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A crença de que a ciência é a única forma válida de conhecimento, cuja legitimidade se baseia na obediência estrita aos preceitos do chamado “método científico” ou método indutivo, é compartilhada de maneira ingênua por uma ampla maioria de pessoas.
Marque a alternativa correta sobre o assunto.
O estudo dos problemas epistemológicos acarretados pela adoção dessa crença pode levar os estudantes a um posicionamento mais crítico sobre os alcances e limites do conhecimento científico.
O estudo dos problemas científicos acarretados pela introspecção dessa crença pode levar os estudantes a um posicionamento mais passivo sobre os alcances e limites do conhecimento.
Alternativas “a” e “b” estão corretas, pois o aluno é levado ao comodismo quando é instigado a pensar ciência.
O método indutivo não é mais levado em conta por não ser um método científico, além do mais o estudante de hoje é menos criativo quando o assunto é ciência.
Todos sabem que a ciência é recente. A ciência, tal como é por nós hoje entendida, data do séc. XVII. Partilhamos ainda hoje do ideal de ciência da modernidade. Copérnico, Kepler, Bacon, Galileu, Newton são considerados por nós pais fundadores. Enfim, a ciência tem no máximo 400 anos. É de interesse de todos nós.
Assinale a alternativa correta.
Investigar qual o desvio que produziu a ciência, pois os homens, para entender o Universo e nossa presença nele, sempre lançaram mão de recursos intelectuais.
Assim, cultivamos a religião, a arte, o mito, a filosofia. A partir da chamada revolução científica do século XX, os diversos tipos de conhecimentos adquiridos até então passaram a ser tratados como rascunhos de um texto cuja versão definitiva seria o texto tal como redigido pela ciência.
É um dever de todos nós investigar em busca da verdade produzida pela ciência, os erros devem ser esquecidos.
Na sua trajetória de mais de 400 anos a ciência pouco produziu em benefício do homem.
Como deve ser trabalhado pelo professor o tema da diversidade dos saberes?
Marque a alternativa correta.
Deve ser trabalhado como um modo de não resistência contra uma tendência cientificista avassaladora.
Dever ser trabalhado como um modo de resistência contra uma tendência cientificista avassaladora.
Deve-se deixar a filosofia como é hoje e não procurar voltar ao passado.
Seguindo o ensinamento de Tolstoi, que diz que a ciência pode muito mas não é confiável.
A busca da felicidade é um tema recorrente nas tradições filosóficas bem como objeto de reflexão crítica em outros campos de conhecimento, como a ciência e a psicanálise.
Relacione os pensadores a seguir às respectivas concepções sobre a felicidade.
1. Sócrates
2. Espinosa
3. John Stuart Mill
4. Sigmund Freud
( ) Na vida é útil aperfeiçoarmos, tanto quanto pudermos, o intelecto ou a razão, e nisso consiste a suprema felicidade ou beatitude do homem.
( ) A busca da felicidade em suas mais variadas formas é explicável pelo princípio do prazer, mas a impossibilidade de sua conquista definitiva é igualmente justificável, dado o princípio de realidade.
( ) Não se pode fornecer nenhuma razão por que a felicidade geral é desejável, exceto a de que cada pessoa deseja sua própria felicidade, na medida em que crê poder alcançá-la.
( ) A presença, na alma, do bem que lhe é próprio, ou seja, a justiça ou ordem da alma, é causa imediata da felicidade.
Assinale a opção que mostra a relação correta, de cima para baixo.
1 – 3 – 2 – 4
1 – 4 – 2 – 3
4 – 2 – 3 – 1
2 – 4 – 3 – 1
4 – 3 – 2 – 1
“De modo algum [o pragmatismo e o instrumentalismo] perseguem a produção de crenças úteis à moral e à sociedade. Mas a formação de uma fé na inteligência, como a única e indispensável crença necessária à moral e à vida social. Quanto mais se aprecia o valor intrínseco, imediato e estético do pensamento e da ciência, quanto mais se toma consciência de que a própria inteligência acrescenta alegria e dignidade à vida, tanto mais se sente pesar frente à situação em que o exercício e a alegria da razão encontram-se limitados a um grupo social restrito, fechado e técnico, e tanto mais dever-se-ia perguntar como seria possível fazer todos os homens participantes desse inestimável bem”.
(DEWEY, John. “O desenvolvimento do pragmatismo americano”.
In: Scientiae Studiae, São Paulo, v. 5, nº 2, 2007, p. 242.)
O instrumentalismo de John Dewey, parte integrante do pragmatismo norte-americano, refletiu sobre o papel social do filósofo no mundo a partir da idéia de democracia, articulando-a ao pensamento filosófico e à ciência.
