Questões de Concurso sobre Economia

 
 
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“As teorias e práticas mercantilistas estão inseridas no contexto da transição do Feudalismo para o Capitalismo, possuindo ainda características marcantes das estruturas econômicas feudais e já diversos fatores que serão mais tarde identificados com características capitalistas, não sendo nenhum dos dois sistemas, no entanto. O termo mercantilismo define os aspectos econômicos desse processo de transição. Se o mercantilismo tem sua contraparte política no Estado absoluto, no campo social tem relação com a estrutura social comumente conhecida como sociedade do Antigo Regime.” (SILVA, Kalina V. & SILVA, Maciel Henrique. “Dicionário de conceitos históricos”. São Paulo : Contexto, 2009, p. 283-284). Das práticas apresentadas abaixo, qual não pode ser identificada como pertencente ao mercantilismo:


A

Metalismo.


B

Protecionismo alfandegário.


C

Incentivo às manufaturas.


D

Balança comercial favorável.


E

Liberalismo econômico.

Considerando uma possı́vel relação entre as definições de mercantilismo e liberalismo, é correto afirmar que:


A

São formações paralelas, pois ambas tem em seu berço o papel do absolutismo e da participação da monarquia em suas estruturas ideológicas.


B

São diametralmente opostas em relação a participação e ao papel do Estado nas decisões econômicas possı́veis dentro da sociedade.


C

Possuem conflitos no que se refere a questões de ordem moral e ética, pois uma tem suas origens nas religiões que amparavam o absolutismo e a segunda é de ordem laica.


D

Ambas, no papel, possuem muitas semelhanças, porém suas contradições se iniciam ao serem postas em prática.

Imagem associada para resolução da questão

Com base nos trechos citados, assinale a opção que interpreta corretamente a legislação brasileira sobre a questão agrária, entre 1934 e 1964.


A

Em I e II, o Estado é considerado agente regulamentador da distribuição da propriedade fundiária.


B

Em I, o direito de propriedade é garantido, enquanto em II é questionado, a favor da Reforma Agrária.


C

Em I, reconhece-se o direito de usucapião como forma de desestruturar os latifúndios rurais.


D

Em II, a tenência da terra é desvinculado de seu uso, aumentando as propriedades destinadas a fins não produtivos.


E

Em I e II, o reconhecimento da função social da terra legitima a expropriação fundiária pelos movimentos sociais rurais.

Em meados do século XVI, Portugal começou a implantar no Brasil um sistema produtor açucareiro, cuja fase, áurea abrangeu da segunda metade desse século, até o final do século XVII, com o apogeu entre 1570 e 1650.A implantação da lavoura canavieira no século XVI, no Brasil, a fim, de criar condições adequadas à ocupação e exploração econômica da colônia, pode ser associada dentre outros aos fatores abaixo: EXCETO.


A

A cana-de açúcar, cultivada no Mediterrâneo, foi levada pelos portugueses para os arquipélagos atlânticos e dali transplantada para o Nordeste brasileiro;


B

Abundância de terras, escassez de mão-de-obra, gastos elevados inclusive som a defesa, conduziram à lavoura em larga escala e escravista;


C

Condições geográficas favoráveis: clima quente e terras em abundância


D

Até à época das invasões holandesas (séc.XVII), a lavoura do açúcar dependeu quase que exclusivamente dos índios escravizados e dos trabalhadores livres lusos.

Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade – daremos ao mundo o “homem cordial”. A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro. Seria engano supor que essas virtudes possam significar “boas maneiras”, civilidade. São antes de tudo expressões legítimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante.


(Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil. Adaptado)


De acordo com o autor, a origem histórica da cordialidade está no meio


A

urbano, relacionado às cidades da mineração.


B

rural e patriarcal, relacionado ao latifúndio escravista.


C

comercial, relacionado às grandes navegações.


D

aristocrático, relacionado à nobreza metropolitana portuguesa.


E

real, relacionado ao poder da Coroa portuguesa.

Na Guerra dos Mascates, mesmo que tenha como motivações iniciais fatores econômicos, é considerada uma revolta nativista, pois:


A

Ocorreu o confronto entre os donos de terra nativos do Brasil endividados com os comerciantes portugueses da recém-criada vila de Recife, pois os primeiros não estavam satisfeitos com o favorecimento da coroa aos comerciantes.


