Questões de Concurso sobre Literatura

 
 
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Em seus poemas, Manoel de Barros e Carlos Drummond de Andrade põem em tensão os mundos infantil e adulto, chamando a atenção para a importância da imaginação e da ludicidade da criança. Assinale a alternativa em que esses dois aspectos da infância aparecem nos versos do Texto II e do Texto III, respectivamente.


A

“Eu teria sete anos.”/ “Incessantemente falam de negócio.”


B

“E me mandou estudar em livros.”/ “forram as paredes, turvam o céu claro,”


C

“Achei que os eruditos nas suas altas abstrações se esqueciam das coisas simples da terra.”/ “De escrituras demandas hipotecas”


D

“mas o rabo do vento escorregava muito e eu não consegui pegar.”/“perturbando meu brinquedo de pedrinhas que vale muito mais.”

A poesia parnasiana brasileira distingue‐se da romântica pela exacerbação do sentimentalismo, pela preferência dada aos temas políticos e pela atenção dedicada à plasticidade da linguagem poética.

C
Certo

E
Errado
A predominância da cor local nas obras românticas expressava o esforço dos escritores nacionais para criar uma literatura original, capaz de definir o caráter brasileiro sem a necessidade de recorrer ao pitoresco e de incluir, no mundo da obra, figuras socialmente marginalizadas no Brasil do século XIX, como as do indígena e do negro.

C
Certo

E
Errado

Dom Casmurro é um romance em que


A

a voz do narrador se diferencia da voz das demais personagens como recurso para asseverar a veracidade dos fatos narrados.


B

o relato factual predomina sobre as impressões pessoais, em virtude do viés historiográfico da narrativa.


C

a memória e a imaginação se confundem à medida que o narrador busca dar sentido à sua história.


D

as personagens femininas são tão voluntariosas que seu ponto de vista se sobrepõe ao do próprio narrador.


E

a trama se desenvolve predominantemente no tempo presente da narração, e raramente o passado é evocado.

Considere as afirmações e marque V para verdadeiro e F para falso.

( ) A produção artística do Barroco tinha como traço fundamental o culto do contraste e da contradição, que se expressa, na literatura, pela frequência das antíteses e paradoxos.

( ) O Arcadismo é uma reação ao exageros verbais da arte barroca, opondo ao rebuscamento, à ornamentação exagerada, às sutilezas do barroquismo, é uma volta à simplicidade e à clareza, orientadas no sentido da razão, da verdade e da natureza.

( ) O subjetivismo, o individualismo e o egocentrismo, que são a essência da atitude romântica, decorrem da noção da liberdade do indivíduo; dai o fato de que em nenhum outro movimento artístico, houve tal radical imposição do eu do artista, a toda realidade circundante. A criação fundamenta-se no sentimento, na emoção, na imaginação individuais e todos os valores são relativos.

( ) O Simbolismo é a geração do materialismo, o desenvolvimento científico da época marcou a intelectualidade, que, das cátedras universitárias aos bares boêmios, adere ao Cientificismo, ao Materialismo, opondo-se à metafísica, à religião e a tudo que escapasse ao limites da matéria.


A

V – V – V – V.


B

F – V – V – V.


C

V – V – F – F.


D

V – V – V – F.

Considerando os pseudônimos dos membros da Padaria Espiritual, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

( ) Antônio Sales = o Félix Guanabarino

( ) Marcos Serrano = o Rodolfo Teófilo

( ) Manoel Sabino Batista = o Satyro Alegrete

( ) Adolfo Ferreira Caminha = o Moacyr Jurema

A sequência correta, de cima para baixo, é:


A
V, F, V, F.

B
V, F, V, F.

C
F, V, V, F.

D
F, V, F, V.
Em turmas do nono ano, a indicação de textos clássicos da literatura brasileira é muito importante, todavia isso implica um grande embaraço: a dificuldade de sua compreensão por causa da existência de termos e expressões estranhas aos alunos. Esse tipo de texto enseja a ampliação do vocabulário dos alunos e os expõe a outra realidade textual, proporcionando-lhes a oportunidade de:

A
usar dicionários e gramáticas com vistas ao estudo das estruturas morfossemânticas.

B
desenvolver habilidades de uso dos dicionários e de reconhecimento de novos termos.

C
antever os diferentes sentidos de uma palavra ou expressão, independente do contexto.

D
avaliar sua própria capacidade de descobrir diferentes características dos gêneros literários.

TEXTO II

...

A TRISTE PARTIDA

..

Patativa do Assaré

Meu Deus, meu Deus. . .

..


Setembro passou

Outubro e Novembro

Já tamo em Dezembro

Meu Deus, que é de nós,

Meu Deus, meu Deus

Assim fala o pobre

Do seco Nordeste

Com medo da peste

Da fome feroz

Ai, ai, ai, ai

..

A treze do mês

Ele fez experiência

Perdeu sua crença

Nas pedras de sal,

Meu Deus, meu Deus

Mas noutra esperança

Com gosto se agarra

Pensando na barra

Do alegre Natal

Ai, ai, ai, ai

..

