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As críticas apresentadas nesse trecho atribuem ao Pós-Modernismo a ausência de
Na última estrofe, o poeta argumenta que
seu entendimento seria menor se lhe faltasse aflição.
seu entendimento seria maior na ausência de aflição.
sua aflição seria menor se lhe faltasse entendimento.
sua aflição seria equivalente à razão da avezinha.
sua aflição seria maior na ausência de razão.
LEIA O POEMA A SEGUIR E ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:
QUEBRANTO
às vezes sou o policial
que me suspeito
me peço documentos
e mesmo de posse deles
me prendo
e me dou porrada
às vezes sou o zelador
não me deixando entrar
em mim mesmo
a não ser
pela porta de serviço
às vezes sou o meu próprio delito
o corpo de jurados
a punição que vem com o veredito
às vezes sou o amor
que me viro o rosto
o quebranto
o encosto
a solidão primitiva
que me envolvo com o vazio
às vezes as migalhas do que
sonhei e não comi
outras o bem-te-vi
com olhos vidrados
trinando tristezas
um dia fui abolição que me
lancei de supetão no espanto
depois um imperador deposto
a república de conchavos no coração
e em seguida
uma constituição que me promulgo
a cada instante
também a violência dum impulso
que me ponho do avesso
com acessos de cal e gesso
chego a ser
às vezes faço questão
de não me ver
e entupido com a visão deles
me sinto a miséria
concebida como um
eterno começo
fecho-me o cerco
sendo o gesto que me nego
a pinga que me bebo
e me embebedo
o dedo que me aponto
e denuncio
o ponto em que me entrego.
às vezes!...
Cuti. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007. 136 p. 53
O poema traz o relato do cotidiano de um policial e o sentimento de frustação com a carreira profissional.
Trata-se de memórias póstumas de um condenado insatisfeito com os rumos da política governamental.
O eu lírico do texto incorpora em si mesmo a personalidade do seu opressor adotando uma postura autodepreciativa.
A lamentação evidencia a angústia do alcóolatra e seus questionamentos perante a sociedade opressora.
A obra se refere a opressão sentida por um indivíduo marginalizado na sociedade, não levando em conta sua condição racial, social e financeira.
Em relação aos diferentes tipos de romances produzidos durante o movimento do Romantismo brasileiro, assinale a alternativa correta.
“O Guarani”, de José de Alencar, é exemplo de romance histórico.
“Lucíola”, de Machado de Assis, é exemplo de romance urbano.
“Inocência”, de Visconde de Taunay, é exemplo de romance indianista.
“A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, é exemplo de romance regionalista.
Com base na obra do escritor Graciliano Ramos, assinale a alternativa correta:
O romance São Bernardo é narrado em terceira pessoa, o que confere ao narrador uma visão mais abrangente dos fatos narrados.
Por se tratar de escritor modernista, os textos de Graciliano Ramos são marcados por rupturas sintáticas e pelo predomínio da linguagem coloquial.
O livro Memórias do Cárcere tem caráter autobiográfico, pois remete à própria história do autor, além de referir-se a outros personagens e acontecimentos reais.
No romance Vidas Secas, há uma interação positiva entre o homem e o meio.
Por ser ambientado na região Nordeste, São Bernardo é um romance particularmente regionalista.
Em concordância com GONZAGA, sobre os períodos literários, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) A Literatura Informativa se caracteriza pela expressão ideológica da Contra-Reforma e o conflito entre corpo e alma.
( ) O Naturalismo se caracteriza pela subjetividade e pela falta de cientificismo.
C - C.
E - E.
E - C.
C - E.
Leia o texto para responder a questão 15.
Pronominais
Oswald de Andrade
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
A palavra, “mas” no poema estabelece uma ideia de
A construção textual “E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo (...)” (linhas 2 e 3) constrói-se por meio de recurso de ironia, o que gera, no contexto apresentado, uma crítica
exclusivamente social acerca da inutilidade dos epitáfios.
predominantemente dogmática acerca da inexistência dos epitáfios.
predominantemente filosófica acerca da função dos epitáfios.
exclusivamente epistemológica acerca da inutilidade dos epitáfios.
exclusivamente social acerca da função dos epitáfios.
Retrato
Cecília Meireles
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?
As mudanças ocorridas decorrente ao tempo e o fato de não poder fazer cirurgia plástica.
Está triste decorrente à perda de um parente querido.
A mudança ocorrida na vida do personagem foi complicada.
