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A disfagia neurogênica é uma dificuldade para engolir alimentos causada por danos no sistema nervoso. A disfagia é um sintoma, não uma doença, e pode ser causada por diversos fatores. São causas de disfagia neurogênica
acidente vascular cerebral e doença de Parkinson.
laringectomias parciais horizontais e resseções da língua.
acalasia e megaesôfago chagásico.
divertículo de Zenker e estenose do cricofaríngeo.
A disfagia é um sintoma que requer reabilitação fonoaudiológica assim que identificado. Uma das estratégias de reabilitação envolve o uso de manobras voluntárias, como:
o ataque vocal brusco favorece o maior rebaixamento laríngeo
a deglutição supraglótica tem como principal objetivo proteger a nasofaringe durante a deglutição
a manobra de Mendelsohn promove o fechamento rápido da transição faringoesofágica
o exercício de Shaker contribui para o fortalecimento dos músculos do pescoço e para a redução de resíduos e estase nos recessos piriformes.
A disfagia orofaríngea é um sintoma que guarda relação com qualquer alteração no ato de engolir que torne a ingestão oral insegura, ineficiente ou desconfortável; o tratamento desse sintoma deve ter como premissa garantir o processo de deglutição segura, bem como a nutrição e a hidratação adequada do indivíduo.
Certo
Errado
Os principais músculos da inspiração são:
Diafragma e intercostais externos.
Pulmão e intercostais.
Diafragma e pulmão.
Intercostais externos, internos e medianos.
É comum o idoso internado reduzir sua ingestão calórica por inapetência e/ou disfagia, o que pode levar a deficiências nutricionais. A terapia nutricional deve ser indicada em casos de desnutrição ou em risco de desenvolve-la, ingestão oral inferior a 75% da oferta alimentar, disfagia, doenças catabólicas e/ou perda de peso involuntária superior a 5% em 3 meses ou maior que 10% em 6 meses.
Sobre os objetivos da terapia nutricional em geriatria, analise as afirmativas a seguir.
I. Oferece energia, proteína e micronutrientes.
II. Aumenta o ganho lipídico e proteico.
III. Reduz a morbidade e a mortalidade.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Dado o contexto da fisiologia da deglutição em sua primeira fase, associe as colunas relacionando os nervos cranianos com suas respectivas funções:
Coluna 1
A.Trigêmeo.
B.Facial.
C.Hipoglosso.
Coluna 2
(__)Tensão das bochechas.
(__)Movimento de mandíbula.
(__)Movimento da língua.
Assinale a alternativa cuja a sequência da associação, de cima para baixo, esteja CORRETA:
A, C, B.
C, B, A.
B, C, A.
B, A, C.
Os músculos dos lábios que participam ativamente das funções estomatognáticas na mastigação correspondem:
Orbicular dos lábios, zigomático maior, zigomático menor e bucinador.
Orbicular dos lábios, digástrico e esternocleidomastoideo.
Orbicular dos lábios, zigomático menor, digástrico, estapédio e genioglosso.
Orbicular dos lábios, zigomático maior, genioglosso e hipoglosso.
Orbicular dos lábios, zigomático maior, zigomático menor e masseter.
Nos bebês, a disfagia funcional se dá pela imaturidade dos reflexos orais. Por isso, é importante que ela seja caracterizada para que sejam propostas condutas de estimulação que propiciem as melhores condições de desenvolvimento para os bebês prematuros.
Com base na observação do comportamento caracterizada como prontidão, assinale a opção que apresenta os principais sinais clínicos sugestivos de incoordenação na deglutição.
Tosse, engasgo, sialorreia e hipotonia.
Tosse, engasgo, sialorreia, vômitos, alterações do padrão respiratório, ruído respiratório, apneia e deglutições múltiplas.
Dislalia, disfonia, disfagia, sonolência pós prandial, tosse, engasgo, hipotonia, apneia, estridor e refluxo gastro esofágico.
