Questões de Concurso sobre Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia

 
 
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Na avaliação musculoesquelética de uma paciente com disfunções na musculatura do assoalho pélvico, o fisioterapeuta detecta que essa musculatura está hipoativa.


Durante a consulta, o profissional identificou fatores de risco para a situação encontrada, como:


1. Parto vaginal, gravidez.

2. Tosse crônica ou persistente.

3. Índice de massa corporal alto e medida de cintura aumentada.

4. Cirurgia pélvica. 5. História de fissuras ou fístulas coexistentes.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 5.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.


D

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


E

São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.

Considerando o manejo conservador da incontinência urinária de esforço ou mista em mulheres, assinale a alternativa correta sobre a intervenção fisioterapêutica de primeira linha.


A

O treino vesical antecede o trabalho dos músculos do assoalho pélvico, e o fortalecimento específico entra quando o quadro passa a persistir.


B

A eletroestimulação perineal ocupa a primeira linha quando a mulher já reconhece a contração, porque amplia a resposta funcional inicial do tratamento.


C

A orientação escrita pode abrir o cuidado conservador, e a supervisão profissional entra quando a resposta clínica permanece limitada depois de meses.


D

O treino supervisionado dos músculos do assoalho pélvico por pelo menos três meses ocupa a primeira linha na incontinência de esforço ou mista.


E

A perineometria ou a eletromiografia entram rotineiramente para potencializar o efeito do exercício, mesmo quando a contração já está bem identificada.

A atuação fisioterapêutica durante a gestação visa mitigar as adaptações biomecânicas e hormonais que predispõem a disfunções musculoesqueléticas. Assinale a alternativa correta.


A

A diástase dos músculos retos abdominais é considerada patológica quando a separação entre as bordas mediais supera 1,5 centímetros em qualquer ponto da linha alba.


B

A manobra de Valsalva é recomendada durante os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico na gestante para aumentar a pressão intra-abdominal e favorecer a co-contração do transverso.


C

A síndrome hipotensiva supina ocorre devido à compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico, reduzindo o débito cardíaco e podendo ser evitada pelo posicionamento em decúbito lateral esquerdo.


D

O hormônio relaxina promove o aumento da rigidez do colágeno nas sínfises púbicas para preparar o canal de parto, o que explica a redução da mobilidade pélvica no terceiro trimestre.

Acerca da fisiopatologia e da intervenção fisioterapêutica na Incontinência Urinária de Esforço, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)A incontinência de esforço caracteriza-se pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir ou saltar.

(__)O fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico por meio dos exercícios de Kegel visa aumentar a pressão de fechamento uretral durante o esforço.

(__)A obesidade e a multiparidade são fatores de risco que contribuem para a fraqueza das fáscias e ligamentos que sustentam o colo vesical em mulheres.

(__)O biofeedback é uma ferramenta contraindicada para pacientes que não conseguem realizar a contração voluntária isolada da musculatura perineal.

(__)A eletroestimulação intravaginal com baixa frequência é utilizada para inibir as contrações involuntárias do músculo detrusor na bexiga hiperativa.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

F, V, F, V, V.


B

V, F, V, V, F.


C

F, F, V, V, V.


D

V, V, V, F, V.


E

V, V, F, F, F.

A Fisioterapia na Saúde da Mulher utiliza diferentes recursos físicos terapêuticos e técnicas de neuromodulação no manejo das disfunções, capazes de promover efeitos biológicos e fisiológicos nos tecidos, favorecendo o processo de reabilitação. Considerando as evidências científicas e as indicações clínicas desses recursos na prática fisioterapêutica, analise as assertivas a seguir.


- A Fisioterapia, com sua diversidade de técnicas e recursos, é considerada a escolha de primeira linha de tratamento da incontinência urinária de urgência, podendo ser utilizadas como modalidades terapêuticas: eletroacupuntura, treinamentos dos músculos do assoalho pélvico com uso de biofeedback eletromiográfico, eletroestimulação e neuromodulação com eletroterapia.

II- Diversas formas de aplicação de recursos físicos elétricos têm sido indicadas como intervenção para dor pélvica crônica, entre elas: estimulação elétrica transcutânea, eletroestimulação do nervo tibial, eletroacupuntura, eletroestimulação parassacral, estimulação do nervo pudendo e estimulação craniana.

III- A Eletroestimulação Nervosa Transcutânea de nervos periféricos está contraindicada no tratamento da hiperatividade neurogênica do detrusor, pois leva frequentemente à retenção urinária, apesar de apresentar a vantagem de poder, simultaneamente, tratar distúrbios intestinais.

IV- No tratamento da dor perineal após o trauma vaginal, no pós-parto, a indicação de recursos não farmacológicos torna-se compatível com o aleitamento materno. Um recurso comumente utilizado na prática clínica do fisioterapeuta é a Eletroestimulação Nervosa Transcutânea. Tem sido utilizada para alívio da dor perineal, parecendo ser seguro, com baixo custo e bem aceito pelas mulheres.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I, III e IV.


B

III.


C

I e II.


D

II e III.


E

I, II e IV.

Situação hipotética: Uma paciente de 45 anos, multípara, relata perda involuntária de urina ao tossir ou espirrar. Assertiva: O diagnóstico fisioterapêutico é compatível com incontinência urinária de esforço, e o tratamento conservador de primeira linha inclui o treinamento dos músculos do assoalho pélvico.


C

Certo


E

Errado

Assinale a alternativa correta sobre a atuação fisioterapêutica para com mulheres jovens com vaginismo:


A

Um programa de fisioterapia pélvica para o vaginismo deve ser iniciado somente após a resolução dos fatores psicológicos associados, não sendo indicado como abordagem inicial.


B

Técnicas passivas, como eletroestimulação funcional isolada, apresentam maior eficácia que abordagens ativas no tratamento do vaginismo primário.


C

Um programa centrado na consciência corporal, técnicas de relaxamento, dessensibilização progressiva e treinamento do controle motor do assoalho pélvico apresenta bons resultados na redução da dor e melhora da função sexual.


D

O tratamento fisioterapêutico deve priorizar o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, uma vez que o vaginismo está associado à fraqueza muscular


E

O uso de dilatadores vaginais é contraindicado em mulheres jovens com vaginismo, devido ao risco de exacerbação do espasmo muscular.

Durante a primeira visita domiciliar, o fisioterapeuta avalia o ambiente, identifica barreiras arquitetônicas e discute com a família adaptações para favorecer a segurança do paciente. Essa ação está relacionada à qual dimensão do cuidado domiciliar?


A

Intervenção exclusivamente clínica.


B

Educação em saúde e adequação ambiental.


C

Reabilitação de alta complexidade.


D

Gestão de equipamentos hospitalares.


E

Supervisão técnica de outros profissionais.

Uma mulher de 40 anos, multípara, apresenta queixa de “sensação de peso na vagina” e a presença de uma “bola” no intróito vaginal, especialmente ao final do dia. O diagnóstico médico é de Prolapso de Órgãos Pélvicos (POP) Grau II da parede anterior (cistocele). A avaliação fisioterapêutica revela fraqueza dos músculos do assoalho pélvico (MAP). Qual é a abordagem fisioterapêutica mais completa e baseada em evidências?


A

Indicar cirurgia como única opção, pois a fisioterapia é ineficaz para prolapsos.


B

Focar exclusivamente no fortalecimento do músculo reto abdominal para criar uma “cinta” de suporte.


C

Um programa que inclua treinamento dos MAP (força, resistência e coordenação), treino do “knack” (contração pré-esforço), modificações comportamentais (ex: evitar manobra de Valsalva) e, se necessário, o uso de um pessário como suporte mecânico.


D

Aconselhar a paciente a evitar qualquer tipo de exercício físico e a permanecer em repouso para não piorar o prolapso.


E

Utilizar eletroestimulação do assoalho pélvico como tratamento isolado, sem a necessidade de exercícios ativos.

Gestante de 32 semanas com incontinência urinária aos esforços apresenta teste de Oxford modificado com grau 2 (contração fraca detectável com aumento da pressão intravaginal). A perineometria biofeedback registra pico de pressão de 18 cmH₂O e sustentação por 3 segundos. Considerando a fisiopatogenia da disfunção do assoalho pélvico na gestação, qual mecanismo biomecânico explica primariamente essa alteração funcional?


A

Hipotonia do esfíncter uretral externo.


B

Distensão da fáscia endopélvica.


C

Compressão do nervo pudendo bilateral.


D

Aumento da pressão intra-abdominal crônica.


E

Relaxamento hormonal do ligamento pubovesical.

