Questões de Concurso sobre Literatura

 
 
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A respeito da questão das memórias na poesia de Manoel de Barros, é CORRETO afirmar que o poeta:


A

preocupa-se em selecionar aquilo que lhe é útil para explicar seu fazer poético.


B

procura reviver o passado como fonte de explicações para sua vida presente.


C

distancia-se do tema central, a origem da poesia, em seu livro Memórias inventadas.


D

apresenta, em Memórias inventadas, três fases diferentes de sua infância.

A proposta teórica denominada Estética da Recepção, que traz um novo olhar sobre a abordagem de ensinar e aprender literatura, tem como seu principal precursor


A

Jacques Derrida.


B

Herman Northrop Frye.


C

Hans Robert Jauss.


D

Viktor Borisovich Shklovsky.


E

György Lukács.

Leia o fragmento a seguir, e assinale a alternativa correta:


“Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape conseguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. Por isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas.”


O trecho acima pertence a obra literária chamada:


A

O Guarani.


B

Macunaíma.


C

Iracema.


D

Ubirajara.


E

A pata da gazela.

A respeito da literatura medieval leia o trecho abaixo e complete a lacuna :


O _________ (1189-1418) foi um movimento literário que vigorou no período da Idade Média. Ele surgiu no século XI na região de Provença, na França. Mais tarde, se espalhou pelo continente europeu. Esse movimento literário português teve início com a publicação da Canção Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós.


A

Humanismo


B

Trovadorismo


C

Renascentismo


D

Nenhuma das alternativas.

A Literatura Contemporânea tem como seus representantes, exceto:


A

Clarice Lispector.


B

João Cabral de Melo Neto.


C

Oswald de Andrade.


D

Guimarães Rosa.

A cantiga da andorinha provocou no poeta:

A
Compaixão pelos animais.

B
Recordação do seu tempo de criança.

C
Indignação contra o ser humano.

D
Descomedida falta de ânimo.

E
Firme crédito no futuro.

Em qual das frases de Machado de Assis a palavra “que” que está grifada representa uma conjunção integrante?


A

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.


B

Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.


C

A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente.


D

Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular.


E

O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto.

Assinale a alternativa que apresenta características clássicas de um soneto.


A
Versos polimétricos, hendecassílabos.

B
Versos livres, dodecassílabos.

C
Versos regulares, decassílabos.

D
Versos brancos, alexandrinos.

No texto de Carlos Drummond de Andrade, é possível perceber que o eu-lírico revela diferentes sentimentos desde que furta a flor. Assinale a opção que revela tais sentimentos.


A
Culpa, paixão, rancor e êxtase.

B
Impunidade, tristeza, impaciência e conforto.

C
Melancolia, inveja, proteção e irritação.

D

Preocupação, admiração, temor e arrependimento.


E
Nostalgia, dúvida, impotência e ansiedade.

O emprego recorrente de parênteses no texto de Augusto de Campos reforça a presença predominante da função fática da linguagem, pois o autor interrompe a discussão acerca da canção de Caetano Veloso para, com informalidade própria dos textos literários, conversar com mais proximidade com o leitor.


C
Certo

E
Errado

Assinale a alternativa correta com relação à produção poética de diferentes períodos da literatura brasileira.


A

O verso livre é um elemento essencial da poesia parnasiana.


B

O gênero épico foi predominante na poesia da primeira fase modernista.


C

Na poesia pastoral árcade, o eu‐lírico culto é identificado a uma rusticidade simulada.


D

A poesia romântica abriu mão de todo subjetivismo em favor da figuração concreta do indígena.


E

Na poesia barroca, a unidade de sentido é garantida pela recusa das formas labirínticas e alegóricas.

Ao lado daquilo que os críticos da obra de Gregório de Matos qualificam, irrevogavelmente, de plágios, registramos também, em nossas leituras, temas, frases e procedimentos variados que o poeta foi buscar em outros autores. Em grande parte, trata-se de paródias camonianas ou de outros poetas, sendo visível a intenção do autor de estabelecer um canto paralelo ou um contraponto poético, imitando mais por espírito de emulação e sem ocultar seus desígnios, o que seria impossível, até pela projeção dos modelos. Há, contudo, exemplos expressivos de apropriação, mas como era habitual no poeta: partindo de um núcleo tomado de outro autor, reelaborar o restante, criando um novo poema. Outra maneira de que se valeu para criar em cima do texto alheio foi a paródia.

-

(Adaptado de: GOMES, João Carlos Teixeira. Gregório de Matos, o Boca de Brasa (um estudo de plágio e criação). Petrópolis: Editora Vozes, 1985, p. 90-91)

-

A primeira estrofe de soneto de Gregório de Matos em que se pode identificar “a desconstrução de soneto camoniano com a atitude parodística e intuito humorístico” é:


A

Carregado de mim ando no mundo

E o grande peso embarga-me as passadas;

Que, como ando por vias desusadas,

Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.


