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No que se refere ao movimento da geografia crítica no Brasil é correto afirmar:
Orlando Valverde, inspirado nas obras do geógrafo Leo Waibel, é um dos seus principais expoentes.
O 3º encontro Nacional de Geógrafos da Associação dos Geógrafos Brasileiros (em 1978) é marco fundamental desse movimento.
A geografia crítica, em toda a sua plenitude conceitual, foi devidamente incorporada na geografia escolar.
Se pode falar em uma corrente única da geografia crítica, sem que seja possível distinguir divergências internas.
A geografia crítica buscou contemporizar com os pressupostos da geografia tradicional, evitando um confronto direto.
O biogeógrafo alemão Carl Troll entrou para a história da construção teórica da ciência geográfica ao introduzir no debate, em 1938, o conceito de:
Geografia socioambiental
Geografia sociocultural
Geopolítica
Ecologia da paisagem
Gênero de vida
No ensino de Geografia, as concepções de aprendizagem de Jean Piaget, Lev Vygotsky e Paulo Freire podem influenciar diretamente a forma como o professor organiza situações de ensino e media a construção do conhecimento espacial.
Sobre essas contribuições teóricas, assinale a alternativa correta.
A proposta de Paulo Freire sustenta que o ensino deve partir da leitura crítica do mundo vivido, problematizando a realidade e construindo consciência espacial.
Em Piaget, a aprendizagem ocorre pela internalização de conceitos transmitidos, cabendo ao professor garantir a fixação dos conteúdos.
Para Vygotsky, o conhecimento é resultado da maturação individual, sendo a interação social um fator acessório na formação dos conceitos espaciais.
As tendências tecnicistas e construtivistas compartilham a concepção de que o erro é parte constitutiva da aprendizagem e deve ser acolhido como processo de reelaboração cognitiva.
As tendências pedagógicas têm repercussões diretas no ensino e no plano da sua metodologia. Assim, sobre a geografia escolar brasileira se reconhece que
a disciplina Geografia, a partir de 1960, se compôs com os propósitos e as finalidades específicas, de acordo com o papel da escola da época e influenciada pela abordagem da Geografia clássica.
a Didática do ensino de Geografia marcada pela teoria piagetiana, de base escolanovista, analisava e compreendia qualquer conduta em apenas dois aspectos: o afetivo e o cognitivo.
a metodologia do ensino de geografia formulada com base em um construtivismo crítico propõe trabalhar com os conteúdos escolares sistematizados de forma crítica, criativa e questionadora.
os princípios do tecnicismo baseados na Geografia Teorética/Quantitativa, apesar de terem influenciado a produção acadêmica da Geografia, não chegaram a influenciar o seu ensino.
as ações didáticas escolanovistas para os professores de Geografia são propiciar atividade mental e física dos alunos e considerar a sua vivência como dimensão do conhecimento.
Conforme a Base Nacional Comum Curricular, para o ensino de Geografia, o raciocínio geográfico aplica determinados princípios para compreender aspectos fundamentais da realidade ou para analisar os fenômenos geográficos. Por exemplo, a aplicação do principio da extensão, para compreender as conexões entre o meio natural e as ações humanas.
Marque a alternativa que explica e que define CORRETAMENTE o princípio da conexão.
Um fenômeno geográfico nunca acontece isoladamente, mas sempre em interação com outros fenômenos próximos ou distantes.
Um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. Aidentificação das semelhanças entre fenômenos geográficos é o inicio da compreensão da unidade terrestre.
É a variação dos fenômenos de interesse da Geografia pela superfície terrestre, resultando na compreensão da diferenciação de áreas.
Principio aplicado para perceber a posição particular de um objeto na superfície terrestre. Esta posição pode ser absoluta ou relativa.
É o principio geográfico de maior complexidade. Refere-se ao modo de estruturação do espaço de acordo com as regras da sociedade que o produziu.
Observe, a seguir, a charge e a tirinha.

Charge e tirinha são gêneros textuais de caráter humorístico e crítico, frequentemente encontrados em jornais e revistas. Analisando o conteúdo da charge e da tirinha acima e considerando a utilização desses gêneros textuais como recursos didáticos no ensino de Geografia, é CORRETO afirmar que:
a charge e a tirinha acima fazem referências críticas aos desastres naturais que assolam o planeta como vulcões, terremotos que poderiam ser evitados por ações humanas, conforme o texto da charge.
a tirinha que só utiliza elementos da linguagem não verbal, a exemplo da Mafalda, faz dela um recurso dinâmico e facilitador no ensino de Geografia, que também utiliza apenas da linguagem não verbal.
a charge e a tirinha com suas linguagens visuais e humorísticas podem ser dois recursos didáticos valiosos ao ensino de Geografia, auxiliando na compreensão de temas complexos e estimulando o senso crítico dos alunos
a charge e a tirinha acima podem ser úteis para ilustrar uma aula de cartografia sobre as formas de representação da Terra. Mafalda, na tirinha, sugere, corretamente, que o globo é uma representação em escala ampliada da Terra.
a charge e a tirinha apresentam potenciais para mediar vários temas da Geografia escolar em diferentes escalas geográficas. A charge e a tirinha acima, por exemplo, fazem referências a problemas que ocorrem em uma escala geográfica local.
