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Oliveira (2010, p. 113) afirma:
A leitura não é uma atividade exclusivamente linguística. A escrita também não é. E isso tem de ficar claro para o professor de português. Afinal, para escrever, necessitamos de conhecimentos linguísticos, mas também precisamos ter conhecimentos enciclopédicos e textuais. Se não possuirmos esses conhecimentos, nossa tarefa de escrever se torna muito difícil e, às vezes, impossível.
Fonte: OLIVEIRA, Luciano Amaral. O ensino pragmático da escrita. In: OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: Parábola Editorial, 2010 (Coleção Estratégias de Ensino, v. 17).
Acerca da habilidade da escrita, É CORRETO afirmar que:
o conhecimento enciclopédico diz respeito à habilidade da leitura, mas não à da escrita.
o conhecimento de mundo é imprescindível para a prática de escrita.
basta conhecer a gramática normativa para que o aluno desenvolva uma prática de escrita proficiente.
por ser uma atividade linguística, a escrita dispensa conhecimentos enciclopédicos e textuais.
o professor de português deve se concentrar apenas em ministrar o conhecimento linguístico para desenvolver a habilidade de escrita em seus alunos.
Dada a faixa etária da aquisição da língua escrita e processo de alfabetização e letramento, a maior parte dos usos linguísticos observados no texto 6 é decorrente da
inabilidade linguístico-cognitiva e textual do usuário da língua.
associação entre a linguagem falada e a linguagem escrita.
distração com os modos de constituição da escrita.
irreflexão sobre os usos linguísticos elementares.
Observe a imagem a seguir.

SILVA, André Pedro da; SOUZA, Luis da Silva. A monotongação na escrita de estudantes de 4º e 5º anos do ensino fundamental. Veredas – Revista de Estudos Linguísticos, v. 24, n. 3, 2020.
Os recortes acima apresentam desvios ortográficos na escrita de crianças. Nos seis exemplos, os desvios ocorrem motivados pelo seguinte processo fonológico:
assimilação das características do fonema anterior.
neutralização das distintas possibilidades de produção de fala.
ensurdecimento de fonemas em ambiente de ditongo.
substituição dos segmentos consonantais por vocálicos.
apagamento das semivogais em posição final de sílaba.
De acordo com Cristófaro-Silva (2002), quando o aprendiz está adquirindo o sistema de escrita, estabelece uma relação, por vezes direta, com os sons. Em outros termos, muitas vezes, a criança tenta estabelecer um valor sonoro regular para as letras, baseando-se na sua percepção, no nome da letra e no conhecimento que tem da língua oral. Com uma percepção fonética acurada, as crianças utilizam esse conhecimento fonológico para escrever.
(CRISTÓFARO-SILVA, T. “Fonética e Fonologia do Português”: roteiro de estudos e guia de exercícios. 6 ed. São Paulo: Contexto, 2002)
Sobre o ensino do sistema fonológico e sua relação com o sistema ortográfico, marque a opção correta.
As crianças apresentaram maior estabilidade no registro das consoantes oclusivas quando estas estavam em sílabas acentuadas.
A baixa ocorrência de erros ortográficos fonológicos sugere que as crianças não compreendem bem os aspectos fonético-fonológicos que diferenciam os fonemas oclusivos de outras classes fonológicas.
A presença/ausência do acento nas sílabas não-acentuadas não interfere na distribuição entre acertos e erros.
O maior número de omissões nas sílabas acentuadas indica que as crianças não estão perceptíveis à estrutura silábica.
As crianças tendem a apresentar maior dificuldade no registro de consoantes oclusivas quando estas estão em sílabas não-acentuadas.
Leia a anedota a seguir.
Alice, apontando pra mim, diz pra mulher da padaria: “Minha mamãe!”. A mulher da padaria puxa conversa:
“Sua mamãe? Você acha a sua mamãe bonita?”.
Alice responde: “Minha mamãe é linda e meu papai é ‘lindono’!”
Disponível em: <https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2016/10/21/fala-de-crianca-extratos-de-um-diario-i/>. Acesso em: 28 jun. 2024.
