Questões de Concurso sobre Literatura

 
 
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Coluna 1 Escola Literária


1. Barroco

2. Arcadismo

3. Romantismo

4. Modernismo


Coluna 2 Característica


( ) A linguagem quanto ao conteúdo enfatiza o bucolismo, o Carpe Diem e o Fugere urbem.

( ) Há uma idealização, com extrema valorização da subjetividade. A linguagem faz uso de descrições minuciosas, com constantes comparações e ampla metaforização.

( ) Figuras de linguagem que melhor definem o estado de alma do homem é a antítese e o paradoxo.

( ) Surgem os poetas condoreiros que defendem a justiça social e a liberdade.

( ) Fragmentação e flashes cinematográficos. Ironia, humor, piada e paródia com temas extraídos do cotidiano.

( ) O homem sente-se dilacerado e angustiado diante da alteração de valores, dividindo-se entre o mundo espiritual e o mundo material.

( ) Vocabulário e sintaxe mais simples, irregularidade estrófica e gosto por métricas populares.

( ) Quebra de valores artísticos e tradicionais e busca de técnicas e meios de expressão capazes de traduzir a nova realidade. A ordem é: “Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis”; “Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais”.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.


A

1 • 3 • 2 • 3 • 2 • 2 • 4 • 3


B

2 • 3 • 1 • 3 • 4 • 1 • 3 • 4


C

3 • 2 • 1 • 4 • 1 • 3 • 2 • 4


D

3 • 3 • 4 • 4 • 2 • 2 • 1 • 1


E

4 • 3 • 3 • 2 • 1 • 1 • 2 • 2

O poema enfoca uma temática frequente na poesia de Ricardo Reis, que diz respeito


A

ao posicionamento do homem com relação à passagem do tempo.


B

à busca da plenitude espiritual por meio da consumação do amor carnal.


C

à exaltação do comportamento religioso, o qual nega a percepção sensível.


D

à afirmação do prazer imediato pelo culto à natureza selvagem, inexplorada.


E

ao modo como os relacionamentos se tornaram cada vez mais passageiros.

O uso do sinal gráfico de exclamação, ao final da segunda estrofe, enfatiza, por parte do sujeito lírico, um sentimento de


A

nostalgia.


B

indignação.


C

dúvida.


D

resignação.


E

reprovação.

Condizente com a primeira fase da poesia romântica no Brasil, verifica-se, no poema,


A

a ruptura com a gramática normativa.


B

a presença do verso livre.


C

a linguagem impessoal.


D

o elogio do progresso.


E

o discurso nacionalista.

A Tríade da Escola Literária do autor é formada por,


A

Olavo Bilac e Alberto de Oliveira.


B

Casimiro de Abreu e Gonçalves Dias.


C

Alphonsus de Guimaraens e Olavo Bilac.


D

Cecília Meireles e Casimiro de Abreu.


E

Gregório de Matos Guerra e Alberto de Oliveira.

O Indianismo na Literatura Brasileira é um conceito que se refere ao:


A

Período da colonização brasileira, chamado de Quinhentismo, em que predominaram os textos de catequese, produzidos pelos Jesuítas, e os relatos dos exploradores europeus.


B

Barroco, período de consolidação da literatura nacional e surgimento dos primeiros poetas brasileiros.


C

Romantismo, escola literária que surgiu após a independência do Brasil, marcada pela intenção de se criar uma literatura com identidade própria.


D

Modernismo, que preconizava a ruptura da literatura nacional com os temas, a linguagem e o estilo europeus.


E

Naturalismo, cuja influência eram as descobertas científicas do século XIX, sobretudo as teorias darwinistas da Seleção Natural e da Evolução.

A Casa de Vidro

Houve protestos.

Deram uma bola a cada criança e tempo para brincar.

Elas aprenderam malabarismos incríveis e algumas viajavam pelo mundo exibindo sua alegre habilidade. (O problema é que muitos, a maioria, não tinham jeito e eram feios de noite, assustadores. Seria melhor prender essa gente – havia quem dissesse.)

Houve protestos.

Aumentaram o preço da carne, liberaram os preços dos cereais e abriram crédito a juros baixos para o agricultor. O dinheiro que sobrasse, bem, digamos, ora o dinheiro que sobrasse!

