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As diferentes concepções de linguagem, bem como as diferentes concepções acerca dos aspectos relativos às dimensões política, cultural e de poder que a constituem, são questões da maior importância, já que, dependendo de qual seja a nossa concepção em relação a elas, adotamos determinados procedimentos práticos na condução das intervenções clínicas e/ou educacionais para a aquisição ou para a reabilitação da linguagem oral e escrita. Em linhas gerais, as teorias que procuram explicar o fenômeno da aquisição da linguagem, ou seja, como os sujeitos passam de não falantes e não escritores para faltantes e escritores, são as seguintes:
Inatismo, Construtivismo, Sociointeracionismo e Comportamentalismo.
Inatismo, Construtivismo, Sociointeracionismo e Capitalismo.
Construtivismo, Iluminismo, Inatismo, Sociointeracionismo.
Comportamentalismo, Inatismo, Psicogênese, Socialismo.
Inatismo, Socialismo, Comportamentalismo, Construtivismo.
Após uma aula de produção textual sobre a escrita do cotidiano, a professora recebe todos os textos da turma do 3º ano satisfeita com o resultado obtido. Em seu tempo de planejamento, inicia o processo de correção dos escritos, buscando elencar novas possibilidades para os alunos e desejando não cercear a criatividade. Ao ler o trecho de um aluno, observa algo importante de ser sugerido:
Ontem vi na televisão um filme. O filme era legal. Comi uma janta boa. Macarrão com carne. Salada não quis. Sobremesa era fruta. Maçã. Tomei banho. Tava quente a água. Dever de casa. Sono. Fui dormir.
Nesse sentido, o fator principal que a criança precisa reformular em sua escrita consiste em:
utilizar elementos referenciais da linguagem que produzam maior sentido à produção textual
aperfeiçoar a organização temporal dos acontecimentos que serão relatados na história
inserir elementos coesivos que produzam dinâmica e sentido ao texto
descrever com precisão as situações que aconteceram no seu dia a dia

Para Marcuschi, fala e escrita devem ser ensinadas na escola:
Sob uma perspectiva não-dicotômica.
De acordo com o que os textos escritos (tipológicos) se aproximam mais.
A partir da fala do aluno, mesmo regionalizada.
De forma normatizada.
De maneira fragmentada, conforme forem aparecendo situações de oralidade.
Nas primeiras tentativas de lidar com as relações entre fonemas e grafemas, alguns alunos poderão tender a ler, por exemplo, beola, em vez de bola. É possível que esses alunos estejam operando com o seguinte raciocínio: “esta palavra começa com a letra B, que tem o som de [bê], então devo ler be-o-la”. Nesse caso, as crianças estão apenas relacionando o nome da letra ao fonema que ela representa. Portanto:
Pode-se ajudá-las a abandonar essa hipótese equivocada explorando contrastes com palavras em que o fonema consonantal apareça seguido de diferentes vogais.
Pode-se ajudá-las a abandonar essa hipótese equivocada fazendo elas copiarem texto inteiros de livros.
Pode-se ajudá-las a abandonar essa hipótese equivocada, porém, deve-se evitar contrastes com palavras em que o fonema consonantal apareça seguido de diferentes vogais.
Deve-se esperar que com a prática elas percebam esses problemas por si só.
Com base nos pressupostos da Psicogênese da língua escrita, postulados por Emília Ferreiro, analise, abaixo, os protocolos de escrita e, em seguida, assinale a opção que informa a correta correspondência com as imagens dos itens abaixo:
I.
II.
III.
IV. 
I - Nível pré-silábico; II - nível silábico; III - nível silábico-alfabético; IV - nível alfabético;
I - Nível silábico; II - nível pré-silábico; III - nível alfabético; IV - nível silábico-alfabético;
I - Nível pré-silábico; II - nível silábico; III - nível alfabético; IV - nível silábico-alfabético;
I - Nível silábico; II - nível silábico-alfabético; III - nível alfabético; IV - nível pré-silábico.
Leia o trecho a seguir.
“Escrever envolve trabalho cognitivo ou mental, raciocínio e planejamento. Mas o ato de escrever é, também, uma atividade motora, seja traçando letras na superfície de um papel, seja digitando num teclado de computador.”
Conforme contexto apresentado, pode-se compreender que:
As atividades escritas só devem ser aplicadas quando o aluno está seguro das normas gramaticais.
Escrever depende unicamente da leitura.
As atividades motoras precisam ser aprendidas e, na maioria das vezes, treinadas.
