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Observe a tese argumentativa a seguir.
“A legalização das drogas suporia a eliminação da estrutura de marginalidade, do mercado negro, de máfias e da delinquência, que atualmente se ampliaram ao redor do mundo.”
Um contra-argumento válido para essa tese é:
nesse caso, o número de viciados poderia ser tratado em hospitais públicos;
haveria, assim, maior lucratividade por parte dos traficantes;
desse modo, as drogas poderiam ser encaradas com todo o seu poder maléfico;
a legalização das drogas aumentaria o número de consumidores;
assim, a polícia teria um trabalho mais proveitoso.
O trecho “diferentemente de mecanismos de aplicativos como o ChatGPT, que operam com base na coleta de inúmeros dados, a mente humana pode funcionar com pequenas quantidades de informação” (quinto parágrafo) poderia ser reescrito, sem prejuízo dos sentidos e da correção do texto, da seguinte forma: ao contrário de mecanismos de aplicativos que operam com base na coleta de inúmeros dados, como o ChatGPT, a mente humana funciona com pequenas quantidades de informação.
Certo
Errado
Assinale a alternativa em que a frase apresenta um argumento contrário, incapaz, porém, de impedir a concretização do fato expresso na oração principal:
Vivo muito triste, desde que meu cachorro morreu.
Ele obteve sucesso na prova de atletismo, embora não se esforçasse.
Lara ficou alegre, uma vez que ganhou muitas bonecas no Natal.
Fui a Parintins, contudo não consegui ver o festival.
Vou telefonar para o professor, a menos que o encontre na faculdade.
Observe o texto argumentativo a seguir.
“No século XXI, a igualdade entre mulheres e homens ainda não é uma realidade. Por que é tão difícil atribuir às mulheres as mesmas posições que aos homens? Não há nenhum motivo por que uma mulher receba salário menor do que o de um homem, se o trabalho é o mesmo. E esse é exatamente o caso. Em nossos dias, na França, com o mesmo tempo de trabalho, mesma seção, mesma categoria profissional, a redução do salário feminino chega a 10%. Do mesmo modo, não é normal que postos de trabalho de mais responsabilidade sejam majoritariamente ocupados por homens. Segundo os dados fornecidos pela Comissão Europeia, na França de 2017, só 33% dos quadros superiores são de mulheres. É mais do que nos Países Baixos e na Grécia (25%), muito mais que em Luxemburgo (18%), mas menos que na Polônia ou na Eslovênia (41%), do que na Hungria ou na Suécia (39%). De qualquer modo, nenhum país da comunidade europeia chega à paridade nesse terreno.”
Sobre o fragmento argumentativo acima, é correto afirmar que:
o texto não apresenta argumentos em defesa da tese exposta, limitando-se a citar exemplos;
as estatísticas apresentadas servem para apoiar uma tese contrária à defendida no texto;
a tese do texto é a de que as mulheres devem receber tratamento igual ao dos homens, no mercado de trabalho;
os argumentos apresentados no texto são do tipo subjetivo, apoiados basicamente na opinião do argumentador;
o último período do texto confirma a razão de as mulheres receberem distinção no tratamento profissional.
Com base no texto 3, considere as seguintes afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. Os dois-pontos em “Negacionismo: a onda de ceticismo sobre o valor da ciência” (título) são usados para introduzir exemplos.
II. Os travessões em “É fato aceito pela maioria da comunidade científica – embora contestado por uma parcela de seus membros – que as mudanças climáticas são produzidas pela atividade humana [...]” (linhas 01 e 02) podem ser substituídos por vírgulas, sem prejuízo da variedade padrão da língua escrita.
III. O segundo parágrafo apresenta argumentos de autoridade e informações sobre o método empregado em uma pesquisa científica.
IV. O terceiro parágrafo apresenta um contra-argumento a uma visão progressiva e linear de aquecimento global.
V. O uso das expressões “É fato aceito” (linha 01) e “é fato razoavelmente comprovado” (linha 19) expressa, em ambos os casos, dubiedade e hesitação em relação ao argumento apresentado.
Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Somente as afirmativas III e IV estão corretas.
Somente as afirmativas II, III e V estão corretas.
Somente as afirmativas I, IV e V estão corretas.
Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.


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Considerando o conteúdo do texto, assinale a alternativa integralmente CORRETA.
O fragmento apresentado é parte de um texto expositivo em que se defende a importância dos testes internacionais de ranqueamento dos países, como o PISA.
