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Analisando a figura abaixo, assinale a alternativa CORRETA quanto às curvas correspondentes:
A assincronia paciente-ventilador é um evento frequente durante a aplicação da ventilação mecânica invasiva. Sobre este tema, julgue as assertivas abaixo.
I. Na ciclagem prematura, o tempo inspiratório mecânico do ventilador ultrapassa o desejado pelo paciente, ou seja, é maior que o tempo neural do paciente;
II. Na ciclagem tardia, o ventilador interrompe o fluxo inspiratório antes do desejado pelo paciente, ou seja, o tempo inspiratório mecânico do ventilador é menor que o tempo neural do paciente;
III. Na assincronia do tipo duplo disparo, ocorrem dois ciclos consecutivos disparados pelo mesmo esforço do paciente e o tempo inspiratório mecânico do ventilador é menor que o tempo inspiratório neural do paciente;
IV. No auto-disparo, o ventilador é disparado sem que haja esforço do paciente. Pode ocorrer por ajuste excessivamente sensível do ventilador, por vazamento no sistema, presença de condensado no circuito gerando alterações no fluxo, detecção dos batimentos cardíacos e de grandes variações da pressão torácica pela ejeção do volume sistólico.
Marque a alternativa CORRETA:
Estão corretas somente as assertivas II e III;
Estão corretas somente as assertivas III e IV;
Estão corretas somente as assertivas I e II;
Estão corretas somente as assertivas II, III e IV;
Estão corretas somente as assertivas I, III e IV.
Assinale a opção que apresenta uma contraindicação para o uso do suporte ventilatório não invasivo (VNI).
Asma.
Edema agudo de pulmão.
Doença pulmonar obstrutiva crônica.
Pós-extubação.
Obstrução de vias aéreas superiores.
O barotrauma é comprovadamente uma das complicações da ventilação mecânica. A presença de pico de pressão excessiva e volume corrente elevado durante a insuflação pulmonar podem resultar na ruptura da parede alveolar. Assinale a opção que indica a complicação de maior importância clínica entre as potenciais formas de ar no espaço extra-alveolar, podendo causar sérios problemas hemodinâmicos, Incluindo a parada cardíaca.
Pneumomediastino.
Enfisema Subcutâneo.
Pneumoperitônio.
Pneumotórax hipertensivo.
Enfisema pulmonar.
Para compreender o processo da ventilação mecânica, é necessária familiaridade com alguns termos de uso rotineiro. Sendo assim, assinale a alternativa INCORRETA:
Modo ventilatório é a maneira pela qual serão controlados os ciclos ventilatórios;
Fração inspirada de oxigênio refere-se à concentração ou teor de oxigênio ofertado ao paciente;
Disparo é a transição da fase expiratória para a fase inspiratória;
Volume corrente inspiratório é a quantidade de gás que entra (inspiração) nos pulmões a cada ciclo respiratório, enquanto volume-minuto é a quantidade de gás que sai (expiração) dos pulmões a cada ciclo respiratório;
Ciclagem é a passagem da fase inspiratória para a fase expiratória.
De acordo com a figura acima, o ciclo ventilatório durante a ventilação mecânica, com pressão positiva, pode ser dividido, respectivamente, em:
1 – fase inspiratória, 2 – ciclagem, 3 – fase expiratória, 4 – disparo.
1 – fase inspiratória, 2 – disparo, 3 – ciclagem, 4 – fase expiratória.
1 – disparo, 2 – pausa inspiratória, 3 – ciclagem, 4 – pausa expiratória.
1 – disparo, 2 – ciclagem, 3 – fase inspiratória, 4 – fase expiratória.
Sobre o este paciente a equipe se reuniu e seus membros opinaram a respeito da condução do processo de desmame e houve divergência entre as opiniões apresentadas. Assinale a alternativa que contenha um argumento correto apresentado pelos seus membros:
Concordo completamente com toda a condução do processo de desmame pois segue as recomendações das Diretrizes Brasileiras de VM.
Discordo do fato da equipe ter iniciado o desmame em paciente com Glasgow menor que 15, sendo esta a causa mais provável da falha nos 3 primeiros TREs.