Sem chuva na terra

Descamba Janeiro,

Depois fevereiro

E o mesmo verão

Meu Deus, meu Deus

Entonce o nortista

Pensando consigo

Diz: "isso é castigo

não chove mais não"

Ai, ai, ai, ai

..

Apela pra Março

Que é o mês preferido

Do santo querido

Senhor São José

Meu Deus, meu Deus

Mas nada de chuva

Tá tudo sem jeito

Lhe foge do peito

O resto da fé

Ai, ai, ai, ai

..

Agora pensando

Ele segue outra tria

Chamando a famia

Começa a dizer

Meu Deus, meu Deus

Eu vendo meu burro

Meu jegue e o cavalo

Nós vamos a São Paulo

Viver ou morrer

Ai, ai, ai, ai

..

Nós vamos a São Paulo

Que a coisa tá feia

Por terras alheia

Nós vamos vagar

Meu Deus, meu Deus

Se o nosso destino

Não for tão mesquinho

Cá e pro mesmo cantinho

Nós torna a voltar

Ai, ai, ai, ai

..

E vende seu burro

Jumento e o cavalo

Inté mesmo o galo

Venderam também

Meu Deus, meu Deus

Pois logo aparece

Feliz fazendeiro

Por pouco dinheiro

Lhe compra o que tem

Ai, ai, ai, ai

..

Em um caminhão

Ele joga a famia

Chegou o triste dia

Já vai viajar

Meu Deus, meu Deus

A seca terrível

Que tudo devora

Lhe bota pra fora

Da terra natá

Ai, ai, ai, ai

..

O carro já corre

No topo da serra

Oiando pra terra

Seu berço, seu lar

Meu Deus, meu Deus

Aquele nortista

Partido de pena

De longe acena

Adeus meu lugar

Ai, ai, ai, ai

..

No dia seguinte

Já tudo enfadado

E o carro embalado

Veloz a correr

Meu Deus, meu Deus

Tão triste, coitado

Falando saudoso

Seu filho choroso

Exclama a dizer

Ai, ai, ai, ai

..

De pena e saudade

Papai sei que morro

Meu pobre cachorro

Quem dá de comer?

Meu Deus, meu Deus

Já outro pergunta

Mãezinha, e meu gato?

Com fome, sem trato

Mimi vai morrer

Ai, ai, ai, ai

..

E a linda pequena

Tremendo de medo

"Mamãe, meus brinquedo

Meu pé de fulô?"

Meu Deus, meu Deus

Meu pé de roseira

Coitado, ele seca

E minha boneca

Também lá ficou

Ai, ai, ai, ai

..

E assim vão deixando

Com choro e gemido

Do berço querido

Céu lindo azul

Meu Deus, meu Deus

O pai, pesaroso

Nos filho pensando

E o carro rodando

Na estrada do Sul

Ai, ai, ai, ai

..


Chegaram em São Paulo

Sem cobre quebrado

E o pobre acanhado

Procura um patrão

Meu Deus, meu Deus

Só vê cara estranha

De estranha gente

Tudo é diferente

Do caro torrão

Ai, ai, ai, ai

..

Trabaia dois ano,

Três ano e mais ano

E sempre nos prano

De um dia vortar

Meu Deus, meu Deus

Mas nunca ele pode

Só vive devendo

E assim vai sofrendo

É sofrer sem parar

Ai, ai, ai, ai

..

Se arguma notícia

Das banda do norte

Tem ele por sorte

O gosto de ouvir

Meu Deus, meu Deus

Lhe bate no peito

Saudade lhe molho

E as água nos óio

Começa a cair

Ai, ai, ai, ai

..

Do mundo afastado

Ali vive preso

Sofrendo desprezo

Devendo ao patrão

Meu Deus, meu Deus

O tempo rolando

Vai dia e vem dia

E aquela famia

Não vorta mais não

Ai, ai, ai, ai

..

Distante da terra

Tão seca mas boa

Exposto à garoa

À lama e o paú

Meu Deus, meu Deus

Faz pena o nortista

Tão forte, tão bravo

Viver como escravo

No Norte e no Sul

Ai, ai, ai, ai



Identifique a alternativa em que existe oração assindética com classificação da oração coordenada correspondente a “Nós vamos a São Paulo/ Que a coisa tá feia”( Estrofe 07)


A

Meu Deus, Meu Deus/ Mas nada de chuva (Estrofe 05)


B

No dia seguinte/ Já tudo enfadado/ E o carro embalado (Estrofe 11)


C

Diz: “isso é castigo/ não chove mais não” (Estrofe 04)


D

Meu Deus, Meu Deus/ Mas nunca ele pode (Estrofe 16)


E

Saudades lhe molho/ E as águas nos óio/ Começa a cair (Estrofe 17)

Deduz-se do texto que a personagem Carolina tinha vergonha do namorado porque ele era arrogante e gostava de se exibir com a forma correta de falar o português.


C

Certo


E

Errado

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A abordagem literária de cunho prevalentemente cultural mencionada no texto inclui


A
a estilística.

B
o formalismo russo.

C
o new criticism.

D
o estruturalismo.

