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Ainda sobre as disartrias, assinale a alternativa que corresponde à disartria encontrada na doença de Huntington.
Flácida
Espástica
Mista
Hipercinética
Hipocinética
“É uma condição decorrente de uma lesão no cérebro, comumente no hemisfério esquerdo, frequentemente causada por acidentes vasculares cerebrais (AVC’s).”
A definição acima se refere à
Dislalia.
Dislexia.
Afasia.
Disortografia.
Alexia.
Os distúrbios de comunicação estão entre os principais déficits de pessoas que sofrem de demência. O tipo mais frequente é a Doença de Alzheimer, cujas características, de acordo com o consenso do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia são:
Início insidioso e a presença de déficits cognitivos iniciais e mais proeminentes de memória, linguagem, habilidades visoespaciais e funções executivas.
Condição neurodegenerativa de início abrupto, relacionada a fatores externos como tabagismo e doenças prévias como diabetes, hipertensão e outros agravos cardiovasculares.
Doença neurodegenerativa não progressiva, própria do envelhecimento que afeta principalmente, a linguagem.
Neuropatologia com prejuízo principal nas atividades de vida diária, não reconhecimento dos familiares e memória episódica preservada.
Lesões bulbares podem comprometer os pares cranianos V, VII, IX, X e XII, levando a um quadro de disartria flácida.
Certo
Errado
Analise as questões acerca dos exercícios a serem realizados na terapia fonoaudiológica e identifique a única alternativa cujo objetivo NÃO está adequado à atividade.
Apresentar frases escritas para a criança pintar cada palavra com cor diferente. Objetivo: exercitar a segmentação das palavras na frase.
Bombardeio Auditivo: falar 10 palavras com o fonema alvo na posição de onset inicial (no início e final da terapia). Objetivo: exercitar a atenção auditiva e percepção linguística do fonema na palavra.
Jogo de Boliche: colocar sílabas escritas nas garrafinhas (exemplo: 4 sílabas em cada); em cada jogada, verificar os pinos que caíram e selecionar as sílabas para escrever o maior número de palavras. Objetivo: trabalhar a Consciência Fonológica no nível da segmentação silábica.
Cobrir os pontilhados que formam desenhos. Objetivo: trabalhar a coordenação visomotora e freio inibitório.
Sobre o plano terapêutico fonoaudiológico para intervenção na Doença de Parkinson, assinale a alternativa INCORRETA.
Voz rouca, soprosa, trêmula.
Aumento da loudness.
Diminuição da prosódia.
Distúrbio de ritmo.
Imprecisão articulatória.
Na avaliação fonoaudiológica, paciente com 53 anos, homem, com histórico de acidente vascular cerebral em tronco encefálico apresentou as seguintes características de fala e voz: imprecisão na articulação das consoantes, voz rouca, qualidade vocal tensa-estrangulada, monotonia, hipernasalidade e musculatura de fala comprometida nos níveis fonatório, ressonantal e articulatório. Diante dessas características, o fonoaudiólogo pode inferir que esse paciente tem uma disartria
hipocinética.
atáxica.
espástica.
hipercinética.
flácida.
Pessoas com afasia podem apresentar alterações em outras funções cognitivas além da linguagem. Sobre o processamento cognitivo nas afasias, é correto afirmar que:
Alterações de atenção, funções executivas e memória são dissociadas das alterações de linguagem.
Déficits de atenção causam falhas na expressão oral como agramatismo.
Dificuldades de memória causam perseverações na escrita.
Problemas executivos contribuem para o agravamento de determinados quadros afásicos e podem produzir perseverações e estereotipias.
Dificuldades na comunicação da pessoa com afasia são resultado direto de um déficit em alguma habilidade linguística.
A apraxia de fala é um distúrbio de fala de etiologia neurológica no qual há comprometimento da capacidade de programar voluntariamente a posição da musculatura dos órgãos fonoarticulatórios e a sequência dos movimentos musculares para a produção de fonemas e palavras. Em relação à apraxia da fala, analise as afirmativas a seguir.
I. Pacientes com apraxia de fala apresentam acentuada discrepância entre o desempenho da fala automática e da fala espontânea, estando a fala espontânea relativamente preservada. Ela apresenta-se pior que a repetição, além de o paciente apresentar maior tempo de latência na produção do discurso espontâneo.
II. São observados erros fonêmicos, incluindo omissões, adições, repetições e, principalmente, substituições. A repetição de fonemas tende a ser mais fácil de pontos anteriores para posteriores.