B

Alma ditosa, que na empírea corte,

Pisando estrelas vais de sol vestida,

Alegres com te ver fomos na vida,

Tristes com te perder somos na morte.


C

Sete anos a nobreza da Bahia

Servia a uma pastora indiana e bela

Porém serviu à Índia, e não a ela,

Que à Índia só por prêmio pretendia.


D

Alegre com a empresa desejosa

Corta o Cabo a espessura e busca a via

Não faltando da esquadra criminosa

Algum, que não pudesse neste dia:

Marcha triunfando a gente belicosa,

Pasmam de ver os filhos da Bahia

O sucesso, a prisão, os rebelados,

Cam. As armas e os varões assinalados.


E

Triste Bahia, oh quão dessemelhante

Estás e estou do nosso antigo estado;

Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado,

Rica te vi eu já, tu a mim abundante.

Considerando o Romantismo da primeira metade do século XIX e o Realismo no Brasil, atente para os itens listados a seguir e escreva, nos parênteses, 1 para as características do Romantismo e 2 para as características do Realismo.

( ) Objetividade e compromisso com a verdade narrada com imparcialidade e impessoalidade diante dos fatos narrados e dos seres que inventa para viver esses fatos.

( ) O escritor preocupa-se com o seu momento histórico, presente.

( ) O escritor dá grande destaque ao passado.

( ) Observação impessoal e objetiva da realidade.

( ) Autêntica subjetividade e fantasia.

( ) Linguagem simples, preferência por períodos curtos, com clareza e harmonia, observando a correção gramatical, retratando fielmente os personagens.

A sequência correta, de cima para baixo, é


A
2, 1, 2, 2, 2, 1.

B
2, 2, 1, 2, 1, 2.

C
1, 2, 1, 1, 2, 2.

D
1, 1, 2, 2, 1, 1.

O regionalismo: a situação do homem do campo é apresentada sem a idealização característica do Arcadismo e do Romantismo. A denúncia social: as obras denunciam a realidade brasileira, destacando aspectos como a desigualdade social, a exploração, entre outros. As personagens: entram em cena o sertanejo, o caipira, os funcionários públicos, os moradores do subúrbio e da periferia. Os cenários: em foco o interior paulista, lugar das narrativas de Monteiro Lobato, o subúrbio carioca, onde circulam as personagens de Lima Barreto, o sertão nordestino, de Os Sertões, de Euclides da Cunha. Os temas: os fatos políticos, a economia, a cultura do povo, os movimentos populares. A obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, por exemplo, tematiza o governo de Floriano Peixoto. A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, relata a Guerra de Canudos.

Esses são alguns comentários referentes ao:


A

Simbolismo.


B

Barroco.


C

Pré-modernismo.


D

Realismo.

No poema de Francisco Alvim, o lirismo se dá por meio da

A
composição de imagens sensoriais.

B
expressão melancólica do eu poético.

C
manifestação de um eu lírico em conflito.

D
referência a poetas clássicos.

E
seleção de vocábulos oníricos.

TEXTO II

...

A TRISTE PARTIDA

..

Patativa do Assaré

Meu Deus, meu Deus. . .

..


Setembro passou

Outubro e Novembro

Já tamo em Dezembro

Meu Deus, que é de nós,

Meu Deus, meu Deus

Assim fala o pobre

Do seco Nordeste

Com medo da peste

Da fome feroz

Ai, ai, ai, ai

..

A treze do mês

Ele fez experiência

Perdeu sua crença

Nas pedras de sal,

Meu Deus, meu Deus

Mas noutra esperança

Com gosto se agarra

Pensando na barra

Do alegre Natal

Ai, ai, ai, ai

..

Sem chuva na terra

Descamba Janeiro,

Depois fevereiro

E o mesmo verão

Meu Deus, meu Deus

Entonce o nortista

Pensando consigo

Diz: "isso é castigo

não chove mais não"

Ai, ai, ai, ai

..

Apela pra Março

Que é o mês preferido

Do santo querido

Senhor São José

Meu Deus, meu Deus

Mas nada de chuva

Tá tudo sem jeito

Lhe foge do peito

O resto da fé

Ai, ai, ai, ai

..

Agora pensando

Ele segue outra tria

Chamando a famia

Começa a dizer

Meu Deus, meu Deus

Eu vendo meu burro

Meu jegue e o cavalo

Nós vamos a São Paulo

Viver ou morrer

Ai, ai, ai, ai

..

Nós vamos a São Paulo

Que a coisa tá feia

Por terras alheia

Nós vamos vagar

Meu Deus, meu Deus

Se o nosso destino

Não for tão mesquinho

Cá e pro mesmo cantinho

Nós torna a voltar

Ai, ai, ai, ai

..

