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Leia os trechos a seguir.
I. A desagregação do regime escravocrata e senhorial se operou, no Brasil, sem que se cercasse a destituição dos antigos agentes de trabalho escravo de assistência e garantias que os protegessem na transição para o sistema de trabalho livre. Os senhores foram eximidos da responsabilidade pela manutenção e segurança dos libertos, sem que o Estado, a Igreja ou outra qualquer instituição assumissem encargos especiais, que tivessem por objeto prepará-los para o novo regime de organização da vida e do trabalho. O liberto se viu convertido, sumária e abruptamente, em senhor de si mesmo, tornando-se responsável por sua pessoa e por seus dependentes, embora não dispusesse de meios materiais e morais para realizar essa proeza nos quadros de uma economia competitiva.
Fonte: FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes, Volume 1. São Paulo: Editora Globo, 2008, p. 29.
II. Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo – há muita gente de jenipapo ou mancha mongólica pelo Brasil – a sombra, ou pelo menos a pinta do indígena ou do negro. A influência direta ou vaga e remota, do africano. Na música, no andar, na fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos quase todos a marca da influência negra. Da escrava que nos embalou. Que nos deu de mamar. Que nos deu de comer, ela própria amolengando na mão o bolão de comida. Da negra velha que nos contou as primeiras histórias de bicho e de mal-assombrado. Da mulata que nos tirou o primeiro bicho-de-pé de uma coceira tão boa. Da que nos iniciou no amor físico e nos transmitiu, ao ranger da cama-de-vento, a primeira sensação completa de homem.
Adaptado de: FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal, São Paulo: Global, 2003, p. 367.
Avalie as afirmativas que interpretam os trechos e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) I interpreta a incorporação da população afrodescendente na sociedade brasileira através da análise do mercado de trabalho, responsabilizando os próprios libertos pela falta de melhoria em suas condições.
( ) II interpreta a integração dos afrodescendentes à sociedade brasileira como um processo marcado pela violência, concentrando-se principalmente nos abusos cometidos contra as mulheres escravizadas.
( ) I compreende a sociedade pós-abolição como perpetuadora dos mecanismos de manutenção da desigualdade. II observa as interações sociais entre os grupos formadores do Brasil de forma positiva e atribui centralidade aos afrodescendentes em sua análise.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – F.
V – F – V.
F – V – F.
F – F – V.
Observe as duas imagens a seguir:
Imagem I

Fonte: Mercado de Escravos no Rio de Janeiro. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2023. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra9872/mercado-de-escravos-no-rio-de-janeiro.
Imagem II

Fonte: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/cais-do-valongo-ganha-titulo-de-patrimonio-mundial-da-unesco
A imagem I retrata o Mercado de escravos na cidade do Rio de Janeiro no século XIX. Na cena pintada por Augustus Earle em 1824, estão representados homens em vestimentas próprias das classes abastadas e homens afrodescendentes despidos ou semidespidos em condição de cativo sendo comercializados. A imagem II é uma fotografia atual da mesma região da imagem I, que é o Sitio Arqueológico do Cais do Valongo, onde contém vestígios materiais da presença de afrodescentes escravizados na cidade carioca.
A análise das duas imagens em perspectiva comparada foi proposta por um docente como atividade didática sobre a escravidão, tendo o uso histórico dos espaços urbanos como objeto de estudo.
A respeito dessa atividade, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Promove estudos e reflexões sobre a presença na atualidade de elementos materiais e mentais de outros tempos e incentivar reflexões sobre as relações entre presente e passado, entre espaços locais, regionais, nacionais e mundiais;
( ) Promove estudos e reflexões sobre a diversidade de modos de vida e de costumes que convivem na mesma localidade;
( ) Propõe estudos das relações e reflexões que destaquem diferenças, semelhanças, transformações, permanências, continuidades e descontinuidades históricas.
Assinale a afirmativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
V – V – V.
V – F – V.
V – V – F.
F – V – F.
F – F – V.
A consciência anticolonialista no Brasil começou a brotar no século XVII, quando entram em choque os interesses dos colonos e da metrópole. Resultam desse conflito numerosas rebeliões coloniais como a Revolta de Beckman.
Assinale a alternativa correta a respeito do tema.
As rebeliões coloniais do século XVII, em especial a Guerra dos Mascates, foram influenciadas pelas ideias iluministas, notadamente as de John Locke.
