Questões de Concurso sobre Temas sobre pessoas com deficiências

 
 
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Segundo Boldo e Schlemper (2018, p. 81), “[...] a expressão ‘literatura surda’ é utilizada dentro das comunidades surdas para designar as narrativas que apresentam a Língua de Sinais e a questão da identidade e cultura surda no seu bojo”. Mourão (2011) estabelece os tipos de produções em literatura surda. Com base na classificação de Mourão, a obra Cinderela Surda (HESSEL; ROSA; KARNOPP, 2003) é considerada:


A

slam


B

criação


C

tradução


D

adaptação

De acordo com o documento publicado pelo Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos do Ministério da Educação, em 2004, “a fonologia é organizada em um número restringido de sons que podem ser combinados em sucessões para formar uma unidade maior, ou seja, a palavra. Nas línguas de sinais, as configurações de mãos, juntamente com as localizações em que os sinais são produzidos, os movimentos e as direções, são as unidades menores que formam as palavras”.


Dadas as informações precedentes, é correto afirmar que a modalidade de comunicação da LIBRAS e a da língua portuguesa são, respectivamente,


A

visual-auditiva e espacial-auditiva.


B

visual-espacial e oral-auditiva.


C

oral-auditiva e visual-espacial.


D

oral-visual e espacial-auditiva.


E

visual-auditiva e oral-espacial.

O gráfico a seguir mostra o percentual de professores que fizeram algum curso na área de Educação Especial da Unidade Escolar.


Imagem associada para resolução da questão


O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir o ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras em cursos de formação de


A

Educação Especial, especificamente no nível médio, não podendo substituir a Libras pela modalidade escrita da Língua Portuguesa.


B

Magistério nos níveis médio e superior, podendo substituir a Libras pela modalidade escrita da Língua Portuguesa.


C

Fonoaudiologia e de Magistério, especificamente no nível superior.


D

Educação Especial e de Magistério, especificamente no nível superior.


E

Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério em seus níveis médio e superior.

Na obra As imagens do outro sobre a cultura surda (2009), a pesquisadora surda Karin Strobel afirma que muitas pessoas se espantam ao descobrir que o surdo tem uma cultura diferente da cultura do ouvinte, mesmo residindo no mesmo país. A cultura surda é definida pela autora como


A

aquela compartilhada entre pessoas que se comunicam por meio do português oral.


B

os costumes compartilhados com os familiares ouvintes.


C

aquela compartilhada com as pessoas indígenas.


D

a mesma da cultura ouvinte.


E

o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e modificá-lo, a fim de torná-lo acessível e habitável.

A vida dos surdos, de um modo geral, é cheia de tentativas frustradas em termos educacionais. A maior parte dos fracassos se deve à supervalorização em torno da fala oral e do não reconhecimento da língua de sinais.

-

Neste viés, a comunidade surda fala que se trata de uma tendência:


A

visual.


B

gestual.


C

bilíngue.


D

vitimista.


E

ouvintista.

Em sua obra, Strobel (2008) apresenta resultados de sua pesquisa e traz considerações a respeito do povo surdo, da comunidade surda e da cultura surda. A autora cita alguns artefatos culturais do povo surdo.


São exemplos de artefatos culturais pesquisados e apontados por Strobel (2008):


1. Experiência Visual

2. Literatura Surda

3. Artes Visuais

4. Política

5. Desenvolvimento Linguístico


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


C

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


D

São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 5.


E

São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.

Para ilustrar situações cotidianas de inclusão de alunos com deficiência, leia o relato do caso e analise o contexto de metodologias, práticas docentes e mecanismos institucionais de apoio à inclusão.