O Geógrafo alemão Friedrich Ratzel (1844-1904), é considerado como um dos principais teóricos clássicos da Geografia moderna e um precursor da Geopolítica, da Geografia Política e do Determinismo. As teorias de Ratzel estavam fortemente ligadas ao momento histórico que vivia, durante a unificação alemã. Refletindo sobre as teorias e as obras ratzelianas, é CORRETO afirmar que:
a corrente do pensamento geográfico denominada de possibilismo, que teve em Ratzel seu principal formulador, estabeleceu uma relação de causa e efeito entre a sociedade e a natureza.
Ratzel formulou as bases do determinismo ambiental, propugnando que a natureza é objeto das ações humanas e que estas se sobrepõem ao meio natural.
a principal obra publicada por F. Ratzel, no final do século XIX, foi intitulada de Antropogeografia. Nesta obra, Ratzel lança os fundamentos do que é denominado hoje de Geografia Física.
Ratzel elaborou a teoria do espaço vital, defendendo a tese de que o território, os recursos naturais e a população não tinham importância para a grandeza e para o poder do Estado.
Ratzel ocupa um lugar de destaque entre os teóricos responsáveis pela institucionalização e sistematização da Geografia como um saber científico.
Uma professora de Geografia, com base na leitura do texto, planejou um dia de ação na escola para debater o problema descrito. Provocada por um estudante sobre os motivos da atividade, a professora solicitou à turma uma pesquisa sobre o tema, utilizando um roteiro, com o objetivo de
criar um ambiente de investigação e interpretação contextualizada que possibilitou a reflexão e o aprofundamento do tema intolerância religiosa.
levantar as principais matrizes religiosas no Brasil e identificá-las em um mapa, sinalizando a sua localização urbana ou rural.
mudar o contexto do debate para dispersão do conflito, considerando que o tema intolerância religiosa necessita ser discutido em outros ambientes.
caracterizar as principais matrizes religiosas no Brasil com base no levantamento de dados sobre a diversidade de religiões.
Segundo Callai, na prática do ensino da Geografia, um dos caminhos para despertar o aluno sobre as relações dos conteúdos com o seu cotidiano é o desenvolvimento de um “olhar espacial”. Para a autora, o olhar espacial é o modo de fazer Geografia, é como devemos estudar a realidade.
(CASTROGIOVANNI, Antonio C. (Org.). Ensino de Geografia: práticas e contextualizações no cotidiano)
O olhar espacial supõe
o acesso a recursos didáticos avançados, como laboratórios de informática, e a utilização de tablets em atividades externas à escola, o que possibilita ao aluno uma visão capaz de ultrapassar os limites de sua realidade cotidiana, marcada pela reprodução.
superar o aspecto empírico do senso comum do aluno, transformando o espaço concreto no espaço analítico, a partir da análise de dados estatísticos sobre os fenômenos geográficos, evidenciando o espaço geográfico como uma construção econômica e social.
a adoção de uma perspectiva crítica à realidade, buscando as bases originais da construção do espaço geográfico, ou seja, partir da análise dos fatores naturais (geologia, relevo, clima, vegetação) para chegar ao entendimento dos fenômenos e sua distribuição espacial.
iniciar a abordagem a partir do cotidiano do aluno, isto é, seu espaço vivido que se manifesta enquanto paisagem observada e que deverá ser retrabalhada sob um olhar científico, conforme o aluno incorpora conceitos próprios da Geografia.
desencadear o estudo de determinada realidade social verificando as marcas inscritas nesse espaço, pois o modo como se distribuem os fenômenos e a disposição espacial que assumem representam muitas questões, que, por não serem visíveis, têm que ser descortinadas.
A partir de Schäffer, Kaercher, Goulart e Castrogiovanni (2011), analise as assertivas abaixo sobre as práticas de ensino de Geografia:
I. As práticas de ensino em Geografia devem se concentrar no uso de mapas e do globo para ensinar os nomes de lugares e suas localizações para os estudantes.
