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A casa de Deus, que acreditam una, está, portanto, dividida em três: uns oram, outros combatem, outros, enfim, trabalham. Essas três partes que coexistem não suportam ser separadas; os serviços prestados por uma são a condição das obras das outras duas; cada uma por sua vez encarrega-se de aliviar o conjunto... Assim a lei pode triunfar e o mundo gozar da paz.
ALDALBERON DE LAON. In: SPINOSA, F. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa, 1981.
A ideologia apresentada por Aldalberon de Laon foi produzida durante a Idade Média. Um objetivo de tal ideologia e um processo que a ela se opôs estão indicados, respectivamente, em:
Justificar a dominação estamental / revoltas camponesas.
Subverter a hierarquia social / centralização monárquica.
Impedir a igualdade jurídica / revoluções burguesas.
Controlar a exploração econômica / unificação monetária.
Questionar a ordem divina / Reforma Católica.
Quem foi o imperador alemão na época da reforma de Lutero?
Carlos V.
Fernando II.
Eduardo XI.
Leopoldo I.
As palavras de Lutero não foram ao encontro apenas das angústias espirituais de uma Alemanha dividida mas, também, revelaram-se interessantes às controvérsias humanas. Cavaleiros, nobres, mercadores, muitos nutriam desconfianças por Roma, e, ao mesmo tempo, mostravam-se ávidos por incorporarem suas riquezas. A defesa que Lutero fazia da dependência exclusiva de Deus atraiu esses indivíduos.
(Patrícia Woolley, Um destino. Revista de História da Biblioteca Nacional, 08.01.2013. Adaptado)
Entre outros fatores, as desconfianças de que trata o texto estavam relacionadas
às críticas feitas pelos protestantes à aproximação dos católicos com os pobres.
ao excessivo poder eclesiástico e ao vasto patrimônio territorial da Igreja.
ao discurso da Igreja que questionava a escravidão e a exploração do trabalho.
ao questionamento que os católicos faziam ao modo de vida da nobreza.
à oposição de Roma ao movimento anabatista, ala radical dos reformadores.
A reação ao movimento transgressor veio com as seguintes medidas:
1ª) O latim continuou sendo a língua oficial;
2ª) Criação de catecismos e seminários para a formação de sacerdotes;
3ª) As doutrinas, os dogmas e os ritos contestados foram rigorosamente mantidos e reafirmados;
4ª) Criação da Companhia de Jesus;
5ª) Índex Librorum Proibitorum ou Índex;
6ª) Inquisição.
Essas medidas foram produzidas ao longo do século XVI e tiveram um grande impacto no mundo religioso europeu. Os seis itens acima são frutos da
Contrarreforma.
Reforma Luterana.
Reforma Calvinista.
Reforma Anglicana.
A Reforma protestante foi um movimento ocorrido no século XVI que causou uma grande ruptura no mundo cristão e deu origem a novas doutrinas religiosas. Dentre os fatores que levaram a esse movimento, está (estão) o (a) (s):
apoio da Igreja católica à prática da usura e ao lucro.
críticas de alguns membros da Igreja a práticas promovidas pela instituição, como a venda de indulgências (perdão dos pecados).
reação à decisão da Igreja de restabelecer e reorganizar a Inquisição.
valorização do racionalismo e do cientificismo, além dos ideais iluministas.
estímulo à leitura e à livre interpretação da Bíblia, promovido pelo Vaticano.
O monge agostiniano Martinho Lutero, de nacionalidade alemã, exerceu liderança marcante na Reforma Protestante do século XVI. NÃO faziam parte de suas ideias teológicas:
Salvação pela fé, e não por penitências.
Doutrinas religiosas baseadas apenas na Bíblia.
Predestinação para salvação e para perdição.
Perdão de pecados como prerrogativa divina.
Ao estudar a força de trabalho na sociedade colonial brasileira, um docente do Ensino Técnico Integrado sugeriu a leitura do seguinte trecho do Sermão Vigésimo Sétimo, de padre Antônio Vieira:
“[...] O remédio é, que quando servis a vossos senhores, não os sirvais, como quem serve a homens, senão como quem serve a Deus [...] porque então não servis como cativos, senão como livres, nem obedeceis como escravos, senão como filhos. Não servis como cativos, senão como livres; porque Deus vos há-de pagar o vosso trabalho [...] e não obedeceis como escravos, senão como filhos; porque Deus, com quem vos conformais nessa fortuna, que ele vos deu, vos há-de fazer seus herdeiros [...].”
(Adaptado de VIEIRA, Pe. Antônio. Obras escolhidas. v. XI. Lisboa: Livraria Sá da Costa, p. 80).
A partir dessa atividade proposta pelo docente, é plausível os alunos inferirem que
a retórica barroca incorporou dogmas cristãos às justificativas para a escravização de seres humanos.
as teorizações das ordens eclesiásticas, elaboradas sob a égide cristã, repudiaram o trabalho compulsório.
os argumentos de natureza teológica foram fundamentais para estimular a mentalidade autônoma nas senzalas.
as diretrizes dogmáticas da Companhia de Jesus promoveram a exaltação do ideal de liberdade cultivado pelos cativos.

