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Os programas multidisciplinares de preparação para o parto vêm sendo desenvolvidos a fim de proporcionar a parturiente o equilíbrio físico e psíquico, e a sensação de bem-estar. Esses programas têm como benefícios a diminuição dos sintomas de desconforto e dor do parto, controle da ansiedade, diminuição do tempo de trabalho de parto e do índice de indicação para parto cesárea. Dentre os membros da equipe multidisciplinar, encontra-se o fisioterapeuta, que tem como função avaliar e monitorar as alterações físicas enfocando a manutenção do bem-estar da parturiente e do bebê, tanto na primeira quanto na segunda fase do trabalho de parto. Na cinesioterapia não poderia ser feito:
Exercícios com bola e bastão.
Exercícios de retroversão e anteversão pélvica.
Deambulação associada a exercícios de membros.
Exercícios Jump e cross fit.
A incontinência urinária afeta ambos os sexos e é mais frequente nas mulheres do que nos homens, principalmente nas mulheres pós-menopausa conforme dados do Ministério da Saúde. É definida como qualquer perda involuntária de urina, sendo a mais prevalente a incontinência urinária de esforço. A bexiga urinária é formada por um músculo liso que é responsável por esvaziar a bexiga, este músculo chama-se:
músculo obturador
músculo urogenital
músculo pudendo
músculo perineal
músculo detrusor
A Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é um fator de risco tanto para a gestante quanto para o bebê. O Ministério da Saúde do Brasil considera DMG quando
a glicemia de jejum for maior que 100 mg/dL, ou teste de tolerância à glicose, com 60 g de glicose, for maior que 140 mg/dL na segunda hora.
a glicemia de jejum for maior que 110 mg/dL, ou teste de tolerância à glicose, com 75 g de glicose, for maior que 140 mg/dL na segunda hora.
a glicemia apresentar valores superiores a 100 mg/dL, independente do teste de tolerância à glicose.
a hemoglobina glicada apresenta valores entre 5,4% e 5,6%, mesmo tendo valores de glicemia de jejum abaixo de 110 mg/dL.
a hemoglobina glicada apresenta valores entre 5,5% e 5,7%, mesmo tendo valores de glicemia de jejum abaixo de 110 mg/dL.
A técnica fórcipe é usualmente utilizada quando existe suspeita de sofrimento fetal, com o intuito de abreviar o período expulsivo, e pode gerar algumas complicações.
Nesse tipo de parto, raramente ocorre(m) como complicação:
anemia.
fissuras perineais.
esgarçamento do colo do útero.
fissuras vaginais.
roturas de esfíncter do ânus.
A sexualidade é definida como um dos pilares da qualidade de vida dos seres humanos. A disfunção sexual feminina (DSF), por sua vez, é definida como sendo uma desordem de desejo, excitação, orgasmo e/ou dor durante a atividade sexual. Dentre as desordens sexuais dolorosas, a dispaurenia é uma delas, que cursa com algumas características:
I- Espasmo involuntário recorrente ou persistente da musculatura do terço externo da vagina, que interfere na penetração vaginal e causa angústia pessoal.
II- A causa está relacionada a fatores psicossociais, geralmente ligados a uma educação sexual castradora, punitiva e/ou religiosa e vivências sexuais traumáticas.
III- A dispareunia por deficiência de estrogênio na mulher em menopausa pode levá-la a experiências de coitos dolorosos que acabam repercutindo sobre o seu desejo sexual.
É CORRETO que se afirma em:
I, II e III.
I e II apenas.
I e III apenas.
II e III apenas.
III apenas.
Quais são as atividades funcionais que a fisioterapia pode prevenir e ajudar na ginecologia voltada para a saúde da mulher?
O fortalecimento do assoalho pélvico não é saliente na fisioterapia ginecológica, pois essa área trata apenas de questões hormonais.
A fisioterapia ginecológica é retrocedida apenas para o tratamento de doenças graves, sem prevenir disfunções ou melhorar a qualidade de vida diária.
Não há agilidades funcionais específicas que a fisioterapia possa ajudar na saúde da mulher, seu foco é apenas em exercícios gerais.
