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Várias formulações sobre a existência de Deus foram constituídas ao longo da história da filosofia. Dentre muitas, surge o argumento da aposta, em que temos que decidir se Deus existe ou não. Assim, vencendo a aposta (digamos que Deus exista), ganha-se tudo; perdendo (digamos que Deus não exista), não se perde nada. Assim, é sempre melhor apostar que Deus existe sem hesitar.
Que filósofo é autor do argumento da aposta?
Giambattista Vico.
Gottfried Wilhelm Leibniz.
Benedito Spinoza (Baruch d’Espiñoza).
Blaise Pascal.
Leia o poema abaixo:
Soubesse que era assim
Não tinha nascido
E nunca teria sabido
Ninguém nasce sabendo
Até que sou meio esquecido
Mas disso eu sempre me lembro
(PAULO LEMINSKI, 80 Poemas, 1980)
O poeta sugere no texto a existência de uma capacidade humana de escolher, de tomar decisões, sobretudo em face do bem e do mal. Desde a patrística (Santo Agostinho), essa capacidade recebe em filosofia e teologia o nome técnico de:
Moralidade.
Livre-arbítrio.
Juízo de valor.
Autonomia.
Defensor do cristianismo e a favor da superioridade da alma humana teve destaque na filosofia medieval no momento da Patrística (de meados do século IV ao século VIII), no qual se busca uma conciliação entre a razão e a fé. Este filósofo denominado santo pela igreja católica teve sua vida voltada aos prazeres do mundo até seus 32 anos, convertendo-se posteriormente ao cristianismo. "Compreender para crer, crer para compreender" é um de seus pensamentos. Partindo das descrições acima, informe o filósofo correspondente:
Padre Justino.
Padre Tertuliano.
Santo Agostinho.
Santo Tomás de Aquino.
A filosofia de Tomás de Aquino (tomismo) nasceu com objetivos claros: não contrariar a fé. Sua finalidade era organizar um conjunto de argumentos para demonstrar e defender as revelações do cristianismo. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.
I. Tomás de Aquino reviveu em grande parte, o pensamento aristotélico em busca de argumentos que explicassem os princípios e aspectos da fé cristã.
II. Fez da filosofia de Aristóteles um instrumento a serviço da religião católica, ao mesmo tempo em que transformou essa filosofia numa síntese original.
III. Tomás de Aquino enfatizou a importância da realidade sensorial. Em relação ao processo de conhecimento dessa realidade, ressaltou dois princípios básicos, como: princípio da causa e da eficiência e o príncipio da finalidade.
IV. O princípio da finalidade afirma que: todos os seres que captamos pelos sentidos são seres contingentes, ou seja, não possuem em si próprio, a causa da eficiência de sua existência.
Está(ão) CORRETA (S) apenas:
I e IV.
II e III.
II.
I e II.
Em relação ao dogmatismo, analise as afirmações abaixo:
I - é o conjunto de dogmas teológicos, isto é, de expressões bíblicas ou pertencentes à hierarquia mais alta da igreja absolutamente indubitável;
II - é toda doutrina que afirma a capacidade do homem de atingir a verdade absoluta e indiscutível, na filosofia é o pensamento contrário à corrente do ceticismo que contesta a possibilidade de conhecimento total da verdade;
III - pode ser entendido como a possibilidade de conhecer a verdade, compartilhando os mesmos fundamentos do ceticismo;
São afirmações corretas apenas:
I e II
II e III
I e III
I, II e III
Luís da Baviera deu proteção aos freis franciscanos que fugiram de Avinhão. Dentre estes se encontrava o filósofo e frei franciscano Guilherme de Ockham. Graças a essa proteção, ele pôde se dedicar com maior liberdade aos seus escritos religiosos e políticos.