II. As práticas de ensino em Geografia devem ir além das localizações dos países e suas classificações em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Elas devem levar os estudantes a compreender as razões e os porquês desses países ganharem essas denominações.
III. Nas práticas de ensino em Geografia, é notória a importância do uso de mapas e do globo para aprendizagem da disciplina. Contudo, segundo os autores, é necessário “reconhecer as influências, as interações que os lugares e paisagens têm em nosso cotidiano. É, portanto, incluirse no globo, sentir e agir no planeta como alguém que é capaz de modificar o lugar em que vive”.
IV. As práticas de ensino em Geografia realizadas pelos professores em sala de aula devem reforçar uma tradição da Geografia: a separação entre sociedade e natureza.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas II e III.
I, II, III e IV.
Segundo Antonio Carlos Robert Moraes (1985), o movimento de renovação do pensamento geográfico agrupa um conjunto de propostas que se pode denominar de Geografia Crítica, que teve suas raízes
nos Estados Unidos.
na França.
na Inglaterra.
na Alemanha.
na Itália.
A teoria da isostasia explica o equilíbrio vertical da litosfera sobre o manto subjacente. Esse equilíbrio é comparável a um corpo flutuando sobre um fluido, em que variações de massa e densidade condicionam movimentos verticais da crosta.
Assinale a alternativa que melhor expressa o princípio físico dessa teoria.
Lei da gravitação universal
Princípio da ação e reação
Lei da inércia
Teoria da deriva continental
Princípio de Arquimedes
Andrade (1985. p18) destaca em sua obra clássica sobre a relação pesquisa e Geografia que “desde da segunda metade do século XIX e até os primeiros anos do século XX, consolidou-se a ideia de que o método geográfico se baseava nos cinco princípios enunciados por eminentes mestres, como Alexandre Humboldt, Karl Ritter, Frederico Ratzel e Jean Brunhes”.
Adaptado de ANDRADE, Manuel Correia de. Geografia Econômica. 8 ed. São Paulo: Atlas, 1985. p. 18.
Com base na citação de Andrade (1985, p. 18) e considerando seus conhecimentos acerca dos princípios fundamentais da Geografia, analise as afirmativas a seguir:
I. Princípio de extensão, enunciado por Frederico Ratzel, segundo o qual o geógrafo, ao estudar uma área, deveria, inicialmente, procurar localizá-la e estabelecer seus limites, usando mapas disponíveis e o conhecimento direto da área.
II. Princípio da analogia, enunciado por Alexandre Humboldt, segundo o qual, delimitava e observada uma área em estudo, deveria ser a mesma comparada com o que se observa em outras áreas, estabelecendo as semelhanças e as diferenças existentes.
III. Princípio da causalidade, enunciado por Karl Ritter, segundo o qual observado os fatos, se deverá procurar as causas que o determinaram, estabelecendo relações de causa e efeito.
IV. Princípio da conexidade, enunciado por Jean Brunhes, onde ele chamava a atenção para o fato de que os fatores físicos e humanos, ao elaborarem as paisagens, não agiram separada e independentemente, havendo uma interpenetração na ação de vários fatores físicos entre si, e ainda dos dois grandes grupos de fatores.
V. Princípio de atividade, também anunciado por Jean Brunhes, no qual assinala o caráter dinâmico do fato geográfico, de vez que o espaço está em perpétua reorganização, em constante transformação, graças à ação ininterrupta dos vários fatores.
É correto o que se afirma em:
I, II e V.
II, III, IV e V.
I, IV e V.
III, IV e V.
I, II, III, IV e V.
As discussões contemporâneas sobre currículo ultrapassam a visão de uma simples lista de conteúdos a serem vencidos. As teorias curriculares, especialmente as críticas e pós-críticas, analisam o currículo como um artefato cultural e social, um território de disputas políticas, de relações de poder e de construção de identidades. Um professor de Geografia que seleciona determinados temas (como conflitos agrários) e silencia outros (como o sucesso mercadológico do agronegócio), ou que utiliza uma linguagem que privilegia certas visões de mundo, está operando dentro dessas dinâmicas curriculares, que incluem o currículo formal, o real e o oculto.
Assim, analise as afirmativas a seguir:
I.As teorias críticas do currículo, influenciadas pelo marxismo e pela Escola de Frankfurt, argumentam que o currículo reproduz as desigualdades sociais e as relações de poder, priorizando os saberes da classe dominante em detrimento dos saberes das classes populares.
II.O currículo oculto refere-se exclusivamente aos conteúdos programáticos que são legalmente exigidos pelas diretrizes oficiais, mas que não são efetivamente ensinados em sala de aula por falta de tempo ou opção do professor.