Houve protestos.

Diminuíram os salários (infelizmente aumentou o número de assaltos) porque precisamos combater a inflação e, como se sabe, quando os salários estão acima do índice de produtividade eles se tornam altamente inflacionários, de modo que.

Houve protestos.

Proibiram os protestos.

E no lugar dos protestos nasceu o ódio. Então surgiu a Casa de Vidro, para acabar com aquele ódio.

ÂNGELO, I. A casa de vidro. São Paulo: Círculo do Livro, 1985.

Publicado em 1979, o texto compartilha com outras obras da literatura brasileira escritas no período as marcas do contexto em que foi produzido, como a


A

referência à censura e à opressão para alegorizar a falta de liberdade de expressão característica da época.


B

valorização de situações do cotidiano para atenuar os sentimentos de revolta em relação ao governo instituído.


C

utilização de metáforas e ironias para expressar um olhar crítico em relação à situação social e política do país.


D

tendência realista para documentar com verossimilhança o drama da população brasileira durante o Regime Militar.


E

sobreposição das manifestações populares pelo discurso oficial para destacar o autoritarismo do momento histórico.

No que diz respeito ao Barroco no Brasil, escreva V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.

( ) O marco inicial da literatura barroca brasileira é o surgimento do poema “Prosopopeia”, escrito por Botelho de Oliveira em 1601.

( ) Durante a vigência da estética barroca, importada diretamente da Espanha, nessa altura dominando Portugal, e dos poetas portugueses do século XVI, cultivam-se a poesia, a historiografia, a literatura doutrinária ou de informação da terra e a oratória.

( ) Os principais escritores barrocos em língua portuguesa no Brasil são Botelho de Oliveira, Bento Teixeira, Gregório de matos e Frei Manuel de Santa Maria Itaparica.

( ) Como manifestação coletiva do Barroco, mostrando já uma certa estruturação da vida intelectual, surgiram as Academias, que eram grêmios literários ou eruditos, inspirados em modelos portugueses.

A sequência correta, de cima para baixo, é


A
V, F, F, V.

B
F, V, F, F.

C
V, F, V, F.

D
F, V, V, V.
Sobre Gregório de Matos (1633-1696), é correto afirmar que

A
satírico, quando nos fala da sociedade da época, tanto baiana como lisboeta, presente em “Ao casamento de Pedro Alvares de Neiva”; “Ao Desembargador Belchior da Cunha Brochado”; “Aos Vícios”; “Aos Caramurus da Bahia”.

B
sua obra é póstuma e o seu primeiro volume foi publicado em 1882, dividido em três estilos: o Satírico, o Épico e o Lírico.

C
é épico, quando fala de amor, cantando a beleza das mulheres da época, em um estilo que retoma temas clássicos como a oposição entre espírito e matéria. Nesse estilo, enquadram-se os textos: “À Maria dos Povos, sua Futura Esposa”; “À D. Angela”; “Aos Mesmos Sentimentos”.

D
é lírico, quando se entrega à religião, principalmente à figura de Cristo, em que estão presentes o senso de pecado, a constatação da fragilidade humana e o temor diante da morte e da condenação, presentes em: “A Jesus Cristo Nosso Senhor”; “Buscando a Cristo”; “À Perfeição do Santo Exercício da Via Sacra”, “Feito com Boa Devoção”; “No Dia de Quarta-feira de Cinzas”.

A geração de 1930 vive um período de tensão e de crise e busca uma estabilização das conquistas modernas. Analise as afirmações sobre os poetas brasileiros dessa geração e sua produção.

I. Carlos Drummond de Andrade: as diferentes fases de sua poesia refletem a evolução de seu pensamento. Era também contista e cronista.

II. Jorge de Lima: sua poesia evoluiu de realista para uma poesia religiosa, mística, e então surrealista.

III. Vinicius de Morais: sua poesia evoluiu de católica para uma poesia erótica onde a presença da mulher é constante.

IV. Cecília Meireles: vem do Parnasianismo e filia-se ao Modernismo de segunda fase, quer pelo espiritualismo, quer pela forma, quer pela harmonia de seus versos.

