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Para o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico podem ser necessários diversos exames. Um deles é a:
radiografia de tórax
videoendoscopia da deglutição
colonoscopia
videofluroscopia
cintilografia esofagogástrica
A atuação fonoaudiológica nos tumores de cavidade oral, orofaringe, laringe e faringe é ampla e complexa. Nas ressecções de parede posterior de faringe e/ou ressecções de base de língua, acarretam geralmente quadros de disfagia importantes em adultos, assinale a alternativa que apresenta o que é possível observar.
Risco de aspirações e dificuldade na propulsão do bolo com alterações na transição da fase oral para a fase faríngea
Refluxo gastroesofágico e diminuição importante da motilidade esofágica
Queimação retroesternal e refluxo nasal
Estase de alimentos nos seios piriformes e pobre elevação laríngea
Diminuição do movimento da língua e pigarro excessivo
As propostas terapêuticas Fonoaudiológicas na disfagia neonatal deverão respeitar as peculiaridades de cada caso e tem como recursos, exceto:
A indução dos automativos orais ausentes ou incompletos pelas técnicas específicas como tapping, massagens, estímulos gustativos, de acordo com o reflexo que se deseje elicitar.
O estímulo térmico gelado é indicado para recém-nascido pré-termo.
Cuidados quanto à postura, durante a estimulação e alimentação, variando de acordo com a necessidade do caso, mas, de maneira geral deve-se utilizar a postura simétrica e semi-elevada, evitando a extensão ou flexão de cabeça exagerada
Recém-nascidos com fissuras lábio-palatais devem ser alimentados em decúbito elevado a 90o
O tipo de bico, variando tamanho, forma e luz do furo, pode favorecer a alimentação por via oral mais segura e efetiva, de acordo com a necessidade do caso, lembrando que o bico ortodôntico exige um esquema de ação motora oral mais próxima do necessário à movimentação no seio materno.
Acerca dos testes de diapasão, podemos afirmar que, no Teste de Weber, o diapasão é colocado
na mastoide do paciente e pressiona-se o trago, obliterando o conduto auditivo externo.
(por sua base) inicialmente na mastoide e, em seguida, sobre o trago, comprimindo-o sobre a abertura do meato acústico externo de modo a fazer deste um tubo fechado.
alternadamente, na mastoide do paciente e do examinador, a audição deste é considerada normal.
sobre a mastoide até que o paciente refira que não está mais escutando o som, momento este em que o diapasão é colocado junto ao cae cerca de 2 cm do mesmo, com os arcos no sentido perpendicular ao ouvido (para se evitar a zona muda).
na linha média da fronte, da calota craniana ou junto aos dentes incisivos.
O nervo hipoglosso inerva os seguintes músculos supra-hióideos:
hioglosso e genioglosso.
palatoglosso e estilofaríngeo.
estiloglosso e palatoglosso.
longitudinal superior e transverso.
gênio-hióideo e tireo-hióideo.
Um dos fatores de risco para disfagia em pacientes hospitalizados é uma síndrome que se inicia subitamente, tem curso flutuante e manifesta-se por comprometimento global das funções cognitivas, do distúrbio de atenção e do ciclo sono/vigília, e da atividade psicomotora anormalmente elevada ou reduzida. Essa afecção é denominada:
Demência frontotemporal.
Miastenia gravis.
Delirium.
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
A deglutição é um processo complexo que envolve uma evolução progressiva de diversas estruturas anatômicas para garantir o transporte seguro do alimento da boca até o estômago. Esse processo pode ser dividido em fases. Cada fase requer uma atuação, como descrito nas afirmativas a seguir. Marque a alternativa falsa:
A fase oral da deglutição é voluntária, responsável pelo movimento do bolo alimentar da cavidade oral até a orofaringe
A fase faríngea da deglutição é voluntária e se inicia quando o bolo alimentar chega à faringe por meio do movimento ondulatório da língua, tendo duração de 10 segundos.
Os processos como a mastigação do alimento para triturar e degustar o seu sabor, umidificação pela saliva e movimento do alimento na boca, ocorrem na fase oral da deglutição.