Desses estudos, surgiu, dentre outras, a obra Brevilóquio sobre o Principado Tirânico. Nessa obra, Guilherme de Ockham
concorda com a tese defendida por Egídio Romano, expressa na obra De ecclesiastica potestate, de que o papa tem poder absoluto; e, também, se opõe à tese sustentada por Marsílio de Pádua, na obra Defensor Pacis, de que o Concílio deve estar acima do papa.
concorda com a tese conciliarista defendida por Marsílio de Pádua na obra Defensor Pacis e se opõe à tese sustentada pela obra De ecclesiastica potestate de Egídio Romano segundo a qual o papa tem poder absoluto.
defende que o papa não tem poder para depor os reis e nem tem poder para depor o imperador, o que, por si mesmo, demonstra que o papa não recebeu de Cristo a plenitude do poder.
defende que o principado espiritual do papa foi instituído por Cristo em vista do bem comum e para a edificação dos fiéis e, portanto, nas questões de ordem espiritual, o papa tem mais poder que o imperador.
Embora a Filosofia, em geral, não seja produzida para resultados concretos e imediatos, entender que ela não tem aplicação prática é incorreto. A forma de compreender o mundo é que determina o modo como se produzem as coisas, investiga-se a natureza, propõem-se as leis. Ética, Política, Moral, Esporte, Arte, Ciência, Religião, tudo tem a ver com Filosofia.
(Queiroz; Moita, 2007)
Nos grandes períodos da história: Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Contemporânea, viveu-se à influência de vários pensadores. Na Idade Média, destacam- se os pensadores
Sócrates, Platão e Aristóteles.
Kant e Heidegger.
Descartes e Bacon.
Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.
Karl Marx e Max Weber.
Segundo Reale e Antiseri (2003, v. 2), a posição de Agostinho de Hipona sobre a relação existente entre fé e razão pode ser bem expressa pela proposição credo ut intelligam, intelligo ut credam (em português: “creio para compreender, compreendo para crer”).
De acordo com tal proposição, a visão agostiniana sobre a relação entre fé e razão
expressa uma concepção fideísta.
concebe uma complementaridade entre fé e razão.
expressa uma concepção racionalista.
concebe uma incompatibilidade entre fé e razão.
Analise o argumento teísta a seguir:
“No mundo das coisas sensíveis, percebemos que há uma ordem de causas eficientes. Não há nenhum caso conhecido (nem é, de fato, possível) no qual uma coisa é descoberta como sendo a causa eficiente de si mesma; para tanto, ela seria anterior a si mesma, o que é impossível. Porém, nas causas eficientes, não é possível seguir ao infinito, porque, em todas as causas eficientes seguindo em ordem, a primeira causa é a causa da causa intermediária, e a causa intermediária é a causa da causa última, não importa se a causa intermediária seja diversa ou apenas uma. Além disso, retirar a causa é retirar o efeito. Portanto, se não houver nenhuma primeira causa entre as causas eficientes, não haverá nenhuma causa última, nem qualquer causa intermediária. Contudo, se nas causas eficientes for possível seguir ao infinito, não haverá nenhuma causa eficiente primeira, nem haverá um efeito último, nem quaisquer causas eficientes intermediárias; e tudo isso é manifestamente falso. Portanto, é necessário admitir uma causa eficiente primeira, para a qual todos dão o nome de Deus”
(TOMÁS DE AQUINO apud BAKER, A.; BONJOUR, L. Filosofia: Textos fundamentais comentados. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 625).
Que tipo de argumento teísta ocorre na citação?
Argumento ontológico.
Argumento do desígnio.
Argumento cosmológico.
Argumento teleológico.
Leia o excerto de Por que não sou cristão, de Bertrand Russell:
“O argumento da causa primeira é talvez o mais simples e o de mais fácil compreensão. (Mantém que tudo o que existe no mundo tem uma causa; e que, percorrendo a cadeia de causas, se chegará fatalmente à causa primeira, a que se dá o nome de Deus.) […] o argumento da causa primeira é daqueles que não possuem qualquer validade. […] Se tudo tem de ter uma causa, também Deus tem de a possuir; e, se algo existe sem causa, tanto pode ser o mundo como Deus – razão da inutilidade desse argumento.”
