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O tempo – e suas distintas temporalidades – tem sido apropriado e mobilizado de diferentes maneiras pela ciência histórica. Os usos do passado, apropriados no presente pela História e seu ensino, têm se modificado substancialmente em diferentes sentidos e direções. Diferentes estratégias de pesquisa e ensino têm mobilizado distintos vestígios das experiências temporais como metodologias de estudo e/ou objeto de trabalho.
(CAVALCANTE, Erinaldo. História e História Local: desafios, limites e possibilidades. Revista História hoje, v. 7 nº 13. 2018.)
De acordo com a citação acima, a referência é feita a metodologias utilizadas no ensino de História para uma consciência histórica da nossa realidade. Em relação às novas metodologias, podemos dizer que
mesmo com possibilidades de trabalhos com fontes, o ensino de história continua muito preso ao livro didático que não permite um uso de outros objetos de estudos, como patrimônio cultural.
a nova concepção de tempo permitiu ao professor uma gama de possibilidades de outros objetos de estudo, como História e Literatura, História Local, História e patrimônio.
o uso do passado na leitura do presente só permite ao professor explorar temas políticos e econômicos dentro da realidade de cada comunidade, tendo o livro didático como fonte principal.
mesmo com a abertura para novos objetos de estudo, o livro didático ainda é a fonte mais utilizada pelos professores por conter todos os elementos desses novos objetos de estudo.
Assinale a alternativa que NÃO apresenta a noção de tempo histórico, considerando a visão da historiadora e educadora Maria Belintane Ferminiano (2014).
Sucessão e duração.
Causalidade e mudança temporais.
Permanências e mudanças.
Entendimento, compreensão e reflexão sobre os aspectos culturais, econômico e religioso da sociedade.
Determinar dia, data e hora dos acontecimentos históricos, na representação precisa dos acontecimentos.
Regimes totalitários ou ditatoriais, que se multiplicaram ao longo do século XX, a exemplo do fascismo italiano, do nazismo alemão e do bolchevismo soviético, se esmeraram no controle do passado para justificar e preservar sua existência.
Certo
Errado
É um objeto de conhecimento da unidade temática “História: tempo, espaço e formas de registros” (HISTÓRIA 6º ano do EF – BNCC), EXCETO:
A questão do tempo, sincronias e diacronias: reflexões sobre o sentido das cronologias.
Formas de registro da história e da produção do conhecimento histórico.
As origens da humanidade, seus deslocamentos e os processos de sedentarização.
O Ocidente Clássico: aspectos da cultura na Grécia e em Roma.
Quanto a cultura e o tempo, marque a alternativa INCORRETA.
O tempo é importante para o plantio de alimentos.
A cultura material está ligada as manifestações culturais do homem as quais não podemos tocar.
O tempo pode ser estudado pelo homem. A disciplina responsável pelo estudo da ação do homem sobre o tempo é a História.
Manifestações culturais estão em todos os lugares do planeta.
A cultura é a forma de viver e de pensar de um povo.
O estudo das festas, mitos e símbolos, para a valorização do saber não letrado, da tradição oral e de tudo aquilo tido por “cultura popular”, pertence ao domínio da história numa dimensão:
política.
etnológica.
sexual.
econômica.
tecnológica.
Londrinos descobrem cemitério do século XVI debaixo do Centro
As escavações para uma nova linha de trem revelaram uma surpresa em Londres. Debaixo do centro financeiro da cidade, foi descoberto um cemitério do século XVI, com milhares de esqueletos. Os passageiros que circulavam pelos trens da cidade não sabiam que estavam transitando acima dos restos mortais de antigos moradores.”
Fonte (adaptada): http://g1.globo.com/bom-diabrasil/noticia/2013/08/londrinos-descobrem-cemiterio-doseculo-xvi-debaixo-do-centro.html
Qual é o intervalo de tempo que compreende o século XVI?
O século XVI vai do ano de 1601 até 1700.
O século XVI vai do ano de 1500 até 1599.
O século XVI vai do ano de 1600 até 1699.
O século XVI vai do ano de 1500 até 1600.
O século XVI vai do ano de 1501 até 1600.
“O conceito de tempo, no uso que fazemos dele, situa-se num alto nível de generalização e de síntese, que pressupõe um riquíssimo patrimônio social de saber no que concerne aos métodos de mensuração das sequências temporais e às regularidades que elas apresentam” (ELIAS, N. Sobre o tempo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1998, p. 35)
Sobre a relação entre o “tempo do individuo” e o “tempo social “pode-se dizer que:
é pacífico o entendimento do tempo como um a priori do conhecimento.
a experiência humana do tempo pouco se modificou ao longo do passado, assim como, no presente.
dentre os instrumentos mais antigos de medição do tempo figuravam os movimentos do Sol, da Lua e do Vento.
os seres humanos de sociedades antigas não poderiam ter o nosso entendimento do tempo, embora não se trate de uma questão de inteligência.
os seres humanos sempre apreenderam as séries de acontecimentos sob a forma que predomina nas sociedades contemporâneas.
