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No período colonial e início do século XIX, diversas contestações ao ordenamento português marcaram as relações de Portugal com o Brasil, envolvendo diferentes regiões, atores sociais e interesses políticos. Nesse contexto, é correta a afirmação a seguir:
mulheres como Dandara, Acotirene e Aqualtune desempenharam papel decisivo no Quilombo dos Palmares, contribuindo para a organização militar, estratégias de defesa e manutenção da sociedade alternativa formada por africanos, indígenas e mestiços.
a Revolução Pernambucana (1817) contou com lideranças como Frei Caneca e Domingos José Martins, e tinha entre os revolucionários a ideia central de abolir a escravidão, incorporando também algumas ideias republicanas e separatistas.
a Inconfidência Mineira (1789), cujo principal líder foi Tiradentes, reuniu setores urbanos de Minas Gerais, com ampla participação popular, e apresentou influências iluministas e republicanas, consagrando-se como uma das revoltas mais violentas do Brasil.
a Revolta de Vila Rica (1720) teve como principal objetivo expulsar os forasteiros atraídos pela descoberta do ouro, pois os líderes locais não aceitavam a interferência de pessoas de fora da região na exploração das minas.
a Guerra dos Mascates (1710-1711), entre comerciantes do Recife e senhores de engenho de Olinda, é considerada a primeira rebelião no Brasil a propor ideias republicanas e separatistas, influenciando outros importantes movimentos em todo o Brasil.
Em relação à formação histórica do Brasil e aos principais ciclos econômicos que marcaram a colonização portuguesa, analise as proposições abaixo:
I. O ciclo do pau-brasil representou a primeira atividade econômica sistematizada pelos portugueses na colônia, baseada na extração e exportação de madeira nobre, sem estabelecimento de estrutura produtiva interna duradoura.
II. O ciclo do açúcar teve importância vital para a economia colonial, especialmente no litoral do Nordeste, com uso intensivo da mão de obra indígena, substituída posteriormente pela mão de obra escravizada africana.
III. A mineração no século XVIII concentrou-se principalmente na região centro-oeste do Brasil e impulsionou a criação de novas vilas, o incremento das receitas da Coroa e o surgimento de movimentos contestatórios.
IV. O ciclo do café teve início ainda no século XVII, sendo responsável por consolidar a hegemonia econômica do Nordeste brasileiro.
Assinale a alternativa correta:
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
Ainda ocorre na segunda metade do século (XVIII) mais um fator particular que estimula a agricultura brasileira. Até então, o grande gênero tropical fora o açúcar. Outro virá emparelhar-se a ele, e o sobrepujará em breve: o algodão. [...] Os progressos técnicos do século XVIII permitirão o seu aproveitamento em medidas quase ilimitadas.
(Caio Prado Júnior. Formação do Brasil contemporâneo, 1994)
O excerto refere-se
à vinculação da economia colonial com o novo centro dinâmico de produção de mercadorias no continente europeu.
ao fornecimento da matéria prima do algodão para as tecelagens domésticas no interior da colônia.
à autonomia da política colonial para com o domínio metropolitano em decorrência da economia algodoeira.
à substituição da exploração do açúcar pelo plantio do algodão nas áreas litorâneas da colônia.
ao emprego do complexo tecnológico da indústria açucareira na fabricação colonial de fibras de algodão.
A Impressão Régia do Rio de Janeiro foi criada pelo decreto de 13 de maio de 1808 para dar continuidade à nova sede do império português. A nova tipografia é criada em um momento no qual o projeto de reforma do império se transforma em um projeto de construção de um novo império português na América. Frente às tensões políticas que essa nova situação criava, a tipografia atuou na legitimação e sustentação daquele projeto político.
BARRA, S. H. S. A Impressão Régia do Rio de Janeiro e a colonização dos sertões na construção do novo império português na América (1808-1822). Topoi, n. 31, jul.-dez. 2015 (adaptado).
A função política da tecnologia mencionada no texto favoreceu a nova sede do Império português por
estabelecer as normativas ideológicas aos periódicos.
propagar as diretrizes administrativas às capitanias.
divulgar as conquistas às metrópoles europeias.
integrar as regiões territoriais ao poder central.
difundir as publicações às elites lusitanas.