É correto apenas o que se afirma em


A
II e IV.

B
I e II.

C
III e IV.

D
I e III.

TEXTO II

...

A TRISTE PARTIDA

..

Patativa do Assaré

Meu Deus, meu Deus. . .

..


Setembro passou

Outubro e Novembro

Já tamo em Dezembro

Meu Deus, que é de nós,

Meu Deus, meu Deus

Assim fala o pobre

Do seco Nordeste

Com medo da peste

Da fome feroz

Ai, ai, ai, ai

..

A treze do mês

Ele fez experiência

Perdeu sua crença

Nas pedras de sal,

Meu Deus, meu Deus

Mas noutra esperança

Com gosto se agarra

Pensando na barra

Do alegre Natal

Ai, ai, ai, ai

..

Sem chuva na terra

Descamba Janeiro,

Depois fevereiro

E o mesmo verão

Meu Deus, meu Deus

Entonce o nortista

Pensando consigo

Diz: "isso é castigo

não chove mais não"

Ai, ai, ai, ai

..

Apela pra Março

Que é o mês preferido

Do santo querido

Senhor São José

Meu Deus, meu Deus

Mas nada de chuva

Tá tudo sem jeito

Lhe foge do peito

O resto da fé

Ai, ai, ai, ai

..

Agora pensando

Ele segue outra tria

Chamando a famia

Começa a dizer

Meu Deus, meu Deus

Eu vendo meu burro

Meu jegue e o cavalo

Nós vamos a São Paulo

Viver ou morrer

Ai, ai, ai, ai

..

Nós vamos a São Paulo

Que a coisa tá feia

Por terras alheia

Nós vamos vagar

Meu Deus, meu Deus

Se o nosso destino

Não for tão mesquinho

Cá e pro mesmo cantinho

Nós torna a voltar

Ai, ai, ai, ai

..

E vende seu burro

Jumento e o cavalo

Inté mesmo o galo

Venderam também

Meu Deus, meu Deus

Pois logo aparece

Feliz fazendeiro

Por pouco dinheiro

Lhe compra o que tem

Ai, ai, ai, ai

..

Em um caminhão

Ele joga a famia

Chegou o triste dia

Já vai viajar

Meu Deus, meu Deus

A seca terrível

Que tudo devora

Lhe bota pra fora

Da terra natá

Ai, ai, ai, ai

..

O carro já corre

No topo da serra

Oiando pra terra

Seu berço, seu lar

Meu Deus, meu Deus

Aquele nortista

Partido de pena

De longe acena

Adeus meu lugar

Ai, ai, ai, ai

..

No dia seguinte

Já tudo enfadado

E o carro embalado

Veloz a correr

Meu Deus, meu Deus

Tão triste, coitado

Falando saudoso

Seu filho choroso

Exclama a dizer

Ai, ai, ai, ai

..

De pena e saudade

Papai sei que morro

Meu pobre cachorro

Quem dá de comer?

Meu Deus, meu Deus

Já outro pergunta

Mãezinha, e meu gato?

Com fome, sem trato

Mimi vai morrer

Ai, ai, ai, ai

..

E a linda pequena

Tremendo de medo

"Mamãe, meus brinquedo

Meu pé de fulô?"

Meu Deus, meu Deus

Meu pé de roseira

Coitado, ele seca

E minha boneca

Também lá ficou

Ai, ai, ai, ai

..

E assim vão deixando

Com choro e gemido

Do berço querido

Céu lindo azul

Meu Deus, meu Deus

O pai, pesaroso

Nos filho pensando

E o carro rodando

Na estrada do Sul

Ai, ai, ai, ai

..


Chegaram em São Paulo

Sem cobre quebrado

E o pobre acanhado

Procura um patrão

Meu Deus, meu Deus

Só vê cara estranha

De estranha gente

Tudo é diferente

Do caro torrão

Ai, ai, ai, ai

..

Trabaia dois ano,

Três ano e mais ano

E sempre nos prano

De um dia vortar

Meu Deus, meu Deus

Mas nunca ele pode

Só vive devendo

E assim vai sofrendo

É sofrer sem parar

Ai, ai, ai, ai

..