"Por que estudar História? Estuda-se História para compreender o presente e criar projetos de futuro é uma das frases mais encontradas em textos relacionados ao assunto e das mais repetidas por professores em suas explicações iniciais sobre o porquê da disciplina na escola."
(BITENCOURT, Circe M. Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2011, p. 120.)
Avalie as afirmativas sobre as especificidades e a atualidade da disciplina, em relação às demais ciências humanas e suas tecnologias:
I - A história serve para legitimar um passado que explica a formação do Estado-nação e para desenvolver o espírito patriótico e nacionalista.
II - A contribuição da História tem-se dado na formação da cidadania, associada mais explicitamente à do cidadão político.
III - A formação intelectual pelo ensino de História ocorre por intermédio de um compromisso de criação de instrumentos cognitivos para o desenvolvimento de um pensamento crítico.
IV - O conhecimento histórico é o único capaz de garantir uma formação humanística moderna, fundamentada nas singularidades e no respeito pelas diferenças étnicas, religiosas, sexuais das diversas sociedades.
De acordo com Circe Bittencourt, está correto apenas o que se afirma em
I e II.
II e III.
II e IV.
III e IV.
“A memória onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma a que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens”.
(LE GOFF, Jacques. História e Memória. Tradução Bernardo Leitão, et all. 2° Ed. Campinas: UNICAMP, 1992, p. 477).
A partir do texto, assinale a alternativa INCORRETA:
O autor estabelece uma relação dialética entre memória e história;
O autor explicita a importância da memória para a construção de uma história emancipatória;
Como memória coletiva, o autor define a somatória da memória individual, fonte exclusiva para a construção da história contemporânea;
O autor infere que entre a memória e a história há uma relação de poder.
A partir do debate em torno da relação entre história e memória, assinale a alternativa que vai de encontro a ideia de Lugares de Memória, segundo Pierre Nora:
Os lugares de memória tem a ver com um momento histórico de articulação, onde a consciência da ruptura com o passado se confunde com o sentimento de uma memória esfacelada.
História e memória como sinônimos: ambas são vivas, carregadas de grupos vivos e, nesse sentido estão em permanente evolução, abertas à dialética da lembrança e do esquecimento.
O tempo dos lugares é o momento onde desaparece um capital vivido na intimidade da memória, para só viver sob o olhar de uma história reconstituída.
Os lugares de memória nascem e vivem do sentimento de que não há memória espontânea e, nesse sentido, é necessário criar arquivos, comemorar datas importantes etc.
Há muitas maneiras de explicar e sentir a passagem do tempo. A divisão do tempo que toma por base os ciclos da natureza recebe o nome de:
tempo histórico;
tempo sociológico;
tempo cronológico;
tempo linear;
tempo paralelo.
O ensino da noção de tempo histórico para os alunos dos diversos níveis de escolarização pode apresentar alguns obstáculos, especialmente quando o professor limita a compreensão desse conceito. Assinale a alternativa correta em relação ao ensino da noção mencionada.
Elaborar atividades em que os alunos devem localizar os acontecimentos em uma linha do tempo ou identificar os séculos a partir dos períodos antes de Cristo e depois de Cristo, usando tempo cronológico como sinônimo de tempo histórico.
Explicar as medidas usadas para a localização do tempo, contagem de séculos e algarismos romanos como meio suficiente para a compreensão do tempo histórico.
Utilizar a divisão de períodos organizados de acordo com a lógica eurocêntrica, seguindo o modelo francês, que inclui povos considerados significativos na formação do mundo ocidental cristão.
Ensinar a Idade Média como período que se centrou no mundo do cristianismo romano ou restringir a Antiguidade Clássica aos povos que viveram em torno do Mediterrâneo.
Vivemos em um mundo cujas referências são datadas, por isso, é importante fazer os alunos conhecerem as datas, em alguns casos memorizá-las, porém, a aquisição dessas informações e habilidades deve ser acompanhada de uma reflexão sobre o significado da datação.
Uma memória, involuntária, dependendo de acasos pessoais, não responde às necessidades objetivas da historiografia (Willi Bolle, s.d).
De acordo com a autora Lucilia Delgado, no livro “História oral: Memória, tempo e identidade” um dos maiores desafios para a comunidade de historiadores, antropólogos e sociólogos que reconstroem testemunhos e histórias de vida utilizando a história oral, consiste na definição do que seja a história oral. A respeito da história oral, assinale a alternativa correta.