A experiência da escravidão no Brasil atravessa a sua história. Além da escravização de indígenas, os colonizadores organizaram uma dinâmica em torno do tráfico de pessoas capturadas na África que foi responsável, em grande medida, pelo gigantesco acúmulo de capital que marcou a Idade Moderna. Sobre tais questões, é correto afirmar que:
A escravização de indígenas foi oficialmente proibida, na dinâmica colonial brasileira, nos fins do século XVI, em função do alto custo do combate às lutas por liberdade travadas pelos naturais aldeados.
As pessoas escravizadas foram responsáveis por dar corpo e forma à empresa colonial, não apenas pelo seu trabalho, mas ainda, pela circulação de capital que a escravização e o tráfico garantiam.
Não há relatos de práticas de escravização no âmbito da dinâmica social dos povos ameríndios, ao contrário do que havia entre os povos africanos, que aprisionavam inimigos para o canibalismo ritual.
O tráfico de pessoas africanas escravizadas, desencadeado a partir de meados do século XVII, de início dirigiu-se às zonas mineiras; logo em seguida deu-se o seu deslocamento para a exploração agrária no litoral do Vale do Paraíba.
A ação de pessoas escravizadas foi importante na luta pelo fim do sistema escravista no Brasil, ainda que, diferentemente do que aconteceu nos EUA, aqui não existam registros de alforrias obtidas antes do século XVIII.
Trata-se de um modelo econômico e social fundamentado na exploração do trabalho em que os trabalhadores são considerados propriedade de outras pessoas e são compelidos a laborar em condições degradantes, recebendo apenas o suficiente para sua sobrevivência. Esse modelo surgiu na Antiguidade e foi empregado em várias civilizações no processo histórico. O trecho refere-se ao modo de produção:
Capitalista.
Socialista.
Feudalista.
Escravista.
Assinale a alternativa abaixo que indica a principal figura que contribuiu para a abolição da escravatura no Brasil:
Rainha Elizabete
Madre Tereza
Princesa Izabel
Princesa Daiana
A economia açucareira foi o principal eixo da colonização portuguesa no Brasil nos séculos XVI e XVII, estruturando a sociedade colonial e consolidando o sistema escravista.
Sobre a economia açucareira e seus impactos na formação da sociedade escravocrata, assinale a alternativa CORRETA.
O sistema de plantation promovido pela economia açucareira baseava-se em pequenas propriedades familiares, com mão de obra majoritariamente indígena livre.
A economia açucareira era autossuficiente, dispensando qualquer articulação com o comércio internacional e fortalecendo o mercado interno colonial.
A mão de obra africana escravizada foi introduzida tardiamente, somente no século XVIII, quando o cultivo do açúcar atingiu seu auge econômico.
A sociedade escravocrata brasileira, decorrente da economia açucareira, caracterizava-se pela rígida estratificação social, com pouca mobilidade entre os grupos.
A economia açucareira no Brasil não dependia de subsídios ou apoio externo, sendo financiada exclusivamente pelos lucros gerados localmente.
Situação hipotética: Um historiador analisa a legislação sobre a escravidão no Brasil Colônia e identifica artigos que, nominalmente, ofereciam caminhos para a manumissão. Assertiva: A simples existência de tais artigos na legislação não garante sua efetiva aplicação nem subverte a natureza intrínseca da escravidão como sistema de opressão, exigindo uma análise contextualizada das práticas sociais, das relações de poder e do grau de agência dos escravizados e seus proprietários para a plena compreensão do fenômeno.
Certo
Errado
“Os ensaios sediciosos do final do século XVIII anunciam a erosão de um modo de vida” (Jancsó, 1997)
Fonte: JANCSÓ, István. A sedução da liberdade. in SOUSA, Laura de Mello Org. História da Vida Privada no Brasil - cotidiano e vida privada na América portuguesa. SP. Companhia das Letras, 1997. p.389
Considerando a crise do sistema colonial ao final do século XVIII, analise as afirmativas a seguir:
I- Manifestações políticas da crise geral do Antigo Regime, os ensaios de sedição lançam luz, para além da negação do absolutismo monárquico, sobre o despontar de novas formas de sociabilidade, permitindo penetrar no pulsar do cotidiano, tanto das elites quanto dos outros diversos segmentos da sociedade colonial.
