Questões de Concurso sobre Discurso

 
 
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No que diz respeito aos conceitos de discurso, analise as assertivas a seguir:


I.No discurso indireto há utilização do travessão, pois geralmente as orações são subordinadas, ou seja, dependem de outras orações, o que pode ser marcado através da conjunção "que" (verbo + que).

II.No discurso direto, o narrador dá uma pausa na sua narração e passa a citar fielmente a fala do personagem.

III.No discurso indireto, o narrador da história interfere na fala do personagem preferindo suas palavras. Assim, não encontramos as próprias palavras da personagem.

IV.O discurso indireto é narrado em primeira pessoa.


É correto o que se afirma em:


A

Apenas I, II e III.


B

Apenas II, III e IV.


C

Apenas I e IV.


D

Apenas I e II.


E

Apenas II e III.

A passagem que expressa plenamente a tese defendida no Texto III é:


A

“A infraestrutura inadequada, seja em termos de estoque ou qualidade, é atualmente uma das principais barreiras ao crescimento e ao desenvolvimento econômico brasileiro.” (parágrafo 1)


B

“No Brasil, investimentos públicos e privados em infraestrutura econômica corresponderam, respectivamente, a 0.75% e 1.1% do PIB a.a. em média na última década, perfazendo um total de menos de 2% do PIB a.a. na média.” (parágrafo 1)


C

“Tal volume situa-se bem abaixo da meta, estimada entre 4% e 5% do PIB a.a., para um crescimento sustentável, o que enseja uma lacuna de no mínimo 2% do PIB ao ano.” (parágrafo 1)


D

“Esse panorama ilustra o senso de urgência do Brasil, que precisa aprimorar a eficiência do investimento público e, ao mesmo tempo, mobilizar o capital privado em escala e ritmo, tendo, portanto, de gerar as condições necessárias para incentivar substancialmente o investimento privado em infraestrutura.” (parágrafo 2)


E

“A terceira frente sobre aprimoramentos no planejamento institucional reforça o papel das parcerias público-privadas no plano nacional de infraestrutura e desenvolvimento estratégico nacional de longo prazo, incentivando maior integração dos projetos com as prioridades de investimento do governo, reforçando os mecanismos de responsabilização das instituições e dos gestores públicos.” (parágrafo 3)

Entre os fragmentos textuais abaixo, assinale o que pertence a um modo de organização discursiva (descrição, narração, argumentação, exposição e injunção) diferente dos demais.


A

Numa decisão rápida, segurou-se a uma saliência do rochedo deixando a vaga passar sobre ele.


B

O vão da caverna que era iluminado pela tocha era ainda mais amplo do que o imaginara. Sua cúpula imensa era alta, coberta es estalactites.


C

A estátua de Atena estava de pé, com a deusa vestindo uma túnica que descia até os pés, e sobre seu peito estava esculpida uma cabeça da Medusa de marfim.


D

Eu nunca vi tanta graça unida a tanta gravidade. Sua roupa a tornava muito elegante e fazia que parecesse frágil. Um manto marrom que ele trazia ao entrar estava jogado sobre as costas.


E

O computador era dos antigos, com um grande teclado cujas letras estavam dispostas à moda inglesa e com pouca luminosidade na tela pequena.

Leia o texto a seguir:


Sírio Possenti (2009), no capítulo “Relações entre análise do discurso e leitura”, considera que há duas grandes vertentes nas quais a Análise do Discurso (AD) de linha francesa situa a leitura. Uma se dedica à investigação social de circulação dos textos, sem preocupação direta com o sentido, ou seja, seus interesses se fixam em quais textos circulam, em quais espaços, em quais épocas, para quais leitores, por quais razões etc.; é-lhe relevante, por um lado, a adoção de posição de defesa de certas leituras, por estarem de acordo com um conjunto de exigências que comporiam a natureza histórica dos discursos e, de outro, a condenação de outras.

A segunda vertente de pesquisa, com certa relação com a psicanálise, privilegia propriamente o sentido; tem a ver com aquilo que o texto significa, com os sentidos “ocultos” que possam existir, pelo que lhe interessam os aspectos ligados aos implícitos, à opacidade da língua, à relação do discurso com o seu exterior etc.; é-lhe relevante explicitar as estratégias de leitura postas em ação em cada uma das interpretações.