Refluxo nasal, sonolência pós prandial, disfonia, alteração de tônus, vômitos, náusea e refluxo gastroesofágico.
Sonolência pós prandial, refluxo gastroesofágico, alterações respiratórias, apneia, alteração de tônus e estridor.
A Disfagia Infantil também pode originar-se de:
sabor dos alimentos;
quantidade de sódio na refeição;
desordem do sistema nervoso;
forma de preparo dos alimentos;
excesso de glúten.
São inúmeras as causas de disfagia na criança. Alguns autores dividem por doenças que acometem as diversas regiões dos tratos respiratórios e digestivo superior. Sobre os defeitos congênitos da laringe, da traqueia e do esôfago, avalie os itens a seguir.
I. Fístula traqueoesofágica.
II. Fendas laringotraqueoesofágicas.
III. Estenose e membrana de esôfago.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Na prática fonoaudiológica, a disfagia na população infantil tem sido recorrente, principalmente entre recém-nascidos prematuros. Além da avaliação clínica, que é soberana, qual é o exame complementar indicado para avaliar a deglutição?
Radiografia de esôfago-estômago-duodeno.
Videofluoroscopia.
pHmetria.
Cistoscopia.
Ultrassonografia abdominal total.
A detecção do risco para disfagia é multiprofissional e pode ter como pilar alguns componentes, como doenças de base, antecedentes, comorbidades, sinais clínicos de aspiração, complicações pulmonares e funcionalidade da alimentação.
Os profissionais da equipe mínima podem identificar situações de risco para disfagia por meio de checagem de critérios de risco, sem necessariamente oferecer alimento.
Assinale a opção que apresenta alguns desses critérios.
Tosse, engasgo, disartria, apneia e perda de peso.
Tosse, engasgo, disfonia, disartria e desidratação.
Tosse, engasgo, voz molhada, dispneia e perda de peso.
Tosse, engasgo, disartria, desidratação e perda de peso.
Tosse, engasgo, voz molhada, disfonia e desnutrição.
Na avaliação da disfagia orofaríngea neurogênica, é fundamental que o fonoaudiólogo utilize métodos objetivos para avaliar a função de deglutição e identificar eventuais aspirações silenciosas. O exame mais indicado, que permite a visualização direta das fases da deglutição e a detecção de penetração ou aspiração de alimentos, é:
Videodeglutograma.
Teste de Deglutição com Água.
Avaliação Clínica de Deglutição.
Escala de Severidade da Disfagia (EAT-10).
Tomografia computadorizada.
Diversos nervos cranianos fazem parte do processo da deglutição, dentre eles, o nervo Vago (X) participa da:
fase oral e fase faríngea
fase faríngea e fase esofágica
fase preparatória oral e fase oral
fase preparatória oral e fase faríngea
Os músculos mastigatórios exercem uma força e transferem para a mandíbula que se articula realizando um movimento complexo que é a soma dos movimentos de elevação, abaixamento, projeção, retroprojeção e lateralidade.
O músculo da mastigação que se origina no arco zigomático, se insere no ramo da mandíbula e tem como função elevar e protrair a mandíbula é denominado
masseter.
digástrico.
temporal.
pterigódeo medial.
pterigóideo lateral.
Os seres humanos apresentam, quando nascem, funções inatas, que possibilitam sua sobrevivência, e adquirem outras no decorrer do tempo. Tais funções são denominadas de estomatognáticas: respiração, sucção e deglutição (inatas), mastigação e fala (funções aprendidas).
A sucção é uma das primeiras funções estomatognáticas a aparecer, e possui diferença quanto ao seu padrão. Diante disto, assinale a alternativa correta:
O padrão suckling é o primeiro a ser desenvolvido, durante a 24ª semana de gestação e perdura até por volta de 3 meses de vida.
O padrão sucking caracteriza-se pelo movimento poster anterior da língua e irá favorecer o crescimento da região mentual.
O padrão suckling surge por volta do 6º mês de idade cronológica, em que os músculos da língua já possuem força e a mandíbula já apresenta excursões verticais.
