Questões de Concurso sobre Temas sobre pessoas com deficiências

 
 
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As fases de aquisição da linguagem da criança surda, quando exposta a um ambiente linguístico favorável, com input linguístico em sua língua materna – o que ocorre em lares de pais surdos sinalizantes por exemplo – correspondem às fases de aquisição da linguagem da criança ouvinte.


Assinale a alternativa que apresenta corretamente essas fases.


A

Período pré-linguístico. Estágio de um sinal. Estágio das primeiras combinações. Estágio das múltiplas combinações.


B

Período pré-linguístico. Período Linguístico. Estágio dos primeiros sinais. Estágio da explosão de vocabulário.


C

Período pré-linguístico. Estágio dos sinais congelados. Estágio dos primeiros sinais. Estágio dos múltiplos sinais.


D

Estágio dos balbucios gestuais. Estágio pré-linguístico. Estágio das primeiras combinações. Estágio das supergeneralizações.


E

Estágio dos balbucios gestuais. Estágio dos primeiros sinais. Estágio das múltiplas combinações. Estágio da explosão de vocabulário.

Sobre as identidades surdas, analise as assertivas abaixo:


I. “Os sujeitos surdos não se diferenciam um do outro de acordo com o grau de surdez, e sim o importante para eles é o pertencimento ao grupo usando língua de sinais e cultura surda que ajudam a definir suas identidades surdas”. (STROBEL, 2008, p. 24).

II. Skliar (1998) apresenta as duas grandes concepções em torno da surdez: uma é conhecida como clínico-terapêutica e a outra sócio-antropológica.

III. Para Strobel (2008), “cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de torná-lo acessível e habitável, ou seja, só têm cultura surda os surdos que possuem uma identidade política fortalecida [...]”.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas I e II.


D

Apenas I e III.


E

I, II e III.

Dentro do contexto educacional de pessoas surdas, diversas propostas pedagógicas circularam ao longo dos anos orientadas por visões específicas quanto à condição da surdez. Estas perspectivas nortearam ações, por determinados momentos, garantiam maior autonomia da pessoa e, por outros, limitavam sua participação social.


Sobre as concepções acerca da pessoa surda, é correto afirmar que a visão


A

clínico-terapêutica visa reabilitar a pessoa surda considerando a surdez em uma perspectiva socio-cultural.


B

sociocultural da pessoa surda considera a língua de sinais como estratégia de apoio no aprendizado da língua portuguesa.


C

socioantropológica reconhece a pessoa surda como minoria linguística e pauta a educação das pessoas surdas pelo princípio da educação bilingue.


D

socioantropológica reconhece a pessoa surda como deficiente que, apesar dos esforços de reabilitação, não irão modificar sua condição de pessoa não-ouvinte.


E

sociocultural reconhece a cultura surda, manifestada principalmente nas produções da literatura surda, como meio de equiparar a pessoa surda com a pessoa ouvinte.

Um aluno cego quer tomar nota do site do MEC indicado pela professora para uma pesquisa sobre a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Escreverá www.mec.gov.br do seguinte modo:


A

2456 2456 2456 3 1245 135 1236 3 12 1235


B

5 2 2456 2456 2456 3 1245 135 1236 3 12 1235 5 2


C

5 2 2456 2456 2456 3 134 15 14 3 1245 135 1236 3 12 1235


D

5 2 2456 2456 2456 3 134 15 14 3 1245 135 1236 3 12 1235 5 2

A partir de quantos decibéis de perda podemos considerar uma pessoa com deficiência auditiva, no ponto de vista patológico?


A

Perda unilateral (em apenas um ouvido) de 15 db.


B

Perda bilateral (nos dois ouvidos) de 41 db.


C

Perda bilateral (nos dois ouvidos) de 90 db.


D

Perda unilateral (em apenas um ouvido) de 41 db

O sistema de comunicação Lorm foi desenvolvido para apoiar pessoas com surdocegueira adquirida. Pode-se dizer que é um sistema de comunicação alfabético, porque se baseia


A

nas letras do alfabeto para desenhar nas mãos, com diferentes movimentos.


B

no braille, utilizando as falanges para realizar o toque como.


C

nos toques nos dedos para identificar as letras.


D

nos movimentos dos dedos.


E

nos movimentos dos dedos e nas mãos.

