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Ao trabalhar sobre História do Brasil, um professor do ensino médio organiza uma simulação de um debate sobre a abolição da escravidão no Brasil. Para isso, ele divide a turma em grupos que representam diferentes setores da sociedade, como os abolicionistas, os latifundiários escravocratas, os políticos monarquistas, os setores urbanos emergentes e os ex-escravizados. Durante a atividade, um estudante questiona por que a abolição não garantiu automaticamente a inclusão dos ex-escravizados na sociedade brasileira.
Nesse sentido, assinale a alternativa que responde adequadamente à questão do aluno.
A Lei Áurea foi uma medida bem planejada e acompanhada por políticas de reparação, garantindo ao ex-escravo acesso imediato à terra e direitos políticos.
A abolição da escravatura foi um processo pacífico e amplamente aceito por todos os setores da sociedade brasileira, demonstrando, assim, que não havia resistência por parte dos proprietários de terras e das elites políticas.
Não houve uma ruptura total da escravidão, ela foi extinta gradualmente desde a independência, e, já no ano de 1888, havia sido substituída pelos trabalhadores imigrantes, especialmente os vindo da Europa e Ásia.
Apesar de apresentar um avanço na sociedade, o processo de abolição da escravidão no Brasil não teve medidas estruturais que garantissem a inclusão dos ex-escravos, resultando na marginalização e nas dificuldades de acesso a direitos básicos.
A abolição da escravatura ocorreu devido à pressão da Coroa Portuguesa, visto que, em todas as suas colônias, a abolição já havia ocorrido. Além disso, não houve revoltas populares ou pressões internacionais.
Acerca do sistema de governo e administração colonial durante o período da colonização portuguesa do Brasil, considere as seguintes afirmativas:
I. No Estado absolutista português, o poder estava concentrado nas mãos do rei, e o reino era considerado uma extensão de sua propriedade pessoal.
II. Embora a coroa portuguesa mantivesse o controle centralizado sobre as decisões administrativas, os administradores coloniais no Brasil frequentemente precisavam improvisar soluções para lidar com situações imprevistas.
III. O Estado absolutista português permitia uma ampla autonomia para os administradores coloniais no Brasil, sem necessidade de subordinação às decisões da metrópole.
IV. O sistema de governo em Portugal durante a colonização do Brasil era baseado em um modelo de democracia participativa, com divisão clara entre poderes público e privado.
Com base nas afirmativas, estão corretas:
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e IV.
No Brasil, a história do trabalho está profundamente associada ao passado colonial, uma vez que, dentro do sistema escravocrata, dominante até fins do século XIX, as relações eram caracterizadas pela posse total não somente da força de trabalho, mas também do corpo e da vida dos indivíduos escravizados.
Certo
Errado
"A escravidão africana não foi um acidente na história do Atlântico, mas a base material que sustentou a acumulação primitiva do capitalismo europeu."
(Eric Williams, Capitalismo e Escravidão, 1944).
Com base na citação e nos estudos sobre o colonialismo, analise as seguintes afirmativas:
I. A escravidão africana foi um elemento estruturante da economia mercantilista, fornecendo mão de obra essencial para os sistemas produtivos coloniais, como as plantações de açúcar no Caribe e no Brasil.
II. O tráfico atlântico de escravizados gerou riquezas que foram fundamentais para o financiamento da Revolução Industrial, impulsionando setores como a construção naval, a indústria têxtil e o sistema bancário europeu.
III. O fim da escravidão ocorreu devido exclusivamente a razões humanitárias, sem relação com mudanças econômicas e interesses políticos.
IV. A Igreja Católica condenou de maneira unânime e sistemática a escravidão desde o início das grandes navegações, promovendo a abolição nos territórios coloniais. navegações, promovendo a abolição nos territórios coloniais.
Com base na análise, assinale a alternativa CORRETA:
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Assinale a alternativa que completa corretamente a frase a seguir:
"Durante o período colonial brasileiro, especificamente no início do século XVIII, a descoberta de expressivas jazidas auríferas na região das Minas Gerais desencadeou uma série de conflitos violentos que evidenciaram as tensões sociais e econômicas da época. De um lado, encontravam-se os bandeirantes paulistas, pioneiros na descoberta e exploração do ouro na região, que reivindicavam direitos prioritários sobre as lavras devido ao seu papel desbravador. Do outro, estavam os chamados 'forasteiros' - principalmente portugueses e imigrantes de outras capitanias - que afluíam em massa para a região, atraídos pela possibilidade de enriquecimento rápido. Este embate histórico, que se desenrolou entre 1707 e 1709, ficou conhecido como ______________, e foi caracterizado por intensas disputas pelo controle das minas de ouro, resultando em transformações na estrutura administrativa da região."
Guerra dos Emboabas.
Revolta de Felipe dos Santos.