No texto acima, o uso do termo ‘lindono’ na fala da criança demonstra que ela apresenta consciência morfológica, pois é capaz de
manipular afixos para formação de novas palavras e vocábulos.
articular sentenças coordenadas e manter o paralelismo entre elas.
dispor de um repertório lexical suficiente para selecionar palavras.
estabelecer comparações entre sujeitos gramaticais distintos.
avaliar o contexto sociointeracional em que está inserida.


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Entre as modalidades para o ensino da produção escrita está a do reconto.
Sobre esse processo didático, assinale a afirmativa incorreta.
A atividade de reconto é um recurso usado para o ensino da linguagem escrita, e não da oral, na pretensão de que os alunos construam um texto já conhecido, daí ser conveniente a releitura prévia da história em voz alta.
O professor deve ter em mãos uma lista dos fatos que não podem ser esquecidos no reconto, pois assim sua mediação será mais eficiente.
O professor, ocorrendo marcas de oralidade no reconto, deve retornar ao texto original, recuperando as expressões da língua escrita.
Os alunos devem memorizar o texto a ser recontado a fim de estarem mais próximos do original.
As expressões e os vocábulos que registram a passagem do tempo devem ser destacados na narrativa a ser recontada.
I. A concepção de alfabetização como o ensino das habilidades de codificação e decodificação, predominante durante o século XX, foi pedagogicamente efetivada por meio da criação de diferentes métodos de alfabetização - métodos sintéticos (fônicos e silábicos, por exemplo) x métodos analíticos (método global, por exemplo) - que padronizaram a aprendizagem da leitura e da escrita.
II. As cartilhas como método de alfabetização passaram a ser amplamente utilizadas como livro didático para o ensino nessa área e se constituíam, na maioria das vezes, no único ou no principal material de ensino da leitura e da escrita.
III. Ensinar a ler e escrever com base nos métodos analíticos ou sintéticos exigia que as crianças apresentassem uma prontidão para o início do processo de alfabetização. Essa prontidão estava relacionada ao desenvolvimento de habilidades somente motoras e, na maioria das vezes, era desenvolvida a partir do 1º ano de ensino fundamental.
Qual alternativa é entendida como afirmação que o(s) item(ns) é(são) correto(s)?
Apenas I.
Apenas II e III.
Apenas I e II.
Apenas III.
I, II e III estão corretos.
Segundo Marcuschi (2001, p. 21), “a fala é uma atividade muito mais central do que a escrita no dia a dia da maioria das pessoas. Contudo, as instituições escolares dão à fala atenção quase inversa à sua centralidade na relação com a escrita”.
Sobre o ensino da oralidade nas aulas de Língua Portuguesa, julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I. Os documentos orientadores curriculares publicados pelo MEC nas últimas duas décadas preveem apenas o ensino da linguagem escrita nas aulas de Língua Portuguesa.
II. O ensino da linguagem oral não pode tomar como base o construto teórico “gêneros discursivos”, uma vez que estes só se aplicam aos discursos que circulam por escrito, como nos gêneros romance, notícia, e-mail, bula de remédio, etc.
III. A morfossintaxe da oralidade na norma culta e da escrita na norma culta é a mesma, não havendo, portanto, necessidade de trabalhar, em sala de aula, com particularidades sintagmáticas ou paradigmáticas de cada um desses registros.
A sequência CORRETA é:
Fonte: MARCUSCHI, L. A. Oralidade e ensino de língua: uma questão pouco “falada”. In: DIONÍSIO, A. P.; BEZERRA, M. A. (Orgs.). O livro didático de português: múltiplos olhares. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001. p. 19-34.
V, V, V.
F, V, V.
V, F, V.
F, F, V.
F, F, F.
Para que a criança alcance o nível alfabético de escrita, é necessário que ela adquira a consciência fonológica, a qual é composta pela consciência lexical, pela consciência silábica e pela consciência fonêmica. O que é a consciência silábica?
É a consciência a respeito de a palavra ser formada por uma cadeia de sons.
É a consciência a respeito de a sílaba ser constituída por pequenos sons (fonemas).
É a consciência a respeito de a palavra poder apresentar sons iguais (por exemplo, rimas).
É a consciência a respeito de a palavra apresentar sons vocálicos.
É a consciência a respeito de a palavra poder ser dividida em sílabas.
