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Disfagia Mecânica e Disfagia Neurogênica são dois tipos distintos de disfagia, que é a dificuldade de deglutição, cada uma com suas causas específicas. Dadas as alternativas abaixo, assinale a relacionada à Disfagia Neurogênica:
Anéis Esofágicos ou Divertículos.
Cirurgias ou Traumas.
Estenose Esofágica.
Polineuropatias.
A mastigação é um padrão essencial na alimentação oral, sendo considerada adequada quando envolve movimentos rotatórios da mandíbula, ciclos mastigatórios em ambos os lados da boca e ocorre com os lábios ocluídos. Estes aspectos são definidos na literatura como mastigação:
bilateral simples
bilateral alternada
unilateral alternada
alternada de mordida
A videofluoroscopia da deglutição define a anatomia e a fisiologia da deglutição, combinando diferentes consistências, quantidades, posturas e manobras facilitadoras para que a avaliação radiológica contribua no diagnóstico, no grau da severidade, na etiologia da disfunção e na reabilitação do paciente disfágico.
Entre as alterações possíveis da fase preparatória e oral da deglutição, assinale a afirmativa correta.
Escape do bolo para orofaringe, estase em valéculas e aspiração.
Incontinência labial, aumento do trânsito oral e estase na cavidade oral.
Tempo de trânsito oral normal, elevação laríngea diminuída e penetração.
Aumento do trânsito oral, escape anterior, penetração e aspiração.
Tempo de trânsito oral normal, estase na cavidade oral e escape posterior precoce.
No quadro de paralisia facial periférica, a função de mastigação poderá acontecer com ciclos lentos, inconsistentes e presença de resíduos alimentares na bochecha após a deglutição. Nesse quadro, a reabilitação deve abranger uma abordadem miofuncional, com exercícios que favoreçam o aumento da tonicidade da musculatura relaxada, o aquecimento e o aporte sanguíneo à região.
Certo
Errado
A atuação fonoaudiológica na abordagem terapêutica ao paciente disfágico envolve, dentre outras abordagens, a realização de manobras, sendo esta escolha criteriosa e relacionada diretamente à alteração funcional. Correlacione cada manobra abaixo à sua definição correspondente:
I.Manobra supraglótica
II. Manobra de Masako
III. Manobra de Mendelsohn
IV. Manobra de Shaker
( ) Manobra de limpeza faríngea. Orienta-se que o paciente prenda a língua entre os dentes e realize a deglutição.
( ) Manobra de proteção de vias respiratórias. Orienta-se o paciente a respirar fundo, prender a respiração, engolir forte e tossir logo após a deglutição.
( ) Manobra, muitas vezes, de difícil execução. Orienta-se o paciente a deglutir e, quando a laringe estiver elevada, solicitamos que o paciente a segure em cima, por alguns segundos, no momento da deglutição.
( ) Manobra para aumento da força da musculatura laríngea. Orienta-se que o paciente, deitado em uma superfície plana, levante apenas a cabeça e olhe os próprios pés fixamente, sem tirar os ombros da superfície.
II, I, III, IV
I, II, III, IV
IV, I, II, III
III, IV, I, II
Analise as afirmativas a seguir:
I. A atuação fonoaudiológica com disfagia orofaríngea em nosso país não alcançou proporções significativas, porque é uma área irrelevante, cientificamente falando.
II. As técnicas terapêuticas e a eficácia da reabilitação em disfagia orofaríngea nunca foram estudadas, pois não são importantes.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
A reabilitação das disfagias visa à obtenção da funcionalidade da deglutição, dentro dos limites individuais, buscando‐se eliminar riscos de penetração laríngea e/ou aspiração traqueal de saliva e alimentos, melhorar as condições nutricionais e de hidratação, e retomar a alimentação por via oral, quando e o quanto possível. No processo terapêutico são selecionados exercícios para cada estrutura que precisa ser reabilitada. Sobre os exercícios utilizados na reabilitação das disfagias, é CORRETO afirmar:
Para reflexos patológicos de procura e travamento, faz‐se aplicação de toques rápidos, localizados e sem pressão nas regiões em que os reflexos são desencadeados.
Para ganho de tônus, pode ser realizada massagem com movimento de modo rápido, vigoroso e no sentido da contração muscular.
Quando for necessário relaxar, o movimento é lento, com pressão e no sentido contrário da fibra muscular.
Para melhora da mobilidade utilizam‐se exercícios de sustentação de movimento e contra resistência com espátula, ou apoio do dedo.
