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“A direção da casa legislativa confirmou que as imagens foram feitas durante a sessão de quarta feira e esclareceu que elas mostram dois ‘assessores de deputados’ trocando figurinhas durante a sessão. ‘O comportamento não é justificável. Os gabinetes dos deputados aos quais os assessores pertencem, já foram informados, e cabe aos parlamentares decidir como proceder’”.
Nesse segmento do texto 2, o componente sublinhado que NÃO se refere ou repete nenhum termo anterior é:
que;
elas;
sessão;
comportamento;
deputados.
No processo de construção do texto, a seleção lexical, além de constituir um fator de coerência, por contribuir para a manutenção da unidade temática, reflete a relação entre as escolhas linguísticas e o gênero textual. A respeito desse aspecto, é possível afirmar que
I - há adequação entre o título e o conteúdo desenvolvido no texto, pois o vocábulo “falácia” mantém uma estreita relação com a informação expressa no segundo parágrafo referente ao argumento do ministro de que a meta fiscal não será cumprida caso não haja a elevação dos impostos.
II - a precisão e a objetividade são uma regra na linguagem jornalística, mas expressões coloquiais teimam em ocorrer em textos dessa esfera, é o caso de “mão pesada do Estado” (linha 01), “contra a parede” (linha 01), no texto lido, o que deve ser evitado por empobrecê-lo.
III - considerando o interesse em atrair o leitor, o texto jornalístico explora estruturas simples, coloquiais, em vez de uma sintaxe rebuscada, fato que justifica o uso de estruturas como “em busca da melhor chance de empurrar goela abaixo dos contribuintes uma nova CPMF” (linhas 03-04), que corresponderia aproximadamente a “na tentativa de disfarçar a imposição de uma nova CPMF aos contribuintes”.
Dentre as proposições enumeradas, é(são) CORRETA(S) apenas
III
I
II
I e III
II e III
A afirmação inicial, “Histórias curam”, tem coerência porque o texto:
expõe que contar histórias ajuda no tratamento de crianças hospitalizadas.
faz propaganda da associação Viva e Deixe Viver.
apresenta o relato de um voluntário que foi curado.
conta a história de crianças que já estão curadas.
relata o caso de um hospital infantil.
E temos levado esse truque muito a sério. Vivemos uma época em que ser feliz é uma obrigação – as pessoas tristes são indesejadas, vistas como fracassadas completas. A doença do momento é a depressão. (linhas 15-17) |
Atentando para os efeitos de sentido e para os aspectos estruturais do fragmento do texto 1 em destaque, é coerente afirmar que
os vocábulos esse e muito são modificadores da locução verbal temos levado.
tristes, fracassadas e depressão são vocábulos que qualificam o mesmo nome.
esse fragmento possui três períodos compostos e suas orações são subordinadas.
o pronome relativo em destaque é um termo anafórico, refere-se ao substantivo época.
o conectivo que inicia o fragmento (E) pode ser substituído pelo conectivo (Portanto), sem perda do sentido contextual.
O colunista declara que a coerência não é imprescindível em uma obra de arte.
Assinale a opção que apresenta a frase em que a coerência foi respeitada.
“Saiu nu pela rua, apenas com a roupa de baixo”.
“As Forças Armadas fizeram intensa campanha contra a repressão ao roubo de cargas”.
“Na próxima oportunidade, não deixe de incluir-me fora da lista de convidados”.
“Não gosto de restaurantes caros; gosto de restaurantes bons”.
“O crítico de futebol está sempre com a razão, porque só começa a falar quando o jogo termina”.
Releia o seguinte fragmento, retirado do 1º parágrafo do texto. “Bem, normalmente evito passar até na porta de um hospital (atravesso sempre para o outro lado da rua, receoso de apagar diante de um bafo mais forte de éter).”.
A ideia presente nesse fragmento entra em contradição com qual dos trechos a seguir?
“[...] e me convidou para ser seu acompanhante na casa de saúde.”
“Talvez pudéssemos chamar outra pessoa para ir com a gente.”
“Você não me conhece... Sou uma fera braba dentro de um hospital.”
“Tenho a impressão de que você está com medo.”
“Fique calmo, bobinho. Deixo minha irmã tomando conta de você.”
No texto 3, trecho extraído de uma reportagem sobre o pintor Di Cavalcanti, temos um período formado por quatro orações separadas por ponto. Embora não haja conectores gramaticais explícitos, percebemos que essas orações combinam-se, formando uma sequência coerente. Entretanto, se quiséssemos reescrever esse mesmo período, sem comprometer o sentido original dele, poderíamos substituir os sinais de pontuação, sinalizados pelos algarismos I, II e III, por:
Conectores de oposição no I e causalidade no II e III.