Os princípios quanto à língua, à linguagem e à escrita, segundo Geraldi, seguem as seguintes afirmações. Assinale a alternativa correta:
I- Considerar a língua em sua dimensão social de uso pressupõe que o ensino de Língua Portuguesa se volte para a prática dos estudos do texto, do discurso e dos gêneros do discurso – conceitos fundamentais para o ensino da língua a partir da concepção de língua como interação.
II- Compreender a linguagem como interação significa entender que o sujeito é passivo e o texto é o lugar em que ocorre a interação entre autor e leitor, que constroem os sentidos, dialogicamente.
III- A escrita consiste numa atividade interativa e discursiva, determinada pela situação social, pelo contexto histórico e pelos valores ideológicos da sociedade, utilizada para propiciar interações e não para ser um sistema de regras que deve ser ensinado, isto é, escrever textos não é construir produtos acabados, mas participar de um processo em que o aluno/sujeito é ativo.
Apenas a I está correta.
Apenas a I e III estão corretas.
As I, II e III estão corretas.
Apenas a II está correta.
Apenas a III está correta.


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Com relação à perspectiva das crianças no processo de alfabetização, estudos da psicogênese da língua escrita apontam que quando a criança utiliza várias letras aleatórias e até algarismos para escrever algo, ela está no nível de escrita denominada:
Alfabética.
Silábica-alfabética.
Silábica.
Pré-silábica.
Pré-operacional.
Emília Ferreiro afirma que a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela.
Assinale a opção que contenha, segundo a teoria da Psicogênese da Língua Escrita, as fases da alfabetização, em respectiva ordem.
Silábica - silábico-alfabética - alfabética - cognitiva.
Cognitiva - silábica - silábico-alfabética - alfabética.
Pré-silábica - silábico-alfabética - alfabética - cognitiva.
Pré-silábica - silábica - silábico-alfabética - alfabética.
Emília Ferreiro afirma que a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela.
De acordo com sua obra 'Psicogênese da Língua Escrita', toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada, sendo estas, respectivamente:
Pré-alfabética - silábica - silábico-alfabética - alfabética.
Pré-silábica - silábica - silábico-alfabética - alfabética.
Pré-silábica - silábico-oral-escrita - alfabética - escrita.
Silábico-oral - silábico-escrita - silábico-alfabética - alfabética.
Em conformidade com SAUSSURE, sobre os sistemas de escrita, analisar a sentença abaixo:
Existem alguns sistemas de escrita, sendo os dois principais: o ideográfico e o dito comumente “fonético” (1ª parte). A escrita chinesa é um exemplo clássico do sistema ideográfico (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Vale marcar que a evolução da escrita está estruturada, segundo Ferreiro e Teberosky (1999) por fases que se mantêm comuns às mais variadas crianças, diferenciando-se no ritmo de aprender de cada uma.
Neste sentido, Ferreiro apresenta que a escrita infantil segue uma linha de evolução regular, organizando-a em três períodos que se subdividem, sendo:
O primeiro estágio a construção de formas de diferenciação, o segundo a distinção entre o modo de representação icônico e o não icônico, e o terceiro a fonetização da escrita.
O primeiro estágio a fonetização da escrita, o segundo a construção de formas de diferenciação e o terceiro a distinção entre o modo de representação icônico e o não icônico.
O primeiro estágio a distinção entre o modo de representação icônico e o não icônico, o segundo a construção de formas de diferenciação e o terceiro a fonetização da escrita.
O primeiro estágio a distinção entre o modo de representação cognitivo e o não cognitivo, o segundo a construção de formas de semelhanças e o terceiro a morfossintaxe da escrita.


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(ANDRADE; SILVA; SILVA, 2021. Legenda: (1) Paz (2) Amor (3) carinho (4) Felicidade (5) O amor é bom (6) Nickson Gabriel.)
A criança que escreveu tem seis anos, cursa o 2º ano do ensino fundamental anos iniciais em uma instituição pública de ensino. Analisando a escrita constatamos que ela se encontra no nível quatro, denominado como hipótese silábico-alfabética, de acordo com a teoria da psicogênese da escrita defendida por Emília Ferreiro e Ana Teberosky, sendo caracterizada pela transição entre as hipóteses silábicas e a alfabética.
(Andrade; Silva; Silva, 2021, p. 5. Adaptado.)
Considerando a psicogênese da escrita e as fases de seu desenvolvimento, analise as afirmativas a seguir.