Discordo em relação ao fato do paciente após tentativa de desconexão sem sucesso, não ter sido reconduzido a um suporte ventilatório que lhe proporcionasse conforto por um período de 24 horas, que é o recomendado para que seja repetido o TRE.
Discordo do fato da equipe ter iniciado um desmame num paciente com PEEP de 8 cm H2O, mas concordo com o fato de realizar as primeiras três tentativas de TREs dentro de 24h o que promoveu fortalecimento da musculatura respiratória e foi essencial para o posterior sucesso do desmame.
Discordo apenas do fato de ter sido iniciado um processo de desmame num paciente apresentando distúrbios do equilíbrio ácidobásico e com índice de Tobin < 80.
A assincronia ventilatória ocorre por fatores relacionados ao paciente e aos parâmetros ventilatórios previamente selecionados. Quando presente pode aumentar o trabalho respiratório, prolongar o tempo de ventilação mecânica e a permanência na unidade de terapia intensiva. Logo, deve ser identificada e corrigida durante a avaliação do paciente em ventilação mecânica. A respeito dos tipos de assincronia paciente–ventilador, enumere a 2ª coluna de acordo com a 1ª coluna e, em seguida, marque a alternativa que contem a sequência de resposta CORRETA na ordem de cima para baixo:
1. Ciclagem prematura: tempo inspiratório mecânico do ventilador é menor que o tempo neural do paciente.
2.Fluxo inspiratório insuficiente: a demanda ventilatória do paciente é superior ao fluxo liberado pelo ventilador mecânico.
3.Duplo disparo: ocorrem dois ciclos consecutivos disparados pelo mesmo esforço do paciente.
4.Ciclagem tardia: tempo inspiratório mecânico do ventilador é maior que o tempo neural do paciente.
( ) Pacientes com doenças obstrutivas podem apresentar esse tipo de assincronia quando ventilados no modo pressão de suporte, uma vez que há uma desaceleração lenta do fluxo inspiratório causada pela alta resistência e complacência do sistema respiratório.
( ) No modo volume controlado, é corrigida, diminuindo o fluxo inspiratório e/ou o volume corrente, respeitando-se os limites de segurança.
( ) É corrigida ajustando a velocidade com que a pressão limite é atingida nas vias aéreas (“rise time” – tempo de subida ou ascensão) no modo pressão de suporte ou no modo pressão controlada.
( ) Quando surge no modo pressão controlada, aumento do tempo inspiratório e/ou do valor da pressão controlada podem reparar essa assincronia.
2, 1, 4, 3.
4, 3, 1, 2.
2, 3, 1, 4.
4, 1, 2, 3.
A lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI) é o resultado complexo de uma série de forças mecânicas agindo sobre as estruturas pulmonares durante a ventilação mecânica. A respeito da VILI, correlacione a 1ª coluna com a 2ª e, em seguida, marque a alternativa que contém a sequência de resposta CORRETA, na ordem de cima para baixo:
1. Barotrauma
2. Volutrauma
3. Atelectrauma
4. Biotrauma
( ) Lesão causada pela distensão excessiva alveolar, que é determinada pela pressão transpulmonar (diferença entre a pressão alveolar e a pressão pleural).
( ) Para evitar este tipo de lesão, inicialmente recomenda-se o alarme de pressão máxima nas vias aéreas em 40 cm H2O e pressões de platô menores que 30 cmH2O, ajustando-se conforme quadro clínico, assim que possível.
( ) Lesão ocorrida por abertura e fechamento cíclicos de unidades alveolares distais, devido à ventilação com baixos volumes correntes, determinando volume pulmonar insuficiente ao final da expiração ou devido a pressões positivas expiratórias finais (PEEP) insuficientes para manter o recrutamento alveolar, causando estresse de cisalhamento local aumentado.
( ) Para evitar este tipo de lesão recomenda-se usar volume corrente de 6 ml/kg/peso predito inicialmente e reavaliar de acordo com evolução do quadro clínico do paciente.
( ) A ventilação mecânica, por meio da mecanotransdução, libera mediadores inflamatórios, que causam inflamação tecidual, prejuízo à liberação de oxigênio e remodelamento tecidual.
2, 1, 3, 2, 4.
1, 4, 2, 2, 3.
2, 1, 2, 1, 4.
1, 4, 2, 2, 4.
