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Romance narrado em 3ª pessoa. Análise crítica da sociedade burguesa do Rio de Janeiro do 2º Reinado. Firmeza na observação dos costumes do tempo, o que representa um marco do realismo e de modernidade, abandonando o gosto, então, dominante, pelo pitoresco, lendário e regional. Crítica ao regime dotal de casamento, que no Império era instrumento de ascensão social. Triunfo final do amor sobre o dinheiro, dentro da concepção romântica, com “happy end” e a vitória do primeiro amor. Algumas personagens: Aurélia Camargo, Fernando Seixas, Adelaide Amaral, Dona Firmina, Anastácia, Camila, Nicola, Tavares do Amaral, Torquato Ribeiro, Lemos.
Trata-se de:
A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo.
Senhora - José de Alencar.
Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida.
A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães.
Na galeria de personagens distorcidos do Naturalismo brasileiro encontra-se Bentinho — o narrador de Dom Casmurro, de Machado de Assis —, cuja personalidade é definida no texto a partir de determinismos raciais e geográficos.
Certo
Errado
“Leite, leitura
letras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura tudo,
tudo, tudo não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura.”
LEMINSKI, Paulo. O ex-estranho. 1. ed. Organização e seleção de Alice Ruiz S. e Áurea Leminski. Curitiba: Iluminuras, 1996, 76p
Tomando como base um dos sentidos revelados pelo eu lírico do poema acima, quais das asserções abaixo trazem uma melhor contextualização do ensino-aprendizagem interdisciplinar entre língua portuguesa e literatura?
I. Leitura. Relação da mensagem do poema com práticas sociais não duráveis. Exploração dos jogos de palavras e da estrutura do poema. Conexão da ideia de “fugacidade” (do eu lírico) com a de “liquidez humana” (de Zygmunt Bauman).
II. Declamação do poema. Escansão dos versos. Análise estrutural da estrofe. Localização temporal do autor do poema com o objetivo de saber seu pertencimento a alguma escola ou movimento literários.
III. Declamação do poema. Vinculação da aparência sonora rítmica imitando as batidas de um coração, versos 3 ao 7, à temática “fragilidade humana”. Interpretação textual. Análise semântica dos advérbios na poesia e de seu uso na oralidade.
IV. Leitura. Modo e Tempo verbais. Morfologização. Sintagmas verbais e nominais.
Assinale
se somente as assertivas I e II estiverem corretas
se somente as assertivas II e III estiverem corretas.
se somente as assertivas I, III e IV estiverem corretas.
se somente as assertivas III e IV estiverem corretas.
se somente as assertivas I e III estiverem corretas
A última estrofe pode ser considerada:
Uma crítica à idealização do amor.
Uma prova de que o eu lírico está em delírio.
Um recurso metalinguístico.
Uma indicação de que o eu lírico é feminino.
Uma indicação de que o texto é uma prosa poética.
O autor que viveu entre 1893 e 1945, que, além de Macunaíma, publicou outras obras, como Amar, Verbo Intransitivo e Os Contos de Belazarte, é:
Oswaldo de Andrade.
Mário de Andrade.
João Cabral de Melo Neto.
Érico Veríssimo.
EuclIdes da Cunha.
Leia as afirmativas a seguir:
I. Para aproximar sua atitude à do cientista, o autor realista busca encarar os fatos com objetividade e impessoalidade (embora nem sempre consiga), idealizando a realidade, evitando registrá-la, emitindo julgamentos sobre os fatos ou personagens.
II. No Barroco, o cultismo refere-se ao jogo de palavras, ao uso abusivo de metáforas e hipérboles. Corresponde ao excesso de detalhes das artes plásticas e manifesta-se sobretudo na poesia.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
No poema, o poeta compara sua vida à de Robinson Crusoé. A que conclusão ele chega?
A história de Robinson Crusoé era mais bonita do que a dele.
O poeta considera que Crusoé tinha uma vida bem mais feliz do que a dele.
Enquanto Robinson Crusoé era solitário, o poeta era rodeado de amigos.