Além disso, Possenti destaca a importância dos “ingredientes fundamentais da leitura”, que receberam, alternadamente, ao longo do tempo, em teorias diversas, a posição de elementos discursivamente fundamentais, mas cuja relevância, conforme o autor, só pode ser medida se levados em consideração os diferentes papéis que esses ingredientes podem exercer nos diferentes tipos de texto.


De acordo com Sírio Possenti (2009), quais são os pressupostos que fundamentam as relações entre a Análise do Discurso (AD) e a leitura e seus “ingredientes fundamentais”?


A

Para a Análise do Discurso (AD), o sentido do texto se origina em grande parte das intenções do sujeito ou das regras por ele controladas, ou seja, por sua unidade, consciência e saber, o sentido é construído e gerido. Para a AD, o texto não tem sentido em si mesmo: tese defendida com base na ideia de que os textos têm numerosas leituras, o que permite configurar a liberdade do leitor, em que, como sujeito livre, é senhor dos sentidos que atribui ao texto. No entanto, essa liberdade pode ser restringida por fatores como o pertencimento a uma formação discursiva e a materialização do discurso em certo gênero, assim como a relação entre o texto e seu autor.


B

Para a Análise do Discurso (AD), o texto é o árbitro definitivo da leitura, desde que concebido discursivamente, ou seja, que seja tomado como submetido a todas as restrições históricas que normalmente o afetam, e que afetam, por conseguinte, o seu autor e o seu leitor. Para a AD, o sujeito que fala é compreendido como um efeito da história, da linguagem etc., e o leitor, cuja concepção é compatível com a de sujeito, também está submetido às restrições do discurso. Nessa perspectiva, a leitura deve seguir alguns princípios como não ler um texto isoladamente, não considerar apenas o material verbal, nunca tratar a linguagem como transparente, não supor que o texto oferece todas as condições de sua leitura etc.


C

Para a Análise do Discurso (AD), o sentido do texto, por ser efeito dependente da enunciação, é concebido como resultado de ato individual e irrepetível; é um processo de apropriação individual da forma de linguagem, realizado sob a força do princípio egocêntrico de organização, que produz sentidos integralmente originais a cada nova enunciação, o que rechaça qualquer possibilidade de haver algum sentido fixo, imanente ou literal. Para a AD, cada vez que o sujeito-autor – pleno de sua centralidade, homogeneidade, unicidade e domínio da instância discursiva – se encontrar em ato de discurso, este sempre será novo e singular. Nesse processo, o sentido é produzido por aquele que lê, em um momento também sempre irrepetível.


D

Para a Análise do Discurso (AD), o sentido do texto, por ser efeito da enunciação, independe das posições enunciativas prévias aos atos singulares de enunciação. Embora as palavras possam trazer ecos de alguma situação enunciativa anterior, a “grande massa” dos efeitos de sentido é efetivamente uma realização livre, no presente do sujeito-autor. Ainda que, eventualmente, o sentido possa ser associado a alguma formação discursiva específica, isso não significa que ele esteja diante de fenômeno limitador de interpretações. Assim, o árbitro definitivo da leitura é o texto, mas sem atravessamentos discursivos e sem submissão a restrições externas, de maneira que caberá livremente ao leitor optar pela leitura que preferir, entre as muitas interpretações.

Analise as assertivas a seguir sobre a heterogeneidade no discurso. Sobre ela, podemos dizer que existe quando:


I- há aspeamento, de modo que os atos discursivos são separados pelo uso de notação gráfica que os diferencia.

II- há intertextualidade. Assim, ocorre o diálogo entre dois textos diferentes, criando um discurso único.

III- há polifonia, de modo que há discurso de outros diluídos no autor/produtor do discurso, sem possibilidades de distinção das vozes.

IV- há citação indireta, dessa forma, indicando uma única voz que compõe o enunciado.

V- há negação, ou seja, quando há um pressuposto do efeito invertido, o não é o sim esperado no ouvinte, tornando-se, assim, homogêneo.


É CORRETO o que se afirma em:


A

I, II e III apenas.


B

II e III apenas.


C

I e III apemas.


D

II e IV apenas.


E

I, II, III, IV e V.

Considere as afirmativas a seguir, no que tange aos aspectos do discurso:


I."Discurso é o enunciado ou texto produzido em uma situação de enunciação e não é determinado pelas condições históricas e sociais."

II."Discurso é toda situação que envolve a comunicação dentro de um determinado contexto e diz respeito a quem fala, para quem se fala e sobre o que se fala."

III."Como cada indivíduo tem em si um ideal linguístico, ele procura extrair do sistema idiomático de que se serve as formas de enunciado que melhor lhe exprimam o gosto e pensamento."

