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Considere o seguinte início de um texto retirado da revista Galileu (edição 333, abr. 2019):
Anna Maria de Jesus, mãe da tataravó da catarinense Juliana Sakae, foi escravizada e viveu na atual Araquari, cidade de pouco mais de 30 mil habitantes, a 25 minutos de carro de Joinville, em Santa Catarina.
Numere os parênteses a seguir, identificando a ordem das ideias que dão sequência lógica ao trecho acima.
( ) Mas Sakae, que em 2015 começou uma ampla pesquisa sobre sua árvore genealógica, sentia-se intrigada com a história daquela Anna Maria de Jesus, que com um pai “incógnito” teve Thecla Maria de Jesus, sua tataravó. Quem era Anna Maria? E quem era o homem desconhecido?
( ) O mistério começou a ser desvendado quando ela encontrou o registro de 1883 do casamento de Thecla com Francisco Xavier Vieira. E lá estava escrito em bom (ainda que antigo) português que Thecla “foi escrava de José da Rocha Coitinho [sic] e filha de Anna escrava do mesmo Rocha, e de pai incógnito”. Além da surpresa de ver que a penta e a tataravó foram mulheres escravizadas, Sakae começou a suspeitar que o tal pai incógnito poderia muito bem ser José da Rocha Coutinho ou alguém da família Rocha Coutinho.
( ) A descoberta foi uma surpresa para a família: na região, fortemente colonizada por alemães, as pessoas e autoridades gostam de repetir que “Joinville não tinha escravos, pois o povo alemão era contra a escravidão” – ainda que a cidade tenha sido estabelecida por um senhor de escravos, Joaquim da Rocha Coutinho, em 1854.
( ) A confirmação de que a suspeita tinha fundamento veio no ano passado, quando o tataraneto de José da Rocha Coutinho, que mora em Fortaleza, fez um teste genético de ancestralidade, a pedido de Sakae. Bastaram algumas cuspidas dele em um tubo e da avó de Sakae em outro, cerca de US$ 100, algumas semanas de espera e voilá: confirmado. Os dois têm grau de parentesco.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
Apenas uma alternativa apresenta uma frase sem problemas de coerência. Assinale-a.
Embora nosso idioma tenha certo grau de dificuldade, continua sendo uma música aos ouvidos de quem o usa poeticamente.
O ser humano que percebe ao seu redor que a injustiça social é o que permeia a desigualdade no mundo.
O preço do tomate aumentou posto que a colheita sofreu com a seca.
A miséria assola o mundo onde acontece milhares de morte de crianças.
Ele permanece imóvel e fica sem se mexer.
Considere o seguinte início de um texto adaptado da Folha de S. Paulo (03/2019):

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
“Ler ou escrever um texto é muito mais do que apenas compreender ou organizar palavras em frases e parágrafos. É algo que envolve um amplo mecanismo a partir do qual o pensamento e as pretensões comunicativas do autor se apresentam para reflexão e avaliação do leitor.” (2º §)
Nesse sentido, é importante que as aulas de sintaxe abordem não só as relações sintáticas entre os constituintes da oração, bem como os mecanismos por meio dos quais o pensamento seja expresso com clareza e coerência.
Considerando-se nos períodos abaixo as relações de sentido empregadas para expressão do pensamento, aquele em que a estruturação sintática apresenta coesão, mas está mal construído por falta de coerência, é:
Malgrado os péssimos resultados dos alunos, visto que não se dedicavam aos estudos, a escola continuava a investir na formação deles.
Caso houvesse necessidade de aulas de revisão, a fim de preparar os alunos para os exames, os professores estavam à disposição da escola.
Conquanto todos estejam firmes no propósito de ajudar os alunos, os resultados podem não ser satisfatórios, haja vista as lacunas existentes desde a alfabetização.
O professor, porquanto não fosse obrigado a responder às perguntas dos alunos, a todos atendia com atenção e carinho.
A indisciplina dos alunos era tanta que foi necessário a direção tomar algumas providências, antes que o problema se tornasse insolúvel.
Na charge, há uma incoerência, que corrobora para o efeito de sentido do texto, construída pelo autor de maneira intencional. Esta incoerência ocorre porque
o repórter faz uma entrevista durante uma forte chuva.
o entrevistado não responde à pergunta feita pelo repórter.
a chuva molha apenas o entrevistado por ele estar desprotegido.
o repórter trata sobre individualismo, mas ele mesmo protagoniza essa prática.
o entrevistado deixa de usar guarda-chuva enquanto concede uma entrevista.
O deslocamento do termo “furiosa” (ℓ.8) para imediatamente após a forma verbal “levantou-se” (ℓ.9) manteria a coerência do texto.