Na perspectiva defendida pelos autores, são inadequadas as interpretações feitas por “quase todos” no que tange às causas apontadas para os problemas na área da Educação brasileira.
O fragmento apresentado faz parte de texto que é resultado de pesquisa científica – na área da Educação –, o que justifica o tom expositivo do texto, desprovido de marcas de subjetividade.
Além de refutarem a ideia de que a “Educação vai mal”, os autores contra-argumentam em relação às justificativas apresentadas para ancorar tal afirmação que foram citadas no texto.
Embora não haja no texto um referente para a expressão “nosso país”, é possível inferir, pelo conteúdo apresentado e pelos dados de publicação, que se está falando do Brasil.
De acordo com a tipologia textual apresentada, pode-se afirmar que a tese é uma das características do texto em análise e está diretamente relacionada ao ponto de vista do articulista. Considerando-se tal informação, pode-se afirmar acerca do texto que:
O articulista utiliza como principal recurso de argumentação para sustentar a tese o recurso da refutação de ideias.
Apesar de poder ser reconhecido o ponto de vista do articulista no texto, os fatos que o sustentam são predominantes.
Por meio de argumentos tais como: exemplos, dados, relações de causa e consequência e contra-argumento; o articulista desenvolve sua argumentação.
Apesar de ser a tese uma característica do texto em análise, a linguagem objetiva é predominante tornando o texto imparcial de modo a atribuir-lhe, assim, maior confiabilidade.
Predomina em todo o texto o ponto de vista do articulista em que o emprego de elementos tais como adjetivos e advérbios pode ser reconhecido como recurso para sua expressão.
Um escritor francês aborda, no texto argumentativo a seguir, a influência americana na França atual.
“Eu certamente admiro o povo americano; mas esse povo, por muitos aspectos de seu gênio, me é mais estrangeiro que qualquer outro. Eu nunca visitei os EUA. Mas eles fizeram muito mais do que nos visitar: eles nos transformaram. O ritmo de nossa vida cotidiana segue o modelo deles. Sua música aparece em milhões de discos. Milhares de filmes, sobre todas as telas de Paris e do interior, nos impõem seus modelos: a idolatria da técnica, de todas as técnicas criadas pelo homem, a loucura pela velocidade... “Não se compreende nada da civilização moderna, se não se admite antes que ela é uma conspiração universal contra toda vida interior...” escrevia Georges Bernanos, em 1945. Sim, contra tudo o que tinha valor para as pessoas de minha raça: uma vida recolhida numa mansão antiga onde viveram antes de nós aqueles de quem viemos e que nos amaram.”
Sobre esse texto argumentativo, assinale a afirmativa correta.
O texto protesta contra um colonialismo de um novo tipo: a influência crescente da cultura americana sobre a Europa, rejeitando-a parcialmente, sobretudo no terreno artístico.
Os argumentos apresentados para demonstrar a influência americana são dificilmente refutáveis, já que apelam para a evidência cotidiana.
A presença de termos como “idolatria” e “loucura” mostra, implicitamente, apreço pela cultura dos Estados Unidos, que o autor aparentemente rejeita.
Um contra-argumento que se poderia opor ao pensamento do autor do texto é o de que a influência americana só atinge os países culturalmente mais débeis.
A visão do autor do texto é bastante otimista, no sentido de que o mundo futuro será apoiado em brilhante tecnologia e vida exterior intensa, facilitando o enriquecimento mútuo das nações.
Atenção: o texto a seguir refere-se às duas próximas questões.