A não aceitação da mudança causada pela velhice.
De acordo com a letra da canção de Chico Buarque, assinale a alternativa correta.
Nos versos “Quando você me quiser rever/ Já vai me encontrar refeita, pode crer”, são utilizadas palavras formadas por derivação prefixal e sufixal.
No verso “Mas depois, como era de costume, obedeci”, podemos compreender, a partir do verbo “obedecer”, que a submissão que o eulírico vivenciava em sua relação tornou-se, ironicamente, a chave de sua libertação.
O trecho “quantos homens me amaram/ bem mais e melhor que você” marca a vida promíscua do eu-lírico reforçando a ideia de que a separação do casal aconteceu por sua infidelidade.
No trecho “a casa é sempre sua, venha sim”, ao convidar o interlocutor para ir à sua casa, o eulírico tem a intenção de reconquistar o antigo amor, reconstituindo o lar conjugal.
Nas linhas 40 e 41, “solipsistas” e “isolacionistas” aproximam-se semanticamente ao se referirem a preconceitos que aparentam ser expressão do nacionalismo, mas caracterizam-se, de acordo com o autor, por serem expressões solitárias e isoladas.
Existem obras e autores que são fundamentais para a literatura brasileira, e, portanto, o conhecimento destes é imprescindível. Os excertos a seguir foram retirados de quatro obras fundamentais diferentes. Considere-os:
EXCERTO I “Aí Macabéa disse uma frase que nenhum dos transeuntes entendeu. Disse bem pronunciado e claro: — Quanto ao futuro. Terá tido ela saudade do futuro? Ouço a música antiga de palavras e palavras, sim, é assim. Nesta hora exata Macabéa sente um fundo enjoo de estômago e quase vomitou, queria vomitar o que não é corpo, vomitar algo luminoso. Estrela de mil pontas. O que é que estou vendo agora e que me assusta? Vejo que ela vomitou um pouco de sangue, vasto espasmo, enfim o âmago tocando no âmago: vitória!”
EXCERTO II “Encaminhou-se aos juazeiros. Sob a raiz de um deles havia uma barroca macia e funda. Gostava de espojar-se ali: cobria-se de poeira, evitava as moscas e os mosquitos, e quando se levantava, tinha as folhas e gravetos colados às feridas, era um bicho diferente dos outros. Caiu antes de alcançar essa cova arredada. Tentou erguer-se, endireitou a cabeça e estirou as pernas dianteira, mas o resto do corpo ficou deitado de banda. Nesta posição torcida, mexeu-se a custo, ralando as patas, cravando as unhas no chão, agarrando-se nos seixos miúdos. Afinal esmoreceu e aquietou-se junto às pedras onde os meninos jogavam cobras mortas. Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão. Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano. Realmente não latia: uivava baixinho, e os uivos iam diminuindo, tomavam-se quase imperceptíveis.”
EXCERTO III “Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca.”
EXCERTO IV “Toda a noite o índio tinha remado sem descansar um momento; não ignorava que Dom Antônio de Mariz na sua terrível vingança havia exterminado a tribo dos Aimorés, mas desejava apartar-se do teatro da catástrofe, e aproximar-se dos seus campos nativos. Não era o sentimento da pátria, sempre tão poderoso no coração do homem; não era o desejo de ver sua cabana reclinada à beira do rio e abraçar sua mãe e seus irmãos, que dominava sua alma nesse momento e lhe dava esse ardor. Era sim a ideia de que ia salvar sua senhora e cumprir o juramento que tinha feito ao velho fidalgo; era o sentimento de orgulho que se apoderava dele, pensando que bastava a sua coragem e a sua força para vencer todos os obstáculos, e realizar a missão de que se havia encarregado.”
Assinale a alternativa que apresenta, na ordem em que aparecem, o título das obras e a autoria a que pertencem os excertos acima:
“Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto; “Sagarana” de Guimarães Rosa; “Quincas Borba” de Machado de Assis; “O Guarani” de José de Alencar.
“A hora da Estrela” de Clarice Lispector; “Sagarana” de Guimarães Rosa; “Dom Casmurro” de Machado de Assis; “Navio Negreiro” de Castro Alves.
“A hora da Estrela” de Clarice Lispector; “Vidas Secas” de Graciliano Ramos; “Dom Casmurro” de Machado de Assis; “O Guarani” de José de Alencar.
Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto; “Vidas Secas” de Graciliano Ramos; “Quincas Borba” de Machado de Assis; “Navio Negreiro” de Castro Alves.