Conflito de Vila Rica.
Rebelião dos Sertanistas.
Guerra das Bandeiras.
Segundo Linhares et al, a historiografia tradicional, de cunho oficial, erra ao apresentar a abolição apenas sob o viés de qual das alternativas abaixo?
Das elites humanitárias e liberais.
Da crise do escravismo
Das resistências dos escravos ao regime de trabalho servil
Da rebeldia dos cativos
Da crise do sistema produtivo
Durante a colonização da América, diferentes formas de exploração econômica foram aplicadas, variando de acordo com as condições locais e os interesses das potências europeias. Sobre esse contexto, considere o sistema de plantation e marque a alternativa CORRETA:
A plantation era baseada na pequena propriedade e no trabalho assalariado.
A plantation promovia a diversificação econômica e garantia o desenvolvimento industrial nas colônias.
A exploração econômica da plantation baseava-se no consumo interno das colônias.
O modelo de plantation caracterizou-se pela monocultura, produção para exportação e utilização de mão de obra escravizada.
Sobre a formação das civilizações africanas pré-coloniais, analise as assertivas abaixo:
I. As sociedades africanas desenvolveram complexas estruturas políticas e sociais, com sistemas hierárquicos, comércio regional e redes de intercâmbio cultural antes da colonização europeia.
II. As civilizações africanas pré-coloniais eram homogêneas e organizadas de maneira similar, sem distinções em sistemas políticos ou estruturas econômicas, caracterizando todas como sociedades de organização tribal.
III. A diversidade de línguas, religiões e tradições artísticas reflete processos históricos internos, incluindo migrações, guerras e trocas econômicas, sem influência externa significativa.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
A história da colonização do Brasil revela a centralidade dos ciclos econômicos na estruturação do território e da sociedade. O ciclo do açúcar, em particular, consolidou o modelo de plantation, estabelecendo vínculos duradouros entre metrópole e colônia. Considerando esse contexto, qual proposição traduz com maior rigor suas implicações históricas?
A consolidação de uma economia baseada em grandes unidades produtivas, mas voltada prioritariamente ao abastecimento interno e à autonomia alimentar da colônia.
O fortalecimento do sistema de plantation, caracterizado por monocultura, concentração fundiária, trabalho escravo e dependência estrutural do mercado europeu.
A diversificação produtiva equilibrada no Nordeste, incorporando tabaco e algodão como eixos equivalentes ao açúcar e destinados à emancipação econômica regional.
A incorporação de populações indígenas em moldes de parceria contratual, assegurando a elas autonomia parcial no cultivo e comercialização da cana.
A transferência precoce do polo econômico para o Sudeste, em função da expansão cafeeira ainda no século XVI, deslocando o protagonismo nordestino.
O sistema de contratos de dízimos representou um mecanismo fundamental da administração fiscal colonial portuguesa no Brasil, operando paralelamente ao sistema de capitanias. Sobre essa complexa estrutura de arrecadação tributária e suas implicações socioeconômicas, analise as afirmações a seguir.
I. Os contratos de dízimos eram arrematados em leilão público nas principais vilas, sendo que os arrematantes (contratadores) antecipavam à Coroa o valor estimado da arrecadação anual e depois cobravam diretamente dos produtores rurais.
II. O dízimo incidia sobre a produção agrícola e pecuária na base de 10%, mas na prática, os contratadores frequentemente cobravam taxas superiores, gerando conflitos constantes com senhores de engenho e fazendeiros.
III. Os jesuítas eram isentos do pagamento de dízimos sobre suas propriedades produtivas, privilégio que se tornou uma das principais fontes de tensão entre a Companhia de Jesus e os contratadores leigos.
IV. Durante o período pombalino, a Coroa tentou estatizar parcialmente o sistema, criando as "Juntas da Real Fazenda" que assumiram alguns contratos anteriormente administrados por particulares.
V. Os contratos de dízimos financiavam apenas a administração colonial e manutenção de tropas, representando cerca de 10% da receita colonial.
Estão corretas, apenas:
I, II e IV.
I, III e V.
II, III e IV.
I, II, IV e V.
I, II, III e IV.
Em 1542, as Leis Novas estabelecidas por D. João III para a administração colonial apresentavam como principal característica:
A diminuição do poder dos donatários nas capitanias hereditárias.
A extinção do sistema de sesmarias na colônia portuguesa.
O estabelecimento do monopólio comercial espanhol nas Américas.
A proibição total do trabalho indígena em toda a colônia.
A transferência do poder administrativo para a Companhia das Índias.
