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Leia os textos I e II abaixo.
Texto I

Disponível em https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1756563739458970-charges-fevereiro-de-2023.
Texto II
"Trabalhadores de colheita de uva são resgatados em regime análogo à escravidão no Rio Grande do Sul.
Segundo os órgãos que participaram da operação − Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e polícias Federal e Rodoviária Federal − 192 trabalhadores relataram ter sido enganados pela promessa de emprego temporário, salário de R$ 4.000, alojamento e refeições pagas."
Fonte: Reportagem de Caue Fonseca e Fernanda Brigatti. Folha de São Paulo. 24.02.2023.
Considerando a relação existente entre os textos I e II, depreende-se que a charge de Benett recorre, predominantemente, a
um eufemismo.
uma alusão.
um paradoxo.
uma personificação.
uma hipérbole.
Existem vários tipos de argumentos utilizados nesses tipos de textos, podendo ser alusões históricas, dados ou pesquisas estatísticas, exemplos concretos; citações de pessoas renomadas, dentre outros. Dos argumentos citados abaixo, qual pode ser dado como exemplo de uma alusão histórica?
“Os nazistas já conheciam os efeitos de uma boa publicidade: são inúmeros os casos de pais delatados pelos próprios filhos.”
“A publicidade interfere no desenvolvimento da criança.”
“No entanto, censurar todas as propagandas não é a solução.”
“Os próprios programas infantis poderiam contribuir nesse sentido, apresentando personagens com hábitos saudáveis.”
Há uma voz poética intertextual com o discurso religioso em:
“Eu deixo um grande exemplo de uma mulher que lutou e trabalhou”.
“Deixo os meus livros, que aí estão para a posteridade”.
“Vem cá, minha filha. Eu vou ler o que eu escrevi para você”.
“Segue-me! Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
Quanto à constituição do texto, ao dizer que “sair em busca da grande visão que mudará para sempre as regras do jogo de nossas indústrias seria facilmente quixotesco”, o autor recorre à
intertextualidade como alegoria de uma visão desligada da realidade.
ambiguidade para descrever uma perspectiva testada e aprovada pela indústria.
citação como estratégia de exemplificação de um comportamento muito recorrente no mundo competitivo.
voz de autoridade para apresentar visões alternativas ao jogo de poder instaurado na contemporaneidade.
Uma das estratégias argumentativas utilizada pelo autor para justificar a genialidade de Pelé se deu por meio de:
Dedução.
Indução.
Sedução
Comparação.
Alusão histórica.
O que você fez com o seu primeiro salário?
A resposta para essa pergunta carrega sinais das motivações que cada um de nós tem para trabalhar – ou pelo menos tinha no começo da carreira.
João Branco 11 de fevereiro de 2022 Atualizado há 2 meses
Com quantos anos você começou a trabalhar? Você se lembra como foi o seu primeiro dia? Eu guardo muito bem as memórias do meu: nesse dia, o jovem Joãozinho acordou mais cedo que o normal, colocou uma “roupa mais séria” e se preparou para ir descobrir o que era esse mundo dos adultos independentes. Quando cheguei na cozinha, minha mãe e meu saudoso pai estavam me esperando com um sorriso no rosto. Ele me disse: “Parabéns filho, você está começando para nunca mais parar”. Ouvir isso me deu uma mistura de sensações. Foi como comer melancia com sal. Um emaranhado de alegria e medo. Isso parecia ser um elogio, mas ao mesmo tempo um alerta. De certa forma, ele estava certo. O trabalho é mesmo essa mistura. Ao mesmo tempo em que ele nos traz a satisfação de conquistar o sustento, ele nos desgasta. É uma rotina espinhenta.
Mas, no meio dessa jornada, há um dia que sempre traz boas notícias: o dia do pagamento. Para alguns, ele acontece na data combinada. Para outros, depende do dia em que o cliente deposita. E ainda há os que têm que esperar mais do que deveriam. Mas o momento em que finalmente seu serviço foi remunerado provoca boas sensações. Não apenas a alegria de ver uma “chuva na sua horta”, mas também um sentimento de “hoje estou podendo”. Você se recorda quando isso aconteceu pela primeira vez? Como você se sentiu?
Lembro claramente da minha reação quando alguns reais foram depositados e estrearam a minha conta bancária. Fiz algo que sempre quis, mas nunca tinha conseguido: comprei um “engradado” de Yakult e tomei inteirinho, sozinho, de uma vez. Engraçado, não? Mas também fiz algo para agradecer a Deus pelo meu emprego. E você, o que fez com o seu primeiro salário? Já ouvi histórias incríveis sobre isso. Entre coisas divertidas e emocionantes, percebi que essa resposta também carrega sinais das motivações que cada um de nós tem para trabalhar – ou pelo menos as que tínhamos no começo da carreira.
