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Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue os itens seguintes.
A expressão “Para o enfrentamento de” (linha 19) poderia ser substituída pela oração Para que se enfrentem, sem prejuízo à correção gramatical e à coerência textuais.
Certo
Errado
Um conselho anônimo diz: “Não perca tempo em discussões inúteis. Ao invés de brigar, cante uma canção, tome um banho demorado, vá dar uma volta de bicicleta no parque.”
Sobre a estruturação e significação dos componentes desse pensamento, assinale a afirmativa correta.
O segmento se filia aos textos injuntivos, pois expressa uma ordem ao leitor.
A expressão “ao invés de” poderia ser adequadamente substituída por “em vez de”.
O segundo período mostra, em relação ao primeiro, um pensamento contrário, uma oposição.
As sugestões dadas, em oposição a brigar, estão construídas com preocupações lógicas, inclusive na linguagem.
A expressão “dar uma volta” corresponde semanticamente ao verbo “voltar”.
A frase abaixo que mostra uma estrutura de antíteses, ou seja, mostra palavras de significados opostos, é:
Quanto menos tempo se tem, mais tempo se encontra;
As pessoas que não fazem nada nunca têm tempo;
Nós matamos o tempo, mas ele nos enterra;
Os amigos se mantêm perto; os adversários, mais perto ainda;
O tempo perdido não se encontra nunca mais.
Acerca do 1º§ do texto pode-se afirmar que o enunciado apresenta, em sua introdução, como estratégia argumentativa:
Citação de um exemplo prático quando cita o cotidiano e os conceitos da vida cotidiana.
Expressão de um conceito que será sustentado a partir do desenvolvimento das ideias nos parágrafos seguintes.
Emprego de uma linguagem predominantemente metafórica que contribui com o desenvolvimento das ideias apresentadas a seguir.
Contraposição estruturada a partir da exposição de um conceito estabelecido que está em oposição ao posicionamento do enunciador.
MEDO DA ETERNIDADE
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: – Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. – Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa. – Não acaba nunca, e pronto. – Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. – E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver. – Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. – Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. – Acabou-se o docinho. E agora? – Agora mastigue para sempre. Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! – Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
Jornal do Brasil, 06 de junho de 1970 (A descoberta do mundo, p.289-91) 2 DAS VANTAGENS DE SER BOBO – Clarice Lispector
Assinale a alternativa que se contrapõe ao texto:
Clarice Lispector traz para os leitores o relato breve de seu primeiro contato com o chiclete.
Para a sua construção, a autora utiliza-se de diversas figuras de linguagem
A crônica que faz uma reflexão a respeito de um dos maiores medos da humanidade, que é a morte.
Induz o leitor a refletir a respeito da eternidade, algo complexo para a mentalidade finita do ser humano.
A crônica apresenta um narrador, em 3ª pessoa, que conta as memórias de uma situação vivida na infância.


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Economia e consumo consciente: como avançar no Brasil?
Produzir menos lixo, planejar as compras, conhecer a origem e os processos de fabricação dos produtos que adquirimos, entender os impactos que eles causam ao longo de toda sua vida útil. Da extração da matéria-prima ao descarte final, essas são algumas simples atitudes que colaboram com o consumo consciente, também conhecido como consumo sustentável.
PAZ, Pamela. Economia e consumo consciente: como avançar no Brasil? Hoje em Dia. Opinião, 22 fev. 2023. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/economia-e-consumo-consciente-como-avancar-no-brasil-1.949283. Acesso em: 22 fev. 2023. [Fragmento]
Para introduzir seu texto, a autora se vale de uma estratégia argumentativa de
comoção, chamando a atenção do leitor para ações que ele deve evitar.
definição, explicando o que é o consumo sustentável e como ele funciona.
enumeração, listando ações que colaboram para o consumo consciente.
contra-argumentação, antecipando argumentos contrários à sua tese.
No primeiro período do 2º§ do texto, é possível observar que entre as orações ocorre uma relação que provoca, como efeito de sentido:
Justificativa para a escolha do tema desenvolvido.
Reforço à impossibilidade de determinada garantia.
Conclusão acerca das ideias desenvolvidas no parágrafo anterior.
Explicação sobre expressão “ajuda intencional, planejada e sistemática”.
Confronto de opiniões entre aquisição de conhecimento e exigência de novas aprendizagens.
Para comprovar a existência de conflitos nas relações laborais, a articulista apresenta uma contradição, que se encontra na seguinte passagem do texto:
“O principal efeito até agora foi o aumento de problemas relacionados à saúde mental causados pelo excesso de trabalho, com destaque para o burnout.” (11º§)
“Além do estresse causado pela escassez de postos de trabalho, a cultura da hiperperformance criou o que a neurocientista Joana Coelho chama de ‘produtividade tóxica’.” (10º§)
“Se o trabalho dignifica o homem (...) ele parece ter voltado a se aproximar do termo que originou a nomenclatura. Tripalium, em latim, designava um instrumento de tortura romano.” (6º§)
“Somados a essa cultura de valorização do trabalho, crises econômicas e aumento do desemprego no século XXI contribuíram para desequilibrar a relação entre trabalhadores e seus empregadores.” (8º§)
Considere o início do primeiro parágrafo:
A redução contínua da taxa de desemprego e a recuperação persistente da renda real média obtida pelas pessoas ocupadas são os indicadores mais marcantes da melhora notável do mercado de trabalho nos últimos meses. A persistência de altos índices de trabalho informal, de subutilização da força de trabalho e de pessoas desalentadas, de outro lado, aponta para uma perda de qualidade nessa recuperação.
A relação de sentido que a parte destacada estabelece com a que a antecede é de
causa.
conclusão.
consequência.
semelhança.
contraposição.
Todas as seguintes técnicas, com as finalidades indicadas, são usadas pelo autor na estruturação de seu texto, EXCETO:
Citações, para tornar o texto mais próximo da realidade.
Exemplificação, para ilustrar como agem as pessoas interessadas em se tornar famosas.
Comparação, para demonstrar como a vida pode ser ruim para quem não vive o momento presente.
Contraste, em algumas partes, para realçar as diferenças entre a vida real e a imaginária.