Sobre o Pacto Colonial, sistema de políticas que aconteceu durante o período Moderno, é CORRETO afirmar que:
se tratava de um acordo entre as colônias espanholas e portuguesas na américa para praticar o livre comércio.
dava às colônias poder de decisão na política interna da metrópole.
proporcionava às colônias na américa alguns benefícios em troca de contrapartidas, como por exemplo o direito de possuir indústrias na colônia em compensação pelo extrativismo operado pela metrópole
restringia o comércio da colônia apenas a Portugal e cobrava que a colônia importasse produtos manufaturados da metrópole.
constituiu-se no que hoje é conhecido como União Ibérica.
No século XIX, o Brasil ainda mantinha um sistema escravocrata baseado na exploração de mão de obra africana. Em meio a esse contexto, africanos escravizados e libertos organizaram movimentos de resistência em diversas regiões do país. Um desses movimentos, liderado por negros de origem islâmica, foi planejado com disciplina e articulação religiosa e ficou conhecido como Revolta dos Malês.
Com base nesse contexto, marque a alternativa que indica corretamente o local onde ocorreu a Revolta dos Malês:
Recife – Pernambuco
Salvador – Bahia
São Luís – Maranhão
Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
Leia os trechos a seguir.
I. “O Brasil é um país sem povo.” A famosa frase feita na década de 1880, já foi tomada como ponto de partida para a elaboração de um paradigma interpretativo da história do Brasil. Logo ligouse à visão do escravo como um ser coisificado, incapaz de pensamentos e ações próprios: a escravidão teria aniquilado as pessoas e sua cultura, restando a fragmentação e o vazio produzidos por uma dominação.
Adaptado de: CHALHOUB, Sidney; Fernando Teixeira da Silva. “Sujeitos no Imaginário do Acadêmico: Escravos e trabalhadores na historiografia brasileira desde os anos 1980”. Cad. AEL, v.14, n.26, 2009, pp. 15-16.
II. Talvez a característica mais marcante dos trabalhos acadêmicos sobre a escravidão nas últimas décadas tenha sido a forma pela qual romperam com a associação entre subordinação e paralisia ou passividade. Os estudiosos vêm encontrando numerosas maneiras de examinar as iniciativas dos escravos sem desconsiderar a opressão, de explorar a criação de sistemas alternativos de crenças e valores no contexto da tentativa de dominação ideológica, de aprender a reconhecer a comunidade escrava mesmo constatando o esforço contínuo de repressão a algumas de suas características essenciais.
Adaptado de: SCOTT, R. “Exploring the meaning of freedom: post-emancipation societies in comparative perspective”. Hispanic American Historic Review, v. 68, n. 3, p. 407-428, ago. 1988.
Assinale a opção que descreve corretamente a interpretação dos dois trechos.
O texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que os escravizados viviam sob repressão, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que eles tinham o direito de viver conforme seus próprios desejos.
O texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que a violência impedia os escravizados de agir, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que, mesmo sofrendo violência, eles eram indivíduos ativos.
O texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que deveriam dar protagonismo aos escravizados como sujeitos históricos, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que eles eram coisas.
O texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que a violência da escravidão uniu os escravizados, que criaram a cultura brasileira, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que eles eram sujeitos passivos.
O texto I afirma que alguns historiadores acreditavam que os escravizados não tinham pensamentos, enquanto o texto II afirma que outros historiadores entendem que a violência não foi tão severa e que poderiam pensar se quisessem.
Leia o trecho a seguir.
“O ministério pombalino constitui um tema incontornável da historiografia portuguesa e internacional. De resto, à imagem do que acontece a outras figuras ligadas ao despotismo esclarecido, existe uma longa tradição de trabalho dedicado ao principal governante do século XVIII português.”
Fonte: Cruz, Miguel da. Pombal e o Império Atlântico: impactos políticos da criação do Erário Régio. Revista Tempo, v.20, 2014, p. 2.
Com base na leitura, assinale a opção que apresenta corretamente uma medida do Marques de Pombal que reflete seu despotismo esclarecido.
A criação da primeira universidade no Brasil marcou um avanço na laicização e na disciplinarização do ensino, processo iniciado com a expulsão dos jesuítas.
A instituição da Intendência Geral de Polícia exerceu um papel central na coerção e ordenação da vida social e cultural da sociedade moderna.
A transferência de poder às câmaras municipais coloniais refletiu um projeto de racionalização administrativa do Império, visando maior controle e eficiência na gestão local.
A criação da primeira imprensa no Brasil, a Imprensa Régia, , expressou o controle estatal sobre os meios de divulgação, a censura e a comunicação oficial do governo.
A instalação do Tribunal do Santo Ofício no Brasil manifestou uma política repressiva voltada à vigilância ideológica e à perseguição de grupos desviantes da ortodoxia religiosa.
Tobias Barreto (1839-1889) foi considerado um dos maiores penalista do Império, responsável pela influência da Escola do Recife sobre o pensamento jurídico nacional.
Leia o trecho a seguir extraído de suas Questões Vigentes (1888).
