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Em seus poemas, Manoel de Barros e Carlos Drummond de Andrade põem em tensão os mundos infantil e adulto, chamando a atenção para a importância da imaginação e da ludicidade da criança. Assinale a alternativa em que esses dois aspectos da infância aparecem nos versos do Texto II e do Texto III, respectivamente.
“Eu teria sete anos.”/ “Incessantemente falam de negócio.”
“E me mandou estudar em livros.”/ “forram as paredes, turvam o céu claro,”
“Achei que os eruditos nas suas altas abstrações se esqueciam das coisas simples da terra.”/ “De escrituras demandas hipotecas”
“mas o rabo do vento escorregava muito e eu não consegui pegar.”/“perturbando meu brinquedo de pedrinhas que vale muito mais.”
Dom Casmurro é um romance em que
a voz do narrador se diferencia da voz das demais personagens como recurso para asseverar a veracidade dos fatos narrados.
o relato factual predomina sobre as impressões pessoais, em virtude do viés historiográfico da narrativa.
a memória e a imaginação se confundem à medida que o narrador busca dar sentido à sua história.
as personagens femininas são tão voluntariosas que seu ponto de vista se sobrepõe ao do próprio narrador.
a trama se desenvolve predominantemente no tempo presente da narração, e raramente o passado é evocado.
Considere as afirmações e marque V para verdadeiro e F para falso.
( ) A produção artística do Barroco tinha como traço fundamental o culto do contraste e da contradição, que se expressa, na literatura, pela frequência das antíteses e paradoxos.
( ) O Arcadismo é uma reação ao exageros verbais da arte barroca, opondo ao rebuscamento, à ornamentação exagerada, às sutilezas do barroquismo, é uma volta à simplicidade e à clareza, orientadas no sentido da razão, da verdade e da natureza.
( ) O subjetivismo, o individualismo e o egocentrismo, que são a essência da atitude romântica, decorrem da noção da liberdade do indivíduo; dai o fato de que em nenhum outro movimento artístico, houve tal radical imposição do eu do artista, a toda realidade circundante. A criação fundamenta-se no sentimento, na emoção, na imaginação individuais e todos os valores são relativos.
( ) O Simbolismo é a geração do materialismo, o desenvolvimento científico da época marcou a intelectualidade, que, das cátedras universitárias aos bares boêmios, adere ao Cientificismo, ao Materialismo, opondo-se à metafísica, à religião e a tudo que escapasse ao limites da matéria.
V – V – V – V.
F – V – V – V.
V – V – F – F.
V – V – V – F.
O texto classifica-se como poema em prosa, dada a predominância de um olhar lírico sobre o tema tratado e da linguagem figurada.
Certo
Errado
Considerando os pseudônimos dos membros da Padaria Espiritual, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) Antônio Sales = o Félix Guanabarino
( ) Marcos Serrano = o Rodolfo Teófilo
( ) Manoel Sabino Batista = o Satyro Alegrete
( ) Adolfo Ferreira Caminha = o Moacyr Jurema
A sequência correta, de cima para baixo, é:
TEXTO II
...
A TRISTE PARTIDA
..
Patativa do Assaré
Meu Deus, meu Deus. . .
..
Setembro passou
Outubro e Novembro
Já tamo em Dezembro
Meu Deus, que é de nós,
Meu Deus, meu Deus
Assim fala o pobre
Do seco Nordeste
Com medo da peste
Da fome feroz
Ai, ai, ai, ai
..
A treze do mês
Ele fez experiência
Perdeu sua crença
Nas pedras de sal,
Meu Deus, meu Deus
Mas noutra esperança
Com gosto se agarra
Pensando na barra
Do alegre Natal
Ai, ai, ai, ai
..
Sem chuva na terra
Descamba Janeiro,
Depois fevereiro
E o mesmo verão
Meu Deus, meu Deus
Entonce o nortista
Pensando consigo
Diz: "isso é castigo
não chove mais não"
Ai, ai, ai, ai
..
Apela pra Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Senhor São José
Meu Deus, meu Deus
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé
Ai, ai, ai, ai
..
Agora pensando
Ele segue outra tria
Chamando a famia
Começa a dizer
Meu Deus, meu Deus
Eu vendo meu burro
Meu jegue e o cavalo
Nós vamos a São Paulo
Viver ou morrer
Ai, ai, ai, ai
..
Nós vamos a São Paulo
Que a coisa tá feia
Por terras alheia
Nós vamos vagar
Meu Deus, meu Deus
Se o nosso destino
Não for tão mesquinho
Cá e pro mesmo cantinho
Nós torna a voltar
Ai, ai, ai, ai
..
E vende seu burro
Jumento e o cavalo
Inté mesmo o galo
Venderam também
Meu Deus, meu Deus
Pois logo aparece
Feliz fazendeiro
Por pouco dinheiro
Lhe compra o que tem
Ai, ai, ai, ai
..