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O penúltimo e o antepenúltimo parágrafos do texto se constroem numa relação antitética.
Certo
Errado
As opções a seguir mostram uma contradição lógica, à exceção de uma. Assinale-a.
Saudade é a presença da ausência.
Eu, em tudo acredito, mas sem sempre acredito em tudo.
Seja breve, não importa quanto tempo isto leve.
Eu costumava ser indeciso, agora não estou tão certo disso.
Hoje é um bom dia para tomar decisões firmes, ou não?
Observe o texto a seguir.
“O artista defendeu o direito de as pessoas seguirem a moda, mas reconhece que ela é muitas vezes ridícula pelos exageros que comete.”
Trata-se de um texto argumentativo que emprega a seguinte estratégia:
defesa da tese, levando em conta a força de uma tese oposta;
refutação de uma tese oposta, criticando os argumentos adversos;
debate da tese, mostrando paralelamente argumentos favoráveis e desfavoráveis;
afirmação de uma tese, reconhecendo aspectos positivos na tese contrária;
apresentação de argumentos de autoridade para a defesa de sua tese.
Sobre o trecho em destaque “...o deus Apolo, não queria exaltar a sabedoria dele, mas sim mostrar que nenhum homem é sábio”, é correto o que se afirma em:
Trata-se de um período composto por subordinação.
A concatenação entre as orações é feita por uma palavra relacional de valor explicativo.
Indica uma proporcionalidade em relação ao fato descrito na oração anterior.
Exprime uma contraposição ao fato apresentado na oração anterior.
Expressa uma consequência de um fato posterior presente na oração principal.
Releia: “[...] somente as representações sociais têm status existencial de realidade num universo plenamente simbólico como é o humano.” (2º§). Para fundamentar seu ponto de vista, a articulista utiliza diversos tipos de argumento. O argumento presente na passagem destacada anteriormente é conhecido como de:
Autoridade.
Comprovação.
Contraposição.
Exemplificação.


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No excerto “Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas.” (1º§), podemos afirmar que a expressão assinalada expressa ideia de:
Explicação.
Prerrogativa.
Conformidade.
Contraposição.
O conceito de “estranhamento cognitivo” (2º parágrafo) encerra uma espécie de contradição.
2 palavras presentes no texto que representam essa contradição estão indicadas em:
esclarecimento-cifrado (1° parágrafo)
confiança - realista (3º parágrafo)
apocalipse - virtual (4º parágrafo)
tecnologia - intransponível (5° parágrafo)
No texto há uma contraposição entre:
Os variados qualificadores referentes à água.
A crise hídrica e o enfrentamento da Química em relação a tal situação.
Os números de consumo per capita de água nos países desenvolvidos.
O desenvolvimento da Química e o enfrentamento da escassez de água.
Nas duas primeiras estrofes do poema, para expressar a oposição entre as características possíveis de crianças diferentes, observa-se o emprego de:
antônimos, ou seja, palavras de sentido contrário, como quente e gelado.
advérbios intensificadores, como o cheia, em cheia de pentes e cheia de dentes.
adjetivos com o prefixo des-, que significa ausência, ou falta.
substantivos de sentidos opostos, como longos e rentes.
preposição uma e outra, retificando a alternância entre duas crianças diferentes.
Assinale a alternativa em que o autor expõe, respectivamente, ideias aparentemente contraditórias e a consequência de um fato.
Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. / Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
De tanto ver, você não vê. / O problema é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse um poeta. / Em 32 anos, esse profissional nunca o viu.
Uma criança vê o que o adulto não vê. / O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença. / Para ser notado, o porteiro teve que morrer.


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