A fisioterapia ginecológica é simples apenas para abordar dores nas pernas, sem interferência nas funções pélvicas ou urinárias.
A fisioterapia em ginecologia pode ajudar a prevenir e tratar incontinência urinária; prolapsos uterinos; disfunções sexuais e; dores pélvicas, além de fortalecer o assoalho pélvico, melhorando a qualidade de vida da mulher.
Dentro da prática da fisioterapia em ginecologia e obstetrícia, o manejo da dor pélvica crônica representa um desafio significativo, exigindo uma abordagem multidisciplinar. Qual das seguintes estratégias terapêuticas é considerada mais eficaz para o manejo da dor pélvica crônica em mulheres, com base nas evidências científicas mais recentes?
Aplicação sistemática de calor localizado na região pélvica para redução da dor.
Uso exclusivo de eletroestimulação transcutânea do nervo (TENS) para manejo da dor.
Realização de terapia manual direcionada para liberação miofascial na região pélvica.
Implementação de um programa de exercícios específicos para o fortalecimento do assoalho pélvico.
Mulher, 35 anos, compareceu ao serviço de saúde com queixas de dor genital durante relações sexuais. Relatou que a dor já persiste de longa data, apresentando períodos de intensificação e outros de melhora do quadro. A dor acontece durante o ato sexual ou logo após o intercurso da relação sexual. O quadro descrito tem grande prevalência e a fisioterapia vem tendo bons resultados no tratamento dessa condição de saúde.
Assinale a opção que apresenta o nome clínico da queixa apresentada pela paciente.
Vaginismo.
Vulvodínia.
Anorgasmia.
Dispareunia.
Disfunção gênito-urinária.
No período da gestação, as inúmeras modificações físicas e hormonais promovem uma sobrecarga significativa dos músculos do assoalho pélvico, bem como das estruturas fasciais e ligamentares. Essas mudanças afetam o desenvolvimento adequado de suas funções, predispondo ao desencadeamento de diversas disfunções, especialmente as miccionais, como incontinência urinária. Além disso, a pressão crescente do útero em expansão e o aumento do peso corporal podem exacerbar a fraqueza e a distensão desses músculos e tecidos de suporte, intensificando os riscos de prolapsos e outras complicações pélvicas. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA:
Durante o primeiro estágio do trabalho de parto, a região perineal é hiperdistendida pela passagem da cabeça fetal e pela força de expulsão da parturiente, sujeito à lesão do nervo fibular comum.
Com a finalidade de prevenir o desenvolvimento de incontinência urinária pós-parto, a manobra de valsava têm sido utilizada no segundo trimestre da gestação a fim de preparar a musculatura do assoalho pélvico para o parto e evitar traumas obstétricos.
A postura de retroversão pélvica, normalmente adotada pelas gestantes determina uma mudança no ângulo de inserção dos músculos do assoalho pélvico na pelve, resultando em distensão muscular e redução na força de contração desses músculos.
O aumento da ação dos hormônios ocitocina e estrógeno contribuem para o desenvolvimento da incontinência urinária de esforço.
É recomendado a massagem perineal durante o período gestacional para aumentar a flexibilidade e diminuir a resistência dos músculos do assoalho pélvico.
A gestação pode induzir algumas patologias, como diástase dos retos, dor lombar e pélvica, varicosidades, disfunção do assoalho pélvico e frouxidão articular. Os exercícios indicados pelo fisioterapeuta para amenizar esses problemas podem ser, respectivamente:
série completa de abdominais, estimulação elétrica e tração, uso de meias elásticas, calor superficial, elevação bilateral dos membros inferiores estendidos.
tração com os braços cruzados sobre abdome em direção à linha média, uso de cinta, elevação das pernas, relógio pélvico, atividades sem sustentação de peso.
elevação da cabeça com inclinação pélvica, calor profundo, repouso absoluto, crioterapia, deitar sobre joelhos em decúbito ventral.
extensão de quadril na posição quadrúpede, apoio unilateral em pé, bombeamento de extremidades, uso do TENS, agachamentos.
