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“A ortografia é a parte da Gramática que se preocupa com o uso correto de letras e sinais gráficos na escrita de um idioma.”
Por outro lado, a gramática
preocupa-se com o uso correto das palavras.
estuda as normas da Língua Portuguesa.
analisa as frases incompletas.
preocupa-se com a numeração dos parágrafos.
estuda as regras dos sinônimos, apenas.
Há lições fundamentais sobre o funcionamento da linguagem das quais a escola esquece. Sobre elas, analisar os itens abaixo:
I. A cada instância de utilização da língua se ativa a gramática e, portanto, a gramática (como organização da fala) se explicita a partir do uso linguístico.
II. A gramática que o falante aciona para organizar sua linguagem não se esgota em estruturas menores, nem mesmo no período (para usar o termo de nossa Nomenclatura Gramatical Brasileira), o qual é limite, apenas, de uma determinada organização estrutural.
III. É real e funcional qualquer amoldamento absoluto de entidades gramaticais discretamente isoladas e a priori resolvidas; a gramática de uma língua em funcionamento se faz de regras absolutas, com condições autônomas de aplicação.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
No texto, as considerações sobre a fala do sulgoiano estão próximas dos princípios e das concepções de uma gramática
descritiva.
prescritiva.
histórica.
comparativa.
Para entender a relação entre gramática e ensino, é importante saber diferenciar os dois tipos de gramática: a descritiva e a normativa. Sobre a gramática descritiva, é verdadeira a seguinte afirmação:
A gramática descritiva define um sistema linguístico em todos os seus aspectos.
A forma transformacional é um dos exemplos das diversas formas que constituem a gramática descritiva.
A gramática descritiva recomenda como se deve falar e escrever, de acordo com parâmetros de uso e autoridade dos escritores, gramáticos e dicionaristas esclarecidos.
A gramática descritiva tem como principal preocupação a capacidade de diferenciar o certo e o errado dentro do nível do saber elocutivo.
A gramática descritiva possui apenas a forma funcional.
Temos como a parte da gramática que estuda a disposição das palavras nos períodos, bem como a relação lógica entre elas. O excerto acima destaca qual parte da gramática:
Sintaxe.
Morfologia.
Linguística Comparativa.
Oração.
"É a parte da Gramática que estuda a disposição das palavras nos períodos, bem como a relação lógica entre elas. Ela é o conjunto das regras que determinam as diferentes possibilidades de associação das palavras da língua para a formação de enunciados. Todas as línguas, além de possuírem um léxico composto por milhares de palavras, possuem também algumas regras que determinam o modo como as palavras podem combinar-se para formar os enunciados. Essas regras são aquilo que a definem".
(Por: Maria Luciana K. Araújo. Profª de L. Portuguesa. Equipe Brasil Escola.)
(https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/)
Os dados da informação identificam as características de:
Regência.
Morfologia.
Sintaxe.
Concordância.
De acordo com CALVET, sobre a concepção de linguagem, analisar a sentença abaixo:
Com efeito, em um grupo social, há falantes, códigos, variedades de códigos, relações dos falantes com esses códigos e situações de comunicação. A tarefa do linguista é, portanto, descrever cada um desses elementos, bem como suas mútuas relações (1ª parte). Um código é, sem dúvida, necessário à comunicação, mas não há código linguístico fora do seu uso social (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
A respeito do lugar da gramática normativa nas aulas de língua materna, analise as afirmações a seguir e a relação proposta entre elas:
I. Devemos, sempre que algum aluno falar uma palavra de forma diferente do que preconiza a gramática normativa, utilizá-lo como exemplo para a turma e dizer que as palavras devem ser faladas corretamente.
PORQUE
II. A gramática normativa tem uma importante função de descrever e, em certa medida, padronizar a escrita, que é um importante registro histórico da língua.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
As asserções I e II são proposições falsas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
O TEXTO III trata da crítica ao tipo de ensino de língua portuguesa que se sustenta nas “gramáticas tradicionais” (l. 10). Levando-se em conta os conceitos apresentados por Azeredo* (2010), qual deles NÃO se coaduna com as características da gramática tradicional?
