir do pensamento de Boaventura, avalie as afirmações a seguir.
I. A Teologia oferece o ponto de partida certo e seguro para as outras ciências, pois é a ciência do princípio último.
II. A Filosofia é subordinada à teologia, pois é inferior quanto ao acesso ao conhecimento do princípio último.
III. A Filosofia por si só é insuficiente para alcançar o saber verdadeiramente sábio, pois é um instrumento metodológico da Teologia.
IV. A Teologia está acima das outras ciências por razões contextuais e políticas, pois as outras ciências não contribuem ao conhecimento do ser supremo.
É correto apenas o que se afirma em
I e II.
I e IV.
II e III.
I, III e IV.
II, III e IV.
“[...] nelas li não com estas mesmas palavras, mas provado com muitos e numerosos argumentos, que no princípio era o Verbum e o Verbum estava em Deus e Deus era o Verbum: no princípio este existia em Deus; todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada seria criado; o que foi feito, nele é a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz brilha nas trevas, e as trevas não a compreenderam; a alma do homem, ainda que testemunhe a Luz, não é, porém, a própria Luz, mas o Verbum próprio de Deus, que é a luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo.”
(AGOSTINHO. Confissões. XII – IX.13).
É conhecida a influência da filosofia pagã e da religião gnóstica nas obras da juventude de Agostinho. Das alternativas abaixo, assinale aquela que representa mais propriamente o alvo da crítica do Bispo de Hipona no trecho citado das Confissões.
O ceticismo
O academicismo
O pelagianismo
O neo-platonismo
I. Em termos epistemológicos, o agnosticismo se refere à negação da possibilidade de conhecer fatos tais como eles realmente são ou mesmo se existem fatos fora do conhecedor.
II. Em termos de filosofia da religião, o agnosticismo é a atitude da suspensão de toda crença religiosa, uma vez que afirma que a existência de uma divindade é incognoscível, em princípio, ou ainda é, de fato, desconhecida.
III. Em termos éticos, o agnosticismo supõe a existência de uma finalidade ou propósito nos acontecimentos não humanos, concluindo que a natureza obedece a uma causalidade que não lhe é inerente.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Examinemos, pois, esse ponto: Deus é, ou não é. Para que lado penderemos? A razão nada pode determinar. Há um caos infinito que nos separa. Na extremidade dessa distância infinita, joga-se cara ou coroa. Que apostareis? Pela razão, não podeis defender nem uma nem outra coisa. Não acuseis, pois, de falsidade os que fizeram uma escolha. "Não: mas, eu os acusarei de terem feito, não essa escolha, mas uma escolha; porque, embora o que prefere coroa e o outro estejam igualmente em falta, o justo é não apostar". Sim, mas é preciso apostar: isso não é voluntário; sois obrigados a isso. Que tomareis, pois? Forçam-me a apostar, e não estou em liberdade; não me soltam, e sou feito de tal maneira que não posso crer. Que quereis, pois, que eu faça? É verdade. Mas, conhecei ao menos a vossa impotência para crer, já que a razão a isso vos conduz; trabalhai, pois, não para vos convencerdes pelo aumento das provas de Deus, mas pela diminuição das vossas paixões. Quereis chegar à fé, mas ignorais o caminho; quereis curar-vos da infidelidade, mas pedis os remédios: aprendei com os que estiveram atados como vós e que apostam agora todo o seu bem; são pessoas que se curaram do mal de que desejais curar-vos. Segui a maneira pela qual começaram: fazendo como se acreditassem, tomando água benta, mandando dizer missas etc. Naturalmente, isso vos fará crer e vos embrutecerá. Mas, é o que receio. E por quê? Que tendes que perder?
PASCAL, B. Pensamentos. Trad. Mário Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2005 (adaptado).
Considerando o texto apresentado, avalie as afirmações a seguir.
I. A crescente valorização da razão expõe a fragilidade da fé, reduzindo sua importância social cada vez mais restrita e contestada.
II. A aposta de Pascal não se destina a provar a existência de Deus, mas sim a vantagem daquele que crê em relação àquele que não crê, e vive desprovido de fé.
III. A impossibilidade de se demonstrar a existência de Deus mostra a superioridade da razão sobre a crença.
IV. O caminho para a fé em Deus está na perseverança demonstrada por aquele que quer acreditar.
É correto apenas o que se afirma em
I e III.
I e IV.
II e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
Uma característica da filosofia escolástica é unir procedimentos da fé e procedimentos da razão − ponto capital a cujo respeito cometeram-se muitos erros. Entretanto, a posição da maioria dos autores, em especial de São Tomás, é inteiramente clara:
I. Fé e razão provêm ambas de Deus − logo, não se podem opor realmente.
II. Como a razão humana não pode ter a pretensão de ser a Razão absoluta, deve aceitar o controle da fé.
Os itens I e II estão corretos.
Somente o item I está correto.
Somente o item II está correto.
Os itens I e II estão incorretos.