A saúde e a fisiologia materna afetam a saúde do feto. Assinale (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO:
I. Qualquer condição que cause interferência no fluxo sanguíneo placentário pode causar um resultado adverso.
II. Diabetes melito pode causar malformação congênita, e o recém-nascido ser pequeno para a idade gestacional – PIG.
III. Idade materna acima dos 17 anos pode causar baixo peso ao nascimento e prematuridade.
IV. O uso de drogas ilícitas pela mãe pode causar prematuridade e distúrbios de abstinência no recémnascido.
Apenas as alternativas I e IV são verdadeiras.
Apenas as alternativas I, II e IV são verdadeiras.
Todas são verdadeiras.
Apenas as alternativas II e III são verdadeiras.
Apenas as alternativas II, III e IV são verdadeiras.
Assinale a alternativa que indica a situação em que o biofeedback é frequentemente utilizado na fisioterapia pélvica.
Apenas em casos de incontinência fecal.
Nenhum tratamento de disfunções sexuais específicas.
Para fortalecer os músculos abdominais.
Para monitorar e aprimorar a contração e o relaxamento dos músculos do assoalho pélvico.
Os exercícios fisioterapêuticos são benéficos em todo o período gestacional, principalmente no pré-parto, uma vez que prepara para o trabalho de parto, já que promove aumento da força, resistência, tolerância ao estresse físico e mental e até mesmo alívio da dor. Durante o momento do parto a fisioterapia tem uma de suas maiores contribuições, a aceleração do parto por meio de caminhadas, pois está associada à gravidade e andar de cócoras para dilatação do canal. De mesmo modo, a fisioterapia pode ajudar no fortalecimento e alongamento dos músculos do assoalho pélvico no pós-parto, diminuindo o risco de lesões e mantendo suas funções íntegras (SANTOS; BARBOSA, 2019). Escolha a opção que apresenta os principais músculos do assoalho pélvico:
Pubococcígeos e levantador do ânus.
Puboisquiático e Iliopuberal.
Iliopuberal e Isquiococcígeos.
Levantador do ânus e Puboisquiático.
A Reabilitação do assoalho pélvico tem como objetivo reestabelecer conexões neuromusculares e a função das fibras musculares em mulheres com incontinência urinária, através da eletroestimulação:
galvânica
intracavitária
cutânea fibular
com iontoforese
contínua monofásica
As técnicas fisioterapêuticas têm aplicabilidade nas diferentes fases da gestação: pré-natal, parto e no pós-parto. Nesse sentido, leia os enunciados abaixo e assinale a alternativa que possui um aspecto impertinente.
No período de dilatação: a parturiente deve ser estimulada a deambular e permanecer na postura vertical; adotar postura ligeiramente inclinada para frente ou decúbito lateral esquerdo.
No período de expulsão: a parturiente deve ser orientada a ficar na postura vertical, sentada ou agachada, de modo a promover alívio da dor na região lombar.
As técnicas de conscientização perineal contribuem para que a parturiente perceba conscientemente o períneo e compreenda a função dos músculos perineais, além de acompanhar as mudanças nos esforços expulsivos.
A eletroestimulação nervosa transcutânea (TENS), usada há anos para controle da dor, é um método invasivo baseado na fisiologia da dor, utilizado no parto com o objetivo de aumentar o limiar da dor e, desse modo, reduzir o quadro álgico.
No pós-parto, o corpo deve se adaptar à perda repentina de peso, à alteração do centro de gravidade e aos ajustes posturais associados. O exercício no puerpério é importante para o retorno rápido e máximo da função muscular e a restauração da saúde da mãe.
Desde o ano 2000, o Ministério da Saúde incentiva programas como “Humanização no pré-natal e Nascimento” nas maternidades. O objetivo é fazer com que a gestante participe ativamente durante o parto. Desta forma, ela facilitará todo o processo do trabalho de parto. O fisioterapeuta é um profissional qualificado para preparar a gestante para o trabalho de parto, mantendo-a calma e relaxada, além de utilizar técnicas não farmacológicas que possam proporcionar alivio, reduzindo assim a percepção da dor.
Sobre a atuação do fisioterapeuta no trabalho de parto, é correto afirmar que, EXCETO:
Massagens intensas na região abdominal auxiliam no alívio da dor, causam conforto e influenciam positivamente o processo do parto.