“Gramática é um conjunto de informações geralmente aprendidas na escola, contidas em um livro específico também chamado ‘gramática’, que nos ensina, entre outras coisas, a classificar os sons que pronunciamos, as palavras e suas partes, as orações e seus termos, e a enunciar os processos usuais na combinação dessas unidades”.
“Um conjunto de conhecimentos ou habilidades aprendidos na escola e que capacitam os indivíduos para participarem de situações sociocomunicativas em que é necessário o domínio da língua padrão”.
“O sistema gramatical compreende as unidades portadoras de significado e os recursos formais que regem a combinação dessas unidades nos diferentes níveis da língua”.
“A gramática refere-se às regras que uma pessoa deve conhecer para falar e escrever corretamente uma língua”.
Sobre a língua e suas variedades, marque (V) verdadeiro ou (F) falso assinale a alternativa correta.
( ) Gramática internalizada: sistema de regras próprias do idioma que comandam seu funcionamento e determinam se uma construção é ou não linguisticamente válida.
( ) Gramática normativa: conjunto de normas e regras que orientam o emprego da língua (escrita e falada) de acordo com os usos tradicionais do idioma.
( ) Variedade padrão (língua padrão): variedade linguística constituída ao longo do tempo e baseada no “modo de falar e escrever” das classes sociais de maior prestígio cultural, político e econômico; caracteriza-se, principalmente, pelo uso de estruturas frasais mais complexas, pelo vocabulário mais elaborado e pela observância às regras da gramática normativa.
( ) Variedade não padrão (variedade coloquial): caracterizada pela presença de estruturas frasais mais simples, pela não observância às regras da gramática normativa, pelo vocabulário mais “comum” e pelo emprego de frases feitas, expressões populares e termos de gíria.
( ) Adequação linguística: Ajustes que o falante deve fazer em sua forma de se expressar, considerando o interlocutor, o assunto, a situação de comunicação, o efeito pretendido, etc, de maneira a obter mais eficiência no ato de comunicação.
F – V – F – V – V.
V – V – V – V – V.
V – F – V – V – V.
V – V – V – V – F.
De acordo com Travaglia (1997): trabalhando a gramática na perspectiva da interação comunicativa e do funcionamento textual-discursivo dos elementos da língua, o professor consegue fazer uma real integração entre os diferentes aspectos do ensino/aprendizagem de língua materna: ensino de gramática, leitura (compreensão de textos), redação (produção de textos orais ou escritos) e vocabulário, ao contrário da prática não textual em que eles são quase sempre estanques, sem qualquer inter-relação.
Sobre esse aspecto, indique a alternativa que não condiz com o quê Travaglia quis dizer:
A gramática não deve ser eliminada da sala de aula, mas trabalhada num paradigma diferente, cujo objetivo principal deve estar centrado na reflexão “sobre elementos e fenômenos linguísticos e sobre estratégias discursivas com o foco nos usos de linguagem”, de forma que o ensino seja interrelacionado e fluído.
Não se faz necessário considerar as questões relacionadas ao “para quê ensinar a gramática”, pois suas respostas suscitam outras questões como: “o quê ensinar, como ensinar e o que avaliar”, e não se faz necessário refletir sobre isto, posto que, o estudo de gramática perpassa o aprendizado das regras e das nomenclaturas dos termos, geralmente, ancorados em frases isoladas, artificiais, o que é plenamente aceito e correto.
É de fundamental importância que os alunos aprendam a língua portuguesa refletindo sobre seus usos através da articulação dos eixos didáticos que compõem o ensino de língua materna.
A formação de leitores e escritores proficientes, críticos, ativos, atuantes – o “texto” passou a ser eleito como unidade didática na proposição de um ensino que buscava, agora, uma articulação entre os eixos da leitura, da produção textual e da análise linguística.
Os estudos de Travaglia (1997), assim como os de Geraldi (2006a), Mendonça (2006a), sugerem que a transformação do ensino da língua materna, cujo objeto privilegiado de ensino tem sido a gramática tradicional normativa, seja transformado em um trabalho que possibilite ao aluno apropriar-se dos recursos expressivos da língua de forma reflexiva, significativa e contextualizada.
Acerca da concepção como linguagem como expressão do pensamento, assinale a alternativa incorreta:
Esta concepção tem como maior nome Mikhail Bakhtin, que vem contrapor as demais concepções, pois defende a língua viva, dinâmica.