A incidência da disfagia na população pediátrica tem aumentado possivelmente como resultado da melhora nas taxas de sobrevivência de crianças com histórico de prematuridade, baixo peso ao nascer e com condições médicas complexas. Considerando a intervenção fonoaudiológica nas disfagias infantis, assinale a afirmativa correta.
O processo de avaliação e intervenção fonoaudiológica deve sempre respeitar o quadro clínico do paciente. A variação de idade pouco influencia na definição de estratégias e seleção de recursos, pois há pouco impacto no desempenho funcional do indivíduo.
Quando a alimentação por via oral não é mais segura e possível, o fonoaudiólogo tem a função de definir e orientar medidas de conforto, tão importantes nessa população, além de discutir com a equipe assistencial possíveis vias alternativas de alimentação, respeitando as especificidades de cada caso.
Quando se trata de uma criança hospitalizada, a segurança alimentar é a variável mais importante no processo de intervenção fonoaudiológica, sendo desconsiderado o quanto a alimentação deve ser atrativa e prazerosa, pois o local e a condição clínica do paciente pouco influenciam nos resultados esperados.
Os sinais e sintomas clínicos dos distúrbios de alimentação e de deglutição na pediatria variam conforme a idade da criança, tais como tosse, engasgo, alterações do padrão respiratório, pneumonias ou infecções respiratórias recorrentes, queda dos níveis de saturação de oxigênio, ruído respiratório, mudanças da qualidade vocal, perda de peso ou dificuldade de ganho ponderal, desidratação, desnutrição e tempo de alimentação prolongado. A recusa alimentar não é considerada como sinal e sintoma de disfagia, mas sim de dificuldade alimentar, situação que possui diretrizes de avaliação e intervenção próprias.
Durante o processo de deglutição, diversas estruturas anatômicas trabalham de forma coordenada para garantir que o alimento seja encaminhado da cavidade oral para o esôfago sem risco de aspiração. Nesse sentido, assinale alternativa qe descreve corretamente a função dos músculos constritores da faringe no processo de deglutição.
Os músculos constritores da faringe contraem-se sequencialmente para elevar a laringe e fechar a epiglote, impedindo a entrada de alimento nas vias aéreas.
Os músculos constritores da faringe se contraem simultaneamente para promover o relaxamento do esfíncter esofágico superior, permitindo a passagem do bolo alimentar para o esôfago.
Os músculos constritores da faringe se contraem de maneira sequencial, empurrando o bolo alimentar da faringe para o esôfago enquanto o esfíncter esofágico superior se abre.
Os músculos constritores da faringe promovem a abertura do esfíncter esofágico inferior e relaxamento da laringe para facilitar a passagem do bolo alimentar.
São achados fonoaudiológicos encontrados em pacientes adolescentes e adultos com gagueira:
I. Presença de rupturas involuntárias do fluxo da fala.
II. Incoordenação pneumofonoarticulatória.
III. Surgimento na infância.
Quais estão corretos?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
A disartria flácida é causada por lesões nos neurônios motores superiores, resultando em fraqueza muscular e redução do tônus, o que afeta a capacidade de controlar os músculos necessários para a fala.
Certo
Errado
Em relação aos procedimentos realizados nos pacientes com disfagias, assinale a alternativa correta:
O fonoaudiólogo só deve iniciar sua atuação após a retirada da cânula de traqueostomia, para maior segurança do paciente.
O procedimento de aspiração da cânula da traqueostomia e de vias aéreas superiores deve ser feito exclusivamente pelo profissional fisioterapeuta.
O teste realizado com corante azul, denominado “Blue Dye”, é um procedimento útil para avaliar a eficácia da deglutição em pacientes traqueostomizados.
A utilização de Equipamento de Proteção Individual é obrigatória, salvo nos casos onde o profissional esteja com as suas vacinas em dia.
Cabe ao fonoaudiólogo realizar procedimento de traqueostomia quando, após avaliação, julgar que o paciente não tem condições de respirar por vias aéreas superiores
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente do sexo masculino, 25 anos, foi admitido na UTI após acidente de moto que resultou em politraumatismo, incluindo trauma cranioencefálico leve, além de lesões pulmonares que levaram à insuficiência respiratória aguda. Foi intubado e permaneceu em ventilação mecânica por 5 dias. Após a estabilização do quadro clínico, o paciente foi extubado com sucesso. O médico solicitou avaliação fonoaudiológica para identificar possíveis complicações relacionadas à deglutição.
Nesse caso, o período recomendado para que a avaliação direta da deglutição ocorra é
imediatamente após a extubação.
após 24 horas de extubação.
após 48 horas de extubação.
após 72 horas de extubação.
São sinais e sintomas da disfagia durante a fase oral da deglutição em neonatos, EXCETO:
Atraso para iniciar a resposta da sucção.