(RUSSELL apud SAVIAN FILHO, J. Filosofia e Filosofias: Existência e Sentidos. Belo Horizonte: Autêntica, 2016, p. 322).
Com base no excerto citado, preencha as lacunas do parágrafo a seguir:
Russell refuta um argumento pró-existência de Deus de tipo _____________________, desenvolvido exponencialmente por _____________________. Dentro da Escolástica, esse argumento (numa espécie de solidariedade antecipatória a Russell) foi refutado como inconsistente por _________________________.
As expressões/palavras que completam correta e respectivamente são:
ontológico - Anselmo de Cantuária -Tomás de Aquino.
cosmológico - Tomás de Aquino - Guilherme de Ockham.
teleológico - Duns Scotus - Guilherme de Ockham.
ontológico - Tomás de Aquino - Duns Scotus.
A filosofia helenística foi marcada por várias escolas, que no período pós-socrático, do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da Era Cristã, caracterizou-se por uma preocupação com questões morais e subjetivas, tendo como um dos temas a felicidade. Sobre este período é correto afirmar, EXCETO:
Para os estóicos, todas as pessoas fazem parte de uma mesma razão universal e todos processos naturais são regidos pelas constantes leis da natureza.
Tanto os epicuristas como os estóicos propunham que a felicidade está na harmonia com a natureza, embora com concepções de natureza diferentes entre estas correntes filosóficas, que postulam comportamentos diferentes.
Epicuro acreditava que a felicidade está no prazer, que precisa ser buscado de forma racional e reflexiva, ao ponto de desfrutar de um prazer duradouro; ou seja, um prazer real e verdadeiro, não apenas aparente, pois o prazer aparente leva a dor num segundo momento.
A filosofia cristã é considerada a principal corrente deste período, analisada pelos historiadores da filosofia como a principal fonte de influência da época.
Os céticos, tal como os estóicos e epicuristas, preocupavam-se com a busca da felicidade; e para os céticos isso implica na eliminação de tudo o que produz inquietação e que leva a imperturbalidade. Estes filósofos afirmam não ser possível o conhecimento referir-se às coisas em si.
Sobre a existência de Deus, há uma intensa discussão filosófica em torno da tese de que o conceito de Deus corresponde a uma realidade independente do discurso. Os principais argumentos na história da filosofia são os seguintes:
I – O argumento ontológico, em favor da tese da existência de Deus.
II – O argumento cosmológico, também em favor da tese da existência de Deus;
III – O argumento teleológico, também em favor da tese da existência de Deus.
IV – O problema do mal, é a principal perspectiva contrária à tese da existência de Deus.
Marque a alternativa CORRETA no tocante a serem considerados efetivamente argumentos em torno do problema da existência de Deus:
Somente os itens I, II e III são considerados argumentos em torno do problema da existência de Deus.
Somente os itens I e II podem ser considerados argumentos em torno do problema da existência de Deus.
Somente os itens II e III podem ser considerados argumentos em torno do problema da existência de Deus.
Todos os itens são considerados argumentos em torno do problema da existência de Deus.
Nenhum dos itens acima podem ser considerados argumentos em torno do problema da existência de Deus.
Leia o excerto a seguir de A Essência do Cristianismo:
“A religião, pelo menos a religião cristã, é o conjunto das relações do homem consigo mesmo, ou melhor, com seu próprio ser, visto, porém, como outro ser. O ser divino não é mais que o ser do homem liberto dos limites do indivíduo, isto é, dos limites da corporeidade e da realidade, e objetivado, ou seja, contemplado e adorado como outro ser, distinto dele. Todas as qualificações do ser divino são por isso qualificações do ser humano […]”
(FEUERBACH apud REALE, G.; ANTISERI, D. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, 2005. v. 5, p. 167-168).