Embora a historiografia tradicional localize as rebeliões coloniais a partir do século XVII, já no início da colonização colonial registram-se em São Vicente rebeliões contra os portugueses que intentavam trazer escravos africanos para o Brasil.
A primeira rebelião contra o domínio português foi a Conjuração Baiana, também conhecida como a Revolta dos Alfaiates, que proclamou a República da Bahia e deu início a um efêmero governo independente.
A criação das Companhias de Comércio, às quais o governo português concedeu o monopólio do comércio colonial, revoltou os colonos e em especial os comerciantes brasileiros que, no Maranhão, depuseram o governo local e expulsaram os jesuítas que contrariavam os seus interesses.
O choque de interesses entre os comerciantes reinóis e brasileiros ocorria principalmente na área fiscal. Enquanto os lusitanos eram isentos de impostos alfandegários, os brasileiros deviam recolher entre 20 a 80% do valor das mercadorias que exportavam e importavam da Inglaterra, da Espanha e de outros países europeus.
“Não se pode negar que a maior vítima da escravidão foi o próprio escravo, mas é inaceitável que ele continue sendo visto apenas como vítima, seja em textos escolares, seja em filmes ou programas de televisão, todos insistindo em negar-lhe um papel ativo na construção de sua própria história. Demonstraremos, então, como os escravos, os senhores brancos, os alforriados e os demais homens livres construíram uma sociedade escravista, com toda a sua complexidade.”
LIBBY, Douglas Cole; PAIVA Eduardo França. A escravidão no Brasil. Relações sociais, acordos e conflitos. Editora Moderna, 2ª edição, São Paulo, 2005. p. 9.
O fragmento de texto retrata a complexidade que o sistema escravista colonial assumiu na América portuguesa, estendendo-se desde o século XVI até as últimas décadas do XIX.
Destaca-se como uma das características desse modelo de escravismo o fato de:
a escravidão ter sido uma instituição social de trabalho compulsório, na qual o próprio trabalhador era uma mercadoria, comprado e vendido, alugado, emprestado, penhorado, leiloado, sem que não houvesse nenhum escravo sem proprietário
o escravo até conseguir ter sido recompensado com a habitação, a alimentação e a vestimenta, e que o trabalhador escravizado nunca conseguia obter de seus proprietários mais do que sua mera sobrevivência
na relação entre senhor e escravo, mesmo sendo intermediada por vários tipos de negociação, com cada lado tentando obter vantagem, sempre ter predominado a intermediação do Estado
o trabalho compulsório, com base na propriedade do trabalhador, ter sido possível por meio do emprego da força, mesmo que a natureza violenta da escravidão tenha sido uma prática evitável
Dentro das ponderações apresentadas por Emília Viotti da Costa, é possível compreender alguns aspectos da história do Brasil Colônia. Assim, leia as alternativas abaixo e marque, posteriormente, a alternativa correspondente.
I - A política adotada por Dom João VIno Brasil contradiz seu governo absolutista.
Il - A heterogeneidade dos movimentos brasileiros foi uma das causas do insucesso de cada um desses movimentos.
III - Os movimentos brasileiros, influenciados pelas ideias liberais, tinham como principal objetivo representar os anseios e os direitos das camadas mais pobres.
IV - O Brasil, ao se tornar independente, emancipando-se politicamente de Portugal, rompe definitivamente com o modelo político de sua antiga metrópole.
As alternativas I, Il IIl e IV são verdadeiras
As alternativas I, II IIl e IV são falsas.
Apenas as alternativas Ill e IV são falsas.
Apenas as alternativas I e II são falsas.
Apenas a alternativa IV é falsa.
De acordo com notícia vinculada ao portal g1 em 24 de abril de 2024, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente português, disse que seu país tem responsabilidade sobre crimes da era colonial, como tráfico de pessoas na África, massacres a indígenas e bens saqueados. Essa é a primeira vez que um presidente de Portugal reconhece a culpa. Portugal foi o país que mais traficou africanos na era colonial e o Brasil foi o último país do continente americano a abolir o trabalho escravo e isso aconteceu por meio da Lei Áurea, que foi aprovada pelo Senado e assinada pela regente do Brasil, a princesa Isabel. O fim da escravidão no Brasil, no entanto, não foi um ato de benevolência da monarquia, mas sim resultado da pressão e do engajamento da população brasileira.