Observe um trecho do discurso parlamentar do então deputado Carlos Lacerda sobre o projeto de fixar-se o texto da carta-testamento de Getúlio Vargas nas escolas públicas de São Paulo:
“Sr. Presidente:
O texto dessa carta, seja ela apócrifa ou não, é um texto de luta política, é um texto de pronunciamento apaixonado que se atribui a um homem no momento culminante da sua vida, isto é, no momento em que deliberou dar-se morte por suas próprias mãos. É um texto de paixão, é um texto de violência, é um texto que consagra o suicídio como norma para a decisão da vida de um homem. É, portanto, um texto, embora de autenticidade duvidosa, ou ainda que autêntico, diria mesmo, precisamente se autêntico, capaz de merecer o respeito até dos adversários daquele a quem se atribui a autoria, mas nunca para ser afixado e, muito menos, obrigatoriamente, nas escolas públicas de uma cidade de qualquer país. Porque: primeiro, o texto dessa carta faz o elogio do suicídio, o que não é, evidentemente, ensinamento a legar, ou a impor, ainda menos a impor, às crianças que frequentam as escolas públicas de uma cidade; segundo, é um texto de combate, de polêmica política, é um texto de violento revide, num momento de paixões desencadeadas dentro de uma situação histórica determinada. Não é o documento básico de uma nação. [....] É um texto, repito, cuja autenticidade está por ser demonstrada; mas, demonstrada que fosse ou venha a ser, não é, certamente, um texto para figurar nas paredes das escolas públicas. Primeiro, porque faz o elogio, faz a apologia da violência contra o próprio corpo pelo suicídio, solução extrema, solução que respeito, mas que não posso ver recomendada às crianças do meu País. E, ainda, porque o seu contexto, impregnado de paixão, digamos legítima - aceitemos -, de paixão compreensível, de revide mais do que respeitável até, mas de revide em todo o caso, não deve figurar à porta sacrossanta das escolas em que se forma a mentalidade das crianças brasileiras.”
O texto mostra um conjunto de segmentos que funcionam como argumentos contrários à afixação nas escolas públicas de São Paulo da carta deixada por Getúlio Vargas no dia em que se suicidou.
Assinale a opção que mostra o segmento que representa um contra-argumento.
“...o texto dessa carta faz o elogio do suicídio, o que não é, evidentemente, ensinamento a legar...”
“Não é o documento básico de uma nação.”
“...porque faz o elogio, faz a apologia da violência contra o próprio corpo pelo suicídio, solução extrema, solução que respeito, mas que não posso ver recomendada às crianças do meu País.”
“...porque o seu contexto, impregnado de paixão, digamos legítima - aceitemos -, de paixão compreensível, de revide mais do que respeitável até, mas de revide em todo o caso, não deve figurar à porta sacrossanta das escolas ...”
“...é um texto de pronunciamento apaixonado que se atribui a um homem no momento culminante da sua vida, isto é, no momento em que deliberou dar-se morte por suas próprias mãos.”
“O modelo hobbesiano poderia ser tomado como plausível, não fosse uma falha capital do argumento”. A ideia central da frase é apresentada por procedimento caracterizado como:
contra-argumentação
comparação
autoridade
indução


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“Muita gente pensa que o gênero é sobre o futuro, sobre coisas mirabolantes e impossíveis, mas, na verdade, o gênero é sobre o presente, que acaba sendo cifrado de alguma forma para que possa ser narrado" (1º parágrafo)
No fragmento, para articular Ideias, defendendo um ponto de vista, a autora emprega o seguinte procedimento:
comparação
exemplificação
particularização
contra-argumentação
Assinale a alternativa que apresenta o trecho em que a construção argumentativa do texto se dá por um processo de contra-argumentação.
“A quantidade de plásticos que vai parar nos oceanos é um problema ambiental mundial, e o canudo é um dos principais itens jogados na costa litorânea, mas a guerra declarada contra um único produto está banalizando o debate e escondendo o principal [...]”
“O canudo de plástico é o vilão da vez. Em defesa do meio ambiente, alguns restaurantes estão substituindo o objeto por opções duráveis, ou até mesmo retirando-os de circulação.”
“De todo modo, o uso consciente do canudo e de qualquer plástico é defendido pelos especialistas. ‘Precisamos replicar o comportamento. Se não fixarmos, vira moda, e só voltaremos a nos preocupar com isso até que apareça outra tartaruga que nos choque’ [...]”
“Segundo o economista Christian Luiz da Silva, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campanhas como a essa contra o canudo são movimentadas por um interesse comercial que tem respaldo na defesa do meio ambiente.
Considerando os argumentos construídos no texto, qual deles é um contra-argumento?
“...a faixa de 36 mil quilômetros em que trafegam milhares de satélites artificiais.”
“...não falta razão para nos voltarmos mais para a Terra e seus graves problemas do que para “os abismos do espaço infinito”.
“O próprio investimento nos programas espaciais já declinava desde que a dissolução do império soviético fez os gastos parecerem exorbitantes como nunca.”
“Torna-se um problema conforme se acumulam objetos cuja órbita um dia decairá até que se desfaçam em atrito com a atmosfera, nem sempre de forma segura.”