I. Na transição da fase silábico-alfabética é importante que o professor trabalhe produção de textos coletivos, em duplas, a partir de imagens, dentre outros, fazendo a correção no quadro para que todos acompanhem.
II. A alfabetização, na teoria da psicogênese da escrita, é uma teoria que parte da epistemologia de Jean Piaget e tem nos erros dos alunos um processo de construção do conhecimento.
III. No nível alfabético, mesmo já sendo considerada alfabetizada, a criança ainda escreve foneticamente (como se pronuncia) registrando os sons da fala, sem considerar as normas ortográficas da escrita padrão e da segmentação das palavras na frase.
IV. A teoria da psicogênese da escrita, quando desenvolvida em uma turma de mesma faixa etária (6-8 anos), promove o desenvolvimento linear da turma, proporcionando que todos avancem concomitantemente entre as fases da alfabetização.
V. Para Ferreiro, a língua escrita é uma representação da linguagem; dessa forma, o processo de aquisição da leitura e da escrita vai muito além de decifrar seus códigos, mas é também conceitual e ocorre por meio da interação entre o objeto de conhecimento o sujeito.
Está correto o que se afirma apenas em
IV.
IV e V.
I, II e III.
I, II, III e V.
De acordo com as abordagens teóricas de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, a criança passa por um processo de aquisição de escrita baseado em cinco níveis de hipóteses: pré-silábica, intermediário, hipótese silábica, hipótese silábico-alfabética e hipótese alfabética.
Em qual dessas hipóteses a criança passam por uma significativa evolução, compreendendo a representação da fala e a relação entre grafemas e fonemas, percebendo os sons da sílaba, atribuindo a cada uma a letra correspondente, que pode ou não ter o valor sonoro convencional?
Hipótese Silábica.
Hipótese Pré-silábica.
Hipótese Silábico-alfabética.
Hipótese Alfabética.
O grande debate dos métodos está presente no nosso país há mais de um século, baseando-se, essencialmente, nas duas posturas históricas que dizem respeito à iniciação da leitura e da escrita: o Método Sintético e o Método Analítico ou Global.
Em relação a estes métodos, pode-se afirmar que:
O Método Sintético centra-se em efetuar resumos sucessivos a partir dos elementos mais simples (palavras e sons) até às combinações mais complexas.
O Método Sintético centra-se em efetuar resumos sucessivos a partir dos elementos mais simples (letras e sons) até às combinações mais complexas.
O Método Analítico ou Global consiste em partir de um todo conhecido (uma letra, uma palavra ou uma frase) em que, através de sínteses aleatórias, torna-se possível a descoberta dos elementos mais complexos.
O Método Analítico ou Global consiste em partir de um todo conhecido (uma letra, uma palavra ou uma frase) em que, através de análises sucessivas, torna-se possível a descoberta dos elementos mais dissociados.
A hipótese da escrita consiste nas ideias que os alunos constroem sobre a escrita, de que é preciso um número mínimo de letras para que algo esteja escrito como também uma variedade de letras para a realização da leitura.
Dessa forma, qual hipótese de escrita caracteriza - se na criança que ainda supõe que a escrita é outra forma de desenhar, não atribuindo que a escrita é a representação da fala?
Alfabético.
Silábica.
Pré - silábica.
Silábico - alfabético.
As diferentes concepções de linguagem, bem como as diferentes concepções acerca dos aspectos relativos às dimensões política, cultural e de poder que a constituem, são questões da maior importância, já que, dependendo de qual seja a nossa concepção em relação a elas, adotamos determinados procedimentos práticos na condução das intervenções clínicas e/ou educacionais para a aquisição ou para a reabilitação da linguagem oral e escrita. Em linhas gerais, as teorias que procuram explicar o fenômeno da aquisição da linguagem, ou seja, como os sujeitos passam de não falantes e não escritores para faltantes e escritores, são as seguintes:
Inatismo, Construtivismo, Sociointeracionismo e Comportamentalismo.
Inatismo, Construtivismo, Sociointeracionismo e Capitalismo.
Construtivismo, Iluminismo, Inatismo, Sociointeracionismo.
Comportamentalismo, Inatismo, Psicogênese, Socialismo.
Inatismo, Socialismo, Comportamentalismo, Construtivismo.


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