Certo
Errado
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência textual caso a vírgula empregada após o termo “bucal” (linha 9) fosse substituída por ponto final, feito o devido ajuste de minúscula para maiúscula na letra inicial da palavra que inicia o novo período.
Certo
Errado
Para introduzir o trecho “POR OUTRO LADO, há a maldição, pois quando você entra no laço.”, mantendo a coerência, poder-se-ia substituir a expressão destacada por:
Assinale a alternativa em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte trecho do texto: “Em estudo com adultos saudáveis, as atividades dos genes foram distorcidas em decorrência de pouco sono.” (linhas de 47 a 49).
Em estudo com adultos saudáveis, observou as atividades dos genes onde foram distorcidas consequentemente de pouco sono.
Um estudo com adultos saudáveis, mostrou que as atividades dos genes sendo distorcidas em decorrência de pouco sono.
Um estudo com adultos saudáveis distorceu às atividades dos genes em decorrência de pouco sono.
Em um estudo com adultos saudáveis, observou-se, como consequência de pouco sono, uma distorção nas atividades dos genes.
Um estudo realizado com adultos saudáveis, as atividades dos genes distorceram face à pouco sono.
Assinale a alternativa em que o autor não apresenta ideias contrárias.
“[...] a face mais frágil e simbolicamente mais potente da nossa cultura [...]”
A correção gramatical e a coerência do texto CB1A1-I seriam mantidas se a expressão “No entanto” (L.8) fosse substituída por
Embora.
Nesse sentido.
Ainda assim.
Logo.
Sobretudo.
Em cada uma das opções a seguir é apresentada uma proposta de reescrita do seguinte trecho do texto CG1A1AAA: “Cada indivíduo nada mais sendo do que uma urdidura de laços sociais, toda sua vida transcorre em plano superior ao de sua própria vida física, e seus meios de expressão não podem ser outros que os das instituições de sua sociedade.” (l. 9 a 13). Assinale a opção que apresenta uma proposta de reescrita que mantém a correção gramatical e a coerência do texto.
Cada indivíduo é uma urdidura de laços sociais, e em toda sua vida transcorre em plano superior à de sua própria vida física e seus meios de expressão só podem ser os das instituições de sua sociedade.
Os seres humanos são mais do que uma urdidura de laços sociais, os quais cuja vida perpassa o plano superior ao de sua própria vida física e seus meios de expressão não podem ser os mesmos das instituições sociais.
Como o indivíduo não é senão uma urdidura de laços sociais, toda a sua vida desenrola-se em plano superior ao de sua própria vida física, e os meios de expressão desse indivíduo são os mesmos das instituições de sua sociedade.
Cada indivíduo sendo mais nada que uma urdidura de laços sociais tem sua vida percorrida ao plano superior de sua própria vida física cujos meios de expressão não podem ser distintos das instituições sociais.
Sendo cada indivíduo mais do que uma urdidura de laços sociais, toda a vida transcorre em plano que ultrapassa os da própria vida física dele e os meios de expressão dele não são senão aqueles das instituições da sociedade a que se insere.
Assinale a alternativa que apresenta proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o primeiro período do texto.
O fenômeno da individualização vem delineando‐se, desde o período renascentista, de modo cada vez mais contundente.
À começar do Renascentismo, o fenômeno da individualização se delineou cada vez mais incisivamente.
Da Renascença pra cá, o fenômeno da individualização tem delineado‐se de forma cada vez mais forte.
Do período renascentista em diante, o fenômeno da individualização se impôs de maneira cada vez mais sutil.
A individualização têm sido marcada desde a Renascença como fenômeno cada vez mais decisivo.
Para Koch & Travaglia, a coerência textual “[...] tem a ver com a boa formação em termos de interlocução comunicativa, que determina não só a possibilidade de estabelecer o sentido do texto, mas também, com frequência, qual sentido se estabelece.” (Coerência textual. 12ª ed. São Paulo: Contexto, 2001, p. 32). Ampliando esse conceito, Van Dijk e Kintsch (Strategies in Discourse Comprehension. New York: Academics Press, 1983) afirmam a existência de diversos tipos de coerência. A partir desses princípios, ao se analisar o texto de Manoel de Barros (texto II), podemos afirmar que nele, preponderantemente, as relações macroestruturais se dão através da:
coerência semântica.
coerência sintática.
coerência pragmática.
coerência estilística.
coerência local.
O vocábulo “que” (linha 33) está empregado em referência a “todos” (linha 31), por isso poderia ser substituído por os quais, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual.
Certo
Errado
“foram feitos até hoje, no mundo todo, apenas seis exames rigorosos que comparam a eficiência de remédios homeopáticos com a dos convencionais” (linhas 23 e 24): realizou-se, até hoje, no mundo inteiro, apenas seis exames rigorosos comparando a eficiência de remédios homeopáticos aos convencionais
Certo
Errado