Assinale a alternativa CORRETA que indique a data da primeira publicação da Lei Áurea:
1888
1998
1908
1808
1658
Em relação a história da fundação de colônias em Itajaí-SC. Qual era o nome da colônia que Antônio Menezes Vasconcelos de Drummond tentou estabelecer nas terras de Itajaí em 1820?
Colônia de São Francisco.
Colônia São Tomás de Vilanova.
Colônia de Itaipava.
Colônia de Santana.
Acerca da economia colonial brasileira, assinale a alternativa INCORRETA.
Durante muitos anos, existiam basicamente duas formas distintas de organização econômica na colônia brasileira: a grande lavoura, centrada na produção em larga escala, especialmente de cana-de-açúcar, e a economia de subsistência, que englobava a produção de gêneros alimentícios para a própria sobrevivência.
Nas grandes propriedades rurais, parte da produção de alimentos era destinada à subsistência dos próprios habitantes e trabalhadores, sendo realizada tanto pelos proprietários quanto pelos escravos, em terrenos dedicados especificamente para esse fim.
A preocupação com o abastecimento alimentar dos núcleos urbanos era constante, especialmente devido à priorização da produção de açúcar em detrimento dos alimentos básicos.
Embora a colonização tenha envolvido exploração e extração de recursos naturais, muitas vezes essa exploração envolveu também o comércio e a troca de mercadorias entre colonos e povos nativos.
Antes da colonização, os povos indígenas e africanos não possuíam sistemas econômicos e tecnologias adaptadas ao seu ambiente. Isso fez com que apenas os sistemas econômicos europeus fossem transplantados para as colônias.
Texto 05 para a questão 42.
Etnia é uma palavra de raiz grega, ethnos, utilizada para designar grupos que compartilham a cultura, os costumes e/ou a origem. O conceito de etnocentrismo deriva dessa palavra e foi criado para designar uma visão de mundo em que uma cultura ou um grupo étnico se considera superior aos demais e toma seus valores como medida para compreender as demais culturas.
(SOUZA e VAZ, 2020. p. 54).
Considerando que o etnocentrismo foi bastante praticado no Brasil, durante a colonização e ainda é extremamente forte, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) Os colonizadores europeus se utilizaram do pressuposto de que eram superiores, portanto podiam impor seu modo de vida aos povos originários, classificados por eles como primitivos.
( ) A desqualificação dos povos indígenas brasileiros, promovida pelo etnocentrismo europeu, estava a serviço da geração de riquezas e exploração dos bens naturais das terras brasileiras.
( ) Durante as conquistas europeias e a exploração colonial, o etnocentrismo esteve associado ao eurocentrismo, ou seja, à prevalência dos propósitos e das visões de mundo dos europeus em detrimento das perspectivas elaboradas por outras culturas.
( ) As ex-colônias dos países europeus tiveram seus recursos naturais expropriados durante séculos, além das marcas deixadas pelos ataques às suas culturas. Mesmo assim, as ex-colônias, ainda hoje, enfrentam o jogo do livre mercado, como exportadoras de bens primários, em condições bastantes adversas, às custas de uma profunda precarização do trabalho e da vida.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
F–V–V–V
V–F - V–V
V–V–V–F
F–F–F–F
V–V–V–V
“Tanto na plantation como na agricultura voltada para o abastecimento, ou mesmo nas cidades, a reposição física da escravaria – e, portanto, da própria relação social básica – se efetuava por meio do tráfico atlântico, terceiro traço distintivo de uma economia colonial típica.”
FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo; FARIA, Scheila de Castro. A economia colonial brasileira (séculos XVI-XIX). Atual Editora, 1998. p. 96.
O fragmento de texto acima apresenta uma importante característica do sistema escravista colonial americano, ao abordar a reposição de braços cativos, que tanto enriqueceu o tráfico atlântico, e marcou séculos da exploração europeia sobre o continente.