IV."Considerar o discurso é contrapor-se a só considerar o texto e os elementos que o compõem."


Estão corretas:


A

Apenas I, II e IV.


B

Apenas I e IV.


C

Apenas II e III.


D

Apenas I, II e III.


E

Apenas II, III e IV.

Considerando que as três pessoas do discurso estão presentes nas estruturas enunciativas da língua, de acordo com o contexto apresentado, é possível afirmar que, no texto:


A

O enunciador, única pessoa do discurso no texto, faz ponderações acerca do analfabetismo por meio de reflexões e considerações subjetivas.


B

No diálogo estabelecido entre os personagens citados é possível verificar a exclusão da segunda pessoa do discurso tornando-o, deste modo, mais objetivo.


C

O emprego do pronome pessoal “eu” demonstra que o discurso possui características de informalidade, já que a informalidade está relacionada à pessoalidade.


D

Em “Assim, por exemplo, um homem, o leitor ou eu, querendo falar do nosso país dirá:” (2º§) é possível identificar as diferentes pessoas do discurso presentes na situação de comunicação e que podem ser representadas pelos pronomes pessoais.

A base do princípio dialógico é a filosofia do diálogo ou da relação , de M. Buber, que, afirmando a palavra como dialógica, estabelece a relação "entre" os seres humanos e funda a experiência da intersecção, ou interação. Para essa filosofia, o homem não é um ser individual, mas uma relação dialógica entre eu-tu. O "tu" é condição de existência do "eu", pois a realidade do homem é a realidade da diferença entre um "eu" e um "tu". O "eu" não existe individualmente, senão como abertura para o outro. Origina-se aí a constituição do par fundador - eu-outro.


Fonte: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1144068

/mod_resource/content/1/Dialogismo%20em%20Bakthin.pdf


Portanto, para Bakhtin, qual é o fundamento de toda a linguagem?


A

A comunicação, ou seja, essa relação com as palavras, pois apesar de a vida não ser dialógica por natureza, viver significa participar de um diálogo.


B

A interatividade da língua, ou seja, essa relação entre texto e palavra, pois apesar de a vida não ser dialógica por natureza, viver significa sempre participar de um diálogo.


C

O dialogismo, ou seja, essa relação com o outro, pois a vida é dialógica por natureza e viver significa participar de um diálogo.


D

O enunciado, ou seja, essa relação com o texto, pois apesar de a vida ser dialógica por natureza, viver significa participar de um diálogo.


E

A coletividade, ou seja, essa relação com o outro, pois apesar de a vida ser dialógica por natureza, viver significa participar de um diálogo.

Ao assumir a perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, reforça-se a ideia de que o processo de apropriação da linguagem só é compreendido a partir das interações sociais mediadas por práticas discursivas.


Nesse contexto, o componente Língua Portuguesa da Base Nacional Comum Curricular, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses assume as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem e a centralidade do texto como:


A

Prática de análise linguística.


B

Unidade de trabalho.


C

Competência específica do componente curricular.


D

Objeto principal de ensino e pesquisa.


E

Campo de experiência.

Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO corresponde à perspectiva de língua como forma de interação.


A

O sujeito é visto como uma entidade psicológica e socialmente ativa, uma vez que atua efetivamente na produção do social e da interação.


B

O texto é considerado o próprio lugar da interação, e os interlocutores, de maneira dialógica, constroem-se e são construídos nesses textos.


C

Os sujeitos (re)produzem o social na medida em que também participam da situação em que se encontram.


D

Os interlocutores são vistos como decodificadores textuais, bastando o conhecimento do código linguístico para que consigam compreender os textos.

Dotados de uma imensa heterogeneidade e sem menosprezar qualquer uma de suas variedades, os gêneros do discurso são concebidos por Bakhtin (1997) em gêneros primários e secundários.


Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta um afirmação INCORRETA:


A

O estudo da natureza do enunciado e da diversidade dos gêneros é importante para as pesquisas em linguagem, pois através desta análise os pesquisadores poderão obter os dados de suas investigações levando em conta a historicidade da informação.


B

A diferença entre os tipos de gêneros - primários e secundários - é extremamente pequena para Bakhtin. Segundo o autor, existe a necessidade de que se faça apenas uma análise do enunciado para que se possa definir sua natureza.


C

Os gêneros primários são classificados como enunciados utilizados na vida cotidiana, sugerindo, desse modo, uma comunicação, coloquial e imediata, como as vistas em um bilhete, piada ou em um bate-papo, por exemplo.