Que tese de Feuerbach acerca da religião fundamenta o excerto citado?
A tese de que a consciência do objeto religioso é irredutível à autoconsciência e de que não há confusão entre o ser divino e o ser do homem.
A tese de que a teologia se reduz à revelação divina e de que a religião é um fenômeno sobrenatural.
A tese de que a teologia se reduz à antropologia e de que a religião é um fenômeno essencialmente humano.
A tese de que a religião é uma forma de alienação segundo a qual a mente divina projeta um ideal de humanidade.
Durante a filosofia patrística, Agostinho de Hipona abordou o problema do mal sob diferentes ângulos.
Em seu pensamento, a concepção de que o mal é um “não-ser” serve para explicar qual tipo de mal?
O mal físico.
O mal moral.
O mal psicológico.
O mal ontológico.
“Baruch Spinoza acreditava que os dogmas rígidos e os rituais vazios eram as únicas coisas que ainda mantinham o cristianismo e o judaísmo vivos. Não acreditava que cada palavra da bíblia fosse realmente inspirada por Deus, mas que deveriam ser analisadas à luz de seu contexto genealógico. Dessa forma, Spinoza foi o primeiro a aplicar o que foi denominado de interpretação ________________ da bíblia.” Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna da afirmativa anterior.
semântica
universalista
histórico‐crítica
histórico‐canônica
O período medieval foi marcado pela forte influência do pensamento teocêntrico a partir da doutrina católica. Por outro lado, a filosofia grega não foi totalmente abandonada, mas, em muitos casos, remodelada. Nesse contexto, pode‐se afirmar que o platonismo foi “cristianizado” pela filosofia construída por:
Santo Agostinho
Abelardo de Bath.
Guilherme de Ockham.
São Tomás de Aquino.
Para os filósofos da idade média, o fato do cristianismo significar a verdade era um dado praticamente irrefutável. A questão da filosofia nesse período era, EXCETO:
Acreditar na revelação cristã.
Aproximar da revelação cristã com a razão.
A fé e o conhecimento poderiam conviver em harmonia.
Desvincular totalmente a doutrina bíblica da filosofia grega.
A divisão entre o bem e o mal não deixava Agostinho sossegado. Boa parte de seu pensamento filosófico foi dedicado ao chamado “problema do mal”. Assinale a alternativa que apresenta o pensamento de Agostinho a respeito do mal.
O mal é a ausência de Deus.
O mal é a presença de demônio.
O mal é a vontade do próprio homem.
O mal é uma personificação da violência entre os homens.
Analise o texto abaixo:
Entre os diferentes temas tratados pelo filósofo _______ destaca-se o da criação. Ele afirma que Deus, tendo criado todas as criaturas, foi tomado pelo desejo de gerar um ser consciente que pudesse apreciar a criação. Então criou o homem, ser capaz de aprender sobre si mesmo e sobre a natureza, além de poder emular qualquer outra criatura existente.
Desta forma, quando o homem _______, ele ascende a uma condição angélica e comunga com a divindade. Porém, quando ele falha em utilizar o seu intelecto, pode descer à categoria dos vegetais mais primitivos.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Galileu Galilei • raciocina
Immanuel Kant • contempla
Giovanni Pico Della Mirandola • filosofa
Jean-Jacques Rousseau • reza
René Descartes • faz o bem
“Antes de Deus ter criado o mundo, as ‘ideias’ já existiam dentro de sua cabeça. Assim, é atribuído a Deus as ideias eternas.”
(Gaarder, 1995:194.)
Essa citação representa um argumento
moderno de refutação do ateísmo iluminista.
de comparação entre a teologia aristotélica e platônica.
relacional entre a filosofia Aristotélica e a construída por Agostinho.
de ligação entre a filosofia de Platão e o pensamento cristão medieval.