A fase esofágica da deglutição, quando dentro da normalidade, dura aproximadamente 5 segundos e é involuntária. Inicia com a abertura da transição entre a faringe e o esôfago, em seguida se desencadeiam ondas peristálticas que transportam o alimento até o estômago.
Na fase faríngea da deglutição ocorre ativação do mecanismo de proteção da laringe, com sua elevação e fechamento pela epiglote e pregas vocais.
Sobre o controle neurológico da deglutição, indique a afirmativa correta.
A deglutição normal ocorre apenas na fase voluntária e não está associada a atividades involuntárias.
O tronco encefálico é uma área do sistema nervoso central de suma importância para a coordenação e execução da deglutição.
Os centros corticais têm pouco papel na deglutição, que é controlada, exclusivamente, por vias reflexas.
A deglutição não requer a integração entre o sistema nervoso central e periférico.
A intervenção fonoaudiológica na fase aguda do Acidente Vascular Encefálico (AVE) visa, reconhecendo e reabilitando precocemente a disfagia, minimizar o risco de complicações, reduzir o tempo de internação e o retorno à independência funcional. Considerando o exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. A reabilitação da disfagia em pacientes com sequela de AVE é baseada nos princípios da neuroplasticidade e envolve estratégias que visam a recuperação ou compensação de habilidades sensoriomotoras, considerando as fases da deglutição afetadas pelo evento neurológico.
II. Exercícios miofuncionais envolvendo estruturas orofaringolaríngeas não são indicados na reabilitação do paciente com sequela de AVE, pois, para ajustes de amplitude, força ou controle muscular, utilizam-se recursos como a eletroestimulação neuromuscular funcional, a bandagem elástica e o biofeedback.
III. Modificações nas consistências, volumes e modo de oferta, bem como a incorporação de manobras posturais e de proteção, costumam integrar o plano terapêutico por interferirem diretamente na biomecânica da deglutição, apesar de escassas as evidências científicas que comprovem a sua eficácia nesta população.
Está correto o que se afirma apenas em
I.
I e II.
I e III.
II e III.
Os instrumentos para avaliação complementar da deglutição são importantes e fundamentais para diagnóstico e reabilitação da disfagia orofaríngea. Uma das dificuldades no manejo desses pacientes é identificar as aspirações silentes, que promovem pneumonias aspirativas e comprometimento clínico, com agravamento da sua doença de base.
Qual é a avaliação complementar da deglutição considerada “padrão-ouro” para fazer diagnóstico das aspirações silentes?
Videoendoscopia da deglutição.
Videofluoroscopia da deglutição.
Avaliação clínica funcional.
Eletromiografia de superfície.
Manometria faringoesofágica digital.
Jotz et al, na obra Tratado da deglutição e disfagia no adulto e na criança, relatam que a intervenção fonoaudiológica nas sequelas advindas da radioterapia ainda não tem o seu real valor estabelecido, uma vez que não há contribuições científicas que comprovem sua efetividade. Por ainda ser um tema pouco discutido em cursos e congressos, ainda é bastante interrogada a sua indicação.
De acordo com os autores,
ainda há importantes contribuições, principalmente no que se refere ao diagnóstico precoce, na qualidade de vida ou, no mínimo, na orientação de compensação das sequelas.
o fonoaudiólogo deve se concentrar em outras áreas, nas quais seu atendimento será mais efetivo, além de reconhecido cientificamente.
as alterações advindas da radioterapia não alteram de forma alguma as funções fisiológicas estomatognáticas e de deglutição.
tal fato não corresponde a nenhuma surpresa, uma vez que o tratamento para este tipo de patologia, ainda que muito invasivo, também não é promissor.
talvez, mesmo a contribuição para o aumento da qualidade de vida seja irrelevante frente às grandes sequelas iatrogênicas deixadas pelo severo tratamento.
Segundo Magalhães e Magnoni (2022), nos pacientes oncológicos, principalmente com câncer de cabeça e pescoço, há modificações na anatomia e é importante conhecê-las para melhor avaliação.