II- As sedições foram momentos de condensação da crise geral do Antigo Regime na Colônia, área periférica do capitalismo, as transformações que anunciam a hegemonia burguesa penetravam lenta, mas persistentemente, no fluir da vida social organizada.
III- Os eventos de Minas Gerais (1789) e da Bahia (1798) não se configuraram efetivamente em sedições porque não tratavam de deliberada e organizada vontade de subverter a ordem pública e os padrões organizados do Estado.
É CORRETO o que se afirma em:
I e II apenas.
I apenas.
III apenas.
II e III apenas.
I, II e III.
A imagem apresentada é uma litografia do século XIX que retrata aspectos do cotidiano da população escravizada no Brasil colonial. Essas representações iconográficas constituem fontes históricas fundamentais para a compreensão das condições de vida, trabalho e resistência cultural dos africanos e afrodescendentes.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/05/abolicao-da-escravatura-no-brasil-os-3-fatos-essenciais-que-levaram-ao-fim-da-escravidao
Analisando os elementos visuais presentes na litografia, que aspectos históricos sobre a vida da população negra escravizada no Brasil colonial podem ser identificados na cena representada?
A representação mostra escravizados domésticos em atividades ligadas ao serviço das casas-grandes, sem qualquer tipo de interação social ou prática comercial autônoma.
A imagem comprova que os escravizados viviam em isolamento social, com poucas redes de relacionamento ou práticas culturais próprias.
A cena retrata o trabalho rural nas plantações, mostrando escravizados em atividades agrícolas típicas do sistema plantation, com algumas formas de autonomia econômica.
A imagem demonstra a total assimilação cultural dos escravizados à sociedade colonial, evidenciada pela ausência de elementos culturais africanos e pela adoção de costumes europeus nas atividades cotidianas.
A litografia evidencia a existência de um comércio de rua protagonizado por escravizados urbanos, revelando práticas de ganho, sociabilidade e manutenção de elementos culturais africanos no contexto colonial brasileiro.
Os estudos históricos sobre a escravidão no Brasil passaram por diversas renovações, ampliando a compreensão sobre as diferentes formas de ser escravizado no período colonial. Entre essas formas, destacavam-se a condição de escravos de ganho. Assinale a opção que descreve corretamente essa condição.
Os escravizados que trabalhavam e geravam a maior parte dos lucros para seus proprietários, em comparação com os demais e, por isso, tinham um alto valor de mercado.
Os escravizados que eram oferecidos como presentes pelos seus proprietários em ocasiões especiais, como a assinatura de contratos comerciais entre negociantes.
Os escravizados que trabalhavam, principalmente em cidades, prestando diversos serviços a terceiros e entregando parte de sua renda aos seus proprietários.
Os escravizados, homens que eram obrigados a participar de lutas e combates corporais para entreter seus proprietários.
Os escravizados idosos que, embora isentos do trabalho nas lavouras e no ambiente doméstico, permaneciam sem direito à liberdade.
Sobre as estratégias e as ações do movimento abolicionista brasileiro no final do século XIX, é correto afirmar que:
A atuação dos abolicionistas se concentrou quase que exclusivamente na esfera legislativa, negligenciando a importância da manifestação popular, da resistência nas fazendas e das conexões com o cenário internacional, o que limitou sua influência na mudança de políticas públicas.
O movimento abolicionista demonstrou uma abordagem plurifacetada e articulada, combinando a mobilização na imprensa, alianças estratégicas no parlamento, ações de resistência direta dos escravizados, além de interagir com dinâmicas culturais e internacionais, visando pressionar o governo pela abolição.
O protagonismo dos abolicionistas restringiu-se ao apoio às reformas penais e judiciais no período, com pouca intervenção nas questões de resistência social, que foram protagonizadas principalmente pelos próprios escravizados em ações autônomas e isoladas.
Os abolicionistas optaram por uma tática predominantemente indireta, centrando suas ações na influência discreta das elites econômicas e jurídicas, evitando o engajamento direto com a opinião pública e com as formas de resistência dos escravizados.
As ações do movimento foram predominantemente de resistência violenta e clandestina, tendo pouco impacto na esfera pública ou no âmbito institucional, o que dificulta compreender sua influência na promulgação da Lei de 15 de outubro de 1886, que revogou a pena dos açoites.