III. Os erros de articulação aparecem mais comumente nas palavras que são fundamentais para a comunicação e se acentuam com o aumento da palavra. Os erros em relação à zona de articulação são mais frequentes do que os relacionados ao modo de articulação.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
Pesquisadores e profissionais que trabalham com pessoas com Síndrome de Down (SD) apontam para a falta de sincronia entre o desenvolvimento cognitivo e o de linguagem nesses indivíduos.
Sobre a linguagem na SD, é correto afirmar que:
Após o início da linguagem oral é incomum o uso de vocábulos isolados.
A compreensão e a expressão estão igualmente prejudicadas, na mesma proporção, e esse déficit torna-se mais observável com o desenvolvimento geral da criança.
Na produção oral, observa-se a presença da maioria dos sons da língua materna, os quais ao serem combinados em palavras não sofrem alterações, mas em frases, tornam-se ininteligíveis, omitidos ou contaminados.
O déficit de memória auditiva de curto prazo em crianças com SD não é comum, o que justifica as mesmas não apresentarem prejuízos na aquisição do vocabulário.
Observa-se atraso no desenvolvimento, com diferenças quanto à quantidade, qualidade e diversidade de gestos e palavras, se comparadas com crianças com desenvolvimento típico.
Paciente apresentando paralisia facial periférica, hipoacusia moderada, otalgia e vesículas no meato acústico externo e pavilhão auricular sugere Síndrome de:
Down.
Alport.
Mão - Audição.
Ramsay-Hunt.
O ABFW é um teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário, fluência e pragmática, indicado para crianças de 2 (dois) a 12 (doze) anos de idade.
Um estudante cursando o 1º ano do ensino fundamental I apresentou, no rastreio fonoaudiológico, uma produção fonético/fonológica com trocas, por exemplo /
Os tipos de processos fonológicos encontrados foram
plosivação de fricativas e redução de sílaba.
redução da sílaba e simplificação de líquidas.
plosivação de fricativas e simplificação de encontro consonantal.
frontalizalização de velares e simplificação de encontro consonantal.
As disartrias são um grupo de distúrbios motores de fala de origem neurológica. Sobre a reabilitação da disartria flácida, podemos afirmar que:
-
I.A conduta terapêutica deve incluir os princípios do tratamento neuromuscular (NMT) em sessões estruturadas
II.O fortalecimento para alongar os músculos e o uso corretamente as AFOs, além da terapia vocal indireta.
III.O alvo da reabilitação deve ser a melhor comunicação possível do paciente, passando por etapas gradativas.
IV.Inicia-se pela função respiratória, modificação eficaz da emissão sonora e adequação da ressonância, fonação, articulação e prosódia.
-
É CORRETO o que se afirma em:
I, II e III, apenas.
II e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
A doença que tem como os principais sinais acinesia/ bradicinesia, rigidez, tremor e alteração do reflexo postural e resulta primeiramente na perda dos neurônios dopaminérgicos no caminho estriatonigral é a
Esclerose Lateral Amiotrófica.
Doença de Parkinson.
Distonia Muscular.
Esclerose Múltipla.
A afasia é um distúrbio de linguagem adquirido após lesão cerebral, que afeta algumas ou todas as modalidades de linguagem: expressão e compreensão da fala, leitura e escrita. Aproximadamente, um terço das pessoas que sofrem acidente vascular cerebral apresenta afasia. A classificação clínica das afasias baseia-se nos desempenhos do paciente quanto às habilidades linguísticas. Qual afirmativa descreve a afasia de Broca?
É a afasia mais grave, caracterizada por comprometimento significativo da expressão e da compreensão oral e gráfica. Muitas vezes o paciente apresenta mutismo na emissão oral e sua comunicação está restrita a estereotipias e automatismos. Há supressão da emissão gráfica.
Também conhecida como afasia motora, a expressão oral pode estar comprometida em diversos graus, gerando grande dificuldade para falar, mas com compreensão, mantendo-se preservada ou levemente comprometida. Está relacionada a lesões no lobo frontal do cérebro.
A compreensão nessa afasia está gravemente comprometida e há dificuldade de repetição e nomeação. A fala é fluente, sem considerar o interlocutor, caracterizada por jargões e neologismos. A compreensão da escrita também é prejudicada. Está relacionada à lesão do córtex auditivo primário, que prejudica a decodificação necessária para a compreensão da linguagem falada.
Nesse caso, o paciente é capaz de realizar repetição, porém sem necessariamente compreender o que está sendo dito. A fala é fluente, porém vazia, com parafasias semânticas. A compreensão da linguagem falada é muito precária, e só existe entendimento de palavras frequentemente usadas pelo paciente. A compreensão da escrita também está alterada, e é possível que o paciente apresente leitura em voz alta, mas sem compreender o que leu. O comprometimento nessa afasia é devido à lesão da área posterior do cérebro.