Conectores de oposição no I e II e causalidade no III.
Conectores de adição no I, oposição no II e finalidade no III.
Conectores de oposição no I e II e adição no III.
Conectores de adição no I, causalidade no II e finalidade no III.
No que se refere à coerência textual, considerando a distribuição dos tópicos temáticos nos parágrafos para assegurar o ponto de vista assumido, é possível afirmar que a autora
I- direciona a argumentação no sentido de responsabilizar a escola em conscientizar as crianças e os adolescentes em relação aos males causados aos seus pares, devido à intolerância, de qualquer natureza, pois só assim é possível evitar tragédias nesse ambiente.
II- destaca o fato de a escola refletir o comportamento da sociedade, seguindo a argumentação na direção de alertar sobre a necessidade de cada cidadão dever dar bom exemplo, aprendendo a conviver com as diferenças, evitar julgamentos e não apenas dizer o que o jovem deve fazer, mas participar da sua formação.
III- atribui a falta de limites da criança ou do adolescente aos pais, que, estando sempre ocupados, não orientam os filhos, de modo que a argumentação vai na direção de apontar que a violência nas escolas decorre da má educação oferecida em casa.
Dentre as asserções, é CORRETO o que se afirma apenas em
Em "Ter parceiro único pode se tornar COISA DO PASSADO.", o segmento destacado pode ser substituído, sem alteração de sentido, e mantendo coerência , por:
antigo.
atrofiado.
rudimentar.
usual.
obtuso.
Estariam garantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse
“se superam” (linha 2) por superam-se.
“requerem” (linha 6) por requer.
“que” (linha 16) por onde.
“favorecem” (linha 22) por favoreçam.
“significativa” (linha 22) por inexpressiva.
O comentário associado apropriadamente à frase indicada é o que se encontra em:
Depois da interferência de alguém da plateia, retomou a palavra e voltou a falar. / Presença de repetição como recurso estilístico, de valorização da ideia.
A cuidadosa descriminação dos itens que compõem o acervo garantirá que nenhuma tela será extraviada. / Há incoerência no enunciado.
Às pessoas invejosas falta-lhes amor próprio. / O pronome oblíquo está empregado com valor de possessivo.
Vossa Excelência deve estar orgulhoso da homenagem recebida. / O adjetivo destacado concorda não com a forma gramatical da expressão, mas com o ser a que remete; no caso, esse fenômeno incide sobre concordância de número.
Sendo sempre o último a se pronunciar, o presidente da mesa elogiou a iniciativa do jovem ao assumir de imediato a tribuna. / Frase cuja ambiguidade é facilmente superada pelo contexto.
O segundo parágrafo é introduzido pela afirmativa “O marido não acreditava.”. Acerca da conexão que se faz entre parágrafos de forma a contribuir com a coerência textual, pode-se afirmar que
indica o descrédito do narrador acerca da situação-problema apresentada através do personagem masculino.
tal afirmativa dá início à justificativa que demonstra o descrédito do marido quanto às atitudes previstas pela mulher no parágrafo anterior.
se trata de uma afirmativa isolada, sem referência anterior, seu conteúdo dá início a um novo tópico textual dando início a um novo parágrafo.
ainda que forma implícita, a afirmativa “O marido não acreditava.” é uma referência à informação anterior e tem sua justificativa expressa logo a seguir.
0bedecendo à coerência verbal, que forma deve assumir o verbo MANTER na frase abaixo?
Se a cidade ______ ares de roça, talvez não fosse tão procurada pelos turistas.
mantinha
mantivesse
mantesse
manteria
manteve
Canção do Exílio Facilitada
-
(José Paulo Paes)
-
lá?
ah!
sabiá…
papá…
maná…
sofá…
sinhá…
cá?
bah!
-
Pautados pelo pressuposto de que a coerência corresponde ao fenômeno da interpretabilidade textual (KOCH, Ingedore Villaça; TRAVAGLIA, Luiz Carlos. A coerência textual. São Paulo: Contexto, 2006, p.21), é possível afirmar que o poema de José Paulo Paes ilustra o fato de que
Os elementos de coesão são imprescindíveis para o estabelecimento da coerência.
Não há diferença entre coerência local e coerência global em um texto.
A intertextualidade funciona como um fator de contextualização, entretanto não influencia no juízo de coerência.
A coerência não é uma propriedade apenas do texto em si, mas de um fenômeno muito mais amplo, que se constrói, em dada situação de interação.
A coerência se liga apenas à organização linear e material do texto.
A substituição de “ratificado” (L.28) por confirmada manteria a coerência do texto, embora seu sentido fosse alterado.
Certo
Errado