“Não delegava a Coroa aos donatários apenas poderes civis, tão amplos que Varnhagen os chamou de majestático, delegava ainda o ônus da defesa, e por isso mesmo o donatário era, a um tempo, governador e capitão [...] Mas no Foral dispunha taxativamente: ‘os moradores e povoadores e povo da dita capitania serão obrigados em tempo de guerra a servir nela com o capitão se lhe necessário for.’ Permitia, assim, ao donatário, o exercício do poder militar e o título de comandante, enquanto colocava às suas ordens os povoadores, obrigados a servi-lo e a reconhece-lo como chefe, ao mesmo tempo em que permitia a entrada de instrumentos necessários à luta militar, as armas e munições, e ainda o tráfico delas, com a reserva de que isso só ocorresse entre cristãos e súditos do reino, o que vedava o comércio de armas com os indígenas, objeto, como se verá, de constantes cuidados e discriminações nesse sentido.”
(SODRÉ, Nelson Werneck. História Militar do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. p.28)
O primeiro sistema de administração do Brasil Colonial foi o chamado sistema de Capitanias Hereditárias. Este sistema conferia à empresa colonizadora o caráter de empreendimento privado – amplos poderes eram cedidos aos donatários, que os exerciam em nome da Coroa, em troca da assunção por estes dos riscos e gastos necessários. O fracasso desse sistema, porém, levaria o governo português a centralizar a administração – o que também afetou a organização da defesa da colônia. Sobre a organização militar no período colonial, assinale a afirmativa correta:
As primeiras feitorias não apresentavam caráter militar, estando desprotegidas e vulneráveis. Esta situação permaneceria até o período pombalino, quando a Coroa deu início então a um amplo programa de construção de fortes junto aos centros urbanos da colônia.
As tropas de linha, também conhecidas como terços, eram comandadas por um oficial civil, escolhido pelo governador segundo prestígio e riqueza, e não remunerados.
As milícias eram tropas regulares e profissionais em armas, sendo na maioria das vezes compostas por mercenários estrangeiros.
As ordenanças eram compostas por toda a população masculina em condições físicas e idade militar, convocadas quando necessário.
Em 1692, a preocupação com a defesa da colônia levou à fundação, em Salvador, da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho.
Relacione a atuação de Joaquim Nabuco no movimento abolicionista brasileiro e assinale a alternativa correta.
Defendia a abolição como instrumento de reforma agrária imediata no Brasil.
Atuou na campanha abolicionista como parlamentar e articulador de ações políticas e intelectuais.
Promoveu campanhas armadas em províncias do Norte para pressionar o governo imperial.
Propôs a manutenção da escravidão sob novas regulamentações trabalhistas.
“O elemento crucial na manufatura do açúcar foram os escravos. Suas condições de vida e trabalho são fundamentais para explicar a natureza da sociedade que se originou da economia açucareira.”
(SCHWARTZ, Stuart. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. p. 122)
A escravidão foi uma das bases das atividades desenvolvidas durante o período colonial no Brasil, tendo deixado raízes que marcaram a sociedade brasileira mesmo após a abolição da escravatura no final do século XIX. Essa dinâmica, com o predomínio da mão de obra africana, marca um traço distintivo da colonização portuguesa. Neste sentido, diversas são as razões apontadas pelos historiadores para a escolha da mão de obra africana como base do sistema escravista colonial. Dentre os enunciados abaixo, assinale a alternativa que apresenta uma razão incorreta para este predomínio:
Os indígenas do sexo masculino não estavam adaptados ao trabalho na lavoura, caracterizando assim uma barreira cultural difícil de ser rompida pelo colonizador.
Vários setores da Igreja e da Coroa opunham-se à escravização indígena, fato que não ocorria em relação aos africanos.
Os africanos eram naturalmente predispostos ao cativeiro, elemento tradicional de sua cultura, ao passo que os indígenas brasileiros desconheciam qualquer forma de servidão.
As epidemias que afetaram a população indígena ao entrarem em contato com o colonizador levou os senhores a considerarem arriscado o investimento na mão de obra nativa.
O tráfico negreiro gerou um lucrativo negócio cujos rendimentos iam para a metrópole, seja para os negociantes envolvidos ou seja através do pagamento de impostos à Coroa.