Realizar massagem perineal, esta com o objetivo de prevenir lacerações evitando a episiotomia.
Orientar e treinar exercícios de respiração. A respiração torácica para o momento das contrações, pois este tipo de respiração expande a caixa torácica no sentido lateral, respiração abdominal para relaxar a gestante e respiração abdominal nos intervalos das contrações.
Outro recurso que também pode ser utilizado durante o trabalho de parto é a bola Suíça. Com a bola Suíça o fisioterapeuta poderá trabalhar alinhamento da postura, alongamento, fortalecimento e relaxamento. Também pode ser usada durante a massagem e o banho quente de chuveiro.
A eletroestimulação transcutânea (TENS) também é indicada como recurso terapêutico que tem por objetivo a diminuição da dor na fase inicial do trabalho de parto, porém não deve ser utilizada como único recurso. Outros recursos também são sugeridos como hipnose, aromoterapia, música e acupuntura.
O fisioterapeuta pode atuar durante todo o trabalho de parto e, para isso, deve conhecer as características de cada uma das fases. A fase passiva da segunda fase do trabalho de parto caracteriza-se por
ruptura da bolsa amniótica, sem o início das contrações uterinas.
contrações uterinas dolorosas tanto na intensidade quanto na duração.
dilatação total do colo com a cabeça do feto visível ou com sensação de puxo.
dilatação total do colo sem sensação de puxo involuntário.
desprendimento fetal e pela eliminação da placenta.
A dismenorréia é uma desordem ginecológica que acomete uma quantidade grande de mulheres. Diversos tratamentos não-farmacológicos podem ser utilizados para tratar esta disfunção. O uso de acupuntura para tratar a dismenorréia primária reduz a dor porque
diminui a transmissão de estímulos nociceptivos no corno dorsal da medula espinhal, transmitidos pelas fibras C.
induz a liberação de endorfinas e diminui a intensidade de pulsação das fibras uterinas.
diminui a dor provocada pelo disparo de trigger points no músculo reto abdominal.
modula a dor, aumentando a quantidade de Substância P na medula espinhal.
modula a dor, aumentando a quantidade de Glutamato no Sistema Nervoso Central.
A atuação fisioterapêutica junto a pacientes com prolapsos genitais deve ser precedida da realização de avaliação detalhada, mesmo que já haja diagnóstico clínico estabelecido. A necessidade de avaliação é importante, visando a identificar a disfunção cinético-funcional relacionada ao prolapso, para isso, deve-se proceder a anamnese e o exame físico do assoalho pélvico. O fisioterapeuta precisa saber que de acordo com o órgão que se encontra fora de seu posicionamento anatômico, os prolapsos podem ser classificados em cinco tipos diferentes. Assim sendo, se uma paciente chega com o encaminhamento para o tratamento fisioterapêutico por cistocele o fisioterapeuta precisa saber o que este termo significa. Portanto, assinale a alternativa que apresenta a descrição correta de cistocele.
A uretra feminina mede cerca de 4 cm e encontra-se fundida com o terço inferior da vagina (nos 4 cm distais) e, há o descenso dessa porção da parede vaginal anterior.
A bexiga se encontra imediatamente abaixo da parede vaginal anterior, logo acima da junção uretrovesical e, a perda do suporte nessa região gera descenso da bexiga.
Nesse prolapso, observa-se uma herniação do intestino delgado, causada por um defeito na fáscia endopélvica, colocando o peritônio em contato direto com a mucosa da vagina. É resultado de defeitos na região apical da vagina.
É classificada como um defeito na parede vaginal posterior e é consequência da ruptura do septo retovaginal. Acontece quando a fáscia retovaginal está lesada e não consegue manter o reto em sua posição normal aos esforços.
Constitui um conjunto de reaprendizagens técnicas, onde se identifica a musculatura perineal e se percebe a intensidade da contração. É baseado em programas de treinamentos voltados pra o fortalecimento da musculatura pélvica, em particular, o complexo pubococcígeo e o elevador do ânus, assistido por dispositivos elétricos:
Epinot.
Cones vaginais.
Biofeedback.
Eletroestimuladores transcutâneos.
Cistometria.