III.As teorias pós-críticas, baseadas em estudos culturais, pós-estruturalismo e multiculturalismo, expandem a análise das teorias críticas, focando nas relações de saber-poder que produzem e reforçam diferenças, como as de gênero, raça, etnia e sexualidade.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
I e II apenas.
II apenas.
I e III apenas.
É atribuída ao famoso geógrafo francês Élisée Reclus (1830−1905) a frase: A Geografia seria a História no espaço , tal como a História é a Geografia no tempo.
Assinale a alternativa que expressa corretamente a articulação tempo na discussão do saber geográfico:
Espaço e Tempo podem ser associados como reflexão filosófica, mas, no plano do dia a dia da sala de aula, do ensino de Geografia, não há documentos oficiais e nem indicações pedagógicas que recomendem discussão do tempo e espaço, a menos que os(as) professores(as) de outras disciplinas trabalhem consorciados à Geografia para somar temas.
O enunciado atribuído ao geógrafo anarquista francês Élisée Reclus (1830−1905) é válido para a Geografia que se fazia até o século 19, época em que escreveu essa reflexão. O século 20 especializou de tal modo a Geografia que, hoje em dia, os cânones e autores clássicos − mais tradicionais − do saber geográfico não contribuem para uma reflexão válida em sala de aula.
Tempo é matéria discutida e ensina na disciplina de História. Assim, a menos que o(a) professor(a) de Geografia lecione as duas disciplinas (História e Geografia), essas associações tempo e espaço podem ocorrer. Diferente disso, cada disciplina é responsável por seus temas e objetos de estudo. O conceito de espaço já é completo demais para a Geografia assumir ainda mais carga de conteúdo.
Pensar a temporalidade das ações humanas e das sociedades por meio da relação tempo-espaço representa importante e desafiador processo de aprendizagem, inclusive, como proposta presente em documentos oficiais. Lembrando também que os tempos da natureza não podem ser ignorados, pois marcam a memória da Terra e as transformações. Sem esquecer que o conceito de espaço é interligado ao conceito de tempo.
Não há dúvidas que as últimas décadas e o desenvolvimento tecnológico de nossa época aceleraram tudo, inclusive o tempo. Entretanto, mesmo que a modernidade e pós-modernidade tenham demandado tantas ações (a vida corrida e agitada), o tempo predominante é o tempo que cada um escolheu para si. O tema de tempo na Geografia só interessa quando trata da agricultura e do ritmo de vida das comunidades rurais, nada mais.
Ao longo da consolidação da Geografia como ciência, os clássicos europeus — de Kant a Hartshorne — propuseram diferentes formas de compreender a relação entre o homem e o espaço, resultando em distintos paradigmas epistemológicos que influenciaram o pensamento geográfico brasileiro. Considerando as transformações que marcam a transição da Geografia Clássica para a Moderna e suas repercussões no pensamento geográfico nacional, analise as proposições a seguir:
I. A Geografia Moderna, impulsionada por Ritter e Humboldt, representa a passagem do conhecimento meramente descritivo e taxonômico para uma ciência pautada em método, conceito e explicação, articulando o empírico e o racional.
II. Na Geografia Clássica, autores como Vidal de La Blache e Sorre mantêm a concepção de paisagem como categoria central, mas diferem quanto à ênfase: Vidal privilegia a permanência e o gênero de vida, enquanto Sorre introduz a técnica e a complexidade como fundamentos da análise espacial.
III. O pensamento de Reclus e George aproximou-se por atribuírem à técnica papel secundário na organização espacial, defendendo que o espaço geográfico é determinado primordialmente por fatores naturais.
IV. A fragmentação entre Geografia Física e Geogra- fia Humana, herdada do positivismo e do cientifi- cismo do século XIX, gerou um distanciamento en- tre o homem e a natureza, situação que o pensa- mento geográfico contemporâneo busca superar ao retomar o caráter totalizante presente nos clássicos.
Está correto o que se afirma em:
I, II e IV apenas.
I, III e IV apenas.
II e III apenas.
I, II, III e IV.
Leia o fragmento de texto a seguir e assinale a alternativa correta.
