Questões de Concurso sobre Literatura

 
 
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As críticas apresentadas nesse trecho atribuem ao Pós-Modernismo a ausência de


A
recursos intertextuais.

B
qualquer tentativa de recuperar o passado.

C
originalidade estilística.

D
senso de ecletismo.

Na última estrofe, o poeta argumenta que


A

seu entendimento seria menor se lhe faltasse aflição.


B

seu entendimento seria maior na ausência de aflição.


C

sua aflição seria menor se lhe faltasse entendimento.


D

sua aflição seria equivalente à razão da avezinha.


E

sua aflição seria maior na ausência de razão.

LEIA O POEMA A SEGUIR E ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:


QUEBRANTO


às vezes sou o policial

que me suspeito

me peço documentos

e mesmo de posse deles

me prendo

e me dou porrada


às vezes sou o zelador

não me deixando entrar

em mim mesmo

a não ser

pela porta de serviço


às vezes sou o meu próprio delito

o corpo de jurados

a punição que vem com o veredito


às vezes sou o amor

que me viro o rosto

o quebranto

o encosto

a solidão primitiva

que me envolvo com o vazio


às vezes as migalhas do que

sonhei e não comi

outras o bem-te-vi

com olhos vidrados

trinando tristezas


um dia fui abolição que me

lancei de supetão no espanto

depois um imperador deposto

a república de conchavos no coração

e em seguida

uma constituição que me promulgo

a cada instante


também a violência dum impulso

que me ponho do avesso

com acessos de cal e gesso

chego a ser


às vezes faço questão

de não me ver

e entupido com a visão deles

me sinto a miséria

concebida como um

eterno começo


fecho-me o cerco

sendo o gesto que me nego

a pinga que me bebo

e me embebedo

o dedo que me aponto

e denuncio

o ponto em que me entrego.


às vezes!...


Cuti. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007. 136 p. 53



A

O poema traz o relato do cotidiano de um policial e o sentimento de frustação com a carreira profissional.


B

Trata-se de memórias póstumas de um condenado insatisfeito com os rumos da política governamental.


C

O eu lírico do texto incorpora em si mesmo a personalidade do seu opressor adotando uma postura autodepreciativa.


D

A lamentação evidencia a angústia do alcóolatra e seus questionamentos perante a sociedade opressora.


E

A obra se refere a opressão sentida por um indivíduo marginalizado na sociedade, não levando em conta sua condição racial, social e financeira.

Em relação aos diferentes tipos de romances produzidos durante o movimento do Romantismo brasileiro, assinale a alternativa correta.


A

“O Guarani”, de José de Alencar, é exemplo de romance histórico.


B

“Lucíola”, de Machado de Assis, é exemplo de romance urbano.


C

“Inocência”, de Visconde de Taunay, é exemplo de romance indianista.


D

“A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, é exemplo de romance regionalista.

Com base na obra do escritor Graciliano Ramos, assinale a alternativa correta:


A

O romance São Bernardo é narrado em terceira pessoa, o que confere ao narrador uma visão mais abrangente dos fatos narrados.


B

Por se tratar de escritor modernista, os textos de Graciliano Ramos são marcados por rupturas sintáticas e pelo predomínio da linguagem coloquial.


C

O livro Memórias do Cárcere tem caráter autobiográfico, pois remete à própria história do autor, além de referir-se a outros personagens e acontecimentos reais.


D

No romance Vidas Secas, há uma interação positiva entre o homem e o meio.


E

Por ser ambientado na região Nordeste, São Bernardo é um romance particularmente regionalista.

Em concordância com GONZAGA, sobre os períodos literários, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) A Literatura Informativa se caracteriza pela expressão ideológica da Contra-Reforma e o conflito entre corpo e alma.

( ) O Naturalismo se caracteriza pela subjetividade e pela falta de cientificismo.


A

C - C.


B

E - E.


C

E - C.


D

C - E.

Leia o texto para responder a questão 15.

Pronominais

Oswald de Andrade

Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro.


A palavra, “mas” no poema estabelece uma ideia de


A
adição.

B
contraste.

C
conclusão.

D
finalidade.

A construção textual “E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo (...)” (linhas 2 e 3) constrói-se por meio de recurso de ironia, o que gera, no contexto apresentado, uma crítica


A

exclusivamente social acerca da inutilidade dos epitáfios.


B

predominantemente dogmática acerca da inexistência dos epitáfios.


C

predominantemente filosófica acerca da função dos epitáfios.


D

exclusivamente epistemológica acerca da inutilidade dos epitáfios.


E

exclusivamente social acerca da função dos epitáfios.

Retrato

Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?


A

As mudanças ocorridas decorrente ao tempo e o fato de não poder fazer cirurgia plástica.


B

Está triste decorrente à perda de um parente querido.