-

João é aluno do curso Médio Integrado ao Técnico em Administração e está no 2º ano. .Estuda no turno tarde numa sala, ampla, climatizada e bem iluminada. João é cego e, para se locomover com autonomia pelos espaços, faz uso de bengala, do piso tátil e da sinalização em braile, nas portas, paredes e corredores. Na sala de aula, senta-se nas carteiras da frente, sempre do lado esquerdo junto com o seu monitor (estagiário que o auxilia na leitura, escrita, comunicação e outras demandas). Para acompanhar as aulas, João costuma usar o gravador de voz do celular e, enquanto escuta as explicações dos professores, grava o que ele chama de “tópicos centrais”, para lembrar e estudar o conteúdo em casa. Os professores disponibilizam os materiais de leitura, em formato acessível, para que ele possa estudar no computador ou no celular, usando softwares ou aplicativos de leitura e descrição de imagens. Os professores costumam descrever imagens, ou qualquer situação visual que estejam relacionadas ao ensino. Para a realização das atividades, João solicita que o monitor leia as questões (quando precisa) e escreva suas respostas. As vezes, os professores providenciam as atividades impressas em braile e João responde oralmente. Também acontece de cada professor desenvolver suas estratégias específicas (conforme as características de cada disciplina) para facilitar a acessibilidade e, ao mesmo tempo, não negligenciar os objetivos de aprendizagem. São feitos alguns ajustes, nos momentos de atividades avaliativas e provas, como por exemplo, ampliação do tempo e adaptação de recurso didáticos.

-

Diante do caso acima descrito e com base nos princípios de uma escola inclusiva que contemple as especificidades dos alunos com deficiência, analise as afirmativas abaixo:

-

I – A bengala e o piso tátil são recursos de tecnologia assistiva para auxílio na locomoção.

II – Ao disponibilizar materiais acessíveis, é desaconselhado pessoal de apoio como um monitor.

III – A ampliação do tempo para realização de provas se configura como um privilégio, já que o mesmo benefício não é dado aos demais alunos.

IV - Os ajustes realizados pelos professores sinalizam que os mesmos estão atentos às especificidades do aluno.

V- A opção de sentar nas carteiras da frente, não diz respeito necessariamente ao enxergar, mas a proximidade aos professores e também a diminuição do barulhos concorrentes à voz do professor que podem interferir na aprendizagem.

-

Estão CORRETOS os itens:


A

I, II e III, apenas.


B

!, IV e V, apenas.


C

II, III e IV, apenas.


D

Apenas II, IV e V.


E

Apenas III, IV e V.

Segundo Sacristan (2000, p.17), leia o seguinte fragmento de texto:

-

Os currículos são a expressão do equilíbrio de interesses e forças que gravitam sobre o sistema educativo, num dado momento, enquanto que, através deles, se realizam os fins da educação no ensino escolarizado. Por isso, querer reduzir os problemas relevantes do ensino à problemática técnica de instrumentar o currículo supõe uma redução que desconsidera os conflitos de interesses que estão presentes no mesmo. O currículo, em seu conteúdo e nas formas através das quais se nos apresenta e se apresenta aos professores e aos alunos, é uma opção historicamente configurada, que se sedimentou dentro de uma determinada trama cultural, política, social e escolar; está carregado, portanto, de valores e pressupostos que é preciso decifrar. Tarefa a cumprir tanto a partir de um nível de análise político-social quanto a partir do ponto de vista de sua instrumentação "mais técnica", descobrindo os mecanismos que operam em seu desenvolvimento dentro dos campos escolares. SACRISTÁN, J. Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Trad. Ernani F. da F. da Rosa. - 3.ed. - Porto Alegre: Artmed, 2000.

-

I - As reformas curriculares nos sistemas educativos desenvolvidos obedecem pretensamente à lógica de que, através delas, se realiza uma melhor adequação entre os currículos e as finalidades da instituição escolar, ou a de que com elas se pode dar uma resposta mais adequada à melhora das oportunidades dos alunos e dos grupos sociais.

II - Os currículos, sobretudo nos níveis da educação obrigatória, pretendem refletir o esquema socializador, formativo e cultural que a instituição escolar tem.

III - A escola educa e socializa por mediação da estrutura de atividades que organiza para desenvolver os currículos que têm encomendados - função que cumpre através dos conteúdos e das formas destes e também pelas práticas que se realizam dentro dela.