E vende seu burro

Jumento e o cavalo

Inté mesmo o galo

Venderam também

Meu Deus, meu Deus

Pois logo aparece

Feliz fazendeiro

Por pouco dinheiro

Lhe compra o que tem

Ai, ai, ai, ai

..

Em um caminhão

Ele joga a famia

Chegou o triste dia

Já vai viajar

Meu Deus, meu Deus

A seca terrível

Que tudo devora

Lhe bota pra fora

Da terra natá

Ai, ai, ai, ai

..

O carro já corre

No topo da serra

Oiando pra terra

Seu berço, seu lar

Meu Deus, meu Deus

Aquele nortista

Partido de pena

De longe acena

Adeus meu lugar

Ai, ai, ai, ai

..

No dia seguinte

Já tudo enfadado

E o carro embalado

Veloz a correr

Meu Deus, meu Deus

Tão triste, coitado

Falando saudoso

Seu filho choroso

Exclama a dizer

Ai, ai, ai, ai

..

De pena e saudade

Papai sei que morro

Meu pobre cachorro

Quem dá de comer?

Meu Deus, meu Deus

Já outro pergunta

Mãezinha, e meu gato?

Com fome, sem trato

Mimi vai morrer

Ai, ai, ai, ai

..

E a linda pequena

Tremendo de medo

"Mamãe, meus brinquedo

Meu pé de fulô?"

Meu Deus, meu Deus

Meu pé de roseira

Coitado, ele seca

E minha boneca

Também lá ficou

Ai, ai, ai, ai

..

E assim vão deixando

Com choro e gemido

Do berço querido

Céu lindo azul

Meu Deus, meu Deus

O pai, pesaroso

Nos filho pensando

E o carro rodando

Na estrada do Sul

Ai, ai, ai, ai

..


Chegaram em São Paulo

Sem cobre quebrado

E o pobre acanhado

Procura um patrão

Meu Deus, meu Deus

Só vê cara estranha

De estranha gente

Tudo é diferente

Do caro torrão

Ai, ai, ai, ai

..

Trabaia dois ano,

Três ano e mais ano

E sempre nos prano

De um dia vortar

Meu Deus, meu Deus

Mas nunca ele pode

Só vive devendo

E assim vai sofrendo

É sofrer sem parar

Ai, ai, ai, ai

..

Se arguma notícia

Das banda do norte

Tem ele por sorte

O gosto de ouvir

Meu Deus, meu Deus

Lhe bate no peito

Saudade lhe molho

E as água nos óio

Começa a cair

Ai, ai, ai, ai

..

Do mundo afastado

Ali vive preso

Sofrendo desprezo

Devendo ao patrão

Meu Deus, meu Deus

O tempo rolando

Vai dia e vem dia

E aquela famia

Não vorta mais não

Ai, ai, ai, ai

..

Distante da terra

Tão seca mas boa

Exposto à garoa

À lama e o paú

Meu Deus, meu Deus

Faz pena o nortista

Tão forte, tão bravo

Viver como escravo

No Norte e no Sul

Ai, ai, ai, ai



Assinale a alternativa em que percebemos claramente o benefício que a seca promovia para os fazendeiros de muitas posses.


A

Estrofe 04.


B

Estrofe 05.


C

Estrofe 06.


D

Estrofe 08.


E

Estrofe 09.

A leitura do poema de Carlos Ávila sugere que a criação literária se dá

A
pela elaboração persistente.

B
pela força da inspiração.

C
pelo aprendizado de fórmulas.

D
pelo sofrimento existencial do poeta.

E
pelo talento desenvolvido.

Para Nehamas (1986), os autores são indivíduos reais, firmemente localizados na história, causas eficientes dos seus textos.

( ) A “Academia Francesa” do Ceará é uma das expressões da ebulição intelectual que caracterizava a época e teve vida de 1872 a 1875, fundada por jovens intelectuais da província nortista, como Rocha Lima, Tomás Pompeu, Araripe Júnior, Capistrano de Abreu, dentre outros.

( ) A “Academia Francesa” do Ceará foi um desdobramento de outra associação, de 1870, a “Padaria Espiritual”.

( ) O “Gabinete de Leitura” foi uma associação que surgiu antes da “Fênix Estudantil”.

( ) Os pontos altos dos movimentos de cunho filosófico e literário no Ceará, surgiram, na segunda metade do Século XIX, conforme a sequência: primeiramente, a “Fênix Estudantil”, depois a “Academia Francesa” do Ceará, seguida pelo “Gabinete de Leitura”, e, mais tarde, a “Padaria Espiritual”.

A sequência correta, de cima para baixo, é:


A
F, V, F, F.

B
V, F, F, V.

C
F, V, V, F.

D
V, F, V, V.
   
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