Observe o exame a seguir:

(Magalhães e Magnoni: Disfagia orofaríngea no adulto
em ambiente hospitalar. Rubio, 2022. p. 89)
O resultado do exame apresentado é compatível com um exemplo de
presença de pseudo-valécula.
barra cricofaríngea.
presença de fístula.
estenose esofágica.
anatomia após laringectomia.
A respeito de disfagia, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Disfagia é a percepção da dificuldade da passagem do bolo alimentar da boca ao estômago.
( ) Nos distúrbios que envolvem o esôfago, os pacientes percebem a obstrução abaixo da fúrcula, sendo provável que a lesão esteja localizada, especificamente, no esôfago superior, próximo à glote.
( ) A disfagia esofágica pode ter origem neurológica, infecciosa, miopática ou estrutural.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
Indivíduos submetidos à ventilação mecânica via intubação endolaríngea e/ou traqueostomia costumam apresentar alteração na deglutição, caracterizando disfagias orofaríngeas dos mais variados graus, resultando em aspiração.
Esses procedimentos podem acarretar
incoordenação entre deglutição e respiração, prejuízos na fase oral e faríngea, incluindo alteração no trânsito oral e formação do bolo, retardo no disparo da deglutição, resíduos na faringe e recessos piriformes, redução da adução glótica durante a deglutição, diminuição da elevação laríngea, dessensibilização da faringe, laringe e diminuição da pressão aérea subglótica, aumentando risco de broncoaspiração.
fase oral e faríngea com diminuição do trânsito oral pela xerostomia, retardo no disparo da deglutição, resíduos na faringe e recessos piriformes, redução da adução glótica durante a deglutição, diminuição da elevação laríngea, dessensibilização da faringe, laringe e aumento da pressão aérea subglótica, aumentando risco de broncoaspiração.
fase oral e faríngea com diminuição do trânsito oral pela xerostomia, retardo no disparo da deglutição, resíduos na faringe e valéculas, redução da adução glótica durante a deglutição, aumento da elevação laríngea, dessensibilização da faringe, laringe a aumento da pressão aérea subglótica, aumentando o risco de broncoaspiração.
incoordenação entre deglutição e respiração, prejuízos na fase oral e faríngea, incluindo alteração no trânsito oral e formação do bolo, retardo no disparo da deglutição, resíduos na faringe e recessos piriformes, redução da adução glótica durante a deglutição, aumento da elevação laríngea, aumento da sensibilidade da faringe, laringe e aumento da pressão aérea subglótica, aumentando risco de broncoaspiração.
diminuição da sensibilidade intra oral, sialorreia, tosse, engasgos gerando resíduos na faringe e recessos piriformes, redução da adução glótica durante a deglutição, diminuição da elevação laríngea, dessensibilização da faringe, laringe e aumento da pressão aérea subglótica, aumentando o risco de broncoaspiração.
A mastigação é dividida em três fases distintas, incisão, trituração e pulverização. Qual é o papel de cada fase no preparo do alimento para a deglutição?
A fase de incisão é responsável por quebrar os alimentos em pedaços pequenos, enquanto a fase de trituração envolve a mistura dos alimentos com saliva, e a pulverização finaliza a mastigação com a absorção dos nutrientes.
Durante a fase de incisão, os dentes incisivos cortam os alimentos; na fase de trituração, os dentes pré-molares e molares quebram esses pedaços em fragmentos menores; e a pulverização transforma o alimento em uma pasta adequada para a deglutição.
A fase de incisão envolve apenas os dentes molares, responsáveis pela quebra inicial dos alimentos; a trituração envolve os dentes incisivos, e a pulverização é feita pela língua.
Incisão é o processo de moer os alimentos, enquanto a trituração envolve cortar os alimentos em pequenos pedaços, e a pulverização acontece quando o alimento é dissolvido pelos sucos digestivos.