IV - Retomar e ressaltar a relevância do currículo nos estudos pedagógicos, na discussão sobre a educação e no debate sobre a qualidade do ensino é, pois, recuperar a consciência do valor cultural da escola como instituição facilitadora de cultura, que reclama inexoravelmente, o descobrir dos mecanismos, através dos quais cumpre tal função, e analisar o conteúdo e sentido da mesma.

-

Analisando os itens acima, marque a alternativa CORRETA:


A

Somente os itens I e II são verdadeiros;


B

Somente os itens II e III são Falsos;


C

Somente os itens I, II e III são verdadeiros;


D

Somente os itens II, III e IV são falsos;


E

Os itens I, II, III e IV são verdadeiros.

No que concerne à Literatura Surda, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Literatura Surda é a produção de textos literários em sinais que traduzem a experiência visual.


B

A Literatura Surda consiste em adaptações (sinalizadas ou escritas) produzidas por surdos com o intuito de apresentar a cultura do povo surdo. Não pode ser classificada como surda, mas sim como Literatura e artes em geral.


C

Literatura Surda é um artefato cultural.


D

O termo “literatura surda” é também usado para as produções literárias que têm a língua de sinais, a identidade e a cultura surda presentes nos textos e/ou nas imagens e nas mais recentes produções em vídeos.


E

Dentre as manifestações culturais dos surdos, a Literatura Surda permite criação e adaptações artísticas dos surdos, podendo ser escrita ou em vídeo.

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento da percepção tátil dos estudantes com deficiência visual o professor adaptador em relevo produz diversos recursos pedagógicos, tais como:


A

pisos táteis e bengalas.


B

audiobooks e regletes.


C

livros falados e guias multissensoriais.


D

sorobãs e outros suportes matemáticos.


E

jogos pedagógicos em relevo e livros de texturas.

Nessa fase, a criança inicia formulação de frases para expressar seus desejos, inicia o uso de pronomes, embora de forma inconsistente. Percebe-se que o padrão de aquisição das crianças surdas é semelhante ao das crianças ouvintes. Essas afirmações estão ligadas a qual processo de aquisição da linguagem?


A

Estágio do balbucio.


B

Estágio de um sinal.


C

Estágio das primeiras combinações.


D

Estágio pré-linguístico.


E

Estágio silábico.

A comunidade surda conseguiu conquistar seus direitos ao longo das décadas. No entanto, o que se constata ainda é a falta da aplicação dessas políticas, principalmente nas escolas, em todos os níveis de ensino, e nas esferas federal, estadual e municipal (Costa; Castanhar, 2003; Barroso, 2005; Freitas, 2007; Paro, 2016). O que deve acontecer para que haja autonomia no processo ensino-aprendizagem do aluno surdo e sua inserção na sociedade?


A

Aplicar políticas públicas educacionais existentes para surdos em todas as escolas, em todos os níveis de ensino.


B

Implementar uma parceria entre saúde e políticas públicas educacionais.


C

Ensinar as crianças surdas da mesma forma que as crianças ouvintes.


D

Criar uma lei que reconheça a Libras como língua oficial no país.

Sinais-chaves individuais podem ser acordados para representar várias situações, tais como: digitação em alfabeto manual de “hahaha” quando houver risada, ou dar dois toques no dorso da mão para indicar “tome a palavra” e um toque para “aguarde”.


Os sinais-chaves devem ser combinados


A

somente pela pessoa com surdocegueira, que os determina.


B

em conjunto pela pessoa com surdocegueira e o guia-intérprete.


C

somente pela guia-intérprete, que faz a combinação, pois é ele quem vai utilizar o sinal.


D

pela comunidade com surdocegueira para que tenham validade.


E

pelos guias-intérpretes, para generalizar com todas as pessoas com surdocegueira.

A condição da surdocegueira impõe, para as pessoas que a adquirem, desafios como


A

realizar uma comunicação eficiente e atividades de vida diária.