A atuação fisioterapêutica na saúde da mulher engloba a prevenção e o tratamento de disfunções do assoalho pélvico, exigindo abordagem humanizada. No que se refere às diretrizes para o cuidado clínico no climatério, assinale a alternativa CORRETA.


A

O desenvolvimento de grupos participativos sobre climatério e sexualidade permite o fortalecimento de redes de apoio social e solidariedade entre as usuárias do território.


B

A assistência em ginecologia restringe-se à indicação de cirurgias plásticas abdominais para mulheres em situação de miséria extrema residindo em áreas rurais federais.


C

O médico e o Fisioterapeuta devem realizar atendimentos fragmentados e desarticulados para garantir que a subjetividade feminina não contamine o poder gerencial isolado.


D

O tratamento da incontinência urinária de esforço deve priorizar a medicalização precoce de toda a rede familiar, vedando-se a prática de exercícios de reeducação muscular.

Durante avaliação fisioterapêutica em mulher com incontinência urinária de esforço, identifica-se contração inadequada da musculatura do assoalho pélvico com uso compensatório excessivo de musculatura abdominal. Assinale a alternativa que indica qual recurso apresenta maior utilidade para melhora da conscientização perineal.


A

Tração lombar mecânica.


B

Crioterapia abdominal.


C

Ultrassom terapêutico contínuo.


D

Massoterapia lombossacra isolada.


E

Biofeedback associado ao treinamento muscular do assoalho pélvico.

Em relação às disfunções sexuais femininas e sua abordagem fisioterapêutica, assinale a alternativa correta:


A

A disfunção sexual feminina possui etiologia multifatorial, podendo envolver fatores musculoesqueléticos, neurofisiológicos, hormonais e psicossociais, sendo a avaliação do assoalho pélvico componente relevante na investigação clínica.


B

A presença de dor durante a relação sexual está invariavelmente associada a alterações estruturais visíveis no exame ginecológico, não sendo comum em mulheres com exame físico normal.


C

O aumento do tônus da musculatura do assoalho pélvico está relacionado à melhora da função sexual, não havendo associação entre hipertonia e quadros dolorosos.


D

A intervenção fisioterapêutica nas disfunções sexuais deve priorizar o fortalecimento muscular, independentemente do padrão funcional identificado na avaliação.

O acompanhamento fisioterapêutico no ciclo gravídico-puerperal visa prevenir desconfortos musculoesqueléticos e preparar a gestante para o parto e pós-parto. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)O acompanhamento de grupos de gestantes favorece o diálogo sobre as transformações físicas e subjetivas, fortalecendo o vínculo com a unidade de saúde.

(__)A intervenção fisioterapêutica no período gestacional pode concentrar-se no controle de alterações posturais e musculoesqueléticas, tratando orientações sobre atividade física e respiração como elementos de menor relevância no acompanhamento.

(__)O diagnóstico e o manejo da depressão pós-parto devem ser realizados de forma compartilhada, visando o suporte especializado à rede de relações da usuária.

(__)O planejamento fisioterapêutico no puerpério baseia-se na avaliação isolada de parâmetros biomecânicos, considerando aspectos emocionais e sociais como fatores externos ao processo de cuidado.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:


A

V, V, V, V.


B

V, V, F, V.


C

V, F, V, F.


D

F, V, V, F.

Uma mulher de 32 anos, no puerpério tardio (8 semanas pós-parto vaginal), procurou atendimento fisioterapêutico, com queixa de perda urinária aos esforços e sensação de peso perineal.


Na avaliação, observou-se ausência de contração voluntária eficaz da musculatura do assoalho pélvico (grau 1 na escala de Oxford), com uso de musculatura acessória e incapacidade de recrutamento seletivo.


Considerando os fundamentos de avaliação e tratamento fisioterapêutico em ginecologia/obstetrícia, assinale a afirmativa correta.


A

Na ausência de contração voluntária eficaz, deve-se priorizar a eletroestimulação e o biofeedback para facilitar o recrutamento muscular, antes da progressão para exercícios ativos.


B

O treinamento muscular do assoalho pélvico deve iniciar diretamente com exercícios resistidos intensos, independentemente da capacidade de contração voluntária.


C

A avaliação da força muscular perineal não interfere na escolha do recurso terapêutico inicial.


D

O uso de biofeedback é contraindicado no puerpério, independentemente da condição clínica da paciente.