C

A mudança ocorrida na vida do personagem foi complicada.


D

A não aceitação da mudança causada pela velhice.

De acordo com a letra da canção de Chico Buarque, assinale a alternativa correta.


A

Nos versos “Quando você me quiser rever/ Já vai me encontrar refeita, pode crer”, são utilizadas palavras formadas por derivação prefixal e sufixal.


B

No verso “Mas depois, como era de costume, obedeci”, podemos compreender, a partir do verbo “obedecer”, que a submissão que o eulírico vivenciava em sua relação tornou-se, ironicamente, a chave de sua libertação.


C

O trecho “quantos homens me amaram/ bem mais e melhor que você” marca a vida promíscua do eu-lírico reforçando a ideia de que a separação do casal aconteceu por sua infidelidade.


D

No trecho “a casa é sempre sua, venha sim”, ao convidar o interlocutor para ir à sua casa, o eulírico tem a intenção de reconquistar o antigo amor, reconstituindo o lar conjugal.

Nas linhas 40 e 41, “solipsistas” e “isolacionistas” aproximam-se semanticamente ao se referirem a preconceitos que aparentam ser expressão do nacionalismo, mas caracterizam-se, de acordo com o autor, por serem expressões solitárias e isoladas.


C
Certo

E
Errado

Existem obras e autores que são fundamentais para a literatura brasileira, e, portanto, o conhecimento destes é imprescindível. Os excertos a seguir foram retirados de quatro obras fundamentais diferentes. Considere-os:

EXCERTO I “Aí Macabéa disse uma frase que nenhum dos transeuntes entendeu. Disse bem pronunciado e claro: — Quanto ao futuro. Terá tido ela saudade do futuro? Ouço a música antiga de palavras e palavras, sim, é assim. Nesta hora exata Macabéa sente um fundo enjoo de estômago e quase vomitou, queria vomitar o que não é corpo, vomitar algo luminoso. Estrela de mil pontas. O que é que estou vendo agora e que me assusta? Vejo que ela vomitou um pouco de sangue, vasto espasmo, enfim o âmago tocando no âmago: vitória!”

EXCERTO II “Encaminhou-se aos juazeiros. Sob a raiz de um deles havia uma barroca macia e funda. Gostava de espojar-se ali: cobria-se de poeira, evitava as moscas e os mosquitos, e quando se levantava, tinha as folhas e gravetos colados às feridas, era um bicho diferente dos outros. Caiu antes de alcançar essa cova arredada. Tentou erguer-se, endireitou a cabeça e estirou as pernas dianteira, mas o resto do corpo ficou deitado de banda. Nesta posição torcida, mexeu-se a custo, ralando as patas, cravando as unhas no chão, agarrando-se nos seixos miúdos. Afinal esmoreceu e aquietou-se junto às pedras onde os meninos jogavam cobras mortas. Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão. Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano. Realmente não latia: uivava baixinho, e os uivos iam diminuindo, tomavam-se quase imperceptíveis.”

EXCERTO III “Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca.”

EXCERTO IV “Toda a noite o índio tinha remado sem descansar um momento; não ignorava que Dom Antônio de Mariz na sua terrível vingança havia exterminado a tribo dos Aimorés, mas desejava apartar-se do teatro da catástrofe, e aproximar-se dos seus campos nativos. Não era o sentimento da pátria, sempre tão poderoso no coração do homem; não era o desejo de ver sua cabana reclinada à beira do rio e abraçar sua mãe e seus irmãos, que dominava sua alma nesse momento e lhe dava esse ardor. Era sim a ideia de que ia salvar sua senhora e cumprir o juramento que tinha feito ao velho fidalgo; era o sentimento de orgulho que se apoderava dele, pensando que bastava a sua coragem e a sua força para vencer todos os obstáculos, e realizar a missão de que se havia encarregado.”

Assinale a alternativa que apresenta, na ordem em que aparecem, o título das obras e a autoria a que pertencem os excertos acima:


A

“Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto; “Sagarana” de Guimarães Rosa; “Quincas Borba” de Machado de Assis; “O Guarani” de José de Alencar.


B

“A hora da Estrela” de Clarice Lispector; “Sagarana” de Guimarães Rosa; “Dom Casmurro” de Machado de Assis; “Navio Negreiro” de Castro Alves.


C

“A hora da Estrela” de Clarice Lispector; “Vidas Secas” de Graciliano Ramos; “Dom Casmurro” de Machado de Assis; “O Guarani” de José de Alencar.


D

Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto; “Vidas Secas” de Graciliano Ramos; “Quincas Borba” de Machado de Assis; “Navio Negreiro” de Castro Alves.

No verso:


“trazer luz e calor a essa alma escura e fria.”,


Identifica-se:


A

A comparação explícita.


B

A inversão de pensamento.


C

A alteração de eu lírico.