Com o passar dos anos, nossa relação com o “ganhar dinheiro” vai se aprofundando. Para algumas pessoas, o salário se transforma em uma dose de algo viciante que entra direto na veia todo mês e provoca um forte instinto de “quero mais”. No outro extremo estão as pessoas que só reparam nas finanças quando o extrato bancário está no vermelho. Há os que querem ficar milionários antes dos 30 anos e os que só se lembram de se preocupar com o patrimônio quando estão pensando em aposentadoria. E, entre eles, milhares de diferentes relações com os cifrões.
Saber interagir de maneira saudável com as suas receitas financeiras é um desafio. Talvez por isso esse seja um dos assuntos mais abordados nos canais do Youtube, nos livros mais vendidos do Brasil e até na Bíblia – que registra um grande conselho: “Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos”.
Dinheiro não é por si só uma coisa ruim e eu desejo que você consiga ganhar bastante. Mas desejo ainda mais que você tenha uma porção de dias mais felizes do que o dia do pagamento ao longo da sua jornada. Como diria Dorothy L. Sayers: “o trabalho não é o que se faz para viver, mas o que se vive para fazer”. Do primeiro ao último salário.
João Branco é CMO do McDonald’s. linkedin.com/in/falajoaobranco / Instagram @falajoaobranco
BRANCO, João. O que você fez com o seu primeiro salário? Forbes Brasil, 11 de fevereiro de 2022. Colunas. Disponível em:
https://forbes.com.br/colunas/2022/02/joao-branco-oque-voce-fez-com-o-seu-primeiro-salario/.
Para explicar o que a fala do pai causou em si, no trecho “Foi como comer melancia com sal. Um emaranhado de alegria e medo. Isso parecia ser um elogio, mas ao mesmo tempo um alerta.” (1º parágrafo), o autor se vale de
analogias e contrastes.
causas e consequências.
alusões e citações de autoridade.
causas e contrastes.
citações de autoridade e deduções.
Há diferentes exemplos de intertextualidade. Todas as frases abaixo mostram intertextualidade; a opção em que é exemplificada uma alusão, é:
Minha terra tinha palmeiras, mas já mataram todos os sabiás;
Já que todos devem trabalhar e meus netos vão ficar sozinhos, digam a todos eles que fico;
É o que dizia meu pai: “Problema que se resolve com dinheiro, não é problema”;
O lema da campanha já era conhecido: “Senta a pua!”;
A nova cozinheira fazia pratos horríveis, mas dizia como o famoso chefe francês “Marravilha!”.
Observe o seguinte texto: “’Há muita gente atrapalhando a vida do governador, inclusive o próprio governador’, costuma dizer um deputado muito conhecido. Trata-se de um comentário muito comum na Assembleia Legislativa”.
A introdução utilizada nesse texto pode ser identificada como
uma alusão histórica.
uma interrogação.
uma citação.
uma definição.
uma divisão de temas.
Considere os trechos a seguir, recortados do texto:
-
Trecho 1: Certa vez um etnologista disse que "o caminho do progresso é cheio de aventuras, rupturas e escândalos".
Trecho 2: A chamada "descoberta" do Brasil pelos portugueses, em 1500, nos assinala o ponto de partida.
-
Nos trechos 1 e 2, o emprego das aspas marca, respectivamente,
discurso indireto; ironia
relato livre; menção de uma palavra
alusão indireta; expressão idiomática
citação direta; relativização de sentido
pronunciamento relatado; tema de estudo
“A fórmula da estabilidade democrática europeia está no equilíbrio em torno de duas grandes forças políticas: de um lado, os social-democratas e, de outro, os liberais”.
Esse segmento serve de introdução a um texto jornalístico; nesse caso, a introdução segue o modelo de uma:
declaração inicial;
divisão;
citação;
alusão histórica;
definição.
Observe o seguinte texto:
-
“Quando André Brossard tinha 24 anos de idade e entrou para a polícia de Paris, em 1950, tóxicos eram um problema tão irrelevante que dele cuidava apenas a Brigada de Costumes da cidade, preocupada em primeiro lugar com proxenetismo e corrupção de menores. Agora, o tráfico internacional e o consumo crescente de drogas em todo o mundo é o principal problema da vida de Brossard, aos 58 anos, secretário-geral da Interpol”.
-
Esse texto mostra uma introdução caracterizada como “alusão histórica”.
-
A finalidade da escolha desse modelo é
partir para uma evolução cronológica dos fatos.
servir de ponto de referência por semelhança ao presente.
desvalorizar o passado em oposição ao presente.
servir como referente por oposição ao cenário atual.
mostrar o progresso profissional de policiais.
A prova de que apesar da idade a rede social classmates continua se atualizando dá-se no texto por:
Dedução.
Indução.
Exemplificação.
Causa e consequência.
Alusão histórica.