Nice Tonhozi Saraiva estabeleceu o objetivo de iniciar a educação da pessoa com surdocegueira no Brasil após a


A

criação da primeira Escola Residencial para Deficientes Audiovisuais (Erdav) da América Latina em 1968.


B

criação do Setor de Educação de Deficientes Audiovisuais em 1977.


C

organização do I Seminário Brasileiro de Educação do Deficiente Audiovisual (Sedav) em São Paulo, com participação de palestrantes da Alemanha, Estados Unidos, Holanda e Inglaterra, em 1977.


D

visita de Helen Keller ao Brasil em 1953.


E

criação do setor de Educação de Assistência aos Deficientes Audiovisuais, através da portaria no 75, de 21 de maio de 1964, subordinado ao Serviço de Educação de Surdos.

De acordo com Balder (2001), se se examina o que requerem as pessoas que adquiriram a surdocegueira e as da terceira idade, se vê uma forte necessidade de serviços e projetos centrados na reabilitação e apoio, ambos focados na manutenção da independência.


De acordo com o trecho acima, com respeito


A

aos serviços, os mais importantes são os cuidados diários, de saúde e alimentação.


B

aos projetos, os mais relevantes são os que encaminham as pessoas de terceira idade para asilos e outras instituições para que fiquem sob os cuidados de profissionais.


C

aos apoios, os essenciais são os que auxiliam a obter créditos financeiros.


D

à independência, as pessoas com surdocegueira sempre serão dependentes de seus familiares mais próximos.


E

à reabilitação, as atividades importantes são a aprendizagem de novas habilidades de comunicação, treinamento para a mobilidade, ajuda psicossocial e todas as atividades da vida diária.

Estudantes com Síndrome de Usher têm significativa perda da visão periférica. No ambiente educacional,


A

o professor deve movimentar-se pela sala de aula enquanto fala.


B

o professor deve manter-se a mais de 3 metros de distância do estudante com surdocegueira.


C

de preferência o estudante com surdocegueira deve ser posicionado próximo à janela para aproveitar a iluminação natural.


D

a disposição das carteiras em um retângulo facilita quando o estudante com surdocegueira pode sentar-se no meio de um dos lados.


E

é recomendável a disposição das carteiras em meia lua ou em círculo e os estudantes terem suas posições fixas.

Quando um estudante com surdocegueira participa de um grupo, a interação entre os colegas que enxergam e ouvem deve ser modificada para que ele possa ter acesso a todas as informações. Este estudante irá precisar da ajuda de um mediador para potencializar sua participação e interação em sala de aula. Dessa forma,


A

o guia-intérprete pode atuar em outros ambientes, na sala de aula quem tem esta função é o professor.


B

a mediação deve ocorrer em momento separado para não interromper a aula.


C

o guia-intérprete e o mediador devem trabalhar juntos nas adaptações ambientais.


D

esta mediação pode ser realizada por um guia-intérprete.


E

quando o estudante com surdocegueira possuir resíduo visual e/ou auditivo, ele terá condições de obter as informações sem o uso de um mediador.

Para McInnes (1999), a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem única para suporte e um sistema único para dar este suporte. O referido autor subdivide as pessoas com surdocegueira em quatro categorias:


Tipo 1: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas;

Tipo 2: pessoas que eram surdas e se tornaram cegas;

Tipo 3: pessoas que se tornaram surdas e cegas devido a acidentes ou doença, após terem adquirido uma linguagem básica e formado conceitos; e

Tipo 4 – outros: pessoas que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente, ou seja, não tiveram a oportunidade de desenvolver linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas nem base conceitual sobre a qual podem construir uma compreensão de mundo.


(Adaptado de: BOSCO, MESQUITA & MAIA, 2010)


O profissional guia-intérprete presta serviços para


A

os tipos 1, 2 e 3. O profissional guia-intérprete tem formação para trabalhar com pessoas com surdocegueira adquirida e não com congênitos.


B

os tipos 1, 2, 3 e 4. Não depende da categoria, mas sim do fato de a pessoa possuir um sistema comunicativo convencional estabelecido para ser público-alvo dos serviços de um guia-intérprete.


C

o tipo 2. O profissional guia-intérprete trabalha sempre com Libras, Libras tátil ou Libras em campo reduzido, o que leva a atender às pessoas que já possuíam domínio de Libras antes de se tornarem surdocegas.


D

os tipos 1 e 3. O profissional guia-intérprete tem formação para atender pessoas com diferentes sistemas comunicativos e irá posteriormente ensinar Libras para a pessoa, por se tratar de uma comunicação mais rápida. Quem era surdo antes de perder a visão não tem necessidade, pois já conhece Libras.


E

o tipo 4. Os tipos 1, 2 e 3 por já terem linguagem não têm necessidade dos serviços de comunicação prestados pelo profissional guia-intérprete.

Segundo Giacomini (2008), na Orientação e Mobilidade de pessoas com surdocegueira que possuem resíduo auditivo, é possível utilizar o sistema Loops (aparelho no formato de rádio frequência que amplifica o som) quando estiver guiando mais de uma pessoa com surdocegueira. O guia-intérprete fica com um microfone e as pessoas com surdocegueira com o retransmissor.


De acordo com o descrito acima, o guia-intérprete


A

pode antecipar os obstáculos e esquinas.


B

dá os comandos para seguir, parar ou virar.


C

testa as aptidões das pessoas fazendo perguntas durante o percurso.


D

pode manter um diálogo social com todos enquanto caminham.


E

muda a rota combinada para verificar se as pessoas estão atentas ao percurso.

Sobre os recursos e estratégias metodológicas para o ensino da Língua Portuguesa, como segunda língua para os estudantes surdos, é correto afirmar:


A

A atribuição de significados à imagem gráfica restringe o trabalho do professor de Língua Portuguesa com o estudante surdo. Logo, no trabalho com a leitura contextualizada, contraindica- se o seu uso.


B

É importante selecionar os gêneros textuais a serem trabalhados com os estudantes surdos, sendo que, por exemplo, o trabalho com notícia é mais relevante do que com diário.


C

Pode-se estudar o sentido da palavra em diferentes situações, com a exploração textual e contextual da escrita. Em contrapartida, desaconselha-se a exploração da ortografia das palavras, em virtude da dificuldade apresentada pelos estudantes surdos nesta aprendizagem.


D

É relevante pesquisar os significados das palavras e os conceitos, relacionados a elas, sua aplicação em frases, sendo a aplicação em textos considerada complexa em demasia para os estudantes surdos.


E

Abordar conceitos já aprendidos pelo estudante surdo na Língua de Sinais, por exemplo, associação de um sinal com a escrita da palavra relacionada, pode favorecer a sua compreensão das atividades em Língua Portuguesa.

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade utilizado nos espaços educativos, culturais e informacionais.


Para que seja realizada de forma adequada, o audiodescritor deve:


1. Manter a fidedignidade da descrição.

2. Utilizar termos adequados às áreas de conhecimento.

3. Identificar expressões faciais e gestos dos personagens.

4. Incluir impressões pessoais como valores e julgamentos.

5. Mencionar cores e outros detalhes presentes na imagem.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.


B

São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 4 e 5.


D

São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 5.


E

São corretas apenas as afirmativas 2, 3, 4 e 5.

Pesquisas sobre aquisição da linguagem apontam diferentes fatores para compreensão desse processo, e a língua materna interfere no processo de aquisição de uma segunda língua. Acerca das interferências da língua materna (L1) na aquisição de uma segunda língua (L2), analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) No processo de aquisição da L2, a língua materna não embasa a aquisição da segunda língua.

( ) O sujeito surdo precisa aprender a língua portuguesa na modalidade escrita para depois desenvolver a aquisição da sua língua materna.

( ) As línguas de sinais nem sempre foram reconhecidas enquanto línguas naturais.

( ) Poucas pesquisas abordam a relação da língua portuguesa no processo de aquisição da Libras como segunda língua.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – V – F – F.


B

V – F – V – F.


C

F – F – V – V.


D

V – V – V – F.


E

F – F – F – V.

A respeito dos aspectos históricos e políticos dos movimentos surdos, analise as assertivas abaixo:


I. No Brasil, a história da educação de surdos iniciou-se com a criação do Instituto de Surdos-Mudos, hoje atual Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES.

II. O Congresso de Milão foi um marco na educação dos Surdos, fortalecendo o uso da língua de sinais na comunidade surda.

III. Faz parte do movimento surdo a luta pelo reconhecimento da Língua de Sinais e das identidades surdas.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas I e II.