Incoordenação de língua.
Alteração do ritmo respiratório.
Engasgo.
São característicos da disfagia após laringectomia total os sinais e sintomas abaixo, EXCETO:
Presença de resíduo persistente, mesmo após múltiplas deglutições.
Penetração e aspiração durante ou após a deglutição.
Redução na peristalse faríngea.
Falta de fluxo aéreo nasal que dificulta o olfato, prejudicando a fase antecipatória da deglutição.
A alimentação de bebês com fissura labiopalatina e/ou outras anomalias craniofaciais é uma das principais preocupações de pais e cuidadores. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O fornecimento de informações claras por parte da equipe, voltadas às dúvidas e expectativas dos cuidadores, pode reduzir a ansiedade e favorecer o êxito na oferta alimentar.
( ) A alimentação segura e funcional desde o nascimento é essencial para a realização das cirurgias primárias, conforme preconizado pela equipe assistente.
( ) O risco para disfagia aumenta quando o neonato apresenta fissura labiopalatina associada à anomalia craniofacial com presença de micrognatia e glossoptose.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V.
F – V – V.
V – F – V.
V – V – F.
F – F – F.
As bandagens elásticas são recursos que ajudam nos mecanismos neurofisiológicos de reorganização do equilíbrio funcional por meio do estímulo sensorial e do suporte físico que elas promovem. Assinale a alternativa que mostra como a bandagem elástica terapêutica auxilia na reabilitação da disfagia.
Ajuda na coordenação muscular, na amplitude de movimentos e no treinamento de força.
Auxilia no fortalecimento da musculatura supra-hioideia, na fotobiomodulação e no reparo tecidual.
Promove o aumento da pressão subglótica, o deslocamento do complexo hiolaríngeo e a melhoria da execução laríngea.
Alivia a dor, aumenta a circulação sanguínea e linfática e melhora o desempenho muscular.
No Brasil, a crescente prevalência de demência entre idosos tem impactado diretamente a qualidade de vida e execução das Atividades da Vida Diária (AVDs). A disfagia orofaríngea é uma complicação comum em pacientes idosos institucionalizados com demência, e a intervenção fonoaudiológica adequada para essa população ainda é motivo de debate. Considere o caso clínico abaixo e responda à questão.
Caso clínico:
Dona Maria, 82 anos, foi diagnosticada com demência avançada e institucionalizada devido à necessidade de cuidados contínuos. Ela apresenta disfagia orofaríngea severa, com frequentes episódios de engasgos e voz molhada. A equipe de saúde decidiu iniciar a terapia de estimulação tátil-térmica (ETT) para melhorar sua deglutição.
Com base no caso apresentado e nos seus estudos sobre a disfagia orofaríngea, assinale a alternativa CORRETA.
A disfagia orofaríngea em idosos tem relação exclusiva com a demência, sem riscos de exacerbação pelo uso de medicações associadas a esta condição.
A terapia de estimulação tátil-térmica (ETT) visa a diminuir a sensibilidade na cavidade oral e desencadear um reflexo de deglutição mais rápido.
A disfagia orofaríngea é uma complicação comum em pacientes idosos com demência avançada, afetando inicialmente sua capacidade de deglutir líquidos e podendo se agravar para as outras consistências.
A terapia de estimulação tátil-térmica (ETT) visa a estimular a sensibilidade na região faríngea e a desencadear um reflexo de deglutição mais rápido.
A disfagia caracteriza-se por tosse ou engasgos, principalmente no consumo da consistência pastosa, indicando aspiração, pela entrada do alimento nas vias respiratórias.
A doença de Parkinson provoca alterações fonoaudiológicas, como a disfagia. A disfagia por sua vez, causa a sialorreia, que se caracteriza como:
produção insuficiente de saliva;
formação de suco gástrico;
baixo nível de plaquetas;
perda não intencional de saliva pela boca;
baixa produção de glândulas gástricas.
A disfagia é concebida como sintoma de uma doença de base, que pode acometer qualquer parte do trato digestivo, desde a boca até o estômago. Essa alteração pode fomentar déficits nutricionais, de hidratação e implicações pulmonares em casos de pneumonia broncoaspirativa, fator que aumenta o tempo de internação hospitalar e diminui a qualidade e a expectativa de vida. Um dos métodos objetivos de avaliação da disfagia é a videoendoscopia de deglutição, considerado de concordância diagnóstica com o método Gold Standard de avaliação da deglutição. Pode-se identificar na realização desse exame:
I. Escape oral posterior.
II. Presença de resíduos faríngeos.
III. Penetração laríngea.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.