SMITH, D. Atlas da Situação Mundial. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 2007 (adaptado).
Uma explicação de caráter histórico para o percentual da religião com maior número de adeptos declarados no Brasil foi a existência, no passado colonial e monárquico, da
incapacidade do cristianismo de incorporar aspectos de outras religiões.
incorporação da ideia de liberdade religiosa na esfera pública.
permissão para o funcionamento de igrejas não cristãs.
relação de integração entre Estado e Igreja.
influência das religiões de origem africana.
Entre os acontecimentos fundamentais que, no contexto dos séculos XV e XVI, anunciaram a emergência dos Tempos Modernos, destacam-se o Renascimento cultural, a Reforma Religiosa e a expansão comercial e marítima, a qual incorporou, entre outros importantes resultados, pela via da colonização, o território americano a uma Europa que substituía a velha ordem feudal em declínio pela inovação capitalista burguesa.
Certo
Errado
Segundo Marcos Vinícius de Morais, em artigo do livro organizado por Pinsky (2009), é na habilidade de trabalhar de modo mais complexo os temas e conteúdos que reside a História Integrada. Assim, ao estudar o projeto de catequese dos jesuítas na América Portuguesa as teias dos acontecimentos se entrelaçam
à expansão muçulmana, que permitiu o contato cultural e comercial entre Oriente e Ocidente e o desenvolvimento da América.
à Reforma religiosa, que significou a elaboração de doutrinas cristãs mais adequadas às atividades e aos interesses burgueses.
ao Concílio de Clermont, fundamental para a ortodoxia da Igreja e para definir o projeto de evangelização de novas terras descobertas.
ao Edito de Milão, que concedeu liberdade de culto a todas as pessoas e definiu a centralização administrativa da Igreja Católica.
à guerra de sucessão ao trono espanhol que impulsionou a colonização da América e a conversão, em massa, da população indígena.
A Reforma foi um movimento religioso ocorrido no século XVI, marcado pelo surgimento de novas religiões cristãs. Dentre suas consequências, observamos
uma grande ruptura na Igreja Católica, levando ao retrocesso de práticas, como a usura e os juros nas regiões onde foi adotado o luteranismo.
o aumento da interferência da Igreja Católica em questões políticas, nos países que se tornaram calvinistas.
o surgimento da Igreja Anglicana na Inglaterra, que adotou o calvinismo e criou um novo papa, para se tornar o chefe da nova igreja.
a reação da Igreja Católica, para tentar acabar com o avanço do movimento, promovendo guerras religiosas contra os países protestantes e revendo alguns de seus dogmas.
a tentativa da Igreja Católica de se fortalecer novamente, promovendo uma reorganização da Instituição e reafirmando princípios tradicionais.
Relacionando-se religião e o processo de formação dos Estados Nacionais na Europa Ocidental, pode-se afirmar:
A “Reforma” enriqueceu a burguesia, levando-a a fazer uma aliança com os Reis, fortalecendo o seu poder.
A teoria dos “Dois Gládios” garantiu a supremacia do poder dos Reis em relação ao Papa.
A “Reforma” rompeu com a concepção da universalidade cristã, fortalecendo os sentimentos nacionais identificados com os Reis.
O universalismo do poder do Papa protegeu os Reis em relação aos movimentos protestantes.
O Calvinismo foi o movimento protestante que formulou a teoria do “Direito Divino dos Reis”.
No Concilio de Trento (1545-1563), a Igreja Católica, adotou um conjunto de medidas com vistas à Restauração da Igreja Católica e ao combate à Reforma Protestante, buscando:
reafirmar as práticas do protestantismo no sentido de cooptar os protestantes insatisfeitos
reafirmar a doutrina e práticas católicas que eram condenadas pelos protestantes
afirmar a liberdade de casamento dos padres e a escritura da Bíblia em língua vulgar
restabelecer o movimento das Cruzadas contra os princípios e avanços dos protestantes
condenar a criação de instituições católicas como a Companhia de Jesus
Na crítica à teologia católica, Lutero propôs:
a fé e as boas obras espirituais.
a transubstanciação e a livre interpretação da Bíblia.
o celibato e a predestinação dos justos.
a salvação pela fé e a predestinação da alma.
a justificação pela fé e o livre arbítrio em relação à Bíblia.
Martinho Lutero, em 31 de outubro de 1517, fazia afixar, em Wittenberg, 95 teses em que denunciava a falsa segurança alcançada pelas indulgências, cuja prédica (pregação) e venda o papa e Alberto de Brandemburgo tinham confiado aos dominicanos. Lutero chegou à opinião de que o homem, decaído em razão do pecado original, só podia ser salvo por:
méritos únicos de Jesus Cristo;
ações de caridade para com o próximo;
obras que o homem realizava durante a vida;
arrependimento e doações feitas à Igreja;
prática da comunhão e adoração aos santos.