Sua vida tranquila ao lado de sua família tinha mais beleza do que as aventuras de Robinson Crusoé.
Verifica-se a ocorrência de objeto indireto pleonástico no seguinte verso:
Tanto a precipitar-me se encaminha, (3ª estrofe)
Se me faltasse a mim o entendimento, (4ª estrofe)
Deixa-a fugir; mas apertando o laço, (1ª estrofe)
A condena outra vez ao seu destino. (1ª estrofe)
Então me prende mais meu desatino. (2ª estrofe)
Assinale a alternativa que contém características do Simbolismo.
Partindo de um desejo bucólico, esse movimento estava sempre em busca pelos valores da natureza, fazia muitas referências à terra e ao mundo natural. Os poetas dessa escola costumavam escrever sobre as belezas do campo, a tranquilidade que era proporcionada pela natureza e contemplavam a vida simples, desprezando a vida nos grandes centros urbanos, assim como também a agitação e os problemas das pessoas que viviam nesses lugares.
Oposição ao racionalismo, materialismo e cientificismo; negação dos valores do Realismo e Naturalismo; misticismo, religiosidade, sublimação; mistério, fantasia e sensualismo; subjetivismo e individualismo; linguagem fluida e musical; aproximação da poesia e da música; Universo onírico e transcendental; valorização da espiritualidade humana; exploração do consciente e inconsciente; combinações sonoras e sensoriais.
Oposição aos ideais românticos; retrato fidedigno da realidade; objetivismo e materialismo; universalismo e cientificismo; veracidade e contemporaneidade; linguagem culta e detalhada; temas urbanos, sociais e cotidianos; critica os valores burgueses, as instituições sociais e a igreja católica.
Dualismo, riqueza de detalhes, exagero; os textos refletem elementos rebuscados e quase sempre extravagantes, onde são valorizados os detalhes em um jogo de contrastes; é marcante o uso das figuras de linguagem como a metáfora, inversões, hipérbole, paradoxo e antítese.
Leia as afirmativas a seguir:
I. O substantivo próprio é aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma particular.
II. A obra O Ateneu, de Raul Pompeia, é a precursora da autoficção.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Os avanços das pesquisas em literatura, em didática da literatura nas escolas e na formação de leitores consideram mudanças radicais e importantes nos seguintes aspectos: 1. Mudança na concepção de literatura na contemporaneidade; 2. Mudança no que se refere ao que seja leitura literária; 3. Mudanças da compreensão de como se constitui uma cultura literária. No que se refere somente ao item 1, pode-se afirmar corretamente que as mudanças evidenciadas por referidas pesquisas são:
De uma concepção de literatura como corpus, restrita aos textos legítimos, a uma concepção extensiva da literatura; De uma concepção de literatura como corpus a uma concepção da literatura como prática; De uma concepção de literatura autotélica (conjunto de textos de finalidade estética) a uma concepção transitiva de literatura, como ato de comunicação.
De uma concepção de literatura marginalizada, com “l” minúsculo, a uma concepção de Literatura, com “L” maiúsculo, que considera todas as manifestações literárias; De uma concepção de literatura ligada a fatos sociais históricos a uma concepção de literatura ligada à constituição de sujeito psicológico; De uma concepção de literatura autoral a uma concepção de literatura que se constrói na interação autor-leitor.
De uma concepção de literatura como manifestação cultural de elite a uma concepção de literatura inclusiva e que congrega as literaturas marginais; De uma concepção de literatura como produto de uma língua a uma literatura como produto de uma sociedade; De uma concepção de literatura como produto do autor a uma concepção de literatura como construção interpretativa somente a partir do contato do leitor com o texto.
De uma concepção de literatura como disciplina única a uma concepção de literatura como transdisciplinar; De uma concepção de literatura como disciplina única a uma concepção de literatura interdisciplinar; De uma concepção de literatura sujeita a estilos e escolas literárias a uma literatura sujeita às experiências da contemporaneidade.