B

Por culpa dos mascates pressionarem os fazendeiros, obrigando-os arrendarem suas terras como forma de pagamento das dıvidas que tinham feito em decorrência do bloqueio comercial sofrido pelos fazendeiros nativos pela coroa portuguesa.


C

Houve favorecimento da coroa aos fazendeiros diante do fato de que estes eram quem produziam a maior parte das riquezas que sustentava a coroa, frente aos comerciantes, ou mascates, que não estavam satisfeitos com esse favorecimento, obrigando a criação da vila de Recife através de pressão violenta.


D

Por culpa da invasão do território pelo holandeses e o comprometimento que isso causou ao comércio existente pelos comerciantes portugueses, exigindo intervenção da coroa portuguesa.

O século XVII aproximava-se do fim quando as primeiras notícias da descoberta de grandes minas de ouro começaram a surgir na América Portuguesa. A primeira notícia segura a respeito do metal precioso surgiu em 1693 com o paulista Antônio Ruiz de Arzão, após uma expedição às terras que hoje correspondem ao seguinte estado:


A

Bahia.


B

São Paulo.


C

Minas Gerais.


D

Rio de Janeiro.

“A vida de Mangaratiba passou a sofrer fortes transformações em meado do século ____, devido à descoberta ___ em ____, ao comando político do marquês de Pombal, em Portugal, e ao governo do marquês de Lavradio no Rio de Janeiro”.


As lacunas ficam corretamente preenchidas por:


A

XVIII / do ouro / Minas Gerais.


B

XVIII / do minério de ferro / Minas Gerais.


C

XIX / do ouro / São Paulo.


D

XIX / da prata / São Paulo.


E

XIX / do minério de ferro / São Paulo.

A força escrava foi durante todo o período colonial e quase todo o imperial a principal forma de mão de obra utilizada ao longo do Brasil. Entretanto, pode-se dizer que muitos escravos não aceitaram sua situação sem resistir. Percebese, inclusive, a sua participação nas revoltas do período regencial. Sobre esse tema, pode-se afirmar:


I. A presença escrava pode ser verificada em vários movimentos insurretos do período regencial, como a Balaiada e a Cabanagem.

II. O levante dos Malês, além de contar com a participação de escravos, foi o único movimento liderado por esses e libertos africanos.

III. Os escravos foram importante força na Guerra dos Farrapos.

Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:


A

Apenas I.


B

Apenas I, II.


C

Apenas I, III


D

Apenas II, III.


E

I, II, III.

“A colonização de todo o território brasileiro começou em ____, com o estabelecimento do sistema de capitanias ____. Mangaratiba fazia parte da capitania de São Vicente”.


As lacunas ficam corretamente preenchidas por:


A

1506 / inventárias.


B

1506 / notárias.


C

1506 / prioritárias.


D

1534 / destinatárias.


E

1534 / hereditárias.

Durante a Colônia, experimentou-se uma série de conflitos protagonizados por colonizadores e populações presentes no território. Um deles, denominado “Guerra Justa”:


A

consistiu na invasão armada dos portugueses em territórios indígenas, com o objetivo de capturar o maior número de pessoas, incluindo mulheres e crianças, com a finalidade de escravizá-los.


B

foi um conflito bélico protagonizado pelos holandeses após a ocupação de Pernambuco por esses últimos.


C

tratava-se de guerras por conquistas de território realizadas entre os diversos grupos indígenas e nas quais os portugueses participavam, apoiando um grupo ou outro, dependendo dos seus interesses.


D

consistiu na invasão armada dos grupos indígenas aos assentamentos portugueses, com a finalidade de capturar invasores para serem comidos ritualmente.


E

foram guerras de retaliação que os portugueses realizavam em territórios ocupados pelos holandeses após serem atacados por eles.

Observe a tabela sobre as taxas anuais de crescimento em setores da economia brasileira


Anos

Agricultura

Indústria

1920-1929

4,4%

2,8%

1933-1939

1,7%

11,2%

1939-1945

1,7%

5,4%


Apud FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1995, p. 392.