Pode-se considerar como outra característica desse sistema:
o fato de a escravidão, tanto dos nativos, como dos africanos, não ser considerada uma atividade duplamente lucrativa, pois apenas no nível da circulação da mercadoria humana, responsável pela Diáspora Africana, e não no nível da produção, permitiu a acumulação de capital por parte da burguesia metropolitana ligada ao tráfico atlântico
o predomínio da escravidão nativa na colônia portuguesa americana, que variava dependendo da maior ou menor oferta de braços, caso do litoral nordestino, que predominou até o fim do século XVI, e da região centro-sul (atual sudeste), em que o trabalho do nativo escravizado predominou até, pelo menos, o início do século XIX
a escravidão dos povos originários, regulamentada pela legislação de 1570, que tornava legal o cativeiro dos nativos e permitia escravizar os nativos capturados em guerras justas, seja no combate às nações indígenas que não aceitavam a evangelização, seja na aquisição por resgate dos que eram aprisionados por aldeias adversárias
o fato de o tráfico atlântico dos africanos escravizados ter consolidado ainda mais a economia colonial europeia nos trópicos, pois, sendo a principal forma de reposição de braços para a grande produção, também levava a Coroa portuguesa a consolidar ainda mais as alianças realizadas junto aos vários reinos africanos, como o do Congo
Desde a época do “descobrimento” do Brasil, colonos e aventureiros dirigiram-se em expedições rumo ao interior do continente à procura de riquezas minerais. As conquistas informais das minas da América espanhola alimentavam os sonhos dos povos luso-brasileiros de encontrar a montanha do Eldorado e serras resplandecentes, cobertas de ouro, prata, diamante, rubis, esmeraldas e outras pedras preciosas. No entanto, passaram-se séculos, até que as regiões mineradoras fossem descobertas pelos “conquistadores”.
Nesse processo, tivemos alguns personagens significativos, que compuseram os cenários das narrativas historiográficas das regiões mineradoras, a exemplo: a ação dos bandeirantes.

Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/enem/2015/07/07/noticia-especial-enem,665802/bandeirantes-herois-ou-viloes.shtml. Acesso: data 31/08/2024.
Sobre os Bandeirantes e a Idade de Ouro no Brasil, analise as proposições:
I. Em geral os Bandeirantes eram grupos de homens paulista que se lançaram ao aprisionamento e escravização das populações indígenas e a busca de metais preciosos no território brasileiro. Foram responsáveis pelo desbravamento das terras interioranas no Brasil.
II. Fernão Dias Pais e Manuel Borba Gato ficaram conhecidos pelas incursões na região de Minas Gerais. Outros, chegaram até Goiás e Mato Grosso. Os mais conhecidos bandeirantes foram: Raposo Tavares, Domingos Jorge Velho, Paes Gato, Paes de Barro, Cardoso de Almeida e Cunha Gabo, Amaral Gurgel.
III. Os Bandeirantes também formavam verdadeiros grupos de mercenários para atacar tribos hostis aos portugueses e destruir quilombos. Caçadores em uma sociedade escravista, eram responsáveis pela “ordem social”, ou seja, pela manutenção da escravidão e por seu tráfico interno.
IV. A guerra dos Embobas emergiu no contexto da descoberta das minas na região de Vila Rica, em que as rivalidades entre os paulistas, que consideravam ter direitos exclusivos sobre a região, e forasteiros denominados “emboabas”, pessoas vindas de várias partes da Colônia e Portugal, atraídos pela possibilidade de enriquecimento.
V. Após a descoberta do ouro, nas regiões das minas, a Metrópole passou a exercer um controle cada vez maior sobre as colônias na América. Os caminhos das minas eram intensamente vigiados pelos bandeirantes, agindo com violências contra o escoamento ilegal das pedras e na tentativa de garantir a cobrança da tributação devida, agindo como aparelho administrativo colonial, em nome das autoridades metropolitanas, por meio do Tratado de Methuen.
Estão CORRETAS:
I, II, III, apenas.
I, II, III, V, apenas.
II, III, V, apenas.
I, II, III, IV, apenas.
III, IV, V, apenas.
O período colonial brasileiro foi marcado por variadas revoltas coloniais que questionavam alguma determinação metropolitana. Entre as causas da Revolta de Beckman, ocorrida em 1684, podemos afirmar:
Elevação de Recife à condição de vila, o que provocou forte reação dos olindenses.
Obstáculos que os jesuítas impunham à escravização dos indígenas.
Conflitos entre colonos em disputa pela riqueza aurífera.
Ideal republicanista, estando seus líderes influenciados pela Independência dos Estados Unidos.
“Se as desigualdades são sempre construções históricas, as diferenças também podem sê-lo”.
Fonte: BARROS, José D'Assunção. A Construção Social da Cor: Diferença e desigualdade na formação da sociedade brasileira. Petrópolis-RJ: Vozes, 2009. p. 39.
Avalie as proposições a seguir:
I- A noção de uma África selvagem e a ideia de uma humanidade negra mais atrasada começavam a se entrelaçar no imaginário que deveria dar suporte à empresa do tráfico negreiro e à exploração impiedosa de uma nova força de trabalho submetida às mais degradantes condições, tudo com as devidas bênçãos papais.