Um paciente adulto com sepses após um quadro de pneumonia está internado na UTI com suporte ventilatório. Com relação às recomendações no uso de ventilação mecânica nesse paciente, assinale a alternativa correta.
O volume corrente e a pressão de platô devem ser baixos.
Utilizar volume corrente alto e limitar a pressão de platô inspiratório.
Utilizar volume corrente baixo e manter a pressão de platô inspiratório.
Utilizar volume corrente e pressão de platô respiratório altos.
Utilizar volume corrente baixo e limitar a pressão de platô inspiratório.
Alguns prematuros submetidos à VPM por longos períodos cursam com a necessidade de traqueostomia (TQT).
São fatores que predispõem à necessidade de TQT, EXCETO:
Malformações congênitas ou genéticas.
Estenose subglótica.
Número pequeno de falhas na extubação.
Laringotraqueomalácea.
Com relação à aplicação da ventilação mecânica no paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), marque VERDADEIRO (V) ou FALSO (F) para as afirmativas abaixo.
( )Na intubação orotraqueal, sugere-se utilizar cânulas com maior diâmetro possível, idealmente superior a 8 mm, para reduzir a resistência das vias aéreas e facilitar a remoção das secreções;
( )Deve-se utilizar qualquer um dos modos ventilatórios (volume controlado ou pressão controlada) na abordagem inicial da exacerbação da DPOC, desde que haja monitorização adequada e familiaridade da equipe com o mesmo;
( )Ajustar a fração inspirada de oxigênio (FiO2) com base na gasometria arterial e na oximetria de pulso de modo a utilizar-se a menor FiO2 que mantenha a saturação de oxigênio (SaO2) entre 88-90% e PaO2 entre 45-60 mmHg;
( )Programar a frequência respiratória inicial entre 8 e 12 por minuto. O volume minuto deve ser ajustado para normalizar o pH arterial, e não a pressão parcial de dióxido de carbono (PaCO2).
Assinale a sequência CORRETA:
F-V-F-V;
V-V-F-F;
V-F-F-V;
F-V-V-V;
V-V-F-V
A pneumonia associada à ventilação pulmonar mecânica (PAV) é definida como aquela que ocorre em 48 horas ou mais após a internação do paciente sob essa ventilação.
São medidas preventivas para a PAV:
treinamento da equipe multidisciplinar, decúbitoelevado de 30 a 45º e higiene oral.
ventilação não invasiva, suspensão da umidificação da VPM e checagem do circuito de VPM.
número de aspiração de secreção de forma reduzida, mobilização do paciente.
lavagem das mãos e evitar aspiração das vias aéreas artificiais.
De acordo com os volumes e capacidades respiratórias assinale a alternativa INCORRETA.

A capacidade vital (CV) é o volume medido na boca entre as posições de inspiração plena e expiração completa. Representa o maior volume de ar mobilizado. Compreende três volumes primários: VC, VIR, VER, Corresponde a cerca de 70 a 75% (80) da CPT.
O volume expiratório de reserva (VER) é o volume máximo que pode ser expirado voluntariamente a partir do final de uma expiração espontânea, isto é, uma expiração além do nível de repouso expiratório. Corresponde a cerca de 20 a 40% da capacidade pulmonar total (CPT).
O volume inspiratório de reserva (VIR) é o volume que pode ser inspirado voluntariamente ao final de uma inspiração espontânea, isto é, uma inspiração além do nível inspiratório corrente. Corresponde a cerca de 45 a 50% da CPT.
O volume corrente (VC) é o volume de ar inspirado e expirado espontaneamente em cada ciclo respiratório. Embora seja uma subdivisão da CPT, é um volume dinâmico, variando com o nível da atividade física. Corresponde a cerca de 10% da CPT.
O volume residual (VR) é o volume que permanece no pulmão após uma expiração máxima. Não pode ser medido diretamente pela espirometria, sendo obtido a partir da determinação da capacidade residual funcional (CRF), subtraindo-se o VER da CRF ou a CV da CPT (com medida primária da CRF), conforme método utilizado para a mensuração dos volumes pulmonares.