Ser natural não livra de ser ilógico, falso e inconveniente. As coisas que são naturalmente regulares, isto é, que estão de acordo com as leis da natureza, tornam-se muitas vezes irregularidades sociais. Assim, e por exemplo, se alguém hoje ainda ousa repetir com Aristóteles que há homens nascidos para escravos, não vejo motivo de estranheza. Sim, é natural a existência da escravidão; há até espécies de formigas, como a polyerga rubescens, que são escravocratas; porém é cultural que a escravidão não exista. Do mesmo modo, é um resultado natural da luta pela vida que haja grandes e pequenos, fortes e fracos, ricos e pobres, em atitude hostil uns aos outros; o trabalho cultural consiste, porém, na harmonização dessas divergências, medindo a todos por uma só bitola.
Adaptado de BARRETO, Tobias. Questões vigentes. Edição do Estado de Sergipe, 1926, p. 55.
Com base no trecho, é correto deduzir que, para o autor, a escravidão é um fator
natural, em relação ao qual não cabe resistir, por ser a base da sociedade humana enquanto resultado de uma predeterminação biológica.
regular, sendo um direito legalmente garantido e protegido por leis (Constituição de 1824) cuja contestação fere o direito natural à propriedade.
social, cuja abolição é deletéria e causaria o colapso econômico, já que os escravizados constituem a principal força de trabalho nas lavouras e nas cidades.
inatural, já que todos os seres humanos possuem uma natureza racional e autodeterminada, o que implica o direito de escolher se aderir ou não à condição servil.
cultural, fruto de uma construção histórica que reforça a desigualdade natural dos homens, mas não é inevitável, sendo tarefa dos juristas e dos políticos intervir para desfazer tal desigualdade.
O sistema de capitanias hereditárias implantado no Brasil em 1534 teve impacto na colonização portuguesa. Qual afirmação descreve corretamente essa experiência?
As capitanias funcionaram sem dificuldades financeiras, sustentadas exclusivamente pela Coroa.
As capitanias foram um sucesso uniforme em todas as regiões, garantindo povoamento rápido.
O sistema de capitanias eliminou conflitos com povos indígenas e facilitou a integração cultural.
As capitanias buscavam descentralizar a administração e transferir custos da colonização para particulares.
Leia o texto a seguir:
Levada a cabo pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), desde sua criação em 1937, essa política preservacionista deixou um saldo de bens imóveis tombados, referentes aos setores dominantes da sociedade. Preservaram-se as igrejas barrocas, os fortes militares, as casas-grandes e os sobrados coloniais.
(Ricardo Oriá, “Memória e ensino de História”. Em: Circe M. F. Bittencourt, O saber histórico na sala de aula, 1997. Adaptado)
Considerando o contexto abordado, está correto afirmar que a referida política preservacionista
deixou senzalas, quilombos, vilas operárias e cortiços no esquecimento, excluindo a pluralidade étnico-cultural da formação histórica do Brasil.
contribuiu para ampliar a representatividade da diversidade cultural brasileira, institucionalizando processos para a preservação da memória popular.
colaborou para a descentralização administrativa dos processos de tombamento, possibilitando maior participação dos entes subnacionais nas decisões finais.
valorizou a formação de equipe técnica de natureza multidisciplinar, para evitar uma visão elitista e excludente do conceito de patrimônio histórico e artístico.
descaracterizou aspectos da arte e da arquitetura do Período Colonial e Barroco, em razão de sua ênfase na visão modernista de preservação patrimonial.
Leia o texto a seguir.
“A escravidão se enraizou de tal forma no Brasil, que costumes e palavras ficaram por ela marcados. Se a casa-grande delimitava a fronteira entre a área social e a de serviços, a mesma arquitetura simbólica permaneceria presente nas casas e edifícios, onde, até os dias que correm, elevador de serviço não é só para a carga, mas também e, sobretudo, para os empregados que guardam a marca do passado africano na cor.”
SCHWARCZ, Lilia Mortiz; STARLING, Heloísa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
De acordo com o texto acima, um dos legados da escravidão para a sociedade brasileira é a
naturalização da violência.
ausência de preconceito racial.
democratização das oportunidades.
manutenção de uma estrutura social igualitária.
Considerando a sociedade brasileira após a Lei Áurea, analise as afirmativas a seguir:
I- Após a abolição da escravatura, todos os negros livres se tornaram seres em condição sub-humana, gerando o aumento do número de desocupados, mendigos e crianças abandonadas.
II- Com abundância de mão de obra imigrante, os antigos cativos da sociedade brasileira acabaram constituindo-se num imenso exército industrial de reserva, descartável e sem força política na jovem República.
III- Para muitas mulheres que não estudaram, o trabalho doméstico seguiu como a oportunidade de emprego mais viável, o que permitia a mais fácil inserção no meio urbano.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
II e III.
I.
II.
III.
I e III.