Entre os argumentos utilizados pela autora para “discordar daqueles que defendem que o esporte vive de resultados” (linha 1), temos:
I - “Só quem assiste a tudo de fora acredita que uma vitória, em um único campeonato, representa um fim.” (linha 7)
II - “Aí está a celebração da agonística: a busca incessante do melhor de si e não, necessariamente, no enfrentamento do outro.” (linhas 20-21)
III - “Seja a final da Copa América, da Copa do Mundo ou de uma prova olímpica, o que qualifica uma vitória é a trajetória para a conquista, e não a medalha em si.” (linhas 34-35)
IV - “E lamento dizer que, mesmo diante da evidência da vitória, o único resultado definitivo e inquestionável é a morte.” (linha 36-37)
Estão CORRETOS os argumentos:
II e III.
I e IV.
I e III.
II e IV.
Em determinada parte do texto, é utilizada uma estratégia de contra-argumentação. Isso se dá
no primeiro parágrafo, no qual o autor afirma que há uma petição que defende retirar a oferta de cursos de ciências humanas das universidades públicas.
no quarto parágrafo, no qual o autor descreve a mudança em relação às disciplinas das ciências humanas proposta pela BNCC.
nos quinto e sexto parágrafos, nos quais o autor contrapõe as propostas da BNCC para as ciências humanas ao que pode acontecer na realidade dos estudantes.
nos sexto e sétimo parágrafos, nos quais o autor contrapõe as possíveis consequências das mudanças propostas pela BNCC ao fim do pensamento crítico.


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Um trecho que expressa a formulação de um contra-argumento por parte do autor é:
E é verdade, é preciso que haja um decrescimento das energias poluentes, (linhas 2-4)
em contrapartida, que cresçam as possibilidades de consumo de outra parte sem acesso a bens elementares. (linhas 10-12)
Não, elas não conhecem o alfabeto, mas são providas de tesouros culturais milenares (linhas 32-34)
Assim, uma política da humanidade é uma política que sabe fazer a simbiose (linhas 37-38)
Para compor o discurso dissertativo-argumentativo, o articulista utilizou alguns recursos referentes a tal tipo textual. Analise os elementos apresentados a seguir.
I. Exemplos.
II. Digressões.
III. Dados estatísticos.
IV. Progressão temporal.
V. Apresentação de fatos.
VI. Consistência do raciocínio.
Dentre os elementos citados anteriormente, fazem parte da constituição do texto apresentado apenas
I, V e VI.
I, III, IV e V.
I, III, V e VI.
II, III, IV e VI.
Consideradas as ideias desenvolvidas no texto, a frase que, se apresentada como argumento em defesa da concepção mais alta da literatura, seria contraditória é:
Mudanças na cultura podem propiciar que um gênero considerado não literário numa época passe a ser considerado literário em outra.
A indústria cultural domina, atualmente, meios de difusão muito mais numerosos e poderosos do que no século passado, e é transnacional, tendendo à homogeneização dos produtos e do público.
O chamado “elitismo" nomeia uma seleção que visa a preservar o melhor do que já foi feito até a contemporaneidade.
Teóricos recentes defendem a ideia de que as obras literárias são feitas a partir de outras obras, são tornadas possíveis pelas obras anteriores que elas retomam, repetem, contestam, transformam.
A palavra “elitista” é um bastão com que são golpeados aqueles que não se preocupam em acompanhar os avanços da tecnologia da comunicação.
Se compararmos o argumento utilizado por Henry Giroux para defender a ideia de dispensabilidade dos jovens, no mundo contemporâneo, com o desenvolvimento das ideias de Bauman, no Texto I, é coerente apontar apenas uma das seguintes proposições deste último que se contrapõe à do primeiro.
Menciona o crescimento econômico capitalista como fator de inclusão dos jovens na elite política e cultural da nação.
Defende o Facebook e outros sites sociais como novo mercado para a empregabilidade dos jovens.
Considera a internet uma força educacional que inclui os jovens na agenda política, social e cultural.
Encontra no mercado de consumo o caminho para contrariar a tese de dispensabilidade total dos jovens.
O texto 2 retoma o texto anterior, quanto ao tema abordado, embora:
se exima de fazer restrições a certos aspectos da questão discutida.
deixe de considerar a relevância do problema que está em pauta.
tenha ocultado seu apreço pelos valores simbólicos da identidade nacional.
não deixe de reconhecer ser difícil a total abstenção antes proposta.
não analise as implicações, para a comunicação social, das medidas desejadas.


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