No verso:
“trazer luz e calor a essa alma escura e fria.”,
Identifica-se:
A comparação explícita.
A inversão de pensamento.
A alteração de eu lírico.
A oposição de ideias.
O exagero estilístico.
“Arte do conflito, do contraste, do dilema, da contradição, da dúvida: emprego intensivo das antíteses, dos paradoxos. Tentativa de conciliação dos contrários: Claro x Escuro, Deus x Homem, Fé x Razão, Céu x Terra, Teocentrismo x Antropocentrismo, Alma x Corpo, Virtude x Pecado, Espírito x Carne, Ascetismo x Mundanismo, Cristianismo x Paganismo, Dor x Prazer, Mocidade x Velhice, Vida x Morte. Gosto exuberante pelos aspectos cruéis e dolorosos da vida, o belo horrendo, o pessimismo, o desengano, a consciência da fugacidade e das incertezas da vida, o tempus fugit. A religiosidade mesclada com a sensualidade. Alegorias bíblicas mescladas com as mitológicas. O niilismo temático, a pobreza ou a ausência de assunto, mergulho na dúvida e na incerteza, privilegia o significante (palavra) em detrimento do significado (conteúdo).”
Estas são algumas características do:
Arcadismo.
Romantismo.
Barroco.
Modernismo.
Sobre construção textual, pode-se afirmar que, no TEXTO II, há predominância de
narração argumentativo-filosófica.
narração meramente expositiva.
narração injuntiva-expositiva.
argumentação exclusivamente persuasiva.
descrição argumentativa-narrativa.
Interpretando-se o poema, conclui-se que o eu lírico
superpõe-se à natureza com a qual não se harmoniza.
aborda cientificamente os elementos da natureza.
A chegada do famoso poeta Pablo Neruda, na Itália, movimenta a cidade de Roma e a pequena ilha onde viverá exilado. Um dos personagens que mais sofrerá transformação em sua vida pela presença do poeta na ilha é o carteiro Mário, que se tornará amigo íntimo de Neruda. De acordo com o filme, considere as seguintes afirmações:
I. O contato com a poesia e com o poeta chileno possibilitou ao carteiro Mário um despertar de sua consciência crítica sobre a realidade social que o cercava.
II. Por ser de origem humilde, a poesia somente foi acessível a Mário porque o poeta Pablo Neruda ajudava-o a decifrar os significados das metáforas.
III. O despertar para a poesia possibilitou ao carteiro Mário perceber, de formas diferentes, elementos cotidianos de sua vida.
IV. O carteiro Mário torna-se poeta, porque considera que metáforas são construções linguísticas simples.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
II e IV.
I e II.
I e III.
III e IV.
Na obra de Jorge Amado, finalista do Prêmio Nobel de Literatura de 1967, é possível distinguir:
I. Um primeiro momento de águas-fortes da vida baiana, rural e citadina que lhe deram a fórmula do “romance proletário”, como se pode perceber em “São Jorge dos Ilhéus” e “Dona Flor e seus dois maridos”.
II. Depoimentos líricos, isto é, sentimentais, espraiados em torno de rixas e amores marinheiros, como se nota em “Capitães da Areia”.
III. Um grupo de escritos de pregação partidária, como se verifica em “O cavaleiro da esperança” e “O mundo da paz”.
Estão corretas as afirmativas
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
A obra abaixo denominada “Moça com Fita Azul” é de autoria de:

Moça com Fita Azul
Oswald de Andrade.
Candido Portinari.
Di Cavalcanti.
Anita Malfatti.
Tarsila do Amaral.
No filme O carteiro e o poeta, o personagem Mário e o poeta Pablo Neruda compreendem que a metáfora é o elemento constituinte da poesia. A poesia de Manoel de Barros também apresenta a metáfora como elemento constituinte.
Assinale a alternativa em que o excerto de Manoel de Barros explica a condição para o uso da metáfora em sua poesia:
“Eu queria então escovar as palavras para escutar o primeiro esgar de cada uma.” (BARROS, M. Memórias Inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p.17)
“[...] quando um sujeito sabe quase tudo, ele não faz a imagem, ele solta a palavra [...]”. (BARROS, M. Memórias Inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p. 9)
“É uma indigência vocabular que provoca a imagem.” (BARROS, M. Memórias Inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p. 9)
“Descobri nesse tempo que os apelidos pregam mais quando trovam [...]”. (BARROS, M. Memórias Inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p. 45)