Sobre a colonização da América, os sistemas coloniais, o mercantilismo e os movimentos de independência, analise as sentenças e atribuis V para as VERDADEIRAS e F para as FALSAS:
( )Os sistemas coloniais implantados na América Ibérica foram pautados por uma rígida hierarquia administrativa e econômica, que visava garantir o controle das metrópoles sobre o território e os recursos coloniais, sendo o Brasil e o Vice-Reino do Peru exemplos dessa lógica centralizadora.
( )O mercantilismo, enquanto doutrina econômica dominante nos séculos XVI a XVIII, sustentava a intervenção estatal na economia, o metalismo e o exclusivo colonial como formas de fortalecimento das metrópoles.
( )A formação do espaço social brasileiro independente foi marcada por uma ruptura profunda com os padrões de dominação colonial, substituindo o modelo agrário-exportador por uma economia de base industrial voltada ao mercado interno.
( )Diferente de muitos países da América Espanhola, a independência do Brasil ocorreu sem guerra de longa duração, sendo viabilizada por um pacto entre as elites agrárias e a monarquia, o que garantiu certa continuidade da ordem social e econômica anterior.
( )Entre os fatores que influenciaram os movimentos de independência na América Latina estão as ideias iluministas, o impacto da Revolução Francesa, a independência dos Estados Unidos e a crise do sistema colonial provocada pelas invasões napoleônicas na Península Ibérica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
V – F – V – V – F
V – V – F – V – V
F – V – F – V – V
V – V – V – F – F
F – F – V – V – V
“Nesse contexto, Sebastião José de Carvalho e Melo se tornou o ministro mais importante do reinado de Dom José I. Conhecido como Marquês do Pombal (título obtido só em 1770), seu prestígio cresceu após o terremoto que sacudiu Lisboa em 1755. O abalo sísmico, agravado por inúmeros incêndios, destruiu quase dois terços da cidade, arrasando igrejas, casas e prédios públicos [...]. A reconstrução da cidade foi feita à custa da criação de impostos, principalmente no Brasil” (Vainfas, 2016). Sobre a administração pombalina no período colonial brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA.
Transformou as capitanias hereditárias em capitanias reais.
Transferiu a capital de Salvador para o Rio de Janeiro.
Ampliou a autonomia política das câmaras municipais coloniais.
Transferiu a jurisdição dos aldeamentos indígenas para particulares reais.
Expulsou os jesuítas do Império Português.
A imagem apresentada é uma litografia do século XIX que retrata aspectos do cotidiano da população escravizada no Brasil colonial. Essas representações iconográficas constituem fontes históricas fundamentais para a compreensão das condições de vida, trabalho e resistência cultural dos africanos e afrodescendentes.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/05/abolicao-da-escravatura-no-brasil-os-3-fatos-essenciais-que-levaramao-fim-da-escravidao
Analisando os elementos visuais presentes na litografia, que aspectos históricos sobre a vida da população negra escravizada no Brasil colonial podem ser identificados na cena representada?
A representação mostra escravizados domésticos em atividades ligadas ao serviço das casas-grandes, sem qualquer tipo de interação social ou prática comercial autônoma.
A cena retrata o trabalho rural nas plantações, mostrando escravizados em atividades agrícolas típicas do sistema plantation, com algumas formas de autonomia econômica.
A litografia evidencia a existência de um comércio de rua protagonizado por escravizados urbanos, revelando práticas de ganho, sociabilidade e manutenção de elementos culturais africanos no contexto colonial brasileiro.
A imagem demonstra a total assimilação cultural dos escravizados à sociedade colonial, evidenciada pela ausência de elementos culturais africanos e pela adoção de costumes europeus nas atividades cotidianas.
A imagem comprova que os escravizados viviam em isolamento social, com poucas redes de relacionamento ou práticas culturais próprias.
Nos primeiros dois séculos do período colonial, foram organizadas e normatizadas diversas práticas de controle da população indígena, entre as quais a descrita a seguir:
Deslocamento de indígenas de seus territórios originais para aldeamentos, geralmente estabelecidos por missionários ou autoridades coloniais. Este processo envolve a organização de expedições que visavam convencer ou forçar os indígenas a se mudarem, com o objetivo de integrá-los à cultura cristã e facilitar o trabalho agrícola, como também a obtenção de mão de obra.
Assinale a opção que indica corretamente a prática descrita no trecho.
Missão.
Aldeamento.
Descimento.
Índios de Resgate.
Índios de Repartição.