Todas as alternativas estão corretas.
Distúrbios da deglutição na fase faríngea podem ocorrer em razão de:
I. Alterações na movimentação do palato, com vedação velofaríngea incompleta.
II. Distúrbios na movimentação da musculatura facial, com vedação labial incompleta.
III. Alteração na adução das pregas vocais (PPVV), pregas vestibulares ariepiglóticas. e contração das pregas
IV. Presença de tosse e pigarro, e eficiência dos reflexos de proteção laríngea.
Está(ão) correta(s):
I, II, III e IV.
Apenas I e III.
Somente I.
Apenas II e IV.
O fonoaudiólogo é o profissional responsável pela reabilitação funcional da deglutição. As manobras facilitadoras e posturais são de grande utilidade na reabilitação do paciente disfágico, uma vez que parte do treino de retomada da alimentação por via oral é baseada nas manobras que se mostram mais efetivas, considerando a anatomia e fisiologia do paciente.
Em relação às manobras posturais de cabeça utilizadas na reabilitação das disfagias, assinale a alternativa incorreta.
A cabeça para baixo é indicada para indivíduos com atraso de deglutição faríngea, com fechamento laríngeo reduzido e com redução da retração da base da língua.
A cabeça para trás é indicada para indivíduos que apresentam broncoaspiração, favorecendo o fechamento do ádito da laringe com a base da língua durante a deglutição.
A cabeça inclinada para o lado não comprometido é indicada para indivíduos que apresentam disfunção unilateral de língua, associadas a desordens faríngeas, fazendo com que o bolo seja impulsionado para o lado mais eficiente.
A cabeça virada para o lado comprometido deve ser utilizada em indivíduos com paresia faríngea unilateral, direcionando o bolo durante a deglutição para a hemifaringe funcional.
Não há contraindicações específicas de indicação de videoendocoscopia (nasofibroscopia) e videofluoroscopia da deglutição para os pacientes oncológicos, diferentemente de outras doenças de base da disfagia. Porém, deformidades anatômicas do tumor ou decorrentes do tratamento oncológico podem limitar a possibilidade de execução desses exames.
Assinale a alternativa que corrobora com o excerto.
Investigações longitudinais da função da deglutição, especialmente quando houver suspeita de resíduos em faringe e hipofaringe, por meio de nasofibroscopia, por se tratar de um método muito invasivo, não podem ser indicadas para pacientes oncológicos.
As desvantagens concernentes à realização da nasofibroscopia, ainda que como método muito invasivo, sempre serão menores para os pacientes oncológicos do que as de qualquer outro método radiológico investigativo de disfagia para esses pacientes.
Os questionários de qualidade de vida, doenças específicas ou funções específicas, devem ser aplicados aos pacientes com câncer de cabeça e pescoço em substituição a qualquer exame investigativo de disfagia.
A videofluoroscopia é o exame padrão-ouro na avaliação da deglutição. A eleição desse exame, a despeito de qualquer desvantagem, sempre se converterá na melhor opção para as investigações dos pacientes oncológicos.
A videofluoroscopia é um exame radiológico de radiação cumulativa. Para pacientes que fizeram a radioterapia, as reavaliações por meio desse tipo de exame devem ser indicadas com critério.
Quanto a deglutição, estão corretas, EXCETO:
A fase antecipatória envolve o planejamento e execução, ao envolver estruturas como o córtex pré-motor, córtex sensório-motor e núcleos da base.
A alteração da deglutição na Doença de Alzheimer geralmente ocorre em um período de acometimento em que a enfermidade está de moderada à grave.
A fase faríngea é involuntária e é desencadeada com a presença do bolo alimentar na câmera faríngea, com elevação e posteriorização da laringe e pausa respiratória.
A alteração da deglutição na Demência Frontotemporal apresenta início variável, todavia, geralmente tardio.
Entre os sinais clínicos de aspiração durante e após a alimentação, é possível constatar a presença de tosse, engasgo, voz molhada e dispneia.