“Quando um dos pioneiros da aviação se propôs a voar como os pássaros, todos acharam a tarefa impossível, mas esse pioneiro chegou a fazer mais de dois mil voos, provando que o impossível era apenas um desafio. Essa é a filosofia da nossa empresa: encontrar soluções rápidas, econômicas e criativas, superando todo tipo de desafio”.
O fragmento acima é iniciado por uma alusão histórica que, nesse caso, serve de
ponto de partida para a apresentação cronológica de fatos.
ponto de referência para elogios ao passado.
tema analógico a algo no presente.
assunto provocador de críticas à atualidade.
ponto de referência por oposição ao mundo atual.
O texto I apresenta uma relação intertextual com outros textos que pode ser classificada como:
Alusão.
Epígrafe.
Paródia.
Paráfrase.
“Os livros de Aristóteles, Platão e da Bíblia não tinham pontuação; nem minúsculas; nem espaço entre as palavras! Deus não escrevia certo por linhas tortas; escrevia embolado. O evangelho de João começava assim:
NOPRINCÍPIOERAOVERBOEOVERBOESTAVAEMDEUSEOVERBOERA DEUS.”
Leia a passagem transcrita do texto, considere o gênero textual, os aspectos da textualidade e preencha corretamente as lacunas.
A intertextualidade é o diálogo entre textos. No trecho mencionado ela ocorre, inicialmente, por meio da __________ a obras de filósofos da Antiguidade e ao livro sagrado do cristianismo. Em um segundo momento, por meio de um gênero textual popular, reconhecido na expressão “Deus não escrevia certo por linhas tortas”. Todavia, nele se percebe o efeito de sentido __________ pela __________ do provérbio.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
paráfrase / recriado / narração
paródia / imaginado / descrição
tradução / nomeado / prescrição
alusão / deslocado / ressignificação
citação / imaginado / argumentação
“Segundo o teórico russo Mikhail Bakhtin, nenhum discurso é original. Toda palavra é uma resposta à palavra do outro, todo discurso reflete e refrata outros discursos. É nesse terreno que se situa o caráter dialógico da linguagem e suas múltiplas possibilidades de criação.”
CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza A. Cochar; Cleto, Ciley. Interpretação de textos: construindo competências e habilidades em leitura. 3 ed. São Paulo: Atual, 2016, p. 20.
A esse respeito, preencha corretamente as lacunas do texto a seguir considerando um dos elementos da textualidade.
No trecho “Fantasias de Carnaval, panos de prato com os dias da semana bordados, a bandeira do Bangu Atlético Clube.” há menção a uma festa popular e a uma agremiação esportiva. Esse procedimento é conhecido como _______________ e se realiza, na frase, por meio da _______________, ou seja, de uma referência _______________ que remete à situação retratada.
A sequência que preenche corretamente as lacunas é
intertextualidade / alusão / explícita
intertextualidade / paródia / explícita
interdiscursividade / citação / implícita
intertextualidade / hipertexto / implícita
interdiscursividade / paráfrase / implícita
Identifique a alternativa que exemplifica intertextualidade “não-explícita”:
“uma mulher incomoda
é interditada
levada para o depósito
das mulheres que incomodam.”
_______(Angélica Freitas)
“Vai ser coxo na vida
é maldição pra homem
Mulher é desdobrável. Eu sou.”
_______(Adélia Prado)
“Amor é bicho instruído
Olha o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar
Pronto, o amor se estrepou.”
_____(Carlos Drummond de Andrade)
“Deixa o teu corpo entender-se com
outro corpo
Porque os corpos se entendem, mas
as almas não.”
_____(Carlos Drummond de Andrade)
Em Cada dia um 7 a 1 diferente..., o autor do texto cria uma referência a um fato externo ao texto. Esse recurso linguístico é denominado intertextualidade, sendo este um exemplo de
Citação.
Tradução.
Bricolagem.
Alusão.
A citação das expressões “Anestesiar o coração” e “afogar as mágoas” é um fenômeno de intertextualidade e conhecê-lo colabora na construção de sentidos no texto. A que tipo de intertextualidade se refere o uso dessas expressões?
Citação.
Paródia.
Paráfrase.
Epígrafe.
Alusão.
No segundo parágrafo do texto aparecem frases que se referem aos conceitos de verdade emitidos no primeiro parágrafo.
As opções a seguir apresentam segmentos que fazem alusão a qualquer um dos conceitos anteriores, à exceção de uma. Assinale-a.
“não aparece com relevância a riqueza do conceito de verdade”.
“os mesmos não demonstram sabedoria humana”.
“não se diz com transparência como as coisas são”.
“não aparece a adequação entre a inteligência e a realidade das coisas”.
“a verdade não está apenas naquilo que eu afirmo, ou que outros do meu partido estão afirmando, subestimando o todo, e, portanto, nunca poderá ser nossa”.