“O problema de rupturas e de continuidade paradigmática aparece nitidamente em uma ciência como a geografia. No século XIX, a concepção de um conhecimento apoiado na descrição dos lugares, com ênfase nas relações de causalidade entre o homem e o meio, colocou a geografia sob a égide da análise regional: uma ciência empírica, descritiva e de síntese. Entre as décadas de 1950-1970, o embate entre a geografia quantitativa, a geografia cultural e a geografia crítica, em relação ao seu objeto de estudo, ainda ocupava o centro das preocupações. O reducionismo epistemológico não tardou em classificar essas abordagens em ‘quase-escolas’”, as quais são baseadas, respectivamente:
na descrição, na correlação e na interpretação.
na percepção, no espaço em rede e na síntese.
na vivência espacial, na regionalização e na topofilia.
na generalização, na fragmentação espacial e no naturalismo.
no positivismo lógico, na fenomenologia e no materialismo histórico e dialético.
O ensino de Geografia combina teorias pedagógicas e metodologias que integram diferentes fontes de informação para promover o desenvolvimento de habilidades e competências críticas nos alunos.
Sobre os métodos de ensino de Geografia, assinale a alternativa CORRETA.
O ensino tradicional de Geografia baseia-se exclusivamente na memorização de nomes e localizações, sem integrar análises espaciais e conceitos contemporâneos.
O uso de mapas e imagens de satélite em sala de aula é uma prática limitada, uma vez que a interpretação espacial é restrita a alunos com conhecimentos avançados em cartografia.
A avaliação da aprendizagem em Geografia deve priorizar provas teóricas que exijam a memorização, uma vez que atividades práticas não são aplicáveis à disciplina.
As fontes de ensino em Geografia, como gráficos, tabelas e estudos de caso, têm aplicação exclusiva em contextos acadêmicos, sendo pouco úteis no ensino básico.
A abordagem construtivista no ensino de Geografia incentiva os alunos a participarem ativamente do processo de aprendizado, relacionando os conteúdos à sua vivência e realidade local.
Leia a seguinte passagem do texto:
O mérito do conceito de formação socioespacial, ou simplesmente formação espacial, reside no fato de se explicitar teoricamente que uma sociedade só se torna concreta através de seu espaço, do espaço que ela produz e, por outro lado, o espaço é inteligível através da sociedade. Não há, assim, por que falar em sociedade e espaço como se fossem coisas separadas que nós reuniríamos a posteriori, mas sim de uma formação socioespacial.
(Roberto Lobato Corrêa, “Espaço: um conceito-chave da Geografia”. In: Iná Elias de Castro et al. Geografia: Conceitos e temas, 2025. Adaptado)
Com base na passagem apresentada, para a ciência geográfica, a formação socioespacial representa
uma superação da dicotomia entre os espaços físico e humano, em que a sociedade, por meio da ação do seu trabalho, estabelece cenário contínuo e passivo no espaço.
uma configuração escalar do espaço geográfico, no qual as sociedades, por meio dos interesses coletivos, definem território e lugar como sinônimos conceituais de análise.
um modelo de interações de fixos e fluxos presentes na natureza, em que as sociedades, por meio das relações sociais, apropriam-se para organizar o espaço.
um processo contínuo de transformação histórico e dinâmico, no qual as sociedades, por meio das relações sociais, produzem e (re)produzem o próprio espaço.
um paradigma epistemológico, no qual as sociedades, por meio de um conjunto de ações e objetos, fundamenta as categorias de análise do espaço geográfico.
A Geografia contemporânea reconhece que os conceitos de espaço, lugar, região, território e paisagem não são apenas categorias descritivas, mas construções teóricas fundamentais para a leitura crítica da realidade. Esses conceitos, embora inter-relacionados, expressam distintas dimensões das relações sociais no espaço, revelando contradições, disputas de poder, valores simbólicos e processos históricos. Em contextos como a urbanização desigual, a globalização econômica ou as reivindicações identitárias, torna-se essencial compreender como tais categorias operam simultaneamente em diferentes escalas e perspectivas teóricas. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta de uma dessas categorias, segundo os marcos da Geografia crítica e humanista:
O conceito de paisagem, mesmo em sua reformulação crítica, limita-se à descrição estética dos elementos visíveis do espaço, sendo irrelevante para análises que envolvam dinâmicas sociais ou disputas territoriais.
O espaço geográfico, conforme concepção marxista e crítica, é uma abstração teórica que nega a importância das materialidades e visibilidades espaciais, concentrando-se exclusivamente em redes financeiras e fluxos do capital.
A noção de lugar, segundo abordagens humanistas e culturais, articula a experiência sensível dos sujeitos com os processos sociais mais amplos, tornando-se central para compreender como identidades e pertencimentos são construídos e apropriados espacialmente.
O conceito de território, mesmo nos marcos da Geografia crítica, permanece associado unicamente ao controle estatal sobre áreas delimitadas, desconsiderando os conflitos sociais que envolvem atores subalternizados e territórios não institucionalizados.