Se arguma notícia

Das banda do norte

Tem ele por sorte

O gosto de ouvir

Meu Deus, meu Deus

Lhe bate no peito

Saudade lhe molho

E as água nos óio

Começa a cair

Ai, ai, ai, ai

..

Do mundo afastado

Ali vive preso

Sofrendo desprezo

Devendo ao patrão

Meu Deus, meu Deus

O tempo rolando

Vai dia e vem dia

E aquela famia

Não vorta mais não

Ai, ai, ai, ai

..

Distante da terra

Tão seca mas boa

Exposto à garoa

À lama e o paú

Meu Deus, meu Deus

Faz pena o nortista

Tão forte, tão bravo

Viver como escravo

No Norte e no Sul

Ai, ai, ai, ai



Da seleção de palavras abaixo, assinale a que tem o acento como elemento que marca a tonicidade no contexto oral regional.


A

Natá (Estrofe 09)


B

Porém (Estrofe 03)


C

Notícia (Estrofe 17)


D

Também (Estrofe 08)


E

Dá (Estrofe 12)

Sobre a obra de Machado de Assis, é correto afirmar que


A

desdobra-se em diferentes gêneros literários: poesia, teatro, prosa de ficção (romances, crônicas, contos), crítica literária. Nesse último gênero, o autor superou-se e suplantou todos os demais.


B

é avançada nos temas, ao figurar a sociedade brasileira da época, desde sua composição multicultural, até os dramas advindos das diferenças sociais. No entanto, é retrógrada em seus recursos expressivos.


C

é a representação máxima do Realismo brasileiro, ao traçar o homem inserto em uma sociedade regida por determinada ideologia, sem o determinismo biológico da corrente naturalista.


D

demonstra avanços técnicos, como o uso do discurso indireto livre e do monólogo interior, mas perde força por apresentar linguagem por demais formal para a época e por temas moralizantes.


E

dificultou a empatia das inúmeras leitoras do final do século XIX e início do XX com a presença de um narrador que, às vezes, tripudia o leitor, por isso, ao falecer em 1908, o autor já tinha sido suplantado por outros autores.

Que tipo de linguagem Augusto dos Anjos usa para criticar o Parnasianismo e o Simbolismo?



A

Culta e Formal


B

Informal


C

Gíria


D

Agressiva

TEXTO II

A TRISTE PARTIDA

Patativa do Assaré

Meu Deus, meu Deus. . .

Setembro passou

Outubro e Novembro

Já tamo em Dezembro

Meu Deus, que é de nós,

Meu Deus, meu Deus

Assim fala o pobre

Do seco Nordeste

Com medo da peste

Da fome feroz

Ai, ai, ai, ai

A treze do mês

Ele fez experiência

Perdeu sua crença

Nas pedras de sal,

Meu Deus, meu Deus

Mas noutra esperança

Com gosto se agarra

Pensando na barra

Do alegre Natal

Ai, ai, ai, ai

Sem chuva na terra

Descamba Janeiro,

Depois fevereiro

E o mesmo verão

Meu Deus, meu Deus

Entonce o nortista

Pensando consigo

Diz: "isso é castigo

não chove mais não"