E

A intervenção fisioterapêutica deve ser postergada até que a paciente recupere espontaneamente a contração muscular.

As disfunções do assoalho pélvico envolvem mecanismos distintos de incontinência e condutas fisioterapêuticas próprias. Analise as afirmativas a seguir.

I.A incontinência urinária de esforço decorre da hiperatividade do músculo detrusor da bexiga.

II.O treinamento dos músculos do assoalho pélvico é recomendado no manejo da incontinência urinária de esforço.

III.O fortalecimento do assoalho pélvico é contraindicado no período pós-parto pelo risco de lesão muscular.

Está correto o que se afirma em:


A

I e III apenas.


B

II e III apenas.


C

I e II apenas.


D

II apenas.

Durante o atendimento fisioterapêutico, uma mulher jovem relata episódios de incontinência urinária e dor durante a relação sexual. Ela menciona que esses sintomas surgiram após ter sido diagnosticada com uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) meses atrás. Considerando esse caso, qual é a conduta mais adequada do fisioterapeuta em relação ao Treinamento Muscular do Assoalho Pélvico (TMAP)?


A

Evitar qualquer intervenção, pois o histórico de IST contraindica o uso do TMAP.


B

Incluir o TMAP como parte do plano de tratamento, já que ele pode ajudar tanto a melhorar a incontinência urinária quanto as disfunções sexuais associadas.


C

Encaminhá-la diretamente ao ginecologista, já que questões relacionadas à sexualidade não fazem parte da atuação fisioterapêutica.


D

Aplicar o TMAP apenas se houver queixa exclusiva de incontinência urinária, pois ele não contribui para outras disfunções.


E

Reforçar que o TMAP é indicado apenas para mulheres idosas, sem utilidade comprovada para mulheres jovens com histórico de IST.

Na avaliação fisioterapêutica de uma gestante, ao medir a pressão arterial (PA) e os dados laboratoriais da gestante, a fisioterapeuta verificou que ela possuía PA de 140 x 90 mmHg após a 20a semana de gestação, sem proteinúria. Nesse caso, a paciente apresenta:


A

Hipertensão transitória.


B

Pré-eclâmpsia leve.


C

Eclâmpsia.


D

Hipertensão gestacional.


E

Hipertensão arterial crônica (HAC).

De acordo com Baracho (2012), na gravidez, 이 crescimento uterino é acompanhado pelo estiramento da musculatura abdominal. Essas modificações biomecânicas e posturais predispõem a separação dos feixes musculares denominada diástase dos músculos retos abdominais (DMRA). Com relação a essa condição, assinale a opção correta.


A

Deve ser considerada prejudicial qualquer DMRA com valor acima de 2,5cm, a qual poderá interferir na capacidade da musculatura abdominal de estabilizar o tronco.


B

Devem ser realizados somente exercícios isométricos até o 4° mês após o parto, podendo ser associados à musculatura do assoalho pélvico.


C

As fibras de contração rápida precisam ser treinadas, de 2 a 3 minutos, sendo a posição sentada e de pé a posição favorável para o treinamento funcional do abdome.


D

No puerpério remoto, a mulher deve utilizar rotineiramente a cinta modeladora gerando um feedback positivo para o fortalecimento dessa musculatura.


E

Para mensuração da DMRA, deve-se posicionar a paciente em decúbito dorsal, com quadris e joelhos fletidos a 90°, pés apoiados, pois a musculatura abdominal precisa estar relaxada para a medida.

(PMM/URCA 2025) Uma mulher de 35 anos, no pós-parto, relata perda de urina ao tossir, espirrar ou levantar peso. O diagnóstico clínico é de Incontinência Urinária de Esforço (IUE). A avaliação fisioterapêutica confirma fraqueza dos músculos do assoalho pélvico (grau 2 na Escala de Oxford Modificada). Qual é a abordagem padrão-ouro da fisioterapia para este caso?


A

Aconselhar a paciente a limitar a ingestão de líquidos e evitar atividades físicas.


B

Indicar o uso de absorventes e aguardar a recuperação espontânea.


C

Prescrever um programa de treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP), incluindo exercícios de contração e relaxamento (exercícios de Kegel), com orientação sobre a correta execução e progressão.


D

Encaminhar para cirurgia de "sling" como primeira opção de tratamento.


E

Utilizar a eletroestimulação com parâmetros para fortalecimento em todos os casos, sem tentar o treino ativo primeiro.

 
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