Com base na tabela, assinale a opção que caracteriza corretamente o desempenho da economia brasileira, entre 1920 e 1945.


A

A década de 1920 foi marcada pelo declínio dos preços internacionais do café, o que gerou uma retração do plantio desse produto e uma crise de produtividade, refletida na queda do desempenho do setor agrícola na década subsequente.


B

O salto no crescimento do setor industrial na década de 1930 esteve relacionado ao nascimento da indústria no Brasil, pela aplicação do capital oriundo do comércio exportador e da lavoura cafeeira.


C

A depressão que afetou a economia mundial entre 1929 e 1934 foi acompanhada por uma queda generalizada dos preços agrícolas internacionais, compensada, no Brasil, pelo investimento do Estado na indústria de bens de consumo.


D

O crescimento do setor industrial sofreu um impacto negativo imediato com a Segunda Guerra Mundial (1939/1945), em função da insegurança do comércio internacional e da dificuldade de renovar o equipamento industrial.


E

A manutenção das taxas de crescimento baixas no setor agrícola no período entre 1933 a 1945 deveu-se ao incipiente mercado interno e à pouca diversificação da produção desse setor.

“Em alguns decênios povoa-se um território imenso até então desabitado, e cuja área global não é inferior a 2 milhões de km². Povoamento esparso, bem entendido (em princípios do século XIX não será superior a 600.000 habs., ou seja um quinto da população total do Brasil de então), e distribuídos em pequenos núcleos separados entre si por áreas desertas imensas. Esta será uma forma característica do povoamento do Brasil centro-sul que se perpetuará até nossos dias.” (Prado Júnior, 1998: 23 e 64)


PRADO JÚNIOR, C. (1998): História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense.


Um dos aspectos responsáveis pela interiorização do Brasil, no período colonial, foi a mineração. Analise as proposições abaixo sobre a mineração:


I - A mineração contribuiu para a formação de uma sociedade baseada na propriedade privada e pela relação de dominação de negros e índios reforçando o viés escravagista da colonização;

II - A mineração pouco utilizou a mão de obra de escravos africanos, que não conheciam o manuseio de bateias e a metalurgia de ferro;

III - Pelo aumento das fugas dos escravos, os mineradores adotaram iniciativas voltadas à fiscalização dos escravos, estabelecendo a cobrança do quinto no período colonial;

IV - A colonização e a mineração estão intrinsecamente ligadas, pois foi através das atividades de extração do minério, ouro e diamante que várias vilas e cidades foram surgindo no período do Ciclo do Ouro.


Estão corretas as seguintes proposições:


A

I, II e IV.


B

II e III.


C

I e IV.


D

II, III e IV.


E

I, II e III.

A Espanha, durante os séculos XVI e XVII, tornou-se um dos países mais ricos do mundo através de políticas e princípios que envolviam:


A

O comércio de madeiras e especiarias retiradas de suas colônias na Europa e Ásia.


B

Através de sua indústria efervescente e bem construída, seguindo os melhores avanços tecnológicos do período.


C

Com a especulação e empréstimos a países europeus em crise ou guerra e lucrando através dos juros.


D

Através da abertura de mercado e possibilitando o investimento em terras colonizadas de estrangeiros.


E

Seguindo o metalismo e acumulando grandes porções de metais preciosos, como ouro e prata, extraídos de suas colônias.

A agricultura é a única atividade que gera riqueza. O comércio é estéril, não produz riqueza, ele só passa a riqueza de um lugar para o outro. A indústria também é estéril, não gera riqueza, apenas transforma a riqueza já existente. Já na agricultura, por exemplo, com um grão de milho formam-se 3.000 grãos, isto é, criou-se uma coisa que não existia. A ideia econômica descrita é característica do:


A

Mercantilismo.


B

Fisiocratismo.


C

Liberalismo.


D

Socialismo.


E

Capitalismo.

Grande parte da população brasileira que possui algum conhecimento da história do país, em especial da fase colonial, acredita que a colônia não passou de um mero resultado das determinações metropolitanas. Sobre o ensino do “sistema colonial” e a realidade efetiva da colonização: política metropolitana versus diversificação econômica e interesses locais, de acordo com as orientações pedagógicas da Secretaria de Educação de Minas Gerais, assinale a alternativa incorreta.