Um paciente é admitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital X em quadro de insuficiência respiratória aguda hipercápnica. Prontamente atendido pela equipe de plantão, foi intubado e colocado em VM. O fisioterapeuta ajustou inicialmente os seguintes parâmetros no ventilador mecânico: modo controlado a pressão, pressão inspiratória (PI) 20cm H2O, pressão positiva expiratória final (PEEP) 5cm H2O, frequência respiratória (FR) 15irpm, relação inspiratória-expiratória (I:E) 1:2 e fração inspirada de oxigênio (FiO2) 100%. Considerando o despertar do paciente após suspensão da sedação e a gasometria arterial: pH7,33; PaO2 140; PaCO248; HCO3- 29,5; BE +2,2; SatO2 99%; colhida no dia atual, pode-se adotar como medida de intervenção no manejo da VM a
correção da hipercapnia por meio de elevação da PI ou de redução da FR.
correção da hipercapnia e da hiperóxia, além da tentativa de alteração do modo ventilatório a fim de se avaliar o drive respiratório após o paciente ter iniciado o despertar.
redução da oxigenação e o ajuste da ventilação para uma maior eliminação de CO2, possibilitando um melhor equilíbrio da gasometria que apresenta um distúrbio acidótico misto.
manutenção de parâmetros para a ventilação e a redução da FiO2, visto que o distúrbio presente no momento da admissão foi solucionado, podendo o paciente iniciar o desmame agora que despertou.
A ventilação de alta frequência (VAF) é uma modalidade amplamente aceita de ventilação mecânica na terapia intensiva neonatal. Sendo assim, assinale a opção que apresenta uma forma de ajuste ventiiatório que aumenta a eliminação de CO2 na VAF.
Aumento da frequência ventílatória.
Aumento da frequência sonora.
Diminuição da pressão média das vias aéreas.
Aumento da amplitude de onda.
Diminuição da pressão inspiratória máxima.
A interface é o dispositivo que faz a conexão entre o ventilador mecânico e o paciente, sendo a escolha da interface um fator crucial para sucesso ou insucesso da ventilação não-invasiva (VNI). É CORRETO afirmar que:
máscara total face dificulta a fixação;
A pronga nasal está indicada apenas para RN a termo;
A máscara nasal está indicada em pacientes que apresentam respiração predominantemente oral;
A máscara orofacial oferece melhor vedação pressórica do sistema de ventilação;
A máscara facial facilita a comunicação e alimentação.
Na ventilação mecânica, quando ajustamos a frequência respiratória (FR) no ventilador, definimos o intervalo de tempo em que será iniciado um ciclo ventilatório. No caso de um paciente sob sedação contínua e sem drive ventilatório, com ajuste da FR em 15 ipm, qual será a duração de cada ciclo ventilatório?
3 segundos;
2,5 segundos;
4 segundos;
5 segundos;
3,5 segundos.
Na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), um pulmão muito complacente, associado a uma hiperinsuflação da caixa torácica, provoca um aumento da transmissão da pressão dos alvéolos para os vasos torácicos e pericárdio, ocasionando autoPEEP e hipertensão pulmonar. Com o uso da ventilação mecânica, pode-se desenvolver uma instabilidade hemodinâmica. Diante deste efeito deletério, para corrigi-lo, busca-se:
controlar a PEEP intrínseca; evitar acidose respiratória e usar baixas relações I:E e baixos volumes correntes.
manter PaCO2 entre 28-35 mmHg e decúbito a 45º; modo de ventilação controlada e usar PEEP menor que 5 cm H2O.
manter autoPEEP abaixo de 15 cm H2O; usar volume corrente igual ou menor que 08 ml/kg e manter sedado; elevar a FiO2.
utilizar altas frequências respiratórias e altos volumes correntes; manter PEEP entre 10 e 12 cm H2O e aguardar repouso da musculatura.
Conforme as diretrizes brasileiras de VM como você caracterizaria este paciente.
Paciente em Ventilação Mecânica Prolongada já que só foi indicado desmame após 12 dias de VM.
Desmame simples já que não precisou ser decanulado.
Desmame difícil já que falhou no primeiro (TRE) e necessitou de mais que 05 dias para se obter sucesso.
Desmame irregular com intervalos variados entre os TREs.
Desmame prolongado já que o paciente falhou em mais de 03 tentativas consecutivas, com necessidade de mais de 07 dias de desmame após o primeiro TRE.