E
a crítica marxista.
A passagem em que, no poema, Cecília recorre ao mesmo tipo de paradoxo por ela explorado em: “mas meu nome, de barca e estrela, / foi “SERENA DESESPERADA” é a seguinte:

A
veres que ainda tenho uns ares / de aluna do paraíso.

B
Leva sempre a minha imagem / a submissa rebeldia.

C
– e, de salas interiores, / por altíssimas janelas.

D
descobrem coisas mais belas, / rindo-se dos professores.

E
mas na escola não existe / mais do que pena e tinteiro.
Assinale a opção em que há correspondência do estilo literário com seus representantes cearenses.

A
Realismo: Adolfo Caminha, Ribeiro Couto

B
Modernismo: Raquel de Queiroz, Domingos Olímpio

C
Pós-Modernismo: Antônio Sales, Maria Thereza Leite

D
Romantismo: José de Alencar, Juvenal Galeno

Em relação ao tratamento dado ao tema da educação, é correto afirmar que o eu lírico


A

reprova a indolência das pessoas que não quiseram se dedicar aos estudos.


B

aponta a desigualdade social como um efeito da falta de acesso à educação.


C

defende que, para sobreviver, todos devem evitar compartilhar o conhecimento.


D

mostra-se intolerante em relação a qualquer forma de aquisição de conhecimento.

Concebendo a Literatura como uma forma de apreensão do real, podemos dizer que esta capacidade de apreender o real chama-se literariedade. Assim, a literatura tem esta propriedade devido a dois fatores: a linguagem, enquanto aquilo que nos capacita dizer o que dizemos; e a ideia ou ideologia, entendida como a apreensão do real que há naquilo que dizemos.

Assinale a opção que faz digressão ao conceito de Literatura e aos fatores da literariedade.


A
O termo literariedade nasceu com os críticos conhecidos como formalistas. O destino desse termo se dirigiu à Linguística, ciência da linguagem humana, não como crítica da escrita, mas como crítica literária.

B
A Literatura fala do mundo através de uma imagem do mundo. Segundo Sartre (1973), só apreendemos o real se sairmos do real, pela imaginação.

C
Sendo a Literatura uma forma de apreensão do real, é ideológica, pois a sua mimese passa por um código ideológico. Os dois fundamentos – linguagem e ideologia – caracterizam a escrita do texto de arte literária.

D
Pode-se assegurar que linguagem e ideologia são duas faces da mesma moeda, pois se a linguagem é aquilo que nos capacita dizer o que dizemos, seu dizer não se dá sobre um vazio semântico, o que ele diz é ideológico, e sua capacidade de dizer manifesta a linguagem.

Considerando o Parnasianismo da segunda metade do século XIX e o Simbolismo do fim do século XIX e início do século XX no Brasil, atente para os itens listados a seguir e escreva, nos parênteses, 1 para as características do Parnasianismo e 2 para as características do Simbolismo.

( ) Volta ao Romantismo.

( ) Volta à cultura clássica.

( ) Exterioridade: culto à natureza.

( ) Interioridade: culto do sonho, da fantasia, da imaginação.

( ) Poema endereçado à emoção.

A sequência correta, de cima para baixo, é:


A
2, 1, 1, 2, 2.

B
1, 2, 2, 1, 1.

C
2, 1, 2, 1, 2.

D
1, 2, 1, 2, 1.
O verso em que se observa, no esquema rítmico do poema, um ditongo crescente intervocabular é:

A
para, quando me encontrares.

B
de aluna do paraíso.

C
dos que estudam todo o dia.

D
mas na escola não existe.

E
mais do que pena e tinteiro.
O poema estabelece explícita intertextualidade com a obra I-Juca Pirama, de Gonçalves Dias, poeta do Romantismo brasileiro.

C
Certo

E
Errado
Assinale a opção em que todas as informações sobre os romancistas da segunda fase do Modernismo brasileiro são corretas.

A
José Américo de Almeida escreveu “Vidas Secas”, que marca o início do cognominado romance nordestino.

B
José Lins do Rego: sua obra é dividida em três ciclos distintos: ciclo da cana-de-acúcar (do qual fazem parte: “Menino de Engenho” e “Fogo Morto”); ciclo do cacau (“Pedra Bonita” e “Cangaceiros”); e ciclo da ficção intimista cuja ambientação foge ao Nordeste (“Água-Mãe” e “Eurídice”).

C
Érico Veríssimo: sua obra é dividida em: Romances urbanos – destacam-se “Clarissa”, “Caminhos Cruzados” e “Olhai os Lírios do Campo”; Romances épicos: formam a trilogia conhecida pelo nome geral de “O Tempo e o Vento”; Romances autobiográficos: “Infância” e “Memórias do Cárcere”; Romances políticos: entre os quais se destacam “O Senhor Embaixador” e “Incidente em Antares”.

D
Raquel de Queiroz escreveu os romances “O Quinze”, “João Miguel” e “Caminho de Pedras”.
A obra da qual esse fragmento de texto foi extraído pertence à segunda fase da produção machadiana e inaugura a estética realista no Brasil.

C
Certo

E
Errado
   
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