D

A oposição de ideias.


E

O exagero estilístico.

“Arte do conflito, do contraste, do dilema, da contradição, da dúvida: emprego intensivo das antíteses, dos paradoxos. Tentativa de conciliação dos contrários: Claro x Escuro, Deus x Homem, Fé x Razão, Céu x Terra, Teocentrismo x Antropocentrismo, Alma x Corpo, Virtude x Pecado, Espírito x Carne, Ascetismo x Mundanismo, Cristianismo x Paganismo, Dor x Prazer, Mocidade x Velhice, Vida x Morte. Gosto exuberante pelos aspectos cruéis e dolorosos da vida, o belo horrendo, o pessimismo, o desengano, a consciência da fugacidade e das incertezas da vida, o tempus fugit. A religiosidade mesclada com a sensualidade. Alegorias bíblicas mescladas com as mitológicas. O niilismo temático, a pobreza ou a ausência de assunto, mergulho na dúvida e na incerteza, privilegia o significante (palavra) em detrimento do significado (conteúdo).”

Estas são algumas características do:


A

Arcadismo.


B

Romantismo.


C

Barroco.


D

Modernismo.

Sobre construção textual, pode-se afirmar que, no TEXTO II, há predominância de


A

narração argumentativo-filosófica.


B

narração meramente expositiva.


C

narração injuntiva-expositiva.


D

argumentação exclusivamente persuasiva.


E

descrição argumentativa-narrativa.

Interpretando-se o poema, conclui-se que o eu lírico


A

superpõe-se à natureza com a qual não se harmoniza.


B

aborda cientificamente os elementos da natureza.


C
procura humanizar os elementos da natureza.

D
aparta-se de tudo que lhe pareça artificial.

E
percebe que o ambiente natural lhe é hostil.

A chegada do famoso poeta Pablo Neruda, na Itália, movimenta a cidade de Roma e a pequena ilha onde viverá exilado. Um dos personagens que mais sofrerá transformação em sua vida pela presença do poeta na ilha é o carteiro Mário, que se tornará amigo íntimo de Neruda. De acordo com o filme, considere as seguintes afirmações:

I. O contato com a poesia e com o poeta chileno possibilitou ao carteiro Mário um despertar de sua consciência crítica sobre a realidade social que o cercava.

II. Por ser de origem humilde, a poesia somente foi acessível a Mário porque o poeta Pablo Neruda ajudava-o a decifrar os significados das metáforas.

III. O despertar para a poesia possibilitou ao carteiro Mário perceber, de formas diferentes, elementos cotidianos de sua vida.

IV. O carteiro Mário torna-se poeta, porque considera que metáforas são construções linguísticas simples.

É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

II e IV.


B

I e II.


C

I e III.


D

III e IV.

Na obra de Jorge Amado, finalista do Prêmio Nobel de Literatura de 1967, é possível distinguir:


I. Um primeiro momento de águas-fortes da vida baiana, rural e citadina que lhe deram a fórmula do “romance proletário”, como se pode perceber em “São Jorge dos Ilhéus” e “Dona Flor e seus dois maridos”.

II. Depoimentos líricos, isto é, sentimentais, espraiados em torno de rixas e amores marinheiros, como se nota em “Capitães da Areia”.

III. Um grupo de escritos de pregação partidária, como se verifica em “O cavaleiro da esperança” e “O mundo da paz”.


Estão corretas as afirmativas


A

I, II e III.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.

Ano: 2019
Banca: ADVISE
Prova: ADVISE - Prefeitura - Professor de Educação Básica II - Área Língua Portuguesa - 2019

A obra abaixo denominada “Moça com Fita Azul” é de autoria de:


Imagem associada para resolução da questão

Moça com Fita Azul


A

Oswald de Andrade.


B

Candido Portinari.


C

Di Cavalcanti.


D

Anita Malfatti.


E

Tarsila do Amaral.

No filme O carteiro e o poeta, o personagem Mário e o poeta Pablo Neruda compreendem que a metáfora é o elemento constituinte da poesia. A poesia de Manoel de Barros também apresenta a metáfora como elemento constituinte.

Assinale a alternativa em que o excerto de Manoel de Barros explica a condição para o uso da metáfora em sua poesia:


A

“Eu queria então escovar as palavras para escutar o primeiro esgar de cada uma.” (BARROS, M. Memórias Inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p.17)


B

“[...] quando um sujeito sabe quase tudo, ele não faz a imagem, ele solta a palavra [...]”. (BARROS, M. Memórias Inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p. 9)


C

“É uma indigência vocabular que provoca a imagem.” (BARROS, M. Memórias Inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p. 9)


D

“Descobri nesse tempo que os apelidos pregam mais quando trovam [...]”. (BARROS, M. Memórias Inventadas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018, p. 45)

   
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