A preocupação básica é levar ao aluno não apenas ao conhecimento da gramática de sua língua, mas, sobretudo, ao desenvolvimento da capacidade de refletir, de maneira crítica sobre o mundo que o cerca.
Neste sentido, ao ensino da língua materna sob esta visão cabe levar o aluno apenas ao conhecimento da gramática de sua língua.
A linguagem nessa concepção não pode ser separada de seu conteúdo ideológico ou vivencial.
Nesta proposta o ensino da gramática deve ser ministrado de uma maneira contextualizada, sendo professores e alunos produtores e aprendizes de conhecimento.
Considere as seguintes afirmações sobre orações reduzidas, suas possibilidades de classificação e de expansão:
I. Segundo Celso Cunha, em sua Nova Gramática do Português Contemporâneo, as reduzidas são orações independentes que não se iniciam por pronomes relativos nem por conjunção subordinativa, tendo as formas verbais expressas conforme o sujeito da oração principal.
II. No que tange ao desdobramento das orações reduzidas, Bechara, em Moderna Gramática Portuguesa, diz que: “O emprego de reduzidas por desenvolvidas e vice-versa, quando feito com arte e bom gosto, permite ao escritor variados modos de tornar o estilo conciso, não acumulado de quês e outros transpositores, enfim, elegante”.
III. Cegalla nos diz que, quanto à classificação, há três tipos de orações reduzidas: as de infinitivo, as de gerúndio, as de particípio. Essas orações reduzidas são quase sempre subordinadas e analisam-se como as desenvolvidas correspondentes, ou melhor, de acordo com a sua função no período.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Em relação à gramática tradicional e ao ensino de Língua Portuguesa, é correto afirmar que
na gramática tradicional, os aspectos morfossintáticos são determinados, por exemplo, como categorias sem mudanças, sendo regras estáticas.
no ensino tradicional de gramática, o aluno é visto como um usuário da língua, capaz de perceber as nuances do sistema linguístico.
ainda há um conjunto de normas que não somente estreitam os usos da língua, como também não idealizam uma língua que deve ser tomada como a ideal e correta.
o texto não pode ser somente um pretexto para inserir conteúdos gramaticais em sala de aula, já que uma análise linguística não permite que o docente trabalhe com as multifuncionalidades de sentido que um texto pode apresentar.
saber gramática significa ser capaz de interagir, com propriedade, nas diversas práticas sociais de linguagem, usando adequadamente as variedades da língua, não estando de acordo com as circunstâncias que condicionam esse uso.
Segundo Travaglia (1996), ao se trabalhar especificamente com gramática é preciso considerar que há vários tipos de gramática e que o trabalho com cada um desses tipos pode resultar em atividades também distintas.
Tendo em vista essa asserção, numere a coluna da direita, relacionando o tipo de gramática à definição correspondente elaborada por Travaglia (1996).
1. Gramática normativa
2. Gramática descritiva
3. Gramática reflexiva
4. Gramática implícita
( ) Relaciona-se à competência linguística do falante.
( ) Registra as unidades e categorias existentes.
( ) Representa as atividades de observação sobre a língua.
( ) Estuda apenas os fatos da língua padrão.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
2 – 4 – 3 – 1.
3 – 4 – 2 – 1.
4 – 2 – 3 – 1.
4 – 3 – 2 – 1.
O ensino do léxico pode ser um olhar arregalado para o mundo, se explorado de forma multidimensional. Levando-se em consideração que o módulo da língua mais voltado à experiência, o léxico se abre ao que se vive, às variadas formas de ser e de interagir com aqueles com quem falamos e de quem falamos, assinale a afirmativa INCORRETA.
O uso de textos literários no ensino da língua é importante porque neles há uma exploração ilimitada das virtualidades do sistema da língua para a criação estética.
A língua varia apenas no uso. Isso significa que, a cada gênero discursivo com o qual os usuários lidam, seja na fala ou na escrita, realizam escolhas diversificadas, oferecidas nas normas desses gêneros.
Ao apresentar definições seguidas de exercícios de classificação, muitas vezes cobrando do aluno a metalinguagem correspondente, as noções gramaticais são ensinadas por si só, sem vinculação com o uso da língua.