Com relação à concepção deweyana da democracia e com base no texto, analise as afirmativas a seguir.
I. Ao recusar o papel fundacionista da Filosofia como função definitiva do saber científico, Dewey assimilou o papel de expandir o conhecimento científico para toda a sociedade à democracia.
II. A concepção deweyana de uma atitude experimental na ciência, enquanto favorável à receptividade do novo, se estendeu à educação como oportunidade de formas novas de liberdade social e artística.
III. O conhecimento como produto provisório de investigações, e não algo definitivamente estabelecido, é uma ideia deweyana congruente com o princípio democrático da educação como experiência reflexiva.
Assinale:
se apenas a afirmativa I estiver correta.
se apenas a afirmativa II estiver correta.
se apenas a afirmativa III estiver correta.
se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
se todas as afirmativas estiverem corretas.
Para Heidegger, a ciência e a técnica constituem não somente se funda sobre uma compreensão do ser do ente, mas constitui mesmo uma experiência de verdade, ou seja, de desencobrimento do ente no seu ser. “O desencobrimento que domina a técnica moderna possui como característica o pôr, no sentido de explorar” (...). “Essa exploração acontece em um múltiplo movimento: a energia escondida na natureza é extraída; o extraído é transformado; o transformado, estocado; o estocado, distribuído; o distribuído, reprocessado. Extrair, transformar, estocar, distribuir, reprocessar são todos modos de desencobrimento”. “Todavia, esse desencobrimento não se dá simplesmente. Tampouco, perde-se no indeterminado. Pelo controle, o desencobrimento abre para si mesmo suas próprias pistas, entrelaçadas numa trança múltipla e diversa. Por toda parte, assegura-se o controle, pois controle e segurança constituem até as marcas fundamentais do desencobrimento explorador”. Entretanto, o perigo ou a ameaça da técnica não vem propriamente do uso que o homem faz dos artefatos técnicos, mas do totalitarismo dessa experiência de verdade: “A ameaça que pesa sobre o homem não vem, em primeiro lugar, das máquinas e dos equipamentos técnicos, cuja ação pode ser eventualmente mortífera. A ameaça, propriamente dita, já atingiu a essência do homem. O predomínio da com-posição arrasta consigo a possibilidade ameaçadora de se poder vetar ao homem a possibilidade de voltar-se para um descobrimento mais originário e fazer assim a experiência de uma verdade mais inaugural”.
Tendo em vista a compreensão da técnica como forma de verdade dominante na experiência histórica do homem contemporâneo, assinale a opção correta.Heidegger parte da definição tradicional de verdade como “adequação do intelecto e da coisa”.
Para Heidegger, o maior perigo inserido no domínio da técnica sobre a vida do homem contemporâneo provém do uso mortífero ou destrutivo que o homem pode fazer das máquinas e dos equipamentos técnicos.
Na concepção de Heidegger, a maior ameaça da técnica reside no fato de ela ser uma experiência de verdade, dominante de modo totalitário na existência do homem contemporâneo, de tal maneira que o homem passa a desconhecer outras formas de verdade, mais originárias, mais inaugurais.
Segundo Heidegger a essência da técnica moderna e a da “tekhne” (arte) antiga são a mesma coisa: a produção, a poiesis.
Para Heidegger, só há a verdade em sentido predicativo, a verdade do juízo, a verdade do conhecimento. A técnica é um meio ou uma forma de ação do homem. Logo, ela não tem relação com verdade.
Tendo em vista a compreensão da técnica como forma de verdade dominante na experiência histórica do homem contemporâneo, segundo Heidegger, assinale a opção correta.
Para Heidegger, a ciência e a técnica se fundam em uma compreensão do ser como efetividade ou funcionalidade. A partir dessa compreensão do ser, subjetividade e objetividade se configuram como momentos funcionais, como energia e matéria, como insumo e recurso, empregados e processados na realização do real, cuja realidade vigora como produção, isto é, como causação e efetivação.
No pensamento de Heidegger, a teoria científica é uma simples contemplação e descrição objetiva do real.
No pensamento de Heidegger, ciência e técnica são coisas separadas. A técnica é a mera aplicação da ciência. A ciência vem antes da técnica, pois a ciência é teoria, e a técnica é prática.
Para Heidegger, ciência e técnica não abrigam em si nenhuma metafísica, pois são formas de pensar e agir antimetafísicas.
Na concepção de Heidegger, a técnica é somente um meio ou instrumento de ação a serviço do homem. Com esse meio, o homem pode fazer o bem ou o mal.