D

Os gêneros secundários são formados a partir de reelaborações dos primários. Assim, um diálogo cotidiano relatado em um romance perde seu caráter imediato e passa a incorporar em sua forma as características do universo narrativo - complexo - que lhe deu origem, ou seja, nesta situação, o diálogo transforma-se em um acontecimento literário e deixa de ser cotidiano.


E

Os gêneros secundários, normalmente, surgem em situações comunicativas complexas, considerando culturas com linguagens mais elaboradas, como os textos jurídicos, jornalísticos, religiosos, científicos, etc.

Defendendo a natureza social e não individual da linguagem, Bakhtin situou a sua realidade material - língua -, bem como aos indivíduos que a usam, em um contexto sócio-histórico.


Fonte: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1144068/mod_resource/content/1/Dialogismo%20em%20Bakthin.pdf


Nesse conexto, é CORRETO afirmar que:


A

A palavra é o fenômeno ideológico por excelência, pois carrega uma carga de valores culturais que expressam as divergências de opiniões e as contradições da sociedade, tornando-se assim um palco de conflitos.


B

A palavra nem sempre está carregada de um conteúdo ou de um sentido ideológico ou vivencial.


C

A palavra sempre pertence a alguém, estando a serviço de qualquer ser humano e de qualquer juízo de valor.


D

A língua penetra na vida através dos enunciados abstratos que a realizam, da mesma forma que, através deles, a vida penetra nela.


E

Ao veicular concepções de mundo, a linguagem deixa de ser um lugar de confrontos ideológicos.

[...] toda a atividade comunicativa de um locutor, numa situação de comunicação determinada, englobando não só o conjunto de enunciados por ele produzidos em tal situação - ou os seus e de seu interlocutor, no caso do diálogo - como também o evento de sua enunciação.


TRAVAGLIA, L. C, 2009.


A partir da leitura do excerto, podemos reconhecer que ele traz a definição de:


A

texto.


B

discurso.


C

gênero.


D

gramática.

Desde meados da década de 1970, o trabalho sexual tem se mostrado como um fator de organização de base para mulheres, homens e transgêneros em diferentes partes do mundo.


O trecho acima é o enunciado que introduz o elemento principal do discurso sobre o qual o enunciador discorre ao longo do texto. Assinale a alternativa cujo enunciado apresenta, por meio de outra expressão referencial, o mesmo objeto de discurso, conforme os sentidos negociados no texto.


A

Quanto à questão do tráfico, nas (poucas) ocasiões em que representantes dessas organizações participaram dos grandes debates públicos, as intervenções provocaram tensões.


B

Pode-se afirmar que esse fato tampouco é novidade quando se pensa nas pesquisas realizadas no século passado.


C

Cabe mencionar que esse movimento social não tem um caráter homogêneo.


D

Nesse sentido, o fato de que algumas organizações de prostitutas se insiram no movimento de combate ao tráfico, estimuladas pelo apoio de agências transnacionais de financiamento, aparece como um ponto de tensão entre as trabalhadoras do sexo.


E

E que inclua na discussão a interlocução entre o tráfico para o comércio sexual com outras formas de tráfico, como o doméstico, na medida em que ambas envolvem a participação de mulheres oriundas da América Latina.

De acordo com Bakhtin, os gêneros secundários da comunicação verbal , em sua maior parte, contam precisamente com esse tipo de compreensão responsiva de ação retardada, valendo-se tanto para o discurso lido, como também escrito.

Logo, a compreensão responsiva nada mais é senão a fase inicial e preparatória para uma resposta (seja qual for a forma de sua realização).


Nesse contexto, é CORRETO afirmar que:


A

O locutor postula esta compreensão responsiva ativa: o que ele espera, não é uma compreensão passiva que, por assim dizer, apenas duplicaria seu pensamento no espírito do outro, o que espera é uma resposta, uma concordância, uma adesão, uma objeção, uma execução, etc.


B

O locutor postula esta compreensão responsiva ativa, porém o que ele espera, é uma compreensão ativa que, por assim dizer, apenas duplicaria seu pensamento no espírito do outro, o que espera é uma recusa, uma disconcordância, uma objeção, uma execução, etc.


C

O locutor postula esta compreensão responsiva passiva: o que ele espera, não é uma compreensão ativa que, por assim dizer, apenas duplicaria seu pensamento no espírito do outro, o que espera é uma recusa, uma disconcordância, uma objeção, uma execução, etc.