É uma metodologia que visa mostrar que a História pode enriquecer mais ainda os estudos organizacionais, privilegiando a história do tempo presente com a história escrita
A história oral é uma história do tempo voltada apenas para o presente, pois implica uma percepção do passado como algo que não tem continuidade e cujo processo histórico está acabado
Ela é uma alternativa pouco usada à história oficial, consagrada por expressar interpretações feitas, sempre, com o auxílio exclusivo da documentação escrita e oficial para ser considerada História
A história oral é um procedimento metodológico que busca, pela construção de fontes e documentos, registrar, através de narrativas induzidas e estimuladas, testemunhos, versões e interpretações sobre a História
O conceito de época “antropoceno”, embora haja indefinição quanto aos seus contornos cronológicos, tem sido frequentemente utilizado para enfatizar que o desenvolvimento das sociedades humanas acarretou consequências ambientais negativas, tais como a extinção de espécies de plantas e animais, poluição dos mares e alterações climáticas e atmosféricas.
O estudo do passado deve e pode ajudar o estudante a entender e compreender o mundo que lhe é contemporâneo.
Considerando a visão do historiador Leandro Karnal, o(a)_______________ é fruto da aproximação entre história e antropologia, configura uma manifestação da vida, envolve formas de trabalhos, organizações, dos cotidianos das pessoas; possui um enorme significado, uma essência importante para a caracterização de grupos sociais e de povos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Tempo histórico
Historiografia
Cultura
Cidadania
Conceito
Considerando as discussões quanto a narrativas históricas, analise as alternativas e assinale a que estiver em discordância com o meio científico:
A separação entre memória e história, além de caracterizar as concepções da história, cuja ênfase está colocada no registro da memória coletiva, e quanto a esse ponto convém lembrar novamente que, em certa medida, muitas das análises das ciências históricas e sociais podem se constituir na expressão de uma certa configuração da memória coletiva das sociedades, marca também as perspectivas que de algum modo recusam a forma narrativa da história
Narrativa histórica é um princípio epistemológico da História. As discussões sobre narrativa histórica podem fornecer algumas formas de compreender os tipos de disposição da consciência histórica: afirmação, regularidade, negação e transformação, as quais são expressas, respectivamente, pelas narrativas tradicionais, exemplares, críticas e genéticas.
O tema Narrativa e História é objeto de um debate na historiografia contemporânea em relação ao qual as Ciências Sociais não deveriam estar desatentas: seja diante das questões envolvidas nas reconstruções históricas da sociedade, isto é, diante dos modos de percepção ou representação dos seus tempos históricos, seja diante da forma que a escrita de uma história a ser reconstruída pode tomar.
De um modo conciso, é importante retraçar alguns aspectos desse debate presente na historiografia, com o objetivo de encaminhar a questão a ser propriamente focalizada: a da especificidade da construção de uma narrativa histórica cuja atenção esteja voltada para os esquecimentos na história, em que estes não se constituam simplesmente em tema, mas possam ser pensados como "ausências" que induzem à produção de uma escrita que permita traduzi-las em "objetos pensáveis"
Os debates da pós-modernidade na historiografia, em torno do que alguns historiadores chamam de a "volta da narrativa" em História, estão organizados a partir de posições homogêneas, que são indicativas das maneiras como se entrelaçam os modos de pensar a história e a forma de escrevê-la.
O historiador Dorigo compreende que existem várias formas para compreender e dividir o tempo e que cada civilização tem um embasamento interpretativo do momento; porém, existem períodos, que não são contínuos nem lineares, que podem ser compostos de diferentes durações, como recortes políticos, culturais e ideológicos. A que o historiador está se referindo?
“A memória - a saber, as representações coletivas do passado tal como se forjam no presente - estrutura as identidades sociais, inscrevendo-as numa continuidade histórica e dotando-as de um sentido, ou seja, de um conteúdo e de uma direção. A sociedades humanas possuíram, sempre e em todo o lado, uma memória coletiva mantida através de ritos, cerimónias e mesmo políticas.” (TRAVERSO, E. Usos do Passado: História, Memória e Política. Lisboa: Edições UNIPOP, 2012, p. 14-15).
Sobre a História e a Memória, assinale a alternativa INCORRETA.
Abordar os processos históricos fundadores de nossa sociedade exige que os historiadores ultrapassem seus posicionamentos individuais e se atentem para a responsabilidade social posta.
A Memória Individual e a Memória Coletiva são ambas representações do passado filtradas pelo presente.
A História pode ser entendida como um relato, uma escrita do passado, segundo as modalidades e as regras de um ofício. Sua relação com a Memória se estabelece uma vez que a História tenta responder a questões levantadas por aquela.
Os grandes avanços da História são decorrentes de que ela se democratizou, destruindo fronteiras e monopólios. A Memória, por sua vez, emancipou-se da dependência da escrita.
A Memória é raramente utilizada como sinônimo de História sendo que ambas estão em espectros opostos de análise.