B

conseguir realizar as atividades de vida diária sozinhas.


C

realizar atividades e escolhas nas decisões.


D

realizar uma comunicação eficiente.


E

comunicar-se com outra pessoa e ter acesso às informações.

Segundo Watanabe et al (2020), na transmissão da mensagem, o guia-intérprete pode realizar um trabalho de transliteração ou interpretação. Na transliteração o guia-intérprete


A

ouve a mensagem em língua portuguesa e a transmite em língua de sinais brasileira.


B

ouve a mensagem em língua portuguesa e a transmite em fala ampliada ou com uso do sistema Loops.


C

recebe a mensagem escrita em língua portuguesa e a transmite em libras em campo reduzido.


D

recebe a mensagem em língua de sinais via vídeoconferência e a transmite em braille tátil.


E

recebe a mensagem em língua de sinais e a transmite em fala ampliada.

Considere o trecho abaixo sobre como iniciou a educação de pessoas com surdocegueira no Brasil.


Como professora formada para trabalhar com pessoas com deficiência visual, procurou aprimorar-se e realizou o curso de especialização em educação de surdos no Rio de Janeiro. Mas mesmo com duas especialidades a professora relata que ainda não sentia segurança para realizar seu ideal. Buscou a Escola Perkins para Cegos nos Estados Unidos da América e foi brindada com uma bolsa para o curso de especialização em educação de surdocegos.


Essa história refere-se à professora


A

Nice Tonhozi Saraiva.


B

Dorina Nowill.


C

Neusa Basseto.


D

Dalvanise de Farias Duarte.


E

Ana Maria de Barros Silva.

O primeiro curso no Brasil para formação de guia-intérprete foi realizado em


A

2010, na cidade de São Paulo.


B

2003, na cidade de São Paulo.


C

2001, na cidade do Rio de Janeiro.


D

2000, na cidade de Limeira.


E

1999, na cidade de São Caetano do Sul.

Os sistemas não alfabéticos consistem na transcrição das mensagens por meio de


A

escrita na palma da mão, mas mantendo a estrutura da língua oral.


B

língua de sinais, mas mantendo a estrutura da língua oral.


C

Tadoma, mas mantendo a estrutura da língua de sinais.


D

código morse, mas mantendo a estrutura da língua oral.


E

braille tátil, baseado na língua de sinais.

Sara é aluna surda do ensino superior, mas ainda não conta com o serviço de um tradutor intérprete de Libras em seu curso. Por esse motivo, tomou a iniciativa de contratar um amigo Intérprete da sua igreja para, com isso, ter o direito de acesso às informações e aos conteúdos das aulas.


A coordenação da Universidade, diante da dificuldade de conseguir profissionais credenciados, solicitou do profissional um certificado como tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, a fim de que a aluna pudesse ter um serviço de qualidade.


Sobre a formação do profissional tradutor e intérprete de LibrasLíngua Portuguesa, avalie as recomendações a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.


( ) Cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior e instituições credenciadas por Secretarias de Educação.

( ) Cursos de extensão universitária.

( ) Cursos de educação profissional reconhecidos pelo Sistema que os credenciou.


Os itens são, respectivamente,


A

V, V e V.


B

V, F e V.


C

V, V e F.


D

F, F e F.


E

F, F e V.

Necessidade de normalizar os surdos com base no ensino-aprendizagem da vocalização e da leitura orofacial. Nesta filosofia, originada em meados dos anos 1900, a utilização da língua de sinais ou de qualquer outra forma gestual era proibida, uma vez que se acreditava que esses meios de comunicação prejudicavam o desenvolvimento do surdo em sua produção vocal e em sua compreensão orofacial (CAPOVILLA, 1997).


A afirmativa apresentada corresponde à qual filosofia da educação de surdos?


A

Oralismo


B

Comunicação Oral


C

Comunicação Total


D

Bimodalismo


E

Bilinguismo

 
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