Sem adotar concepções religiosas, ou basearem-se em textos sagrados, alguns filósofos procuraram explicar o funcionamento e a existência do mundo a partir da ideia de existência de um ser divino. Assim propunham alguns pensadores, como Voltaire ou Rousseau. Este tipo de pensamento é chamado:
Ateísmo.
Súmula religiosa.
Ceticismo.
Deísmo.
Ecletismo.
Assinale a alternativa que sintetiza de forma correta o trecho citado do De magistro de Agostinho de Hipona.
Afirma que as palavras introduzem verdades novas em nossas mentes e que, mesmo com palavras, não somos capazes de ensinar quem quer que seja
Afirma que as palavras, como sinais que são, apenas suscitam ideias na mente que são partes de um todo apreensível somente pela ação do Mestre interior, isto é, é a imagem do Cristo-Lógos de nós mesmos
As palavras não introduzem verdades novas em nosso espírito e que, mesmo com palavras, não ensinamos, apenas proporcionamos ocasiões de apreensão da verdade
“(...) onde aprendeste ser verdadeiro o que afirmei - se estarias correto ao garantir conhecer o que afirmo?”
A filosofia que resultou dos esforços dos Apóstolos cristãos, Paulo e João, e dos primeiros Padres da Igreja, para conciliar o cristianismo com o pensamento filosófico dos gregos e romanos, e convencer os pagãos a seguir a nova religião é conhecida como:
Paulina.
Joanina.
Patrística.
Teológica.
Inspirada.
Assinale a alternativa que complete corretamente a lacuna: “a definição formal de verdade inclui não somente ______ em sua essência, mas ______.”
o ser e a verdade
o ente e o intelecto
a verdade e a realidade
a sensação e o intelecto
“O ouro, a prata, os corpos belos e todas as coisas são dotadas dum certo atrativo. O prazer de conveniência que se sente no contato da carne influi vivamente. Cada um dos outros sentidos encontra nos corpos uma modalidade que lhes corresponde. Do mesmo modo, a honra temporal e o poder de mandar e dominar encerram, também, um brilho, donde igualmente nasce a avidez e a vingança. [...] A vida neste mundo seduz por causa duma certa medida de beleza que lhe é própria, e da harmonia que tem com todas as formosuras terrenas. Por todos estes motivos e outros semelhantes, comete-se o pecado, porque, pela propensão imoderada para os bens inferiores, embora sejam bons, se abandonam outros melhores e mais elevados, ou seja, a Vós, meu Deus, à vossa verdade e à vossa lei.”
(Santo Agostinho. Confissões, P. 33.)
No processo de desenvolvimento do Cristianismo, tornou-se necessário explicar seus preceitos, pois, como a própria Igreja Católica sabia, não poderiam, simplesmente, ser impostos à força. Muitos textos sobre fé cristã foram elaborados; principalmente, com a Patrística, podemos afirmar que houve uma tentativa de:
Conciliar fé e razão, munindo a fé de argumentos racionais.
Desmistificar a fé cristã, extirpando qualquer tentativa de dogmatização.
Materializar em obras, os preceitos cristãos, considerados heréticos pela Santa Sé.
Preconizar a fé como substituta da razão, vista naquele período como mundana.
Grandes acontecimentos históricos marcaram a Europa nos séculos XIII e XIV, como: a Guerra dos Cem Anos; a Peste Negra; o Cisma da Igreja; o surgimento das Universidades e a autonomia da filosofia em relação à teologia; dentre outros. Nesse contexto, a Teoria Tomista passa a ser questionada por alguns filósofos, como:
Karl Jaspers: dizia que qualquer objetificação, seja a formação de escolas ou a de seitas seria a ruína da filosofia.
David Hume: com ideias revolucionárias, foi acusado de heresia pela Igreja Católica por ter ideias associadas ao Ateísmo e ao Ceticismo.
Guilherme de Ockham: proclamou a distinção absoluta entre fé e razão e suas ideias se converteram, rapidamente, em objeto de controvérsia.
Bertrand Russell: contemporâneo da filosofia Patrística, sendo seu fiel seguidor; portanto, oposto ao Tomismo e às ideias racionalistas da Escolástica.
Sobre a verdade em Tomás de Aquino, considerando as proposições seguintes, assinale a alternativa que apresente afirmativas incorretas.
I. A verdade se dá unicamente no intelecto, visto que “o que é”, estando fora da mente, não pode ser dito verdadeiro.
II. A verdade se dá mais propriamente no intelecto, no juízo, mas todo ente é verdadeiro enquanto é.
III. O fundamento da verdade é o ente, não o intelecto.
IV. O fundamento da verdade é o intelecto, o juízo, ainda que o termo da verdade seja o “que é”.
I, II e IV apenas
II e III apenas
II e IV apenas
I e IV apenas
A corrente filosófica segundo a qual todo o conhecimento que vai além da experiência sensível é incognoscível ao entendimento humano é denominada:
Ateísmo.
Ceticismo.
Agnosticismo.
Racionalismo.
Empirismo.