D

O locutor postula esta compreensão responsiva passiva: o que ele espera, é uma compreensão passiva que, por assim dizer, não duplicaria seu pensamento no espírito do outro, pois o que espera é uma resposta, uma concordância, uma adesão, uma objeção, uma execução, etc.


E

O locutor postula esta compreensão responsiva passiva, porém o que ele espera, não é uma compreensão passiva que, por assim dizer, apenas duplicaria seu pensamento no espírito do outro, o que espera é uma resposta, uma concordância, uma adesão, uma objeção, uma execução, etc.

Em relação ao domínio discursivo, a instância discursiva que predomina na peça é:


A

Discurso familiar.


B

Discurso jornalístico.


C

Discurso jurídico.


D

Discurso publicitário.


E

Discurso poético.

Alguém pensa em escrever um texto para passar uma informação, isto revela a intenção do emissor da mensagem textual. Esta intenção está diretamente relacionada à "Intencionalidade do discurso" ou "Intencionalidade discursiva".


(https://gabarite.com.br/dica/562-intencionalidade-discursiva-voce-sabe-o-que-e-veja-exemplos)


Nessa dimensão teórico − discursiva analise as informações seguintes:


I.A intencionalidade do discurso é a intenção que está explícita (quando o autor deixa claro qual é sua intenção) ou implícita (quando o autor sugere a sua intenção por meio de recursos linguísticos) no texto, na mensagem ou na informação emitida / divulgada por alguém.

II.A intencionalidade do discurso é o objetivo que o autor da mensagem tem ao escrever ou falar algo.

III.A intencionalidade discursiva também é utilizada em músicas, poesias, matérias jornalísticas e outras formas de expressão de ideias.

IV.Se alguém escreve um texto argumentativo, por exemplo, a intenção pode ser persuadir o leitor a concordar com o seu ponto de vista, se alguém escreve um texto informativo, a intenção pode ser apenas informar o leitor sobre um determinado assunto.


Marque a alternativa com a opção correta.


A

I, II e III apenas.


B

I, II, III e IV.


C

I e II apenas.


D

I e III apenas.


E

II e IV apenas.

O enunciado não é uma unidade convencional, mas uma unidade real, estritamente delimitada pela alternância dos sujeitos falantes, e que termina por uma transferência da palavra ao outro, por algo como um mudo "dixi" percebido pelo ouvinte, como sinal de que o locutor terminou. Essa alternância dos sujeitos falantes que traça fronteiras estritas entre os enunciados nas diversas esferas da atividade e da existência humana, conforme as diferentes atribuições da língua e as condições e situações variadas da comunicação, é diversamente caracterizada e adota formas variadas.


É no diálogo real que esta alternância dos sujeitos falantes é observada de modo mais direto e evidente; os enunciados dos interlocutores (parceiros do diálogo), a que chamamos de:


A

Dialógos subjetivos, alternam-se nele sem regularidade.


B

Respostas, alternam-se nele sem regularidade.


C

Posição responsiva, podem ou não alternar-se regularmente nele.


D

Réplicas, alternam-se regularmente nele.


E

Retóricas, alternam-se regularmente nele.

Em conformidade com BAKHTIN, analisar a sentença abaixo:


A escolha dos recursos linguísticos e do gênero do discurso é determinada principalmente pelos problemas de execução que o objeto do sentido implica para o locutor (o autor) (1ª parte). O gênero do discurso não é uma forma da língua, mas uma forma do enunciado que, como tal, recebe do gênero uma expressividade determinada, típica, própria do gênero dado (2ª parte). Os gêneros correspondem a circunstâncias e a temas típicos da comunicação verbal e, por conseguinte, a certos pontos de contato típicos entre as significações da palavra e a realidade concreta (3ª parte).


A sentença está:


A

Totalmente correta.


B

Correta somente em sua 1ª parte.


C

Correta somente em sua 2ª parte.


D

Correta somente em sua 3ª parte.


E

Totalmente incorreta.

A linguagem, para Bakhtin, é uma prática social que tem na língua a sua realidade material. A língua é entendida não como um sistema abstrato de formas linguísticas à parte da atividade do falante, mas como um processo de evolução ininterrupto, constituído pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através:


A

Do diálogo, que é a sua verdadeira construção.


B

Da comunicação, que representa a sua formação.


C

Da cultural, que é a sua razão de existência.


D

Da palavra, que é a sua verdadeira essência.


E

Da enunciação, que é a sua verdadeira substância.

   
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