Uma das funções do sistema estomatognático é a mastigação, que favorece o desenvolvimento dos ossos maxilares, envolve atividades neuromusculares e digestivas e corresponde ao estágio inicial da digestão, um processo fisiológico complexo cujo início é automático. Sobre a mastigação, analise as afirmativas a seguir.
I. A mastigação mais recomendada é aquela que contém equilíbrio das funções dos músculos, dentes e ossos, sendo realizada de forma bilateral e composta pelas fases antecipatória, incisão, oral, trituração e pulverização.
II. No envelhecimento, é possível observar alterações mastigatórias decorrentes de perdas dentárias, dificultando a trituração do alimento, formação do bolo alimentar e perda do tônus dos músculos que são responsáveis pelos movimentos mastigatórios.
III. Na terapia fonoaudiológica, é importante o trabalho com uma variedade de alimentos, de diferentes consistências, a fim de estimular os aspectos sensoriais, embora não há evidência que favoreça o treino da coordenação muscular, o aumento do tônus e o número de golpes mastigatórios.
IV. A duração e o número dos ciclos mastigatórios, assim como o tempo de mastigação até o momento da deglutição estão relacionados com as características do bolo alimentar. A saliva também é facilitadora do processo mastigatório. Por isso, quanto maior o fluxo salivar, menor a quantidade de ciclos mastigatórios para alimentos mais consistentes.
Está correto o que se afirma apenas em
I e III.
II e IV .
I, II e IV.
II, III e IV.
Estão entre os principais achados fonoaudiológicos de pacientes com queimadura em cabeça e pescoço (queimaduras de segundo e terceiro graus, e sequelas de queimadura, corrosão e geladura da cabeça e pescoço):
I. Hiperfunção da musculatura facial.
II. Alterações e/ou adaptações durante as funções miofuncionais orofaciais de respiração, mastigação e deglutição.
III. Oclusão parcial ou ausência de oclusão de lábios e olhos.
Quais estão corretos?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Sobre as manobras voluntárias de deglutição, segundo o Consenso Brasileiro de Nutrição e Disfagia em idosos hospitalizados, analise as afirmativas a seguir.
I. Escolha do utensílio, cabeça fletida, cabeça em extensão e cabeça virada para o lado comprometido.
II. Cabeça virada para o lado comprometido, deglutição com esforço, deglutição múltipla, manobra de Kasaki e manobra de Masako.
III. Deglutição de esforço, múltipla, supraglótica e supersupraglótica, manobra de Mendelsohn, alternância de consistência durante a deglutição e manobra de Masako.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
O exame de maior utilidade na investigação diagnóstica da disfagia que, quando precedido de uma anamnese clínica adequada, consegue caracterizar convenientemente o grau de disfunção e frequentemente, identificar a causa da anomalia com grande precisão e, é considerado o método objetivo padrão-ouro utilizado com maior frequência, denomina-se
videofluoroscopia da deglutição.
videoendoscopia da deglutição.
fibronasofaringolaringoscopia.
videonasofibroscopia.
videodeglutograma.
A deglutição consiste em um processo sinérgico composto por fases intrinsecamente relacionadas sequenciais e harmônicas.
A identificação precoce da disfagia orofaríngea e seu respectivo tratamento devem ser iniciados ainda na UTI com o objetivo de minimizar os impactos da broncoaspiração.
Relacione o procedimento de avaliação com suas respectivas características:
1. Avaliação da deglutição.
2. Teste do corante azul.
3. Avaliação da biomecânica da deglutição.
( ) Procedimento bastante difundido para análise da broncoaspiração salivar, por ser simples e de baixo custo.
( ) O padrão ouro é a avaliação clínica fonoaudiológica, incluindo os aspectos morfofuncionais orofaríngeos e o exame objetivo complementar.
( ) Contempla a avaliação funcional a ser realizada idealmente com a possibilidade de deflação do cuff, adaptação da válvula de fala e consistência alimentar de segurança de acordo com cada caso.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
1 – 3 – 2.
3 – 2 – 1.
3 – 1 – 2.
2 – 3 – 1.
2 – 1 – 3.