Ai, ai, ai, ai

Apela pra Março

Que é o mês preferido

Do santo querido

Senhor São José

Meu Deus, meu Deus

Mas nada de chuva

Tá tudo sem jeito

Lhe foge do peito

O resto da fé

Ai, ai, ai, ai

Agora pensando

Ele segue outra tria

Chamando a famia

Começa a dizer

Meu Deus, meu Deus

Eu vendo meu burro

Meu jegue e o cavalo

Nós vamos a São Paulo

Viver ou morrer

Ai, ai, ai, ai

Nós vamos a São Paulo

Que a coisa tá feia

Por terras alheia

Nós vamos vagar

Meu Deus, meu Deus

Se o nosso destino

Não for tão mesquinho

Cá e pro mesmo cantinho

Nós torna a voltar

Ai, ai, ai, ai

E vende seu burro

Jumento e o cavalo

Inté mesmo o galo

Venderam também

Meu Deus, meu Deus

Pois logo aparece

Feliz fazendeiro

Por pouco dinheiro

Lhe compra o que tem

Ai, ai, ai, ai

Em um caminhão

Ele joga a famia

Chegou o triste dia

Já vai viajar

Meu Deus, meu Deus

A seca terrível

Que tudo devora

Lhe bota pra fora

Da terra natá

Ai, ai, ai, ai

O carro já corre

No topo da serra

Oiando pra terra

Seu berço, seu lar

Meu Deus, meu Deus

Aquele nortista

Partido de pena

De longe acena

Adeus meu lugar

Ai, ai, ai, ai

No dia seguinte

Já tudo enfadado

E o carro embalado

Veloz a correr

Meu Deus, meu Deus

Tão triste, coitado

Falando saudoso

Seu filho choroso

Exclama a dizer

Ai, ai, ai, ai

De pena e saudade

Papai sei que morro

Meu pobre cachorro

Quem dá de comer?

Meu Deus, meu Deus

Já outro pergunta

Mãezinha, e meu gato?

Com fome, sem trato

Mimi vai morrer

Ai, ai, ai, ai

E a linda pequena

Tremendo de medo

"Mamãe, meus brinquedo

Meu pé de fulô?"

Meu Deus, meu Deus

Meu pé de roseira

Coitado, ele seca

E minha boneca

Também lá ficou

Ai, ai, ai, ai

E assim vão deixando

Com choro e gemido

Do berço querido

Céu lindo azul

Meu Deus, meu Deus

O pai, pesaroso

Nos filho pensando

E o carro rodando

Na estrada do Sul

Ai, ai, ai, ai

Chegaram em São Paulo

Sem cobre quebrado

E o pobre acanhado

Procura um patrão

Meu Deus, meu Deus

Só vê cara estranha

De estranha gente

Tudo é diferente

Do caro torrão

Ai, ai, ai, ai

Trabaia dois ano,

Três ano e mais ano

E sempre nos prano

De um dia vortar

Meu Deus, meu Deus

Mas nunca ele pode

Só vive devendo

E assim vai sofrendo

É sofrer sem parar

Ai, ai, ai, ai

Se arguma notícia

Das banda do norte

Tem ele por sorte

O gosto de ouvir

Meu Deus, meu Deus

Lhe bate no peito

Saudade lhe molho

E as água nos óio

Começa a cair

Ai, ai, ai, ai

Do mundo afastado

Ali vive preso

Sofrendo desprezo

Devendo ao patrão

Meu Deus, meu Deus

O tempo rolando

Vai dia e vem dia

E aquela famia

Não vorta mais não

Ai, ai, ai, ai

Distante da terra

Tão seca mas boa

Exposto à garoa

À lama e o paú

Meu Deus, meu Deus

Faz pena o nortista

Tão forte, tão bravo

Viver como escravo

No Norte e no Sul

Ai, ai, ai, ai

.Analisando a crença espiritual do retirante do texto II, podemos fazer relação com a fundamentação do texto I da seguinte maneira:


A

Janeiro aparece nos dois textos como o mês em que desejamos mudanças e acreditamos nessas mudanças.


B

Em ambos os textos, o humano surge como figura que acredita nas forças super/supranaturais e depende dessa crença.


C

No texto II, há a crença em Deus e a expectativa do que ele pode nos prover; já, no texto I, há a crença na mitologia e seus benefícios.


D

No texto I, há uma larga noção de espiritualidade divina e, no texto II, não se percebe a busca pelo divino, mas a desilusão.


E

O divino surge, em ambos os textos, como elemento resultado da casualidade.

As duas estrofes em que se observam no poema apenas rimas ricas, isto é, rimas de palavras de classes distintas, são:

A
a primeira e a segunda.

B
a primeira e a terceira.

C
a segunda e a quinta.

D
a terceira e a quarta.

E
a quarta e a quinta.
O Romantismo no Brasil apresentou postura de combate a conjunturas adversas, como na luta em favor do abolicionismo, representada tanto no poema de Castro Alves como no romance Inocência, de Visconde de Taunay.

C
Certo

E
Errado

Atente para o que se afirma a seguir sobre o índio no imaginário literário do Brasil, e escreva V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.

( ) O indianismo Barroco está presente na carta de Pero Vaz de Caminha, que define os índios como inocentes, curiosos e, até certo ponto, hospitaleiro, por receber os portugueses de modo acolhedor.