Em um caminhão
Ele joga a famia
Chegou o triste dia
Já vai viajar
Meu Deus, meu Deus
A seca terrível
Que tudo devora
Lhe bota pra fora
Da terra natá
Ai, ai, ai, ai
..
O carro já corre
No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
Meu Deus, meu Deus
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar
Ai, ai, ai, ai
..
No dia seguinte
Já tudo enfadado
E o carro embalado
Veloz a correr
Meu Deus, meu Deus
Tão triste, coitado
Falando saudoso
Seu filho choroso
Exclama a dizer
Ai, ai, ai, ai
..
De pena e saudade
Papai sei que morro
Meu pobre cachorro
Quem dá de comer?
Meu Deus, meu Deus
Já outro pergunta
Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato
Mimi vai morrer
Ai, ai, ai, ai
..
E a linda pequena
Tremendo de medo
"Mamãe, meus brinquedo
Meu pé de fulô?"
Meu Deus, meu Deus
Meu pé de roseira
Coitado, ele seca
E minha boneca
Também lá ficou
Ai, ai, ai, ai
..
E assim vão deixando
Com choro e gemido
Do berço querido
Céu lindo azul
Meu Deus, meu Deus
O pai, pesaroso
Nos filho pensando
E o carro rodando
Na estrada do Sul
Ai, ai, ai, ai
..
Chegaram em São Paulo
Sem cobre quebrado
E o pobre acanhado
Procura um patrão
Meu Deus, meu Deus
Só vê cara estranha
De estranha gente
Tudo é diferente
Do caro torrão
Ai, ai, ai, ai
..
Trabaia dois ano,
Três ano e mais ano
E sempre nos prano
De um dia vortar
Meu Deus, meu Deus
Mas nunca ele pode
Só vive devendo
E assim vai sofrendo
É sofrer sem parar
Ai, ai, ai, ai
..
Se arguma notícia
Das banda do norte
Tem ele por sorte
O gosto de ouvir
Meu Deus, meu Deus
Lhe bate no peito
Saudade lhe molho
E as água nos óio
Começa a cair
Ai, ai, ai, ai
..
Do mundo afastado
Ali vive preso
Sofrendo desprezo
Devendo ao patrão
Meu Deus, meu Deus
O tempo rolando
Vai dia e vem dia
E aquela famia
Não vorta mais não
Ai, ai, ai, ai
..
Distante da terra
Tão seca mas boa
Exposto à garoa
À lama e o paú
Meu Deus, meu Deus
Faz pena o nortista
Tão forte, tão bravo
Viver como escravo
No Norte e no Sul
Ai, ai, ai, ai
Identifique a alternativa em que existe oração assindética com classificação da oração coordenada correspondente a “Nós vamos a São Paulo/ Que a coisa tá feia”( Estrofe 07)
Meu Deus, Meu Deus/ Mas nada de chuva (Estrofe 05)
No dia seguinte/ Já tudo enfadado/ E o carro embalado (Estrofe 11)
Diz: “isso é castigo/ não chove mais não” (Estrofe 04)
Meu Deus, Meu Deus/ Mas nunca ele pode (Estrofe 16)
Saudades lhe molho/ E as águas nos óio/ Começa a cair (Estrofe 17)
Deduz-se do texto que a personagem Carolina tinha vergonha do namorado porque ele era arrogante e gostava de se exibir com a forma correta de falar o português.
Certo
Errado

A abordagem literária de cunho prevalentemente cultural mencionada no texto inclui
Em relação ao tratamento dado ao tema da educação, é correto afirmar que o eu lírico
reprova a indolência das pessoas que não quiseram se dedicar aos estudos.
aponta a desigualdade social como um efeito da falta de acesso à educação.
defende que, para sobreviver, todos devem evitar compartilhar o conhecimento.
mostra-se intolerante em relação a qualquer forma de aquisição de conhecimento.
Concebendo a Literatura como uma forma de apreensão do real, podemos dizer que esta capacidade de apreender o real chama-se literariedade. Assim, a literatura tem esta propriedade devido a dois fatores: a linguagem, enquanto aquilo que nos capacita dizer o que dizemos; e a ideia ou ideologia, entendida como a apreensão do real que há naquilo que dizemos.
Assinale a opção que faz digressão ao conceito de Literatura e aos fatores da literariedade.
Considerando o Parnasianismo da segunda metade do século XIX e o Simbolismo do fim do século XIX e início do século XX no Brasil, atente para os itens listados a seguir e escreva, nos parênteses, 1 para as características do Parnasianismo e 2 para as características do Simbolismo.
( ) Volta ao Romantismo.
( ) Volta à cultura clássica.
( ) Exterioridade: culto à natureza.
( ) Interioridade: culto do sonho, da fantasia, da imaginação.
( ) Poema endereçado à emoção.
A sequência correta, de cima para baixo, é: