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O artigo O papel do intérprete de Libras no processo de ensino aprendizagem do (a) aluno (a) surdo (a), publicado na Revista Educação Pública do Estado do Rio de Janeiro, afirma que:
“Os alunos surdos precisam ser acompanhados com o auxílio do intérprete da Língua de Sinais, (…). Esse profissional precisa realizar a interpretação de uma língua falada para sinalizada e vice-versa. (…) No Brasil, o intérprete da Língua de Sinais deve dominar a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa”.

Avalie se as atribuições do tradutor e intérprete incluem:
I. efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos-cegos, surdos-cegos e ouvintes, por meio da Libras para a língua oral e vice-versa;
II. interpretar, em Língua Brasileira de Sinais – Língua Portuguesa, as atividades didático-pedagógicas e culturais desenvolvidas nas instituições de ensino nos níveis fundamental, médio e superior, de forma a viabilizar o acesso aos conteúdos curriculares;
III. atuar no apoio à acessibilidade aos serviços e às atividades, preferencialmente nas instituições de ensino.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
II e III, apenas
I e III, apenas
I, apenas
I e II, apenas

(Fonte: https://aefreixo.pt/comunica/maos-que-falam/. Acesso em 21/09/2022)
As afirmativas a seguir listam procedimentos comunicativos recomendados entre ouvintes e alunos com Deficiência Auditiva (DA), à exceção de uma. Assinale-a.
Pedir para repetir quando não entender.
Falar de frente, sem cobrir a boca ou virar-se.
Fingir que entendeu e usar mímica para se comunicar.
Partilhar com o aluno com DA o que está sendo dito ao redor.
Usar frases curtas e objetivas para avisos e atividades a serem feitas.
A Lei n° 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida, e dá outras providências. De acordo com o seu Artigo 18, para facilitar qualquer tipo de comunicação direta à pessoa portadora de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, o Poder Público
promoverá a contratação de profissionais intérpretes de escrita em braile, linguagem de sinais e de guias-intérpretes.
fornecerá cães-guias, bengalas e serviços de audiodescrição para os meios de comunicação em massa.
fornecerá os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens na veiculação das aulas de educação a distância (EAD) das universidades públicas.
implementará projetos arquitetônicos nos prédios públicos no modelo do desenho universal.
implementará a formação de profissionais intérpretes de escrita em braile, linguagem de sinais e de guias-intérpretes.
Sobre a língua portuguesa, a Lei no 10.436/2002 afirma que
é a segunda língua das pessoas surdas, por isso ela não precisa ser aprendida ou ensinada, uma vez que a Libras cumpre um papel pleno como sistema de comunicação cotidiana na vida dos surdos.
é a segunda língua das pessoas surdas, por isso ela precisa ser ensinada, na modalidade falada, para surdos em diferentes contextos de ensino-aprendizagem, especialmente em escolas.
a Libras não poderá substituí-la na sua modalidade escrita.
a Libras não poderá substituí-la na sua modalidade escrita, exceto em escolas bilíngues e contextos jurídicos.
é a língua oficial do Brasil ao lado da Libras, uma vez que a lei reconheceu que os surdos utilizam um sistema de comunicação e expressão diferente das pessoas ouvintes.
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir quanto aos tipos de produções disponíveis de materiais na literatura surda.
No contexto literário de ____________ se encaixam textos originais que surgem e são produzidos a partir de um movimento de histórias e de ideias que circulam na comunidade surda. Já a ____________ da literatura surda de ____________ se caracteriza pelo enredo convertido com o objetivo de valorizar a identidade e a cultura da comunidade surda, com os personagens surdos como protagonistas. E a literatura surda no molde de ____________ contribui para o conhecimento e divulgação do acervo literário de diferentes tempos e espaços, já que é disponibilizada para a língua utilizada pela comunidade surda. Assim, a ____________ provoca a capacidade representativa e o fortalecimento da comunidade surda.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
produção / criação / adaptação / literatura surda / tradução
adaptação / tradução / criação / produção / literatura surda
criação / produção / adaptação / tradução / literatura surda
literatura surda / produção / criação / tradução / adaptação
tradução / adaptação / produção / literatura surda / criação
Leia a definição abaixo:
“Proposta de ensino usada por escolas que se propõem a tornar acessível à criança duas línguas no contexto escolar. Os estudos têm apontado para essa proposta como sendo a mais adequada para o ensino de crianças surdas, tendo em vista que considera a língua de sinais como língua natural e parte desse pressuposto para o ensino da língua escrita. [...] A preocupação é respeitar a autonomia das línguas de sinais e estruturar um plano educacional que não afete a experiência psicossocial e linguística da criança surda” (QUADROS, 1997).
O excerto se refere à qual proposta educacional da Educação de Surdos?
Oralismo
Bilinguismo
Bimodalismo
Ensino Regular Inclusivo.
Atendimento Educacional Especializado.
Em uma situação de comunicação com uma pessoa com surdocegueira, o guia-intérprete deve buscar
a iluminação para si mesmo, de forma que a pessoa com surdocegueira possa vê-la facilmente.
melhores condições e comodidade para si mesmo para realizar o serviço de guia-interpretação.
uma posição de destaque para que todas as pessoas possam ver seus serviços.
explorar, durante a interpretação, todos os sistemas de comunicação com a pessoa com surdocegueira.
um espaço para descanso no espaço no qual estão sendo realizados os serviços.
O comportamento mais adequado que se deve ter para comunicar-se com uma pessoa com surdocegueira é
tocar a pessoa surdocega para poder avisar que está presente.
dirigir-se ao guia-intérprete para mediar a comunicação.
pegar no braço da pessoa com surdocegueira e avisar que quer conversar.
dirigir-se a ela, e falar em sua frente, com a luz refletindo no rosto da pessoa que vai falar, ou utilizar outros métodos de comunicação de uso das pessoas com surdocegueira ou mesmo o uso dos serviços do guia-intérprete.
falar unicamente com o guia-intérprete.
O sistema e comunicação Dactyls para a pessoa com surdocegueira adquirida visa a promover
o uso da Fala ampliada em conjunto com a Língua de Sinais tátil.
conhecimento do uso do alfabeto tátil na palma da mão.
o conhecimento do uso da Língua de Sinais na modalidade tátil.
o uso da Língua de sinais na modalidade visual tornando mais rápida a interpretação.
mais agilidade na comunicação por unir o uso do alfabeto tátil e a língua de sinais.
Kilsby (1996), quando trata das questões de mobilidade com pessoas com surdocegueira por Síndrome de Usher, aponta algumas dificuldades específicas da visão tubular ao atravessar ruas. Nesse sentido, a pessoa pode ter dificuldades em
ver contrastes; encontrar a linha zebrada; de modo que prefere sair em momentos de bastante claridade.
perceber se a rua estiver muito deserta, de modo que prefere estar em locais de bastante movimento, pois ajuda a localizar a rua conforme a passagem de outras pessoas.
julgar distâncias; ver pequenos veículos e bicicletas se aproximando até o último segundo; ver veículos rápidos, tais como veículos de emergência; julgar a profundidade do meio-fio e ilhas centrais.
poucas ocasiões, uma vez que a pessoa pode usar a visão central para se orientar.
localidades onde ainda não há adaptações com piso podotátil e semáforo sonoro.
Segundo Giacomini (2008), na Orientação e Mobilidade da pessoa com surdocegueira, algumas adaptações são permitidas. O posicionamento dos braços segundo a posição básica da técnica de guia vidente seria a pessoa segurando no cotovelo do guia, em posicionamento de 90 graus. Considere, assim, as seguintes adaptações:
I. De braços dados e segurando levemente o antebraço.
II. Unindo braços ou de mãos dadas.
III. Colocando a mão no ombro do guia, quando o surdocego for mais alto que o guia.
IV. O guia oferecendo seu braço à pessoa com surdocegueira como uma pré-bengala.
As corretas adaptações são:
III e IV, apenas.
I e III, apenas.
I, II, III e IV.
I, II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
Para a pessoa com surdocegueira, a necessidade de alterações específicas em relação ao meio ambiente e serviços depende
da disponibilidade de profissionais como guias-intérpretes e intrutores-mediadores.
da existência de políticas públicas implementadas no país.
do tempo que se estabeleceu a perda em relação ao desenvolvimento comunicativo e aquisição da linguagem.
do desejo da família da pessoa com surdocegueira.
da boa vontade das pessoas de seu convívio.
Conforme Maria Margarita Rodriguez (2009), o guia-intérprete, além de ser um facilitador linguístico e cultural entre usuários de diferentes línguas ou sistemas comunicativos, ajuda a conectar a pessoa com surdocegueira com seu entorno, atuando como seus olhos e seus ouvidos. Desta maneira, ele promove a integração e participação independente da pessoa com surdocegueira em seu entorno.
Dessa forma, a função do guia-intérprete é
servir como uma ponte entre a pessoa com surdocegueira e o meio ambiente e social, proporcionando toda a informação necessária para que ela possa tomar as suas decisões.
apoiar a pessoa com surdocegueira usando vários sistemas comunicativos para facilitar sua compreensão.
proporcionar um serviço de tradução entre as diferentes línguas usadas pelas pessoas com surdocegueira.
atuar como os olhos e ouvidos da pessoa com surdocegueira respondendo ao seu entorno de maneira apropriada a cada situação.
auxiliar a pessoa com surdocegueira a estabelecer contato.
Em relação à técnica de guia vidente, um dos objetivos, segundo Garcia (2003), é permitir a passagem da pessoa com deficiência visual de forma segura em locais estreitos quando não é possível ao guia e acompanhante se posicionarem lado a lado (portas, corredores, locais congestionados, entre peças de móveis, objetos e outros). As técnicas de guia vidente são as mesmas em relação à pessoa com surdocegueira.
Uma correta técnica utilizada pelo guia vidente é:
A pessoa com surdocegueira localizará o cotovelo do guia, segurará seu braço (logo acima do cotovelo) colocando o polegar do lado externo e os outros dedos na parte interna do braço de maneira firme e segura. A pessoa deverá permanecer meio passo atrás do guia, com o seu ombro na mesma posição que a dele, fornecendo maior proteção e segurança em termos de reação.
O guia posicionará seu braço estendido para trás, em diagonal e distante de seu corpo (20 cm). A pessoa com surdocegueira se colocará atrás de seu guia, estendendo seus braços e segurando com as duas mãos o braço do guia, colocando-se bem atrás dele.
A pessoa com surdocegueira deverá segurar o braço do guia com as duas mãos. Soltando uma das mãos, a pessoa deverá escorregá-la horizontalmente nas costas do guia até localizar o braço oposto. Após localizar o outro braço, a pessoa passará automaticamente para o lado oposto.
O guia irá informar o problema e ambos assumem nova posição, em que o guia deve se posicionar por trás da pessoa a ser guiada e direcioná-la segurando-a pelos ombros.
O guia vidente se aproximará perpendicularmente da borda e fará uma pausa, posicionando-se. A pessoa com surdocegueira deverá estar atenta quanto a sua posição ereta, mantendo o centro de gravidade localizado sobre os calcanhares.
Segundo Alvarez (2020), uma pessoa com surdocegueira pode ter disponibilidade de fazer coisas, de aprender, de superar desafios, mas estes objetivos podem ser tolhidos pelos familiares que, por medo ou superproteção e/ou desânimo de que nada pode ser feito pelo surdocego, deixam isolado em sua própria residência, não buscando atendimentos específicos para ele.
Quanto à promoção de uma mudança nas atitudes dos familiares, é correto afirmar:
Algumas pessoas que adquirem a surdocegueira apresentam dificuldades em aceitar esta nova condição de vida. Isso abalará sua autonomia e consequentemente afetará sua autoestima, levando-as ao isolamento.
Muitos centros de reabilitação e profissionalização ficam distantes das residências das pessoas, e o familiar acompanhante nem sempre está disponível, desencadeando no surdocego mais sentimento de frustração e dependência.
É de grande ajuda para essas famílias conhecerem familiares e outras pessoas com surdocegueira que seguem com sua vida de forma independente: tem vida social, trabalham e constituem suas próprias famílias.
O golpe psicológico da segunda perda sensorial geralmente é devastador, muitas vezes a pessoa com surdocegueira e a família passam por uma peregrinação por médicos e tratamentos em busca da cura.
Se o período de luto se estender por muito tempo, a frustração pode se instalar e a família abandonará a busca de outras ajudas.
Segundo Alvarez (2020), o guia-intérprete se torna uma pessoa de extrema importância para a pessoa com surdocegueira, pois sem o serviço deste profissional a pessoa com surdocegueira praticamente fica incapacitada de locomover-se em ambientes desconhecidos e de comunicar-se com outras pessoas. O surdocego passa muito tempo isolado, ou solitário. A comunicação necessita de um sistema específico e muitas vezes nem os familiares a dominam.
De acordo com o texto,
o isolamento causa solidão e carência afetiva, uma solução seria recorrer à paixão. O guia-intérprete deve se penalizar com a situação e ajudar a encontrar um parceiro para a pessoa com surdocegueira.
quando ocorrer de a pessoa com surdocegueira apaixonar-se pelo guia-intérprete, este deve se afastar.
em casos de pessoas com surdocegueira que apresentam profunda depressão, o guia-intérprete poderia ajudá-las ministrando medicação.
quando a pessoa com surdocegueira tem contato com pessoas que a entendem, que usam o sistema de comunicação que ela conhece, é comum que ela se apegue a elas.
nesta condição de codependência de seu guia-intérprete, a pessoa com surdocegueira perde sua autonomia para decidir o que é melhor para ela e deve respeitar as decisões de seu guia mesmo que não concorde com elas.
Quando a segunda perda sensorial aparece na adolescência, a situação de isolamento é agravante, porque nesse período o grupo é muito importante na vida desses jovens. É ele que passa a definir sua identidade. Os jovens vêm se adaptando ao grupo de surdos e em determinado momento não conseguem mais fazer parte desse grupo. Em alguns casos é comum que tentem esconder sua nova condição. O grupo não os entende porque ocorrem dificuldades de comunicação, falta de entendimento aos diálogos, o grupo passa a rejeitar os surdocegos, ignorando seus reais problemas.
(ALVAREZ, 2020)
Nesse caso, o texto trata de pessoas com surdocegueira pela seguinte causa:
Síndrome da Rubéola Congênita.
Síndrome de Usher.
Síndrome de Charge.
Toxoplasmose.
Citomegalovírus.
Depois de uma meningite, Nicole se tornou surdocega aos dezoito anos. Isolada dos que a rodeavam, que não podiam se comunicar com ela, sofreu uma forte depressão. Alguém lhe mostrou letras em relevo. Ela as reconheceu e formou palavras. Assim, a comunicação com as pessoas de sua convivência se desenvolveu com rapidez. Aprendeu o alfabeto manual. Mais tarde descobriu o sistema Lorm. A vantagem desse sistema é que seus amigos aprenderam a usá-lo em uma hora. O braille lhe permite acessar o computador: com ele pode estudar, trabalhar e usar o correio eletrônico e internet para manter seus contatos sociais.
(BALDER, 2001)
Nicole se expressa por meio
da fala.
do sistema Lorm.
do alfabeto manual.
de letras em relevo.
da escrita na palma da mão.
Considere as diretrizes abaixo.
- A iluminação precisa ser apropriada para pessoa com surdocegueira que tem resíduo visual.
- É preciso evitar clarão, fundos embaçados e holofotes.
- A iluminação deve ser direcionada para o rosto e mãos dos guias-intérpretes.
Nos serviços de guia-interpretação, tais condutas
não devem ser adotadas, pois o ambiente é diferente para cada serviços.
não devem ser adotadas, pois a pessoa com surdocegueira pode usar outro sistema de comunicação.
devem ser adotadas, pois o guia precisa que a pessoa com surdocegueira fique iluminada.
devem ser adotadas, pois a pessoa com surdocegueira com resíduo visual terá acessibilidade.
não devem ser adotadas, pois os serviços do guia-intérprete são somente para interpretação da mensagem.
O guia-intérprete são os olhos e os ouvidos da pessoa com surdocegueira. Tal afirmação está
correta, pois ele fornece informações sobre as pessoas e o ambiente.
equivocada, pois ele somente apoia em eventos.
correta, pois ele é quem guia as pessoas com surdocegueira.
equivocada, pois ele apenas descreve os ambientes.
correta, pois ele realiza as atividades do dia a dia para a pessoa surdocega.