Da leitura do texto infere-se que, no título, o emprego da palavra “explosão” e a alusão a “Alegria, Alegria” são ilustrativos e revelam apenas o sucesso da canção à época, pois a discussão do texto refere-se à música de Caetano e de João Gilberto, e não à cultura brasileira em geral.
Assinale a alternativa em que o estilo de época corresponde às características citadas acima.
Barroco.
Modernismo.
Parnasianismo.
Arcadismo.
"Não queria arrancar-lhe as ilusões. Também ele, em criança, e ainda depois, foi supersticioso, teve um arsenal inteiro de crendices, que a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos desapareceram. No dia em que deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da religião, ele, como tivesse recebido da mãe ambos os ensinos, envolveu-os na mesma dúvida, e logo depois em uma só negação total. Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo, não possuía um só argumento; limitava-se a negar tudo. E digo mal, porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava incredulidade; diante do mistério, contentou-se em levantar os ombros, e foi andando."
(MACHADO DE ASSIS. Obras completas em quatro volumes, volume 2. São Paulo: Editora Nova Aguilar, 2015, p. 435)
Assinale a opção em que não haja correspondência de ideias com a frase: "E digo mal, porque negar é ainda afirmar..."
E digo mal, conquanto negar é ainda afirmar...
E digo mal, porquanto negar é ainda afirmar...
E digo mal, pois negar é ainda afirmar...
E digo mal, visto que negar é ainda afirmar...
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando cada período ou a escola literária às suas respectivas características.
Coluna 1
1. Quinhentismo.
2. Barroco.
3. Arcadismo.
Coluna 2
( ) Desenrola-se no século XVII, no ambiente das transformações econômicas provocadas pela economia açucareira. As invasões holandesas capitaneadas por Maurício de Nassau, principalmente no Nordeste, também apontam renovações culturais.
( ) Atinge seu apogeu com o orador sacro Padre Vieira.
( ) Constituem obras representativas desse período textos que têm a Bíblia como fonte de todo o conhecimento; exemplo disso é o “Diálogo sobre a conversão do gentio”, de Manuel da Nóbrega.
( ) Desenvolve-se no contexto de uma série de transformações sociais e políticas na Europa: ascensão da burguesia, decadência da aristocracia e surgimento do Iluminismo. No Brasil, tais mudanças influenciam a arte literária e a prática política; nesse cenário, ocorre a Inconfidência Mineira.
( ) A ideia de Fugere Urben (“fugir da cidade”) surge, nesta escola literária, como uma reação à modernização das cidades numa poesia marcada pelo bucolismo e pela defesa de uma vida simples na busca de resgatar valores corroídos pelo progresso.
( ) A época em questão deixa como legado uma produção escrita a que se costuma chamar de “manifestações literárias”, e não criações artísticas propriamente. São exemplos os relatórios, as cartas e os tratados cujo fim era traçar o perfil da nova terra descoberta.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 2 – 2 – 1 – 3 – 3.
2 – 3 – 1 – 3 – 2 – 1.
2 – 2 – 1 – 3 – 3 – 1.
3 – 2 – 1 – 1 – 2 – 2.
3 – 3 – 2 – 1 – 1 – 3.
São facetas que constituem o texto literário, EXCETO
construção de objetos autônomos como estrutura e significado.
forma de expressão, isto é, manifesta emoções e visão do mundo dos indivíduos e dos grupos.
forma de conhecimento, inclusive como incorporação difusa e inconsciente.
construção que enfatiza as funções utilitária e referencial das informações.
Depois da terceira conferência, em 12 de junho de 1871, chegou a vez de Eça falar. O título era “A Literatura Nova”. O romancista era pouco conhecido e o que dele se conhecia não levava a prever que fosse advogar o realismo na literatura. Mas foi isso que fez. Durante a viagem pelo Oriente, Eça ficara entusiasmado por Flaubert. Era daquele tipo de literatura que ele queria falar.
MÓNICA, Maria Filomena. Eça: vida e obra de José Maria Eça de Queirós. Rio de Janeiro: Record, 2001.
Neste fragmento, que trata de conferência de Eça de Queirós no Casino Lisbonense, no Chiado, é-nos revelada a oposição que o escritor português conferia ao romantismo, oposição esta perceptível também em seus escritos literários.