Vale mais, desse ponto de vista, conhecer vários empregos de uma mesma palavra, com a identificação de cada situação de comunicação, do que acumular uma lista de itens lexicais e um significado único correspondente a cada um.
Considerando-se a gramática, a descrição abaixo se refere à:
É a propriedade pela qual uma unidade de um estrato inferior pode funcionar por si só — isto é, combinando-se com zero — em estratos superiores, podendo chegar até ao estrato do texto e aí opor-se a unidades próprias desse novo estrato. Assim, um monema pode, em princípio, funcionar como palavra; uma palavra como grupo de palavras, e assim sucessivamente.
Hipotaxe.
Antitaxe.
Parataxe.
Hipertaxe.
Analise os exemplos de atividade citados em cada alternativa a seguir e assinale a adequada considerando a prática de análise linguística e alguns excertos do Texto I.
“Em: “A leitura é importante para a criatividade, a memória, a escrita e a imaginação”, aponte se os substantivos em destaque são abstratos ou concretos.”, trata-se de uma atividade epilinguística, pois não se exige do usuário da língua uma taxonomia, desenvolvendo-se sistematicamente.
“Em: “Mas a importância da leitura na infância não se limita a isso”, o conectivo em destaque expressa qual efeito de sentido?”, trata-se de uma atividade metalinguística, visto que é praticada de modo consciente e requer do usuário da língua uma taxonomia.
“Em: “[...] muitas pessoas não aproveitam os vários benefícios da leitura por não incorporarem esse hábito no dia a dia”, qual é a pessoa gramatical dos verbos em destaque?”, trata-se de uma atividade metalinguística, uma vez que está constituída na gramática internalizada de cada usuário da língua, desenvolvendo-se sistematicamente.
“Em: “Diante da importância da leitura, por que esse número não é mais expressivo?”, ao substituir o pronome em destaque por “este”, o sentido original da frase ficará comprometido?”, trata-se de uma atividade epilinguística, já que requer do usuário da língua uma taxonomia, sendo desenvolvida por meio de suas escolhas.
“Em: “Vale a pena oferecer livros infantis mesmo antes da alfabetização, para que a criança [...]”, por qual outro conectivo a expressão destacada pode ser substituída, de modo a preservar o mesmo efeito de sentido?”, trata-se de uma atividade epilinguística, visto que se desenvolve por meio da escolha do usuário da língua, não exigindo uma taxonomia.
Quase sempre a gramática engloba, numa mesma relação, palavras que pertencem a grupos bem diferentes: as classes gramaticais. Entretanto, um exame mais atento nos mostrará que a relação junta palavras de natureza e funcionalidades bem diferentes, levando em conta alguns critérios misturados. O elemento que as diferencia são os diversos significados que lhes são próprios. Para tanto, conforme descreve Bechara, devemos distinguir os seguintes significados:
I. Lexical: significado que corresponde ao quê da apreensão do mundo extralinguístico, isto é, é o que corresponde à organização do mundo extralinguístico mediante as línguas.
II. Categorial: é o que corresponde ao como da apreensão do mundo extralinguístico, a forma da intuição da realidade, ou, ainda, o modo de ser das palavras no discurso, e não classes léxicas fixas.
III. Instrumental: é o significado dos morfemas, isto é, dos elementos pertencentes ao universo da gramática, e podem apresentar-se como palavras morfemáticas; são os chamados englobadamente instrumentos gramaticais.
IV. Estrutural ou Sintático: é o significado que resulta das combinações de possíveis unidades sintáticas com unidades fonéticas e morfemas, fora do ambiente da oração.
V. Ôntico: que se dá no âmbito do discurso, é o que corresponde ao valor dado a cada vocábulo independente do enunciado.
Quais das afirmações acima estão corretas, conforme o autor citado?
Apenas I e II.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
Apenas III, IV e V.
I, II, III, IV e V.
O processo de comunicação é desencadeado pelo cérebro (Linguística e Comunicação, Jakobson, 1974). A partir dessa ideia, analise o texto abaixo.
A ______ constitui o ato de transmitir uma mensagem que desejamos que o interlocutor receba e a ______ se constitui no sistema de sinais utilizados para interagirmos.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
linguagem / comunicação.
retórica / gramática.
comunicação / linguagem.
gramática / retórica.
linguagem / retórica.