A escrita não depende de um trabalho cognitivo.
“Pensamos com o idioma; se é mal usado, pensaremos mal!” (Fernando Lázaro Carreter)
Para esse linguista, a função da língua escrita é:
Numa sala de aula, numa proposta de produção textual, a professora apresenta um texto aos alunos, o qual contém perguntas abertas que remetem o leitor para além do texto lido. Tais perguntas supõem que o leitor tenha compreendido o texto e servem para construir um contexto mais amplo, dentro do qual o texto lido adquire sentidos.Após, comentários gerais sobre o texto, interpretação e estudo do vocabulário, o aluno é solicitado a escrever.
Neste aspecto, percebe-se que
é uma proposta de produção com atividade prévia, cuja heterogeneidade de vozes é fundamental para a execução da escrita e os comentários servem para enriquecer as experiências dos alunos.
a atividade leva o aluno a pensar que o ato de escrever é simplesmente articular informações, conseguindo fazer melhor os que têm dom ou inspiração.
é um episódio de produção sem atividade prévia, que aparece desvinculado do trabalho pedagógico, vendo a escrita como um processo mecânico.
é uma proposta de produção que não representa etapa de um processo mais amplo de construção do conhecimento.
é uma proposta de redação, cujo objetivo é o de preencher um tempo razoável, o suficiente para evitar problemas e manter a disciplina da classe.
Acerca da compreensão e valorização da cultura escrita no contexto escolar, considera-se equivocado o que está contido em:
O conhecimento e a valorização da circulação, dos usos e das funções da língua escrita na sociedade são capacidades que devem ser trabalhadas com vista à consolidação.
Esse processo possibilita aos alunos compreenderem os usos sociais da escrita e, pedagogicamente, pode gerar práticas e necessidades de leitura e escrita que darão significado às aprendizagens escolares e aos momentos de sistematização propostos em sala de aula.
A escrita diz respeito às ações, valores, procedimentos e instrumentos que constituem o mundo letrado, em que o processo de aquisição da leitura depende restritamente de estímulos ou motivação que não estão inseridos no contexto escolar ou na vivência escolar de cada indivíduo.
Estar ativamente inserido na cultura escrita significa ter comportamentos “letrados”, atitudes e disposições frente ao mundo da escrita (como o gosto pela leitura), saberes específicos relacionados à leitura e à escrita que possibilitam usufruir de seus benefícios.
Para ilustrar as conclusões a que chegou sobre o processo de alfabetização, Ferreiro (2001) apresenta o que Francisco, uma criança de 6 anos, escreveu.
(1) | (1) Fran-cis-co (Francisco) |
(2) | (2) ma-ri-po-sa (mariposa) |
(3) | (3) pa-lo-ma (paloma) |
(4) | (4) pa-ja-ro (pássaro) |
(5) | (5) ga-to (gato) |
(6) | (6) pa-to (pato) |
De acordo com a autora, esse é um exemplo de escrita
alfabética.
pré-silábica.
silábico-alfabética.
silábica com valor sonoro convencional.
silábica sem valor sonoro convencional.
Ao discutir a escrita na escola, João Wanderley Geraldi (1997) pondera que
a produção de texto só faz sentido quando os próprios alunos corrigem seus textos, sem intervenção docente.
o professor deve centrar sua atenção na correção de redações com base nos critérios da norma-padrão da língua.
a avaliação de textos perdeu seu lugar no ensino, por isso o aluno ganha a condição de sujeito de seu discurso.
a escola descaracteriza o aluno como sujeito, sendo que o uso que se faz da língua nesse contexto é artificial.
a forma de garantir o aspecto político da educação é justamente com a correção efetiva dos textos dos alunos.
Geralmente, a prática de leitura fornece a matéria-prima para a escrita (o que escrever) e também contribui para a constituição de modelos (como escrever). Nesse sentido, é correto afirmar que
as atividades de interpretação oral desfavorecem a preparação para a leitura, principalmente as previsões e as hipóteses a respeito do texto.
aprender a ler e a escrever significa adquirir uma tecnologia: a de codificar em língua escrita (escrever) e de decodificar (ler).
é preciso apropriar-se da escrita acadêmica, dissociando-se das práticas de interação oral, conforme as situações de uso.
a escrita tem diferentes funções sociais cristalizadas em diversos gêneros do discurso que povoam os vários portadores de textos que circulam socialmente.
ler e escrever são duas faces de uma mesma moeda, mas uma não complementa a outra, ou melhor, uma existe sem a outra.