( ) O poeta árcade Basílio da Gama, no poema épico “O Uraguai”, compõe a história da resistência dos índios ao ataque português aos Sete Povos das Missões.

( ) No Brasil, os escritores indianistas dos romances românticos têm o interesse de retratar a cultura europeia, buscando resgatar a imagem do índio brasileiro como símbolo de um povo livre e soberano, de uma terra exuberante e incomparável.

( ) A imagem idealizada de pátria e de povo é questionada pelos modernistas, que promovem uma “releitura” dos textos quinhentistas e românticos, para propor uma visão desmistificada do Brasil e dos índios. O exemplo mais célebre dessa nova visão é “Macunaíma”, de Oswald de Andrade, em que Macunaíma é o índio indolente. Preguiçoso, sem caráter, que abre caminho para a desconstrução e dos mitos românticos e exemplifica a visão antropofágica defendida pelos modernistas.

A sequência correta, de cima para baixo, é:


A
F, F, V, F.

B
F, V, F, F.

C
V, F, V, V.

D
V, V, F, V.

Leia as características a seguir e assinale o período literário correspondente.


Nacionalismo, revisão crítica de nosso passado histórico-cultural, valorização de temas ligados ao cotidiano, ironia, humor, piada, irreverência, versos livres, palavras em liberdade, síntese na linguagem, fragmentação, flashes cinematográficos, elemento-surpresa, livre associação de ideias, busca de uma língua brasileira, mais popular e coloquial; pontuação relativa.


A

Barroco.


B

Arcadismo.


C

Modernismo.


D

Realismo.


E

Simbolismo.

A Cachoeira de Paulo Afonso, de Castro Alves, compreende uma série de 33 poemas que encenam o drama trágico de Maria e Lucas em meio à sublime natureza sertaneja. O poema “Lucas”, cuja primeira estrofe foi transcrita abaixo, encontra-se no proêmio do poema, que se incumbe da apresentação do protagonista e do ambiente no qual a narrativa se desenvolve.

-

LUCAS

-

QUEM FOSSE naquela hora,

Sobre algum tronco lascado

Sentar-se no descampado

Da solitária ladeira,

Veria descer da serra,

Onde o incêndio vai sangrento,

A passo tardio e lento,

Um belo escravo da terra

Cheio de viço e valor...

Era o filho das florestas!

Era o escravo lenhador!

Que bela testa espaçosa,

Que olhar franco e triunfante!

E sob o chapéu de couro

Que cabeleira abundante!

De marchetada jiboia

Pende-lhe a rasto o facão...

E assim... erguendo o machado

Na larga e robusta mão...

Aquele vulto soberbo,

- Vivamente alumiado, -

Atravessa o descampado

Como uma estátua de bronze

Do incêndio ao fulvo clarão.

-

(ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p. 321)

-

Sobre os recursos estilísticos mobilizados no texto em análise, são feitas as seguintes afirmações:

-

I. Da “testa espaçosa” e mirada “triunfante”, passando pelo chapéu de couro, a vasta cabeleira até o adereço de pele de jiboia que lhe prende o facão, o olhar do leitor é guiado ao longo de detalhes descritivos do personagem, selecionados pelo eu lírico.

II. A presença de Lucas, em andar calmo e demorado, diante de cenário luminoso, evoca as noções de destemidez e resiliência. Como uma fortaleza tanto moral quanto física, Lucas é descrito pelo eu lírico, num dístico que condensa as qualidades do personagem: “Um belo escravo da terra/Cheio de viço e valor...”.

III. A aura ígnea constituída ao entorno da figura de Lucas lhe confere altivez e nobreza, corroboradas pelo símile da “estátua de bronze”, que eleva o escravo à condição de figura ilustre, objeto das artes plásticas.

IV. O tempo verbal do presente predomina, assim como a colocação dos advérbios de lugar e tempo. O discurso é marcado por locuções vocativas e apóstrofes que convertem a exposição de Lucas em sublime emoção.

-

Para compor uma adequada análise crítica do texto, é correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

III e IV, apenas.


D

I, II e III, apenas.


E

I, II, III e IV.

   
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