D

Apenas I e III.


E

I, II e III.

O Detran, como parte do poder público, segundo o Decreto no 9.656/2018, que altera o Decreto no 5.626/2005, deve


A

garantir as pessoas surdas ou com deficiência auditiva material em vídeo-libras com informações sobre o órgão e orientações de como acessar os serviços oferecidos.


B

propiciar, um ambiente acessível a qualquer cidadão, seja ele pessoa com deficiência ou não, oferendo todos os meios necessários, dentro da razoabilidade, para prestar um bom serviço.


C

garantir, às pessoas surdas ou com deficiência auditiva, atendimento amplo e efetivo por meio do uso e da difusão da Libras e da tradução e interpretação de Libras-Língua Portuguesa.


D

oferecer recursos de acessibilidade comunicacional que garantam os direitos linguísticos da comunidade surda brasileira, já que são entendidos como cidadãos com plenos direitos.


E

promover comunicação clara e objetiva, em Língua Portuguesa e em Libras, de forma a contemplar as pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

O Decreto no 5.626/2005 foi de extrema importância para a garantia de alguns direitos dos surdos à vida social no Brasil. Dentre as determinações, o documento estabelece o prazo de dez anos para incluir profissionais da tradução e da interpretação de Libras e Língua Portuguesa em instituições federais de ensino. Entretanto, caso essas instituições não encontrem pessoas com a titulação exigida para essa função, poderão incluir profissionais com o seguinte perfil:


A

Profissionais ouvintes de nível superior e médio com competência para realizar a interpretação de línguas de sinais de outros países para a Libras.


B

Profissionais surdos de nível superior e médio com competência para realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e com aprovação em exame de proficiência, promovido pelo Ministério da Educação, para atuação em instituições de ensino médio e de educação superior.


C

Profissionais ouvintes e surdos, de nível médio, com competência para realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e a tradução de materiais didáticos.


D

Profissional ouvinte, de nível superior, com competência e fluência em Libras para realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e com aprovação em exame de proficiência, promovido pelo Ministério da Educação, para atuação em instituições de ensino médio e de educação superior.


E

Profissionais surdos de nível superior e médio com competência para realizar a tradução de textos escritos em português para a Libras em forma de vídeo.

Em sua tese de mestrado, Karnopp (1994) estabelece um paralelo entre o desenvolvimento linguístico de crianças ouvintes e o de crianças surdas filhas de pais surdos, usuários de Língua Brasileira de Sinais, e conclui pela convergência das diversas etapas de aquisição, evidenciando os mesmos princípios de aquisição compartilhados por crianças surdas e ouvintes.


Sobre o processo de aquisição de língua por crianças surdas é correto afirmar que


A

a criança surda diagnosticada precocemente deverá aguardar orientação do profissional da saúde que será o responsável pela indicação da melhor abordagem de aquisição linguística.


B

a criança surda deverá ser exposta precocemente à língua de sinais de modo a aproveitar o período crítico de aquisição de linguagem evitando possíveis prejuízos de ordem cognitiva.


C

as crianças surdas com menos de um ano de idade fazem uso do gesto de apontar com maior frequência que crianças ouvintes para indicarem objetos e pessoas.


D

devido à maior iconicidade das línguas de sinais, a aquisição do sistema pronominal é mais vantajosa para crianças surdas do que para crianças ouvintes.


E

os estágios de aquisição de língua por crianças surdas filhas de pais surdos, devido à modalidade gestual, são distintos dos das crianças ouvintes.

Ano: 2022
Banca: Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos - IMPARH
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Professor Substituto - Área: Pedagogia (Bilíngue) - 2022

De acordo com Quadros e Karnopp (2004), sobre a organização cerebral das línguas de sinais, é CORRETO afirmar


A

As línguas de sinais estão organizadas no hemisfério cerebral esquerdo, assim como as línguas orais.


B

As línguas de sinais estão organizadas no hemisfério cerebral direito, responsável pelo processamento de informação espacial.


C

Surdos que sofrem lesões no hemisfério cerebral esquerdo ficam com dificuldades para processar informações escritas e faladas, mas não sinalizadas.


D

Surdos que sofrem lesões no hemisfério cerebral direito ficam com dificuldade de fazer processamento de tudo que envolve organização espacial, inclusive da língua de sinais.

 
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