Caracterizada basicamente por alterações semânticas, estando o acesso lexical prejudicado. O discurso caracteriza-se por parafasias semânticas, perífrases e anomia. Essa afasia muitas vezes é a evolução das afasias de Wernicke ou transcortical sensorial, estando a compreensão oral já recuperada ou levemente comprometida. Na escrita, podem ser encontradas as mesmas falhas do discurso oral e a leitura geralmente está preservada.
As Paralisias Cerebrais (PC) são representadas por um grupo de desordens decorrentes de uma lesão não progressiva no sistema nervoso central. Assinale a alternativa que descreve corretamente o tipo de Paralisia Cerebral e as alterações encontradas.
Na PC Espática, são comuns reflexos propioceptivos exagerados e fraqueza muscular sem refinamento de movimento.
Na PC Hipotônica, são comuns apresentarem hipermobilidade articular e dificuldade de controle postural, tendo um baixo limiar de estimulação e um estado de alerta normal e sem variações.
Na PC Atetoide, por lesão nos gânglios basais, é comum uma falha no controle de atividades automáticas resultando em movimentos voluntários e tônus normal.
As PC Atáxicas geralmente vêm associadas a outros tipos de PC, mas, quando pura, associase a lesões no cerebelo causando hipotonia e movimento, precisos e rápidos.
Tanto na PC Hipotônica quanto na Atetoide, há um predomínio de estados de alerta altos e com manutenção de posturas fixas.
Nas disfonias neurológicas, os achados da avaliação clínica fonoaudiológica podem sugerir indícios de comprometimentos neurológicos. De acordo com Behlau, quando um paciente neurológico apresenta uma voz muito grave, pode ser indício de
perda do controle de variação de intensidade pela resistência glótica que pode acontecer em alterações extrapiramidais.
perda do controle fino de frequência e intensidade, que pode acontecer em alteração central cerebelar.
comprometimento de regime vibratório duplo e diferença de tensão entre as pregas vocais, por exemplo, em casos de desnervação.
incapacidade de encurtar as pregas vocais com predomínio da ação do cricotireóideo, geralmente compensatória à paralisia de nervo recorrente.
incapacidade de alongar as pregas vocais, geralmente por paralisia de nervos laríngeos superiores.
As disartrias são desordens causadas por alterações neurológicas que podem manifestar o(s) seguinte(s) sintoma(s):
dificuldades para desempenhar habilidades de movimento de face, lábios e língua, porém com articulação de fala preservada.
déficits de sensibilidade nas modalidades perceptivas e propioceptivas envolvendo também transtornos relacionados à expressão de símbolos por meio da comunicação gráfica.
falhas articulatórias, voz tensa estrangulada, dificuldades de compreensão da linguagem oral envolvendo processos centrais de significação.
mudanças do estado de humor, dificuldades de seleção de palavras e formação de mensagens.
articulação de fala imprecisa, voz monótona, voz tensa, velocidade de fala variável e pausas inapropriadas.
Em geral, afasia é o comprometimento da linguagem após dano cerebral. O comprometimento da linguagem de uma pessoa com afasia pode variar em termos de gravidade e de envolvimento das habilidades necessárias para se comunicar, incluindo tanto a expressão como a compreensão oral da linguagem, a leitura e a escrita. Atualmente, os sintomas de linguagem manifestados pela pessoa com afasia têm sido agrupados no que se denominam síndromes afásicas, que representam os tipos de afasias. A classificação mais conhecida mundialmente é aquela que divide as afasias em fluentes e não fluentes. Sobre as afasias não fluentes, assinale a alternativa correta.
A estrutura das frases está relativamente intacta, mas há falhas nos significados.
A fala é lenta, pausada e com esforço.
O indivíduo é capaz de produzir fala encadeada.
São características de afasia de Wernicke.
A fala apresenta gramática preservada.
Paciente de sexo masculino, de 45 anos com pós-AVCi, apresentou na avaliação fonoaudiológica as seguintes manifestações: foi capaz de realizar muito bem as provas de repetição sem, necessariamente, compreender o que repetiu; emissão oral fluente com presença de parafasias semânticas, anomias e circunlóquios; compreensão da escrita alterada, embora a leitura em voz alta é boa com a presença de algumas parafasias, mas não foi capaz de compreender o que leu; teve melhor desempenho no ditado do que nas provas de escrita espontânea. Diante de tais manifestações, o fonoaudiólogo pode inferir que se trata de uma afasia do tipo
amnéstica/anômica.
transcortical sensorial.
transcortical motora.
transcortical mista.
condução.