Considerando o significado histórico (civilizatório-cultural) da ciência moderna, assinale a opção correta.
A ciência moderna é uma forma de poder, de domínio do real. A vontade de conhecimento que move a ciência expressa uma vontade de poder, em que nada deve permanecer velado.
A ciência é pura teoria do real, entendendo-se a teoria em sentido desinteressado. A ciência não tem nenhum interesse na dominação do mundo.
A ciência, em sua vigência no modo de ser moderno, é uma pura contemplação da realidade. Seu escopo é teorético, no sentido de descrever a realidade como ela é objetivamente.
Ciência é uma forma de consciência fixa e imutável, desprovida de historicidade.
Se há uma historicidade na ciência, essa consiste apenas no aumento de conhecimento; suas formas e sua essência permanecem intactas no decurso da história.
Com o advento da Idade Moderna, começam a ocorrer mudanças, como:
I. A técnica passa a se vincular à ciência.
II. A filosofia começa a perder a primazia para a ciência.
III. A matemática passa a ser mais valorizada em detrimento da lógica.
IV. A teologia começa a se tornar o principal objeto de estudos.
V. A física passa a investigar as finalidades internas a cada ser natural.
Está correto o que se afirma APENAS em
II e IV.
I, II e III.
IV e V.
I e V.

a observação empírica não conduz a conhecimentos científicos.
as conclusões alcançadas pelo conhecimento científico são perenes, devido ao grande número de casos que as fundamentam.
a indução a partir de dados da experiência não pode jamais dar origem a um enunciado universal.
as conclusões às quais o conhecimento científico chega são falsas.
Em suas obras sobre a questão da técnica, Heidegger
propõe uma ecologia humanista, que foque no humano em detrimento ao meramente natural.
antecipa a ideia de um desenvolvimento sustentável, propondo que o crescimento econômico da economia de mercado possa se harmonizar com a preservação do meio ambiente.
antecipa aspectos de uma crítica à sociedade tecnológica que deram sustentação à chamada deep ecology (ecologia profunda) nos anos sessenta e setenta.
postula que não há como falar filosoficamente sobre a técnica, tendo em vista ser esta um tópico da ciência, que não faz parte do humanismo filosófico defendido pelo próprio Heidegger.
O Falsificacionismo é uma corrente de pensamento representada por:
Imre Lakatos.
Karl Popper.
Thomas Kuhn.
René Descartes.
David Hume.
São características das dimensões epistemológicas da construção do conhecimento científico:
I - Os discursos científicos aparecem como verdades absolutas e libertos de toda a contingência.
II - O conhecimento científico é dotado de exterioridade – descrição do mundo real.
III - Tem em conta as descontinuidades/rupturas entre o tratamento científico dos problemas e o pensamento do senso comum.
Estão corretas as afirmativas:
I, II e III.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
Segundo Kuhn, as revoluções científicas não são meras adições ao universo de conhecimentos já existente; elas vão além dos conhecimentos já produzidos.
Para Kuhn, a ciência está em franco processo de involução, devido à sua incapacidade de resolver os problemas criados por ela mesma.
Peter Medawar ressalta em Os Limites das Ciências as dificuldades que a ciência tem apresentado tanto para encaminhar quanto para responder as questões postas a ela ao longo da história. Medawar enfatiza que a articulação entre a política e a ciência tem demonstrado que as políticas de Estado interferem decisivamente no percurso do desenvolvimento científico. A partir disso, é correto afirmar que
as decisões de Estado são deliberações que representam demandas ideológicas e, por isso, podem conter intencionalidades distantes do ideal científico.
as políticas de Estado referentes ao desenvolvimento científico visam instaurar o bem estar da sociedade.
o desenvolvimento de pesquisas científicas não reconhece fronteiras (Estados), posto que se destina a favorecer toda a humanidade.
o contexto do mundo contemporâneo tem fortalecido o vínculo da ciência com os projetos de Estado, distanciando as pesquisas científicas dos interesses do mercado.
Entre os principais filósofos da ciência estão Gaston Bachelard, Karl Popper e Thomas Kuhn, que teorizaram sobre as mudanças científicas. É correto afirmar que:
a história do conhecimento científico comporta apenas descontinuidades, as quais Bachelard explica com base na expressão “obstáculo epistemológico”.
a reelaboração científica, para Popper, decorre da anulação da verdade considerada numa teoria.
a ciência pode chegar a verdades definitivas e comprováveis, segundo Bachelard e Popper.
as ciências evoluem de maneira contínua, sem saltos ou crises de paradigmas, na visão de Kuhn.
a validade de uma teoria científica depende da sua capacidade de dizer a verdade, de acordo com Popper.