Assinale a alternativa cujo excerto literário expõe, com maior ênfase, a oposição que o escritor, por meio de um de seus personagens, confere ao romantismo.
“Pobre Alencar! O naturalismo; esses livros poderosos e vivazes, tirados a milhares de edições; essas rudes análises, apoderando-se da Igreja, da Realeza, da Burocracia, da Finança, de todas as coisas santas, dissecando-as brutalmente e mostrando-lhes a lesão, como cadáveres num anfiteatro; esses estilos novos, tão preciosos e tão dúcteis, apanhando em flagrante a linha, a cor, a palpitação mesma da vida; tudo isso (que ele, na sua confusão mental, chamava a ‘Ideia Nova’), caindo assim de chofre e escangalhando a catedral romântica, sob a qual tantos anos ele tivera altar e celebrara missa, tinha desnorteado o pobre Alencar e tornara-se o desgosto literário da sua velhice.” (QUEIRÓS, Eça. Os Maias. Rio de Janeiro: Zahar, 2014)
“Craft não admitia também o naturalismo, a realidade feia das coisas e da sociedade estatelada nua num livro. A arte era uma idealização!” (QUEIRÓS, Eça. Os Maias. Rio de Janeiro: Zahar, 2014)
“Alencar […] declarou aos amigos que não era a primeira vez que via Carlos. […] – Estava eu no Rodrigues, esquadrinhando alguma dessa velha literatura, hoje tão desprezada… Lembro-me até que era um volume de Éclogas do nosso delicioso Rodrigues Lobo, esse verdadeiro poeta da natureza, esse rouxinol tão português, hoje está claro, metido a um canto, desde que para aí apareceu o satanismo, o naturalismo e o bandalhismo… Nesse momento, passaste, disseram-me quem eras, e caiume o livro da mão…” (QUEIRÓS, Eça. Os Maias. Rio de Janeiro: Zahar, 2014).
“Alencar já tinha Carlos estreitado ao peito, e quando o soltou, retomando-lhe as mãos, sacundindo-lhas, com uma ternura ruidosa: […] – Tua mãe, devo dizê-lo, tinha literatura e da melhor. Consultou-me, consultava-me sempre, nesse tempo eu era alguém, e lembro-me de lhe ter respondido… ‘Ponha-lhe o nome de Carlos Eduardo, minha rica senhora, Carlos Eduardo, que é o verdadeiro nome para o frontispício de um poema, para a fama de um heroísmo ou para o lábio de uma mulher!’” (QUEIRÓS, Eça. Os Maias. Rio de Janeiro: Zahar, 2014).
“Falou-se logo do crime de Mouraria, drama fadista que impressionava Lisboa, uma rapariga com o ventre rasgado a navalha por uma companheira, vindo morrer na rua em camisa, dois faias esfaqueando-se, toda uma viela em sangue. […] Esse mundo de fadistas, de faias, parecia a Carlos merecer um estudo, um romance… Isto levou logo a falar-se do Assommoir, de Zola e do realismo: e o Alencar imediatamente, limpando os bigodes dos pingos de sopa, suplicou que se não discutisse, à hora asseada do jantar, essa literatura ‘latrinária’” (QUEIRÓS, Eça. Os Maias. Rio de Janeiro: Zahar, 2014).
No trecho “Quando comecei a escrever sobre língua, cheguei a dizer que era inócuo lutar contra o termo ‘homossexualismo’ por remeter à doença. Eu estava errado. O ativismo nos convenceu de que ‘homossexualidade’ é o certo.” (l. 29-31), há menção ao emprego do sufixo para indicar terminologia científica. A alternativa em que todas as palavras apresentam o sufixo – “ismo” com essa mesma finalidade é:
romantismo – surrealismo – modernismo
budismo – positivismo – protestantismo
modismo – neologismo – brasileirismo
alcoolismo – raquitismo – botulismo
O gênero textual em que se enquadra o texto pertence ao domínio discursivo
literário.
cotidiano.
acadêmico.
jornalístico.