II- Originados de relações entre homens brancos e negras escravas, por diversas vezes os trariam para dentro da casa do senhor branco para serem criados com alguma instrução. Vários dos mulatos conseguiram abrir caminho mais confortável na sociedade escravocrata.
III- Numa sociedade desigual, em que as diferenças são fortes, o mulato conseguiu, de modo geral, encontrar um lugar especial como nova categoria ou como nova diferença, apesar de ser tachado como “defeito de sangue”.
IV- Aos mulatos e crioulos, dava-se o trabalho mais duro, bem como aos africanos. Apesar das diferenças, não havia privilégios entre eles, e sim discriminação pela elite branca, retratada no romance O Mulato, escrito por Aluísio Azevedo em 1881.
É CORRETO o que se afirma em:
II e III apenas.
I e III apenas.
I e IV apenas.
I, II e III apenas.
I, II, III e IV.
O ano de 1580 também pode ser considerado o início do funcionamento do Antigo Sistema Colonial. A ampliação das atividades canavieiras, a adoção de uma política monopolista, a proibição da produção de manufaturas na Colônia e o controle político-administrativo da Coroa ajudava a garantir a subordinação da Colônia à Metrópole, um dos elementos básicos do colonialismo mercantilista da Época Moderna.
Sobre essa questão, avalie a legitimidade das informações e assinale (V) se VERDADEIRAS ou (F), FALSAS:
( ) A cidade de Salvador, 1624, ficou em poder dos holandeses, sendo recuperado só no ano seguinte.
( ) Em 1630, Pernambuco, principal área canavieira da América portuguesa, ficou sobre domínio holandês.
( ) Ao mesmo tempo que ocupavam áreas produtoras de açúcar, os holandeses tomaram pontos do litoral africano de onde retiravam negros escravizados para os engenhos do Nordeste Brasileiro.
( ) O conde João Maurício de Nassau-Siegen, criou uma verdadeira “corte intelectual” no Novo Mundo. Estimulou uma série de atividades culturais durante seu governo. Se destacando, principalmente, nas inovações arquitetônicas.
( ) No ano de 1648, em Pernambuco, na Batalha dos Guararapes, sob comando de Salvador Correia de Sá, os holandeses foram definitivamente expulsos do Brasil.
Assinale a sequência CORRETA:
V, V, F, V, V.
V, F, V, V, F.
V, V, V, V, F.
F, V, F, V, V.
F, F, V, V, F.
“Na cidade da Baía eram as negras “ganhadeiras” que nas suas cabanas vendiam peixe fresco, salgado e seco, e as “caxiteiras" que vendiam carne seca com licença da Câmara. Esta obrigava-as a vender a peso, utilizando balanças bem aferidas. Outras negras vendiam hortaliças, frutas. Umas e outras tinham seus lugares de venda bem determinados pelos camaristas e aqueles que andavam pelas ruas vendendo os seus produtos também precisavam de licença do Senado da Câmara, não podendo de forma alguma sentar-se para fazerem sua vendagem”.
O excerto acima faz referência ao escravo de ganho, assinale a afirmativa INCORRETA sobre essa função:
Muitas vezes, aproveitando das habilidades de um escravo(a), o proprietário acabava transformando-o em um “escravo de ganho”. Nessa situação o escravo poderia vender “doce de tabuleiro”, realizar o transporte de cargas e pessoas, cuidar de um estabelecimento comercial ou fabricar utensílios.
Os escravos de ganho eram mandados pelos seus senhores à rua, para executar as tarefas a que estavam obrigados, e no fim do dia tinham que entregar a seus proprietários uma determinada quantia por eles previamente estipulada.
As escravas de ganho eram, na sua maioria, quitandeiras (vendedoras de doces e alimentos); eram elas que dominavam o pequeno comércio de rua de cidades como o Rio de Janeiro e Salvador. Para exercer esse trabalho, o escravo de ganho gozava de autonomia e liberdade de locomoção.
Os escravos de ganho eram aqueles em que o proprietário os alugava para outros. Eram cativos rurais, que tinham a incumbência de comercializar nas lavouras, fosse para o seu senhor ou para um senhor que alugava seus serviços.
“O início do povoamento de Datas (MG) deu-se por volta de 1825, tendo origem idêntica das demais cidades influenciadas pelas descobertas do ouro e do diamante na região do Tijuco”.