A

É preciso que a ideia de colônia passiva seja construída e trabalhada dentro de sala de aula para que o aluno consiga compreender aspectos importantes da vida colonial.


B

Para se trabalhar com a dinâmica do sistema colonial com alunos do Ensino Fundamental é importante que eles tenham noções básicas do que foi e como aconteceu o processo de expansão econômica europeia e os descobrimentos nos séculos XV e XVI.


C

O tráfico negreiro possui um papel importante visto que esses estudos mostram o caráter colonial da atividade e sua importância para a acumulação endógena.


D

Acredita-se, hoje em dia, que a economia local tinha um grau relevante de autonomia no que diz respeito ao capital mercantil.

No final do Período Colonial, a extensão territorial da Colônia nada tinha a ver com a linha de Tordesilhas. As bandeiras paulistas, para oeste, a ação dos criadores de gado e das forças militares, para sudoeste, e o avanço minerador, a partir do século XVIII, tornaram a feição territorial do Brasil bastante próxima da atual. Restava discutir, principalmente com a Espanha, o reconhecimento das novas fronteiras. Embora as controvérsias sobre as fronteiras do Sul não tivessem cessado, o Tratado, anterior ao de Santo Ildefonso, que reconhece a posse para quem fosse ocupante efetivo de uma área é conhecido como Tratado:


A

de Lisboa


B

de Sacramento


C

de Paris


D

de Madri


E

dos Sete Povos das Missões

Durante o referido período da história colonial brasileira, tem início a montagem do processo de colonização propriamente dita, que virá a se tornar mais sólido com o passar de mais de dois séculos, com avanços e recuos da ação portuguesa sobre o território a ser ocupado. A parte do Período Colonial Brasileiro à qual se está referindo é:


A

àquele que está compreendido entre a instauração do Governo Geral e as últimas décadas do século XVIII


B

àquele que vai da chegada de Cabral até à instalação do Governo Geral


C

àquele que vai do final do século do século XVIII à Independência


D

ao período que corresponde à vinda da Corte Portuguesa para o Brasil


E

ao período que vai da chegada de Cabral até o advento da República

A ação colonial portuguesa, estruturada com base no escravismo, originou um espaço socioeconômico bipolar, que integrava uma zona de reprodução da mão de obra escrava, situada em torno de Angola, e uma zona de produção escravista de produtos agrícolas, baseada no litoral da América do Sul. Somente uma compreensão profunda da integração sistêmica e da dependência mútua entre os dois polos mencionados permite uma visão da história colonial brasileira e da história da escravidão no Brasil como um fenômeno que não se limita às circunstâncias da continuidade de nosso território colonial. A descrição acima corresponde, de maneira mais próxima, à perspectiva da história colonial brasileira adotada pelo(a) autor(a):


A

José Murilo de Carvalho


B

Sérgio Buarque de Holanda


C

Luiz Felipe de Alencastro


D

Emília Viotti da Costa


E

Daniel Aarão Reis Filho

O principal articulador do atual modelo econômico chinês argumenta que o mercado é só um instrumento econômico, que se emprega de forma indistinta tanto no capitalismo como no socialismo. Porém os próprios chineses já estão sentindo, na sua sociedade, o seu real significado: o mercado não é algo neutro, ou um instrumental técnico que possibilita à sociedade utilizá-lo para a construção e edificação do socialismo. Ele é, ao contrário do que diz o articulador, um instrumento do capitalismo e é inerente à sua estrutura como modo de produção. A sua utilização está levando a uma polarização da sociedade chinesa.


OLIVEIRA, A. A Revolução Chinesa. Caros Amigos, 31 jan. 2011 (adaptado).


No texto, as reformas econômicas ocorridas na China são colocadas como antagônicas à construção de um país socialista. Nesse contexto, a característica fundamental do socialismo, à qual o modelo econômico chinês atual se contrapõe é a


A

desestatização da economia.


B

instauração de um partido único.


C

manutenção da livre concorrência.


D

formação de sindicatos trabalhistas.


E

extinção gradual das classes sociais.

   
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