Disponível em: https://www.ufmg.br/proex/cpinfo/saberesplurais/municipio/datas/. Acesso em: 10 out. 2024.
Considerando essa informação, analise o seguinte fragmento de texto.
Os garimpeiros foram em busca da riqueza que se escondia ______________ daquele selo ainda inexplorado. Para que o local pudesse ser garimpado, era necessária uma _________________ do Rei de Portugal. Para isso, os garimpeiros recebiam um(a) _____________, que significava terra marcada para a sua exploração.
As palavras que completam corretamente as lacunas do fragmento de texto apresentado são, na ordem:
acima, benção, lote.
acima, autorização, data.
acima, autorização, lote.
debaixo, autorização, data.
debaixo, benção, data.
A organização administrativa e econômica da colônia brasileira esteve intrinsecamente ligada às formas de trabalho vigentes. Com base nisso, analise os itens seguintes:
1. A administração colonial portuguesa no Brasil era centralizada, com a figura do Governador-Geral detendo amplos poderes sobre as capitanias.
2. A economia colonial brasileira foi amplamente dependente do trabalho escravo, tanto africano quanto indígena, sendo a base para a produção de açúcar, ouro e café.
3. As missões jesuíticas desempenharam um papel crucial na organização da mão-de-obra indígena, transformando-os em trabalhadores sob o controle da Igreja.
4. O sistema de sesmarias foi utilizado como forma de organizar a ocupação territorial e estimular a produção agrícola, concedendo grandes extensões de terra a particulares.
5. A atividade mineradora no século XVIII trouxe novas dinâmicas econômicas e sociais à colônia, resultando na formação de uma sociedade mais urbana e diversificada.
Alternativas:
Apenas os itens 1, 2 e 3 estão corretos.
Os itens 2, 3 e 4 estão corretos.
Os itens 1, 3 e 5 estão corretos.
Apenas os itens 3 e 5 estão corretos.
Apenas os itens 2, 3 e 5 estão corretos.
O período colonial do Brasil se refere ao período entre a chegada dos portugueses em 1500, liderados por Pedro Álvares Cabral, e a independência do Brasil em 1822. Sobre esse período histórico, é correto afirmar que:
A escravidão foi uma prática comum no Brasil colonial, com milhões de africanos sendo trazidos para o país para trabalhar nas plantações.
O Brasil colonial foi colonizado apenas por colonos portugueses, sem a presença de outras nacionalidades.
Durante o período colonial, o Brasil era dividido em diversas colônias independentes, cada uma governada por um país europeu diferente.
A exploração do pau-brasil foi a principal atividade econômica do Brasil colonial durante todo o período.
A economia do Brasil colonial era baseada exclusivamente na produção de café, sem nenhuma diversificação econômica.
Os primeiros contatos entre os índios e os portugueses foram marcados pelo escambo, que permitia aos colonos receberem mantimentos e mão-de-obra para a extração de pau-brasil, e mesmo para trabalho nas lavouras.
(FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo; FARIA, Sheila de Castro. A economia colonial brasileira (séculos XVI – XIX). São Paulo: Atual, 1988. p. 34)
O escambo foi uma prática largamente utilizada pelos portugueses em seu contato com os indígenas na primeira metade do século XVI. Mas não foi a única. Nesse sentido, para descrever a complexidade das relações entre portugueses e indígenas, é necessário considerar
as práticas de arrendamento da terra.
o assalariamento do indígena.
a escravidão do indígena.
a transformação do indígena em camponês.
a servidão do indígena por dívidas.
“Na representação vitoriosa dos anos 1930, o brasileiro nasce, portanto, onde começa a mestiçagem. A mistura deixou de ser desvantagem para se tornar elogio, e diversas práticas regionais associadas ao popular (...) foram transformadas em motivo de orgulho nacional. Assim como foi com a feijoada. Originalmente uma comida de escravos, converteu-se em prato nacional e representação simbólica da mestiçagem”.
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
A política cultural dirigida pelo governo estadonovista, no Brasil, exemplificada no texto acima, teve o propósito de
valorizar a diversidade cultural e regional e detrimento dos elementos nacionais.
celebrar os valores nacionais como instrumento de legitimação de práticas autoritárias.
promover ações estratégicas democráticas para a redução das desigualdades sociais.
desconsiderar elementos culturais populares da estratégia cultural governamental.